Uma História de Encantar

Título original: Enchanted
Título (Brasil): Encantada
Realização: Kevin Lima
Intérpretes: Amy Adams, Patrick Dempsey, James Marsden, Timothy Spall, Susan Sarandon
Estados Unidos, 2007
Estreia: 29 de Novembro de 2007

Crítica de: Jorge Pinto


Média dos
Espectadores
   
 
 
Uma princesa do "mundo animado" é expulsa por uma diabólica rainha da sua mágica terra e transportada para os dias de hoje, até à energética e bem real cidade de Nova Iorque.

*****

* Kevin Lima, Patrick Dempsey, James Marsden e Susan Sarandon no Cinema2000.


Priscila
Adorei o filme!!! Muito bonito! Os filmes da Disney são sempre de encantar!!!


Luís Diogo
Boa surpresa. Parece piroso, mas não é, apesar do visual poder claramente ser bem melhor. Vale por uma excelente interpretação da actriz principal, um esquilo fabuloso - que tem a melhor cena cómica do ano - e por outras surpresas e piadas lá no meio. Não é um grande filme, mas é um momento muito bem passado.


Andre Bianchi
Filme Disney por excelência com uma Amy Adams luminosa e merecedora de uma nomeação para os óscares.
Porque mais dificil do que representar "a escuridão" é representar "a luz".

Tirando esta grande mais valia, é um filme que consegue ser original e que apenas peca com a personagem de Susan Sarandon - um verdadeiro desastre!

De salientar aiinda que há muito que via uma legendagem tão má...
sigam o meu conselho, se entenderem bem o inglês: ignorem-na totalmente.


Pedro Fonseca
Esta história de encantar consegue de facto encantar, especialmente os mais novos. Nesse aspecto, o filme está mesmo fantástico. Tem sonhos, fantasias, romances, comédia, tudo em grandes proporções. O problema, para mim, é que foi tudo feito a pensar nos mais novos. Muito raramente lá aparecia uma piada um bocadinho para elaborada mas quase que passa despercebida. No entanto, o argumento está bastante bom. A ligação de algumas cenas a histórias antigas está, de facto, muito bem feita e até houve espaço para uma cena à "King Kong". As interpretações não estão nada de extraordinário mas conseguem todos cumprir. A única que não gostei foi Susan Sarandon que, talvez por se exigir (de)mais, "exagerou" na sua performance de bruxa má. Em suma, um magnífico filme para os mais miúdos e um filme, diga-se, de boa qualidade para os mais crescidos.

Classificação: 15


Pedro Fonseca
http://mundoemquevivemos.blogspot.com


JORGE PINTO (Cinema2000)  
Os feiticeiros modernos da Disney reuniram o melhor de dois mundos, a animação (2D e CGi) dos seus estúdios com uma fábula moderna cheia de romance e comédia no mundo real: «Uma História de Encantar» é um filme simples e eficaz, feito para encantar o público do principio ao fim. Os primeiros quinze minutos são fundamentais: um processo em animação (2D) revela um mundo de princesas, príncipes, animais que falam, trols e madrastas maquiavélicas. Mantendo esta redoma de inocência e acreditando na mesma, os nossos personagens, graças à magia negra, vão saltar da fantasia animada para o coração da cidade de Nova Iorque, num sítio onde todos pensavam que os sonhos não podiam existir.

Gisela (Amy Adams) é a princesa que se encontra fora do seu mundo. Vê-se engolida no turbilhão da multidão e quando está prestes a perder a esperança e a sanidade cai nos braços de Robert (Patrick Dempsey), que, convencido pela sua filha, dá abrigo à “estranha rapariga”. Na manhã seguinte, ninguém fica inerte perante a literal fada do lar: Gisele, com a ajuda dos pássaros e da população rastejante da grande cidade, limpa a casa onde está hospedada ao som da happy working song (aliás, todos os personagens do mundo animado são autenticas jukebox ambulantes). É salutar ver as produções animadas a abraçarem o género musical que no passado era um aspecto incontornável das obras: esta cena (a da limpeza da casa), é relativamente simples em animação, mas ganha uma dimensão extraordinária em imagem real com muita cor, vida e engenhosas coreografias das criaturas na lida doméstica.

Entretanto, o príncipe Edward (James Marsden), com Pip (Kevin Lima), o esquilo de Gisele, parte também para o mundo real para resgatar a sua noiva. Vestido a rigor e de espada em punho, ele enfrenta de forma literal os transportes públicos nova-iorquinos, sempre seguido de perto por Nathaniel (Timothy Spall), que deve concluir o que a rainha começou: o ostracismo definitivo de Gisele do mundo da fantasia. Ele é um divertido mestre de disfarce e das conspirações falhadas e contracena lindamente com Pip, que apesar de não falar no mundo real, é uma delícia para os nossos olhos com as inúmeras tentativas de comunicação gestual.

Quando a magia começa a perder o seu efeito, a relação entre o cinismo e a inocência desequilibra-se: Gisele começa a querer saber o significado de namorar e até fica zangada, uma sensação que desconhecia... é o princípio da perca de inocência. O filme transforma-se, sem nunca deixar de ser uma forma perspicaz de desmontar os contos animados, é um "viveram felizes para sempre depois de encontrarem a verdadeira cara metade" e nada melhor do que um true love kiss para acordar a princesa para o verdadeiro amor.

Infelizmente, nem tudo joga a favor do filme: Susan Sarandon (no papel da rainha Narissa), que seguindo as pisadas de Glenn Close em «Os 101 Dálmatas», tenta também encarnar uma figura inspirada na lendária mitologia animada da Disney, mas o resultado não é famoso. O overacting em demasia quase deitam a perder o cariz inocente da história, que se salva graças às diferentes caracterizações em que a rainha surge: a voz da dragão, uma velhinha pouco inocente e a rainha animada minimizam o estrago da interpretação em carne e osso.

A Disney apostou e reinventou mais um clássico e saiu vencedora: cheia de alegria e entusiasmo, «Uma História de Encantar» mexe com o espectador e é um belo presente de Natal nas salas de cinema.


     
 

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