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Nem Contigo... Nem Sem Ti!
Título original: I Could Never Be Your Woman
Título (Brasil): Nunca é Tarde para Amar
Realização: Amy Heckerling
Intérpretes: Michelle Pfeiffer, Paul Rudd, Tracey Ullman, Jon Lovitz, Sarah Alexander, Saoirse Ronan
Estados Unidos, 2007
Estreia: 19 de Julho de 2007
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João Lopes | Média dos Espectadores |
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Rosie é uma mãe solteira de 40 anos que vive em Los Angeles e a quem a vida não corre exactamente como planeado. A série televisiva que produz está com sérios problemas. Em casa, as coisas não correm muito melhor: o seu ex-marido vai ter um bebé com uma mulher mais nova e a sua filha Izzie acaba de entrar na idade em que as Barbies passaram para segundo plano.
Rosie apaixona-se pelo jovem actor Adam Perl. Mas o conceito de “mulher mais velha com rapaz mais novo” vai contra os seus princípios.
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* Michelle Pfeiffer e Paul Rudd no Cinema2000.
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João Lopes
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| Michelle Pfeiffer à procura de uma espécie de resgate irónico do seu próprio "envelhecimento" — interessante pelos actores (incluindo o sempre desconcertante Paul Rudd), convencional pela dramaturgia. |
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Pedro Ramalhete |
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| Desengraçado, previsivel e chato são palavras que caracterizam este filme, ah pois!... e tambem absurdo de onde veio a personagem da mãe natureza? O brilho e beleza de Pfeiffer não tras vida a este filme opaco. Salvam-se as personagens de Paul Rudd (realmente engraçada) e as canções da pequena Saoirse Ronan, de resto não passa de uma comedia fora de prazo e não completamente mas 99% desengraçada. |
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JORGE PINTO (Cinema2000) |
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Sozinhos no Escuro
Uma comédia precoce, usada e sem graça. Michelle Pfeiffer regressa do hiato para espalhar-se ao comprido num bizarro objecto de cinema.
O relambório que abre «Nem Contigo... Nem Sem Ti!», com a mãe natureza (Tracey Ullman), roça o absurdo, entre o over e o bad acting, uma tirada sobre o envelhecimento feminino e todos os recursos para as mulheres se manterem jovens por via das plásticas e dos parceiros mais novos. O pesadelo termina com a introdução do enredo principal, mas rapidamente ficamos a saber que vai ser uma longa e penosa jornada de cinema.
As tentativas da realizadora e argumentista Amy Heckerling em ironizar com as situações dos bastidores de Hollywood e, de certa forma, com a vida privada de uma mãe solteira, caem por terra pelo excesso de ironia e entradas fora do tempo. São diversos os fios de enredo que se debatem pela atenção do espectador: a sátira à produção incipiente de televisão para teens, a inveja e o jogo de cintura dos subalternos, o crescimento da filha adolescente, a corrida contra o tempo dos pais, o starpower e o poder dos estúdios são algumas das situações que querem formar uma telenovela da vida real.
O óbice de Rosie (Michelle Pfeiffer), a personagem principal, soa a falso: ela não tem confiança em si mesmo e receia que o novo namorado faça o mesmo que o imbecil do ex-marido (Jon Lovitz), que a abandonou por uma mulher mais nova. Pfeiffer é aqui uma actriz desperdiçada num papel inverosímil, pois a sua personagem é demasiado bela e inteligente. As hesitações constantes que sente face ao que é “natural” para uma mulher da sua idade, caem por terra quando ela fica bem melhor na fotografia do que as rivais bimbas, Brianna (Stacey Dash) e a assistente (Sarah Alexander).
Ultrapassada esta incongruência, encontramos o coração do filme na relação de Rosie e Izzie (Saoirse Ronan), a sua filha, que abandona as bonecas e prefere os bonecos de carne e osso. A personagem de Izzie está bem escrita e interpretada, sabendo levar a ironia com subtileza e as farpas que dispara são, por causa da sua idade, mais corrosivas. Paul Rudd, no papel do namorado, traz inicialmente uma abordagem fresca e bem disposta ao filme, mas à medida que os acontecimentos evoluem, assume-se como um personagem tipo.
O paralelismo com a relação de Demi Moore e Ashton Kutcher, que já sofreu todo tipo de piadas, torna este filme algo insólito. O debate sobre o envelhecimento, seja ele da mãe ou da filha, poderia ter um cariz menos ralé sem perder o apelo das massas. A culpa deste produto fora de prazo não é apenas de Heckerling: recorde-se que «I Could Never Be Your Woman» está escrito há 6 anos, andou perdido no inferno do desenvolvimento criativo até ser recuperado por Pfeiffer. Talvez em 2000 esta abordagem surtisse melhor efeito. |
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Diogo Torres |
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I COULD NEVER BE YOUR WOMAN
Não há dúvida de que as comédias românticas são dos géneros que mais cativam o público e Hollywood conseguiu, otrora, criar obras que, além de originais, fossem êxitos.
O filme a partir do qual escrevo é testemunha da perda de qualidade que os filmes hollywoodescos têm tido nos últimos anos, resumindo-se a um chamariz de cifrões, sem cuidado pela credibilidade da mensagem transmitida ao espectador.
O trailer mostrava um filme descontraído e divertido, o que, juntamente com o facto de ser protagonizado por uma das melhores actrizes americanas (a sempre deslumbrante Michelle Pfeiffer), me deixou curioso para o ver.
É claro que as minhas expectativas não eram muito altas, mas aquando do visionamento, fui perdendo, cada vez menos, o interesse que tinha e elas não foram preenchidas (apesar de tudo).
É um filme menor, com uma história extremamente simples e sem graça. Os actores serão a única mais-valia, mas, mesmo assim, não compensaram 90 minutos de aborrecimento.
Esperava mais... |
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