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Scoop
Título original: Scoop
Título (Brasil):
Realização: Woody Allen
Intérpretes: Scarlett Johansson, Hugh Jackman, Woody Allen, Ian McShane, Romola Garai, Charles Dance, Anthony Head
Grã-Bretanha/Estados Unidos, 2006
Estreia: 18 de Janeiro de 2007
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João Lopes | Média dos Espectadores |
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O falecido jornalista britânico, Joe Strombel, cuja morte os colegas ainda choram, mantém-se empenhado em seguir uma pista sobre a identidade de "O Assasino da Carta de Tarot" que está à solta em Londres. Mas na sua actual condição, como consegue ele prosseguir com a sua investigação? Através de Sondra Pransky, que está bem viva.
Sondra é uma estudante norte-americana que está de visita a uns amigos em Londres. Durante um espectáculo de Sid Waterman, um ilusionista americano, Sondra entra em choque quando se apercebe que consegue ver e ouvir Joe. Do além, Joe fornece-lhe o maior furo da sua vida e incentiva-a a segui-lo. Sondra começa imediatamente a perseguir esta grande história recrutando a ajuda do relutante Sid, também conhecido como Splendini. Esta perseguição atira-a para o perfeito Peter Lyman, aristocrata britânico, e Sondra depressa descobre que a paixão da sua vida poderá bem ser o perigoso furo que ela tanto procura.
*****
* Woody Allen, Scarlett Johansson e Hugh Jackman no CINEMA2000.
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João Lopes
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| Woody Allen volta a dirigir Scarlett Johansson em novo divertimento britânico — divertimento em sentido musical, já que se trata de propor um tema universal (Bem vs. Mal), explorando algumas variações mais ou menos previsíveis, mas sempre mobilizadoras. Se é verdade que os termos de comparação (da própria filmografia de W.A.) menorizam um pouco os resultados, não é menos verdade que sabe bem reencontrar o humor e a capacidade de auto-ironia do criador de «Annie Hall» e «Manhattan». |
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Ricardo Neves |
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| Woody Allen tem vindo a provar que tem feito bons filmes. "Scoop" é um filme bastante aceitável embora não esteja ao nível do excelente "Match Point". Mesmo assim é um filme a não perder. |
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ZED |
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| Em duas palavras: Woody Allen. Pra quem gosta do estilo n vai certamente ficar desiludido. Uma mistura de humor inteligente com humor ligeiro, com boas interpretaçoes... com um produto final muito bem conseguido. |
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Pedro Fonseca |
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Mais um bom filme de Woody Allen. Sempre bem disposto, muito divertido, este filme conta com boas interpretações por parte do trio principal. Embora o argumento não seja nada de especial, a forma de contar a história e as peripécias que vão acontecendo tornam este filme mais um de Woody Allen a não perder.
Classificação: 15
Pedro Fonseca
http://mundoemquevivemos.blogspot.com |
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gonn1000@hotmail.com |
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OS MISTERIOSOS ASSASSÍNIOS EM LONDRES
Em 2006, "Match Point" impôs-se como um dos filmes essenciais do ano, assinalando um fulgurante regresso de Woody Allen após uma série de obras recentes sempre longe da mediocridade, é certo, mas também sem atributos que as elevassem acima de uma confortável mediania.
"Scoop", se por um lado partilha alguns elementos com o seu antecessor - o cenário da acção volta a ser Londres, Scarlett Johansson pica novamente o ponto no elenco, a história alicerça-se num assassino -, não conta com a sua dose de inspiração, ficando aquém da elegância formal e da crescente tensão que essa quase obra-prima apresentava.
Contudo, na sua despretensão e ligeireza, esta comédia consegue ainda cativar e divertir com inteligência, não percorrendo territórios muito imprevisíveis (pelo contrário, exibe constantemente sinais reconhecíveis de Woody Allen) mas resultando num objecto mais interessante do que alguns dos últimos trabalhos do realizador (casos dos desequilibrados "Hollywood Ending" ou "Melinda e Melinda").
Obra quase sempre mais simpática do que intrigante, centrada numa estudante de jornalismo norte-americana que desconfia que um jovem aristocrata é o mais recente serial killer londrino, "Scoop" compensa em eficácia o que lhe falta em criatividade, e se os resultados são algo irregulares é difícil não reconhecer que ainda há por aqui muitos diálogos de génio.
Não são todas as comédias que têm o privilégio de se sustentarem num humor simultaneamente inteligente e acessível, mas Allen volta a estabelecer esse estimável equilíbrio, oferecendo generosas doses de gags irresistíveis a um ritmo que, mesmo com altos e baixos, acerta mais do que falha.
Scarlett Johansson, a mais séria candidata a nova musa do realizador, partilha com ele o protagonismo do filme, e entre os dois estabelece-se uma interessante química. É curioso notar que, se em títulos anteriores Jason Biggs ou Will Ferrell, entre outros jovens actores, adoptaram os tiques de interpretação de Allen, desta vez esse papel cabe a Scarlett, que encarna uma personagem bem distinta da que compôs em "Match Point": onde Nola Rice era carnal, magnética e insinuante, Sondra Pransky é desajeitada, tagarela e neurótica q.b..
Nos secundários, Ian McShane merecia mais tempo de antena e Hugh Jackman não entusiasma numa interpretação algo insípida, a milhas do carisma que o ajudou a notabilizar-se através da saga X-Men.
Divertimento leve e sem grandes ambições, "Scoop" não entra para a lista de películas inesquecíveis do cineasta, mas após uma carreira tão longa e profícua não seria justo exigir-lhe isso a cada novo filme, sobretudo quando, mesmo em piloto automático, é capaz de proporcionar obras consistentes como esta. E se a próxima - que se tudo correr com a cadência habitual estreará em 2008 - mantiver pelo menos este nível qualitativo, já será mais um título a aguardar sem reservas.
Gonçalo Sá
http://gonn1000.blogspot.com/
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migueldomingues111@hotmail.com |
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A primeira impressão que se tem do momento em que Woody Allen aparece pela primeira vez em Scoop, é a velhice do nova-iorquino mais neurótico de todos. Mirrado, enrugado e com cada vez menos cabelo, é já como que um simulacro, uma lembrança longínqua daquela figura que viramos sair a dançar do consultório médico em Hanna e as suas irmãs (1986). Naturalmente, todo esse processo de envelhecimento se tem reflectido nos seus filmes. Não é apenas a repetição exaustiva dos mesmo métodos filmicos – ainda mais notória que a sua repetição temática. É muito mais a ideia de um caminho que, pelo que vem de trás, terá de continuar sempre na mesma direcção. Match Point (2005), melhor Woody Allen em muitos anos, não era exactamente uma cura para a doença que é o tempo. Era mais uma transfusão de sangue: dava energia durante um período limitado, mas não resolvia nada. A repetição não é um mergulho em si mesmo – à maneira de Ozu –, é uma fuga para a frente.
Chegados a Scoop, percebemos imediatamente que o efeito positivo da Inglaterra já se esgotou e que tudo encarrilou exactamente da mesma forma que antes. Esta sua última obra lida, como em Manhattan Mystery Murder (1993), por exemplo, com um par de investigadores bastante toscos, ele ilusionista com um discurso bafiento e repetitivo para todos aqueles que encontra, ela jovem sensual que tenta provar que o Assassino do Tarot é um galã podre de rico e de bom (cada vez admiro mais a competência de Hugh Jackman), e que descobrirão, por entre desventuras e algumas réplicas de grande nível, que afinal estavam sempre certos, como lhes disse o fantasma do jornalista que encontraram, e etc. e tal. Nada de novo, nada de anormal.
Todo o filme é, então, Allen igual a si próprio, sem surpreender, sem inovar, sem ferir. O que não quer dizer, contudo, que Scoop seja totalmente preterível. Enquanto houver piadas como “Comecei por ser judeu mas depois converti-me ao narcisismo” um bilhete será sempre justificado. Mesmo que isso, no limite, mais não faça do que lembrar o que já passou.
Miguel Domingues
www.jeudemassacre.blogspot.com |
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rja_monteiro@yahoo.com |
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Woody Allen cai no banal, encenando mais uma comédia cujo enredo se perde nos actores...não ganhando as personagens nada com isso.
A musa mudou, o tipo de humor manteve-se mas as histórias padecem de consistência.
O matchpoint constituiu um pequeno soluço na tendência decrescente de cariz qualitativo...e isso deveu-se aos factos seguintes: Woody Allen não aparece a cansar a tela e a história tinha algum sumo.
Na minha opinião há muitos mais e melhores filmes este ano. E alguns estão em exibição...
Ricardo Monteiro |
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Tiago Ribeiro |
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Talvez o mais correcto seja afirmar que os últimos filmes de Woody Allen ( ovni Match Point à parte) decorrem sempre no mesmo tom, e não são sempre a mesma coisa. Scoop poderia dar origem a um esplêndido thriller moral, se não estivesse insuflado até ao tutano da persona do realizador, que já fez isto num filme superior, Manhattan Murder Mystery, aqui repetindo com mais débeis resultados o género comédia de crime, ou crime de comédia, como preferirem. Parece óbvio que Woody aligeirou a pena e a câmara depois do sufoco do filme precedente, como se este Scoop fosse a versão levezinha de Match Point, mas mesmo esse suposto gesto calculado e propositado não iliba a geral mediania, banalidade até, que grassa em força neste seu último opus. Mesmo aceitando o que o filme é e não aquilo que poderia (e deveria, digo eu) ser, Scoop só escapa à total irrelevância na obra Alleniana pela presença do próprio Woody, com a sua verborreia sempre contagiante a servir de exemplar contraponto à fleumática britishness das personagens, Johansson à parte. Momentos prazenteiros de comédia, sem dúvida, mas o que fica no final da projecção é a sensação velocidade de cruzeiro, mais um capítulo numa maratona de filmes estreados freneticamente uns atrás dos outros, nunca maus, mas já raramente capazes de entusiasmarem por aí além. Resta agora saber se Match Point foi mesmo um óasis de verdadeira inspiração, ou se afinal Scoop foi apenas uma pausa para recuperar folêgo para outros patamares. A segunda hipótese, ó Woody, se faz favor.
www.miletalfilmes.blogspot.com
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pmsandre@oniduo.pt |
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Um filme de Woody Allen deixa-nos sempre á espera de algo diferente , especialmente ao nivel do argumento e dos diálogos, pontos fortes na sua cinematografia.
Mais uma vez, isso se salienta e eu prefiro os filmes em que Woody allen participa como actor.Um filme que tinha tudo para ser mais um ponto alto na sua carreira, mas que deita tudo a perder na parte final, desiludindo com o seu desfecho;è como se a um quarto de hora do fim, alguém telefonasse ao realizador a dizer-lhe que o orçamento estava esgotado e o filme tinha que acabar.
Depois de acompanhar-mos com interesse o desenrolar do mesmo, o filme resolve-se ràpidamente com soluções apressadas , terminando com um sabor a pouco pelo que o enredo prometia.
Apesar de bastante inferior a "Match Point", não deixa de ser um bom entretenimeno para fans do realizador.
Pedro André
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almeida_rita@sapo.pt |
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SCOOP
de Woody Allen
Sondra Pransky (Scarlett Johansson) é uma estudante de jornalismo americana que está de visita a uns amigos em Londres. Num espectáculo de magia, Sondra é colocada dentro de uma caixa de “desmaterialização”, onde conhece o fantasma de Joe Strombel (Ian McShane), um jornalista recentemente falecido, conhecido por sempre conseguir as melhores histórias, sem olhar a custos. Strombel revela a Sondra que o famoso Assassino das Cartas do Tarot, um serial killer que tem aterrorizado Londres, não é mais do que o rico herdeiro Peter Lyman (Hugh Jackman). Auxiliada pelo mágico Splendini, aliás Sid Waterman (Woody Allen), Sondra está decidida a investigar este furo jornalístico (‘scoop’) e ser a primeira a desvendá-lo. No processo, Sondra ver-se-á dividida entre a sua ambição e a sua ética, entre evitar mais crimes e deixar-se levar pelo seu coração.
Se “Match Point” foi uma inovação no caminho cinematográfico de Woody Allen, “Scoop” é um regresso à comédia romântica, numa linha que lembra “Curse of the Jade Scorpion”. Também o próprio Woody Allen volta para a frente da câmara fazendo de si mesmo. De “Match Point” mantém-se o cenário britânico (trabalhado pela fotografia de Remi Adefarasin) e Scarlett Johansson, tão irrepreensível no registo cómico como já anteriormente o tinha demonstrado no dramático. Uma outra nota de semelhança com o filme do ano passado, é o fascínio de Allen pelo sistema de classes sociais da sociedade britânica (europeia).
A história de “Scoop” é talvez o que menos importa, saber se Peter Lyman é culpado ou inocente é quase irrelevante se se tiver em consideração todo o prazer que é ver estes actores representar. Allen está perfeito como Splendini e, resistindo – felizmente – a colocar-se como conquistador da personagem feminina, guarda para si as melhores e geniais tiradas. Scarlett Johansson surge aqui como uma outra versão de Allen, investigando obcecadamente em salas privadas e escondendo as próprias pistas. Falando rápido e com a sua sexualidade mais disfarçada do que em outros filmes, pode dar largas a uma outra faceta do seu talento interpretativo. A contracena entre Johansson e Allen é marcada por uma fabulosa química e por um profundo respeito mútuo. Hugh Jackman (“The Prestige”) aparece mais uma vez colado ao tipo aristocrático e, mais uma vez, sem defeitos, e Ian McShane (alguém se lembra da série “Lovejoy”?) enche deliciosamente o ecrã.
Um realizador como Woody Allen não consegue errar, e mesmo que o seu génio não esteja completamente plasmado nesta última obra, um Allen sofrível é superior ao melhor de muitos. É com ansiosa expectativa que aguardo o próximo: “Cassandra`s Dream”, ainda por Londres e com Ewan McGregor e Colin Farrell a encabeçarem o elenco.
RITA
http://cinerama.blogs.sapo.pt/ |
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Depois de ter trocado Nova Iorque por Londres e nos ter dado essa absoluta obra-prima que é “Match Point”, enormes eram as expectativas que tínhamos em relação a este “Scoop”, o filme de 2006 de Woody Allen. (A propósito alguém me consegue explicar porque é que sendo Portugal um dos países onde têm mais êxito os filmes de Allen, temos de esperar tanto tempo para os ver?). E, pelo menos para mim, as expectativas foram completamente confirmadas.
“Scoop” é um delicioso exercício de estilo em forma de comédia ligeira, puro entretenimento, e que também é um complemento em positivo do filme de 2005. A ambiência é igual, também aqui a personagem de Scarlett Johanssen movimenta-se entre a alta sociedade inglesa, também aqui acontece um crime e o motivo é o mesmo, o manter do status quo, também aqui há enamoramentos que se tornam perigosos. Só que a amoralidade e a vertigem trágica, porque tudo era uma questão de sorte, de “Match Point” são transformadas em “Scoop” numa brincadeira espantosamente inteligente, com cenas e momentos de antologia, (ver como uma homenagem a Ingmar Bergman, as viagens na barca da morte, é minada por dentro: o jornalista morto tenta subornar o barqueiro e consegue por várias vezes contactar Sondra, a personagem de Johanssen, o que vai despoletar a investigação desta; quase no final, o personagem de Allen, um mágico, recomeça a representar como se ainda estivesse no palco), e ainda temos direito as dois Woody Allen, própria personagem dos seus filmes: ele num jogo de completa auto citação, narcísico; e um de saias, Sondra, vejam como conta à amiga a “entrevista” com o realizador de cinema, logo no início do filme, se não têm todos os tiques reconhecíveis do realizador. Neste jogo de espelhos entre o realizador e a personagem de Scarlett Johanssen, nota-se um sentir erótico, que não reconheço noutros filmes Allen (espantoso exemplo a cena da piscina).
Estando, também, na linha de muitos dos seus filmes dos últimos vinte anos, há, no entanto, um “ar de cinema”, que faz lembrar os clássicos. Billy Wilder, de certeza, Lubitsch, talvez. Mas, acima de todos, não consigo deixar de pensar em Hitchcock, na ironia, mas também naquela sobranceria, em forma de distanciado gozo, com que nos contava os filmes.
Ou como um grande divertimento pode ser uma obra-prima.
Fernando Oliveira
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`Scoop` de Woody Allen
http://acinevision.blogspot.com/2007/01/scoop-de-woody-allen.html
Depois do fantástico ensaio negro e trágico de Match Point, Scoop é o regresso de Woody Allen à comédia, que volta a filmar em Londres e de novo com Scarlett Johansson. Um regresso também mais que bem vindo ao protagonismo no grande ecrã é o do próprio Allen, algo a que os fãs ficarão satisfeitos com a sua habitual personagem tanto paranóica quanto divertida.
Scarlett Johansson interpreta Sondra Pransky, uma estudante americana de jornalismo a passar férias em Londres e que durante um numero de magia durante um espectáculo do mágico Splendini (Woody Allen) é contactada por um espírito do famoso jornalista
Joe Strombel (Ian McShane) à pouco tempo falecido. Strombel têm informações para o que podia ser o `scoop` da vida dele: A verdadeira identidade do serial killer de nome The Tarot Card Murderer. Sondra ao investigar o caso, acaba por eventualmente de se apaixonar pelo presumível suspeito, o nobre lorde Peter Lyman interpretado por Hugh Jackman.
O filme é sem dúvida reciclado e apesar de não ultrapassar expectativas, não deixa de ser um bom filme. Simpático, simples, super divertido mas sobretudo com classe. Woody Allen não faz aqui mais uma obra prima, mas o que é certo aqui é que parte-se logo do princípio que não é isso a intenção do realizador.
Sérgio Rodrigues
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De novo Londres, de novo Scarlett. Mais uma vez o ilusionismo e a morte. Regresso aos risos conscientes, Scoop é, como todos os filmes de Woody, naturalmente bom. Woody Allen não precisa de se esforçar para fazer um filme de qualidade, basta estar lá. Desta feita, o nova-iorquino mantém-se em Londres mas troca o registo gélido de Match Point por uma comédia à sua maneira, mantendo como musa Scarlett Johansson, que aqui transforma num reflexo feminino e jovem de si mesmo.
Johansson é Sondra Pranksy, uma jovem americana aspirante a jornalista de férias em Londres. Numa inesperada participação num número de ilusionismo de Sid Waterman (Woody Allen), é contactada por um famoso jornalista recentemente falecido que lhe diz, de fonte segura do além, que um jovem milionário (Hugh Jackman) está por detrás de uma série de assassínios levados a cabo pelo misterioso “tarot killer”. E lá vai Sondra em busca do seu “scoop”, acabando pelo meio por se apaixonar pelo objecto da sua acidentada investigação.
Ao som de Tchaikovsky Johansson junta-se a Allen como companheira de óculos e neuroses, e é deles os dois toda a graça interpretativa do filme – secundados de forma pouco memorável por Hugh Jackman. Tal como já sucedera num também menor Anything Else, Allen coloca-se ao lado de uma nova geração (aí na figura de Jason Biggs, aqui na de Johansson), criando pontos em comum e explorando uma agradável dinâmica de dupla, uma dupla de aparentes semelhantes mas de assumidas idades diferentes.
É certo que Scoop não é uma obra particularmente original e representa um momento mais leve depois do seriíssimo Match Point. Também é verdade que no campo da comédia Woody já fez bem melhor, mas nem por isso este filme deixa de conter momentos da sua inigualável genialidade, como algumas cenas filmadas na barca da morte – em especial o final.
Naturalmente indispensável, embora não seja um Woody tão inspirado como os últimos dois.
Helena Ferreira
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Nowhere_Man@goowy.com |
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O(s) Misteriosos(s) Assassínio(s) de Londres
Algum tempo depois de ter aparecido em cena pela primeira vez, o personagem de Woody Allen diz à plateia que se as pessoas fossem mais bem-humoradas, haveria menos problemas no mundo. Não sei se é uma mensagem de carácter político ou se a avisar crítica e público para terem sentido de humor, saberem apreciá-lo no seu novo filme e não levarem as coisas tão a sério. Depois da seriedade e tragédia no sublime “Match Point”, Allen regressa às origens com o divertido “Scoop”. Comeceii a conhecer Allen na sua fase dos 70`s e cresci a acompanhar a sua fase burlesca, as comédias mais sérias e a passagem para o cinema mais sério. Depois, Allen foi “fitando” o espectador alternando (às vezes não) de género.
“Scoop” é quase um remake do fabuloso “Manhattan Murder Mystery” (que o reuniu, ao fim de muitos anos, com a sua ex-musa, a fantástica Diane Keaton). Londres vive assustada pelo chamado “Assassino do Tarot”. Um jornalista acabado de falecer, com sentido apurado para grandes “furos” jornalísticos (o tal “Scoop” do título) consegue “fugir” da Morte (uma sequência divertidíssima ao mais puro Allen), entra em contacto com uma jovem americana estudante de jornalismo e passa-lhe a ideia que o assassino é um elemento da alta sociedade londrina. Com a ajuda de um despistado ilusionista, a jovem parte para o grande “Scoop” da sua carreira.
Allen mantém-se em Londres (já está a terminar o seu terceiro filme na capital britânica e prepara-se para ir para Barcelona fazer o seu próximo filme – quem sabe se um dia passa pelo nosso país, onde já cá veio tocar por duas vezes) e filma-a com a mesma paixão como se fosse a “grande maçã”. Mantém Scarlett Johansson (que se redime da sua fraca performance no semi-falhado “The Black Dahlia”) e traz mais ilustres como Ian McShane e Hugh Jackman (provavelmente o rosto mais visto em 2006 – sucesso com “X-Men 3”, provas de talento em projectos de maior prestígio como “The Prestige” e este “Scoop”, a passagem pela animação em “Flushed Away” e “Happy Feet”, coragem num projecto de risco e anti-convencional em “The Fountain”).
Tem havido uma certa unanimidade que este “Scoop” é inferior a “Match Point”. Lógico, depois de uma obra fabulosa como aquela e ao ritmo de um filme por ano, claro que Allen tinha de “decair”. Mas não esqueçamos que ambos os filmes são de géneros diferentes – é como comparar “Annie Hall” com “Stardust Memories”, “Bananas” com “Another Woman”. Conforme Hugh Jackman disse numa entrevista, um filme de Allen é já um género de cinema. Ao longo de todas estas décadas, Allen habitou-nos ao seu estilo e não há posições intermédias – ou se ama ou se detesta. Apesar dos altos e baixos que uma filmografia ao ritmo de um filme ao ano tem inerentes, um filme de Allen cumpre sempre os “serviços mínimos”. E este “Scoop” não desilude. Claro que “Manhattan Murder Mystery” é (muito) superior (Allen e Scarlett combinam bem, mas não há quem supere Diane Keaton), assim como outras comédias (em filiação com “Scoop” está também o divertidíssimo “The Curse of The Jade Scorpion”). Mas uma comédia de Allen, ainda que mediana dentro da sua filmografia é sempre uma grande diversão. E façamos como o seu personagem sugere, tenhamos sentido de humor e ajudemos na diminuição de problemas no mundo (e nas nossas vidas).
Uma das comédias do ano (e poderá ser mesmo a melhor).
Alex Aranda |
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pmcferreroms@yahoo.com |
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I was born of the Hebrew persuasion, but I converted to narcissism.
Quanto mais não fosse, bastaria esta deixa memorável de Woody Allen em «Scoop» para fazer deste regresso do autor de «Manhattan» à comédia, pura e com diálogos e em ritmo alucinantes, um filme de visão obrigatória para quem gosta de cinema.
«Scoop» pode não ser tão bom (e não é) quanto «Match Point», o seu argumento pode ser trivial q.b., a direcção de actores estar abaixo da média (Jackman está mesmo fraquito ... saúda-se o regresso de MacShane - o saudoso Disraeli) e o «furo» jornalístico que lhe dá título ser apenas uma história de humor negro, mais ou menos evidente. Mas é um filme de Allen dá sempre o dinheiro por bem gasto, e este não foge à regra: ritmo, ritmo e mais ritmo.
Quanto a Scarlett, mais palavras para quê: é a naturalidade em pessoa.
Paulo Ferrero
Cine-Australopitecus |
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Wellington Almeida |
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Histriónico e beirando a caricatura como quase em todo filme em que Allen aparece mas ainda sim um bom filme.Destaque para algumas piadas geniais(como o "suborno" da morte) ao longo do filme e que só Woody é capaz de se lembrar.
http:\prepuciocomqueijo.blogspot.com |
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Diogo Torres |
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Woody Allen (o génio cinematográfico do século XX/XXI, na minha opinião) regressa e veio para ficar.
Trata-se do segundo filme de Woody rodado em Londres (o primeiro foi Match Point- um must de 2005) e conta, novamente, com a participação da talentosa e carismática Scarlett Johansson.
É uma comédia policial ambientada aos filmes de Woody da década de 70/80 (como "Misterioso Assassínio em Manhattan" ou "Manhattan").
O argumento é inteligente (embora deixe uma sensação de déjà vu).
As interpretações são boas.
Os gags são hilariantes.
A banda sonora é maravilhosa e o aspecto visual é muito cativante.
É inferior a Match Point (e, como dizia Woody à Premiere - "considero melhores os filmes em que não entro".
Aconselho vivamente e, embora tenho uma crítica um pouco fraca nos EUA, é sempre bom rever um filme Woody Allen. |
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Obrigado.
CINEMA2000 |
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frantfsilva@hotmail.com |
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Uma vez mais... Woody Allen.
Este homem é um verdadeiro génio, que há várias decadas nos brinda com cinema de alta qualidade, nos mostra as mais fabulosas histórias, desde os problemas pessoais e sociais, às comedias e sátiras da vida. Os argumentos, na maioria da sua autoria, são notáveis, a realização é optima e madura, as suas personagens verdadeiras personas inesqueciveis. Ano após ano, Allen continua a surpreender.
Este SCOOP é mais um grande filme, com uma historia sólida, actores fantasticos, gags deliciosos e um ritmo perfeito. Qualquer filme de Allen é superior a qualquer coisa em exibição nas milhentas salas deste país.
Imperdível para os fãs de Allen e para quem goste de cinema. |
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Não se esqueçam de assinar os comentários.
Obrigado.
CINEMA2000 |
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j.c.silva@clix.pt |
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O filme é francamente bom, surpreendendo-nos do principio ao fim.
Que mais se esperaría de Woody Allen= |
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cinemanotebook@gmail.com |
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"O homem perfeito. A história perfeita. O homicídio perfeito”. Esta é a “tagline” de uma das comédias mais deliciosas que chegaram ao cinema nos últimos tempos. Isto porque além do que é descrito, temos ainda um realizador quase perfeito e um actor (também ele, o inevitável Woody Allen) primoroso. A história essa, envolve um jornalista recentemente falecido que consegue comunicar do além (Ian McShane de “Deadwood”), um assassino em série (cabe a vocês mais tarde descobrir), uma ainda estudante de jornalismo (Scarlett Johansson), um mágico divinalmente bem-disposto (Woody Allen) e um aristocrata bom vivant (Hugh Jackman) pelo qual a estudante se apaixona.
O humor de Allen tem tanto de culto como de desesperado. A despreocupada ansiedade sobre a vida e a morte espelhada em cada diálogo de “Scoop” irá certamente angustiar e aborrecer uma grande maioria da crítica nacional – tal como o fez lá por fora, onde tão facilmente saíram notas nulas como notas máximas -, mas deliciar os verdadeiros admiradores da genialidade de Allen. Menos tradicional do que é hábito, e mesmo sem se aproximar de algumas das suas comédias mais ousadas, “Scoop” é, digam o que disserem, uma obra pecaminosamente inteligente e recheada de valentes gargalhadas. A culpa? De Allen, não só como realizador, mas principalmente como actor.
Mas “Scoop” é uma comédia, no verdadeiro sentido da palavra, e tem sido injustamente criticado por falhar “escandalosamente” no suspanse e no mistério em volta da intriga. E não faz qualquer sentido, pois o mistério e o suspanse imaginados por Allen são apenas suplementos de base para a existência de toda a linha cómica que invade “Scoop” do ínicio ao fim. E a escrever humor, poucos o fazem como Allen. Ainda hoje. Mesmo quando não é brilhante, é melhor do que o resto que apodera-se do mercado semana após semana. E neste seu mais recente filme, somos agraciados com algums pormenores verdadeiramente encantadores e inigualáveis. Desde das duas primeiras falas da personagem de Allen que servem para elogiar Londres e Scarlett, à sua visão do purgatório e da própria morte, sem esquecer claro as suas fantásticas “one-liners”, temos em “Scoop” a faceta light e descontraída de um realizador sumptuoso, notável.
Assim, “Scoop” é uma comédia tonta e Allen é o primeiro a confirmá-lo em todas as entrevistas que concedeu sobre o filme. Chegou a afirmar que só por isso entrou no filme, porque se fosse para levar a sério, teria contratado outro para o seu papel. É um filme para aliviar a tensão criada em volta do mesmo devido a “Match Point” e que originou um grau de exigência elevadissímo por parte do público. E como diz Woody a certa altura no seu filme, “Se todos tivessem o meu sentido de humor, o mundo não estava assim.”. Era bem capaz.
Miguel Reis
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