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Flyboys — Nascidos para Voar
Título original: Flyboys
Título (Brasil):
Realização: Tony Bill
Intérpretes: James Franco, Jean Reno, David Ellison, Martin Henderson, Jennifer Decker
França/Estados Unidos, 2006
Estreia: 1 de Fevereiro de 2007
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João Lopes | Média dos Espectadores |
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Em 1917, em plena Grande Guerra, as forças Aliadas do Império Britânico e da França travavam uma luta desesperada contra a supremacia das forças do Império Alemão. Enquanto milhares de jovens morriam no campo de batalha, os Estados Unidos, profundamente divididos, iam adiando a sua entrada no conflito.
Alguns jovens americanos que discordavam da atitude do seu país voluntariaram-se para combater em defesa dos seus ideais, em França — alguns na infantaria, outros nas enfermarias.
Outros houve ainda que decidiram aprender a pilotar aviões. O primeiro grupo deles — um esquadrão com apenas 38 pilotos – ficou conhecido como Esquadrilha Lafayette. A seu tempo, os Estados Unidos viriam a juntar-se à sua causa... e os destemidos pilotos da Esquadrilha viriam a tornar-se uma lenda.
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* James Franco e Jean Reno no Cinema2000. |
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João Lopes
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«Nascidos para Voar» ficou como um dos falhanços comerciais da produção americana de 2006. Convenhamos que não é difícil perceber porquê. Produzido por Dean Devlin, ligado a blockbusters como «O Dia da Independência» (1996) e «Godzilla», o filme visa um modelo grandioso de espectáculo, mas cedo se reduz a uma lógica académica de telefilme ou mini-série. E é pena, porque o tema - a Esquadrilha Lafayette, formada por jovens americanos que combateram ao lado dos franceses na Grande Guerra - tinha imensas potencialidades. Fica a curiosidade de reencontrarmos na realização Tony Bill (n. 1940), nome forte da produção independente da década de 80, autor do magnífico «Five Corners/Caminhos Cruzados» (1987), com Jodie Foster.
(Texto publicado na revista «6ª»/Diário de Notícias, 2 de Fevereiro de 2007) |
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Sérgio Santos |
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| Vi hoje o filme, dado pelo jornal Record e confesso que adorei. Excelente filme e olhem que não dava nada por ele. Supreendeu-me muito. |
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Ebenézer |
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| Bom eu vi o filme algumas vezes e gostei muito nao so pela historia como pelos dados historicos,e outra se eu pudesse voltar no tempo eu teria me alistado e lutaria com eles. |
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Darnei |
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| exelente filme,espetacular!!! |
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Vanderlei Benvenuti |
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| Não sei porque insistem tanto em ver sangue em filmes de guerra, este filme tem a missão de narrar uma história para o aprendizado de todo ser humano, a guerra é ruim para todos, inclusive para os vencedores, se é que existem... |
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Adolf Galland |
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| Na verdade a supremacia alemã da época não deixaria que caças franceses pilotados por pilotos americanos, despreparados, conseguissem abater algo que tivesse asas. O Barão Vermelho que o diga!!! |
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etrusca@gmail.com |
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É o guilty pleasure do mês, “Flyboys”, um daqueles filmes que contêm em si a capacidade de fascinar os olhares mais receptivos não pela sua originalidade mas pelo seu encanto de nostalgia clássica. É um filme de guerra mas é demasiado limpinho, demasiado bonito. Tem histórias de companheirismo, amor e heroísmo iguais a tantas outras que já vimos e no entanto é possível ainda deixarmo-nos embalar por este filme.
Tirando James Franco (que sim, até lembra um pouco James Dean aqui e acolá) e Jean Reno, não há no filme celebridades nem na sua narrativa aspirações a algo maior do que é. Tony Bill, realizador que ultimamente tem trabalhado essencialmente para televisão, parece empenhado em recriar uma atmosfera de época cuidada e certinha, aproveitando as belíssimas paisagens (uma França filmada na Inglaterra) e conseguindo cenas de acção aérea muito boas (e que resultam certamente melhor num ecrã de cinema).
É sempre interessante ver a Primeira Guerra ser retratada no cinema, é sempre curioso sermos lembrados subtilmente do quanto o mundo mudou num século (aqui essa mudança é sobretudo expressa através da rapidez da evolução dos aviões).
Ver “Flyboys” significa também vontade de ir ver ou rever os clássicos do género, por exemplo “Wings” (1927), “Hell’s Angels” (1930), “Only Angles Have Wings” (1939) ou ainda “Lafayette Escadrille” (1958), este último retratando também a história dos pilotos americanos que foram combater em França antes de os EUA terem entrado na guerra.
Helena, asimagensprimeiro.blogspot.com |
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Nowhere_Man@goowy.com |
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Os Primeiros “Top-Gun”
Muito antes da “consciencialização” da guerra provocada por “Saving Private Ryan”, o cinema bélico (divido em três vertentes – missões em território inimigo, aventuras em submarinos, peripécias aéreas) era um género virado para o entretenimento, o grande espectáculo e até mesmo auxiliar no “esforço de guerra”.
O género teve um pequeno ressurgir depois do fabuloso título de Spielberg, mas tem percorrido os mais diversos objectivos. Dentro do filme anti-guerra temos o exemplo de “Flags of Our Fathers”, à maneira dos clássicos filmes de acção/aventura em ambiente bélico está o muito estimável “U-571”.
“Flyboys” pertence a esta segunda vertente, com a diferença que se passa na Primeira Guerra Mundial e as aventuras têm lugar nos céus da França.
A história gira à volta da lendária Esquadrilha Lafayette e centra-se num punhado de americanos que se juntam a ela, uns em fuga de problemas que tinham no USA, outros em busca de algo em falta nas suas vidas.
O filme marca o regresso de Tony Bill, um prestigiado produtor de cinema nos anos 70, tornado realizador nos 80, sempre com resultados interesantes.
Não consegue ser o tributo definitivo sobre o esforço e coragem da lendária esquadrilha (o ideal será fazer-se um documentário ou uma série televisiva onde se pode focar todos os seus elementos e ser-se mais detalhado nos eventos em que a esquadrilha participou), mas mesmo assim “Flyboys” é um fantástico entretenimento em ambiente bélico, feito à moda antiga, devidamente apoiado pelas tecnologias modernas. As cenas de combate são fantásticas, tem a sua dose de virilidade, heroísmo e romantismo, os actores cumprem (devendo-se destacar James Franco - que já tinha participado em “The Great Raid”, outro título de acção/aventura bélico com objectivos de puro entretenimento - que não pára de surpreender e confirmar todas as expectativas suscitadas desde o primeiro “Spider-Man”).
Sem ser um filme anti-guerra nem um produto de propaganda ou ideológico, “Flyboys” é um filme que pode ser visto como algo “demodé” e que (se calhar) será melhor apreciado pela geração dos nossos avós e papás e por todos aqueles que cresceram a assistir às matinés televisivas ou do “cinema de bairro” onde se exibiam reposições dos “velhinhos” clássicos do género.
Paradigmático do seu tom algo “fora de moda”, assisti ao filme num Sábado à tarde num dos maiores multiplex do país, numa sala com uma assistência de cerca de meia-dúzia de espectadores.
Para ver e comparar com outros títulos do género surgidos nos últimos anos, bem como com os clássicos.
Uma das mais gratas surpresas de 2007.
Alex Aranda |
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rjlneves@sapo.pt |
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FLYBOYS — NASCIDOS PARA VOAR de Tony Bill
Em 1917, em pelna Primeira Guerra Mundial, as forças Aliadas do Império Britânico e da França travavam uma luta desesperada contra a supremacia das forças do Império Alemão. Enquanto milhares de jovens morriam no campo de batalha, os Estados Unidos, profundamente divididos, iam adiando a sua entrada no conflito. Acção e romance estão garantidos no filme mas não deixa de ser uma desilusão.
Ricardo Neves
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