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Caos
Título original: Chaos
Título (Brasil):
Realização: Tony Giglio
Intérpretes: Jason Statham, Ryan Phillippe, Wesley Snipes, Justine Waddell, Henry Czerny, Nicholas Lea
Canadá/Grã-Bretanha/Estados Unidos, 2006
Estreia: 18 de Janeiro de 2007
Crítica de: Jorge Pinto
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Média dos Espectadores |
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Uma manhã calma é perturbada quando cinco encapuçados entram num banco para o assaltar. O detective Conners, que estava suspenso de funções, é chamado para negociar com o líder dos assaltantes. Juntamente com o seu novo parceiro e a equipa SWAT, decidem entrar no edifício para acabar com o impasse...
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* Jason Statham, Ryan Phillippe e Wesley Snipes no CINEMA2000. |
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JORGE PINTO |
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Que Grande Caos
«Caos» é um título perfeito para definir este filme que tem aspirações a ser um objecto sofisticado, mas em que, por debaixo de explosões, perseguições e punch lines, encontramos várias falhas. O objectivo não é conectar o espectador através da criação de personagens que nos envolvam no enredo, uma vez que os intérpretes fazem parte da engrenagem e são todos adereços de um filme com enredo aparentemente complexo, mas que resulta num "série Z" com actores de renome.
Um facto que causa algum embaraço é o uso constante nos diálogos de punch lines: concluir todas as conversas com uma tirada ou piadinha final com o intuito de demonstrar o lado cool dos personagens torna-se um dispositivo irritante. Por outro lado, como o enredo não detém grandes surpresas, a milhas de distância o espectador atento vê os coelhos a saltar da cartola. Como se não bastasse o óbvio, este é sucintamente explicitado com o constante recurso a flasbacks para justificar o encadeamento da acção e do caos narrativo.
Os nomes que o público reconhece como sendo estrelas do cinema de acção são sem dúvida um chamariz: Jason Statham e Wesley Snipes não deixam os créditos em mãos alheias, enquanto Ryan Phillippe prova que não trabalha apenas em grandes produções e empresta o seu talento interpretando o único personagem minimamente credível em todo o filme. Mas nada se salva quando a realização é demasiada pretensiosa e confere a «Caos» um lado plástico e pouco interessante, mas que não vai deixar desapontados os espectadores do cinema de acção: quem espera um sem número de balas perdidas e sequências derivadas deste género de cinema sai da sala satisfeito.
1.5 em 5
Jorge Pinto |
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almeida_rita@sapo.pt |
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CHAOS
de Tony Giglio
Durante a hora de maior afluência, a agência de um banco em Seattle é tomada de assalto por um grupo de homens liderado por um homem que se denomina Lorenz (Wesley Snipes). O detective Quentin Conners (Jason Statham), suspenso há uns meses atrás por ter lidado de forma ineficiente com uma situação semelhante, é chamado a intervir, por pedido expresso de Lorenz. Para controlar o seu desempenho, Conners é obrigado a ter como parceiro o jovem detective Shane Dekker (Ryan Phillippe), cujo sentido de responsabilidade e dever é bem menos flexível que o de Conners.
O filme do praticamente desconhecido realizador e argumentista Tony Giglio não prima pela imaginação, os clichés policiais abundam, bem como uma grande dose de improbabilidades, e os arcos das personagens são pouco credíveis, tanto mais porque o grosso da acção de “Chaos” decorre durante praticamente uma noite – período que parece suficiente para Dekker passe de citar Buda para ameaçar fisicamente uma testemunha.
A parte inicial de “Chaos” reporta muito a “Inside Man”, mas a partir do momento em que o banco fica para trás, o filme começa a adquirir alguma personalidade, muito à custa de falsas pistas, motivações dúbias e flashbacks explicativos. O jogo que a personagem de Wesley Snipes faz com Conners e Dekker encontra inspiração na Teoria do Caos, da autoria Edward Lorenz (que também inspirou o muito bom “Butterfly Effect”), segundo a qual pequenos acontecimentos podem ter efeitos de dimensões catastróficas.
Jason Statham e Wesley Snipes, sem grandes rasgos, são credíveis como personagens determinadas pelos seus objectivos, mas o talento de Ryan Phillippe é desperdiçado numa personagem que parece não encontrar o sítio que lhe pertence nesta história.
Apesar da pouca química entre a dupla de polícias, da extrema sorte de alguns acontecimentos e do incrível mau discernimento de outros, Giglio consegue juntar com alguma decência as peças que fazem um thriller policial e consegue uma boa gestão do suspense. “Chaos” tenta ser inteligente, mas acaba por ser algo pretensioso. O seu mérito reside na mensagem final, totalmente distante do estereotipado happy ending.
Mas o momento mais (literalmente) excitante de “Chaos” é quando a detective Marnie Rollins (Keegan Connor Tracy) coloca o seu cartão de visita no bolso do casaco de Dekker dizendo-lhe: ”For a list of things you can put in my mouth”.
Fora isso, “Chaos” é um pequeno acontecimento, sem consequências.
RITA
http://cinerama.blogs.sapo.pt/
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Pedro Fonseca |
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Um bom thriller que corre a um ritmo razoável. Tem uma boa realização, interpretações razoáveis e um argumento muito consistente. Consegue surpreender de uma forma muito positiva. A ver para quem gosta deste tipo de filmes.
Classificação: 15
Pedro Fonseca
http://mundoemquevivemos.blogspot.com |
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cinemanotebook@gmail.com |
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Conners (Statham) é um polícia problemático, que faz tudo à sua maneira e responde torto a qualquer um. Ao ser responsável pela morte de uma rapariga inocente que estava sobre uma situação de sequestro, é suspenso por algum tempo e para regressar ao activo, é obrigado a trabalhar com Shane (Phillippe), um novato na profissão mas reconhecido entre os seus por ser o filho de uma lenda da profissão. Juntos, são chamados para resolver um assalto a um banco, comandado por Lorenz (Snipes). Mas este está longe de ser um assaltante com métodos ortodoxos e muitos mais peões podem estar em jogo sem sequer terem noção disso. Tudo envolto numa sequência de acontecimentos bastante semelhantes aos descritos na Teoria do Caos.
“Caos” é o mais recente thriller de acção do ainda desconhecido Tony Giglio e, sem dúvida alguma, o seu filme com maior projecção comercial até ao momento. Com um elenco carismático composto por Jason Statham, Wesley Snipes e Ryan Phillippe, Giglio possuia pela primeira vez na sua carreira de nomes suficientemente fortes para vender a sua obra. E apesar de ter ficado longe de quebrar os convencionalismos habituais do género, “Chaos” está longe de roçar a debilidade argumentativa pós-tiroteios do costume neste tipo de cinema de acção de baixos custos.
A reviravolta final do argumento, quando a acção em cena já era, acaba mesmo por ser o maior trunfo de um filme que flui aos solavancos e necessita do twist para sobreviver a uma intriga que desfalecia a olhos vistos, depois um promissor prelúdio. Com muita classe – como sempre - de um dos melhores actores de acção do momento, Statham e um Ryan Phillippe cumpridor, só deixa alguma tristeza no espectador a confirmação da inumação de Snipes, que filme após filme, piora o seu registo e deixa saudades dos tempos de “U.S. Marshals”, “Demolition Man” ou “Passenger 57”. E foi óptimo rever uma provocadora Jessica Steen (“Armageddon” e “Trial and Error”), mesmo que tenha sido apenas por alguns momentos. Uma actriz que tinha tudo para dar certo mas inexplicavelmente ficou por episódios soltos em carradas de séries televisivas e participações insignificantes como esta em “Caos”. Em suma, um filme que surpreende perto do final, mas que nunca deixa de saber a pouco.
Miguel Reis
http://cinemanotebook.blogspot.com |
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