Harry Potter e a Ordem da Fénix

Título original: Harry Potter and the Order of the Phoenix
Título (Brasil): Harry Potter e a Ordem da Fênix
Realização: David Yates
Intérpretes: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Ralph Fiennes, Gary Oldman, Alan Rickman, Helena Bonham Carter, Michael Gambon, Maggie Smith, Imelda Staunton
Estados Unidos/Grã-Bretanha, 2007, 2006
Estreia: 12 de Julho de 2007


João
Lopes
Média dos
Espectadores
   
 
Harry regressa para o seu quinto ano de estudos em Hogwarts e descobre que a maioria da comunidade de feiticeiros não acredita no seu encontro com Lorde Voldemort, preferindo ignorar os factos sobre o seu regresso.

Receando que o Reitor de Hogwarts, o venerável Albus Dumbledore, esteja a mentir sobre Voldemort de modo a minar o seu poder e usurpar o seu cargo, o Ministro da Magia, Cornelius Fudge, nomeia uma nova professora de Defesa Contra As Artes Negras para vigiar Dumblebore e os estudantes de Hogwarts.

*****

* «Harry Potter e a Pedra Filosofal» (2001), «Harry Potter e a Câmara dos Segredos» (2002), «Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban» (2004) e «Harry Potter e o Cálice de Fogo» (2005) no Cinema2000.


João Lopes
Depois do (muito) relativo arejamento do anterior «Harry Potter e o Cálice de Fogo», a série retorna à sua militante mediocridade. Até onde irá o academismo bocejante? E quantas vezes mais a "saga" será vendida em nome da "juventude"?...


AL
Este livro foi o pior e eu quando o li nao entendi patavina, no entanto sendo eu uma grande fa de harry potter nao desperdicei a opurtunidade de ir ver o filme ao cinema. o filme surpreendeu.me bastante, acho que fizeram uma grande selecçao nas cenas mais adequadas e fizeram.no bem, pois o livro é grande. É o pior filme da saga, mas forma bem escolhidas as cenas e os feitiços, acho no entanto que eles se deviam apressar a fazer os filmes pois os muidos estao a crescer e qualquer dia ninguem se vai interessar.
acho também que deviam por mais pormenores no filme uma vez que omitem grandes partes e as vezes nao se percebe ( eu como leio percebo na boa), mas tenho a sensaçao que se nao lesse nao iria entender nada de nada, uma vez que grnade parte dos meus amigos nao leem e nao entendem as vezes o que se esta a passar.
omitem e omitiram grandes partes dos filmes que serao uteis nos proximos filmes para melhor compreensao.


goosebump
Uma série com este sucesso e com numero de fas que tem não é fácil de transpor ao cinema, ainda por cima quando se entrega a um realizador perito em televisão e a um novo argumentista. Apesar disso e sendo a ordem de fénix um dos livros mais complexos, David Yates consegue ter "mão firme" e ao contrário de realizadores como chris columbus dar uma imagem forte e chamativa ao filme, conseguindo assim e até agora ser o 3º melhor filme da saga!!!


Mariana
o filme n vale a pena...


PSSB
Apesar dos efeitos especiais serem bons este foi o filme que mais me decepcionou da saga Harry Potter.
O filme fica mesmo muito longe do livro, de facto perde muita historia os cortes nesta são inacreditáveis e eu acredito que surgirá lá para dezembro uma versão longa do filme. Como exemplo podemos ver na parte final em que Harry e Hermione são levados ao gabinete da professora Dolores Umbridge e quando lá estão existe um corte onde aparece o resto do grupo alegadamente apanhados por Draco e seus compinchas e que não faz sentido no filme, mas tem toda a lógica no livro uma vez que estavam numa operação de vigilância.


Carlos Pereira
A saga cinematográfica de Harry Potter continua longe da perfeição. Em boa verdade, as adaptações efectuadas até à data deixam muito a desejar. Se os dois primeiros filmes eram demasiado infantis, os seguintes são pouco mais que meras colagens de cenas, onde tudo é feito a despachar, sem grande ordem narrativa e deixando os espectadores que não leram os livros com a sensação de que pouco faz sentido. Sendo eu fã assumido dos livros de J.K. Rowling, é triste ver que a essência dos mesmos é aqui reduzida a personagens sem densidade psicológica e a situações onde o registo dramático se traduz numa nulidade absoluta. Harry Potter e a Ordem da Fénix é, a meu ver, mais uma desilusão. Mas nem tudo é negativo, sendo de destacar uma Imelda Staunton genial como Dolores Umbridge, verdadeira ditadora que transforma Hogwarts num regime quase fascista, com direito a milícias armadas e a uma sufucante censura. O que me faz gostar mais do filme é a minha admiração por este mundo alternativo tão viciante e apaixonante, resultado de um verdadeiro fenómeno que tinha tudo para triunfar no cinema, não fossem as leis do mercado estragar toda e qualquer qualidade que ele poderia possuir.

http://the-last-chapter.blogspot.com/


Ricardo Neves
"Harry Potter e a Ordem da Fénix" não está ao alcance dos dois primeiros filmes e não oferece nada de novo não tem a magia e espectaculo do excelente e o melhor da série até agora que é "Harry Potter e o Cálice de Fogo" pode dizer-se que este quinto filme da saga será o mais fraco a par do terceiro filme "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban".


lg@sapo.pt
para :hud-gu@hotmail.com
ler só o harry potter pelos vistos não é o suficiente para aprender a escrever e expressar-se correctamente.
expestativas; comcentra-se; coesoe


Rui Oliveira
Apesar de não ter lido o livro, achei este quinto filme da saga Harry Potter muito superior ao anterior "Harry Potter e O Cálice de Fogo" (pra mim, o mais desinspirado e fraco da série).
Este "Harry Potter e A Ordem da Fénix" consegue ser um filme mais adulto e com uma atmosfera mais sombria e de maior suspense, graças a um argumento coeso e a uma maior atenção dada às personagens e à consistência da narrativa (o que não aconteceu com o filme anterior, onde apenas vimos um desfile de vistosos efeitos especiais). Neste filme também temos efeitos especiais claro (e excelentes, sobretudo na batalha final de feiticeiros no Ministério da Magia), mas utilizados apenas quando necessário, sem se sobreporem à presença dos personagens ou à importância do enredo, mas realçando-os.
A história é mais envolvente, mantendo-nos sempre em suspense sobre o que se irá passar a seguir (o eminente confronto com Lord Voldemort), e ao mesmo tempo vai caracterizando muito bem os novos personagens (excelentes Dolores Umbridge e Luna Lovegood), e desenvolvendo melhor certos aspectos dos já conhecidos. Com uma boa gestão da intriga, o filme não se perde em histórias paralelas pouco importantes, como acontecia nos anteriores (à excepção de "O Prisioneiro de Azkaban", o melhor de todos até agora), centrando a nossa atenção em Harry e na perturbadora omnipresença de Voldemort. Apesar disso, o namoro de Harry podia ter sido melhor explorado, dando a sensação que não houve tempo para mais.
Aparte este pormenor, este resulta um filme bastante satisfatório, com um bom enredo, consistente, excelentes interpretações e algumas surpresas.
Para mim, este é um dos melhores filmes da saga, a seguir a "O Prisioneiro de Azkaban". A não perder.

http://cinemaarodos.blogspot.com


David Santos
Mais do mesmo.
Melhor que anterior, mas ainda assim, nada de novo, desfilar de personagens e de actores desperdiçados (Ralph Fiennes, Gary Oldman,Alan Rickman,Helena Bonham Carter, etc...)
Já chega...
QUe venha o fim e depressa.


JOÃO PEDRO JORGE (Cinema2000)
Confirmam-se as previsões: à sua quinta aventura no grande écran, o jovem feiticeiro Harry Potter já não tem feitiço possível para fazer desaparecer a extrema monotonia que se instalou na série com o anterior filme «Harry Potter e o Cálice de Fogo». A necessidade de fazer avançar a história até ao conflito final, condensando em pouco mais de duas horas livros cada vez mais volumosos, está a revelar-se uma tarefa árdua por terras de Hogwarts, e neste episódio isso sente-se de forma particular, transformando a que deveria ser a mais adulta, reflexiva e interessante história até agora num amontoado de peripécias sem um verdadeiro tecido dramático que as articule, em que todos os momentos caracterizadores das personagens - veja-se o primeiro beijo de Potter, ou as suas conversas com o padrinho Sirius Black - são tratados como adereços num objecto mecânico e formatado, de uma linearidade sem imaginação, retirando quaisquer possibilidades ao suspense de se instalar ou de o clímax ter qualquer relevância emocional. O que é uma pena, pois o realizador David Yates é talentoso na visualização deste universo (veja-se a extraordinária batalha de feiticeiros final e a segurança com que constrói a sequência no Departamento de Mistérios do Ministério da Magia), apesar da preguiça de alguns efeitos especiais, e os actores estão em boa forma - Daniel Radcliffe soube envelhecer (n)a sua personagem e, entre a nata dos actores ingleses aqui presente, destaca-se a grande Imelda Staunton, que com muita graça compõe a professora totalitária Dolores Umbridge, mostrando que afinal o demónio se veste de cor-de-rosa... Nada disto é, porém, suficiente para fazer esquecer a inanidade do argumento e do desenvolvimento das personagens, a que nada ajuda uma demasiado exposta faceta de analogia política, já presente no livro - a tomada de consciência política de Potter e amigos seria uma mais-valia para o seu crescimento como adolescentes, mas tal como está no filme, desancorada de quaisquer coordenadas emocionais relevantes, é apenas mais uma peça de uma frouxa engrenagem, chegando por vezes a roçar a mais rudimentar denúncia.

Enfim, é tristemente irónico constatar que o que falta a esta aventura é, precisamente, a magia das páginas de J.K. Rowling, que tantos conquistou mas que está a ter sérias dificuldades em encontrar um equivalente cinematográfico.


   
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Obrigado.

Cinema2000


hud-gu@hotmail.com
o filme e otimo e ponto!!!
fui ao cinema sem muita expestativas. sou um fanatico por harry potter, ja li todos os livros e vi cada filme varias vezes, mas n~~ao estava confiante de que david yates faria um bom tabalho.
a ordem é um dos livros mais fracos da serie, e muito grande, com muitas tramas paralelas e a ação comcentra-se no final. depois yates era um novato.
no entanto me surpreendi e assisti ao melhor harry potter ate agora!!!!!!!
o roteiro e melhor, mais coesoe sem pontas e apesar dos cortes o filme e bastante fiel ao livro.
adorei as atuações, principalmente o trio de mulheres: iemelda stauntoun(umbridge), helena bomham carter(belatrix) e evana linch(luna).
a parte tecnica tb e irretocavel e o filme sabe combinar drama, suspense, ação e humor!!!!!!!!
e mais sombrio, mais adulto sem deixar de ser fantastico!!!!!!!!!

parabens ao diretor, roterista, produtor, elenco e todos da equipe tecnica>>>>>>>>>


varela_franco@hotmail.com
Após a excelente adaptação que fizeram do quarto livro da série (que ainda acho que é o pior deles de tão mal escrito que está) fiquei esperançado por esta adaptação (do quinto livro, o mais entusiasmante deles todos). Mas sai desiludido. Não quero dizer que o filme seja mau, apenas que a matéria prima era tão boa que não justifica um filme quase banal. Chego a dizer que a montanha pariu um rato. Falta a visão de um grande realizador que claro está David Yates não o é. Tremo em pensar o que Alfonso Quarón não faria com este filme, mas enfim. Falta até uma certa entrega dos actores ás suas personagens, em contrapartida com a força das novas personagens de Bellatrix Lestrange, Dolores Umbrige e de Luna Lovegood, cujos actores estão de parabéns. Uma das cenas mais enesqueciveis do livro foi posta de parte: um confronto verbal entre Umbrige e McGonagall na aula desta, que é de antologia, em contrapartida com outras que eram desnecessárias. O final é sem sabor, sem a força que a narrativa de J.K Rowlings conseguiu incutir. O realizador e o argumentista não conseguiram espremer todo o sumo desta obra e isso sente-se durante todo o filme, mesmo para aqueles que nunca o leram.
José Varela Franco


Pedro Fonseca
Para começar penso que o realizador fez um trabalho muito acima da média, assim como a equipa de argumentistas. Quem leu o livro certamente reparou em imensos pormenores que ficaram por explicar no filme. Para quem não leu o livro certamente não reparou que faltam pormenores por explicar. Isso, por si só, quer dizer alguma coisa. Era impossível transpor para a tela o maior livro de toda a saga Harry Potter. A única hipótese era fazer um filme com pelo menos 3 horas. Portanto, penso que o filme teve o essencial, o que o tornou com bastante ritmo. Perderam-se pormenores que estavam sempre presentes nos anteriores filmes mas penso que foi um mal necessário. Para além dos bons efeitos especiais, que já se tornou num hábito, neste filme destacam-se sobremaneira as interpretações por parte de alguns actores. À cabeça, Imelda Staunton, que interpreta a irritante Dolores Umbridge. Tem realmente uma interpretação completamente fantástica. Excepcional! Igualmente muito boa está Evanna Lynch no papel de Luna Lovegood. Consegue transpor para o filme tudo o que parecia no livro. Com o nível igualmente alto a que já nos habituou nos filmes anteriores está Rupert Grint, Ralph Fiennes e Alan Rickman. Michael Gambon (Dumbledore) é, mais uma vez, aquele que se afasta mais do personagem do livro. Em suma, tendo lido o livro e gostado, é normal ter pena de não estar presente na história do filme toda a história do livro. No entanto, compreendo perfeitamente esse facto. Mesmo assim, tendo em conta essas condicionantes, o filme está bastante bom e é, talvez, o melhor dos 4.

Classificação: 16

Pedro Fonseca
http://mundoemquevivemos.blogspot.com


Paulo Figueiredo - www.cinema.ptgate.pt  
Quinto filme da adaptação da saga literária de Harry Potter que pretende levar-nos até ao lado mais obscuro do rapaz feiticeiro e das intrigas de Lord Voldemort. Esta segue, contudo, exactamente a mesma cadência das histórias anteriores, relegando todas as decisões importantes para o fim, perdendo-se as noções do “quadro geral” e do efeito de continuidade, ambos disfarçadas com a pseudo eminência de uma guerra e com as crises de Potter perante o acréscimo de responsabilidades e das hormonas que teimam em pregar-lhe partidas. Sem ser um mau filme, «Harry Potter e a Ordem da Fénix» não está ao alcance dos anteriores e muito menos oferece algo de significativamente novo. Parece ser feito para picar o ponto, sem a magia e espectacularidade do «Cálice de Fogo» e sem a espessura argumentativa de «O Prisioneiro de Azkaban», pode dizer-se que a ser comparado, será mesmo aos dois primeiros e mais fracos filmes da série. Não deixa no entanto de ter os seus momentos inspirados que valem por si só o bilhete e uma saudável e momentânea imersão no mundo do feiticeiro mais famoso da actualidade.


Laura Caçoeiro
Aconselho vivamente as pessoas a ler o livro antes de irem ver o filme.
As cenas pareçem que foram coladas de uma forma que quem não conhecer a história, fica um pouco á parte do mundo de Hogwarts.
Algumas partes podiam ter sido melhor aproveitadas, como na cena dos irmãos gémeos de Ron, eles fizeram muito mais partidas do que apareçeu no filme.
A morte de uma das personagens também fez muito mais mossa na vida de Harry do aparenta no filme.


José Videira
eu que já tinha lido o livro antes de ver o filme e nao tinha gostado nao tinha grandes espectativas para o filme, mas mesmo assim conseguiu-me surpreender pela negativa pois o filme nao inclui os minimos promenores e baseia-se a fazer com que todos acreditem que lord voldemort voltou.


Pedro Ramalhete
Certamente que é o mais triste de ver pois possui um argumento deveras fraco e um actor principal que parece andar perdido no meio da "magia" de hogwarts. Um filme que não acrescenta nada aos antecessores senão pena e desilusão. Sinceramente esta estoria do meninho fragil sozinho e inadaptado no mundo da magia tentando lutar pela sobrevivência ja cansa e de que maneira.


NUNO ANTUNES (Cinema2000)
Harry Potter continua a ter problemas com os Muggles, em particular os Dursleys, Apanha o comboio com os amigos para Hogwarts, onde os retratos continuam vivos e Snape com as trombas de sempre. Potter faz novos amigos e vai às aulas. Umas correm melhores do que outras, mas o mais importante são as actividades extra-curriculares, entre elas a obrigatória visita à cabana de Hagrid. Não há Quidditch, mas em troca temos muita conversa, versando principalmente “aquele cujo nome não deve ser pronunciado”. E ficamos a saber um pouco mais da infância do “eleito”, pois não há magia que acabe com os pesadelos nocturnos. Anuncia-se que “a rebelião começou”, o que significa que Harry Potter e amigos vão ter “mais responsabilidades”. Enfim, parece que está tudo “mais negro”, da fotografia à história, mesmo que a grande ameaça seja uma senhora vestida de rosa que é uma espécie de directora-geral da Direcção Regional de Educação no mundo dos feiticeiros e faz a vida negra às outras personagens, mesmo às que aparecem apenas por breves instantes.

E há o tão falado beijo, o acontecimento que assinala a entrada de Harry na adolescência, ao contrário de Ron e Hermione, que claramente ainda não compreendem os sentimentos que nutrem um pelo outro. O beijo é tão inócuo que merecerá a aprovação daqueles avós que vão levar os netos ao cinema no dia de estreia e estão sempre a falar no respeito que existia no “tempo deles”. E é de forma tão respeitável quanto aborrecida que tudo se caminha para o habitual confronto final, que corre sem sobressaltos embora morra uma pessoa “importante”. No desfecho, a revelação de que Harry Potter e Lord Voldermort estão mesmo ligados “de forma profunda”. Ou seja, ficamos na mesma: podíamos ter saltado do quarto para o sexto livro e não se perdiam 140 minutos. O que não deixa de ser um desperdício menor quando comparado com o dos grandes talentos técnicos e humanos presentes em «Harry Potter e a Ordem da Fénix».


JORGE PINTO (Cinema2000)
Crises de um Jovem Mágico

Seguindo a tendência dos heróis do Verão 2007, o puto maravilha Harry Potter (Daniel Radcliffe) atravessa uma crise existencial e arrasta os espectadores para uma jornada com pouca magia. Esse aspecto, a fantasia, é uma referência de marca da série e parece ter sido descurada por parte dos argumentistas.

Apesar de «Harry Potter e a Ordem da Fénix» não poder fugir ao argumento original, e não estando em causa o carácter mais sombrio dos temas abordados, existem formas mais interessantes para se adaptar e não entediar o espectador, mantendo a emotividade e sobriedade da narrativa. Um óptimo exemplo é a realização de Mike Newell em «Harry Potter e o Cálice de Fogo», onde este uniu a impressibilidade das aventuras com uma seriedade incontornável no desfecho do filme. A morte de Cedric e o aparecimento do némesis de Potter, Lord Voldermort (Ralph Fiennes) marcaram um ponto de viragem temática da série; tudo sem alienar os espectadores, entretendo-os e deslumbrando-os.

«Harry Potter e a Ordem Fénix» inicia-se com uma mudança significativa no aspecto visual do filme: a substituição da luminosidade pelas trevas. O lado negro toma conta literalmente do filme e o registo torna-se pautado por diversos flasbacks e premonições que testam a nossa paciência, mesmo quando habilmente se encontra uma explicação lógica para estas ocorrências. A Ordem da Fénix (sociedade secreta de mágicos) é revelada de uma maneira abrupta e pouco satisfatória, já que esta tem poucas incursões no enredo e só aparece como cabeça de cartaz do filme porque o mesmo ocorreu no livro. Esta Ordem perde o carácter místico e transforma-se em brigada de intervenção rápida, convenientemente irrompendo em cena sempre que o jovem aprendiz está em apuros.

Apercebemo-nos que a estrela da companhia é Miss Umbrige, uma interpretação fantástica de Imelda Staunton, que polariza o filme e lança para as trevas as personagens-chave desta série. O ênfase dado a esta personagem é um enigma: por excesso de talento de Staunton ou falta de rumo por parte dos argumentistas, Umbrige é uma figura incontornável. Claramente o equalizador desta narrativa foi mal programado, ou seja, foi dada demasiada importância a alguns personagens e outros parecem ter sido eclipsados.

O ritmo desta aventura passa pelo tocar dos tambores de guerra: o bem versus o mal, se preferirem, Potterianos versus Voldermortistas. É um registo com demasiadas intrigas políticas e julgamentos em praça pública, que apenas servem para picar o ponto de factos visionados e relatados no livro do que para a evolução do enredo.

Uma das pedras basilares da série permanece na química entre os personagens: a cumplicidade de Harry e Sirius (Gary Oldman); o flirt entre Ron (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) que enche o ecrã com achegas de humor rosa; e o aparecimento de personagens peculiares na mitologia criada por J.K Rowling, como por exemplo Luna Lovegood (Evanna Lynch), uma jovem aluada, Kreacher, um brilhante e desaproveitado elfo doméstico, e Grawp (o meio irmão de Hagrid), que não é mais do que uma personagem insólita em CGI enfiada às três pancadas no filme. No final somos presenteados com Bellatrix Lestrange, uma bruxa mentecapta com algum overacting e insanidade à mistura por parte de Helena Bonham Carter.

Nesta mistura de seres e criaturas chega-se à conclusão que mais vale abandonar os fios narrativos se não há a possibilidade, e sobretudo engenho, de desenvolver os mesmos. Ficam situações episódicas que nada acrescentam ao enredo principal. As personagens saltam de cenário em cenário sem se preocupar em levar o espectador consigo. Os sets são tristes, da Londres “moderna” (sequência do rio) ou burocrática (Ministério da Magia). Até Hogwarts deixou de ser misteriosa. Perde-se a sensação de espaço, que criava uma dimensão acolhedora para os personagens e agora resulta num distanciamento desse mundo ficcional. Até com o CGI ocorrem percalços: os actores parecem andar às cegas nas sequências filmadas em ecrã azul (Luna, Harry e os threstals).

E todavia encontramos no quinto filme as melhores interpretações da série. Os “miúdos” começam a dar um ar da sua graça e alguns adultos libertam-se da personagem em jeito de caricatura. Os vilões neste filme estão tão bem interpretados que fazem com que o espectador sinta afinidade com os mesmos ficando praticamente a torcer por eles. Mesmo se aguardamos hora e meia para as primeiras faíscas de magia (a sequência dos irmãos Wesley), que ocorre num momento desprovido de dramatismo e provando que não é necessário caminhar para o clímax para termos cenas envolventes. Essa ocorrência não evita que o momento alto em termos de deslumbre seja o confronto final no Ministério da Magia.

Obviamente que a série é à prova de flops, graças a uma legião de fiéis seguidores. De «Harry Potter e a Ordem da Fénix» fica para a posteridade uma abordagem interessante do crescimento de um jovem prestes a confrontar-se com o seu destino. Como afirma um personagem: “a felicidade do mundo desapareceu”. Bem-vindos ao lado negro de Harry Potter...


     
 

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