Saw 3 — O Legado

Título original: Saw III
Título (Brasil): Jogos Mortais 3
Realização: Darren Lynn Bousman
Intérpretes: Tobin Bell, Shawnee Smith, Angus Macfadyen, Bahar Soomekh, Dina Meyer, J. LaRose, Debra McCabe
Estados Unidos, 2006
Estreia: 7 de Dezembro de 2006

Crítica de: Jorge Pinto


Média dos
Espectadores
   
 
Jigsaw desapareceu. Ajudado pela sua aprendiz Amanda, conseguiu uma vez mais espalhar o terror numa pequena comunidade com uma série de jogos brutais e evadir-se das autoridades sem deixar rasto. Lynn, uma médica, é raptada à saída do hospital e levada para um armazém abandonado onde é apresentada a Jigsaw — que se encontra às portas da morte. À médica, é-lhe pedido que mantenha o psicopata vivo até Jeff, outra vítima de Jigsaw, completar o seu "jogo".

*****

* Os filmes anteriores: «Saw — Enigma Mortal» e «Saw II — A Experiência do Medo».

* Darren Lynn Bousman, Tobin Bell, Shawnee Smith, Angus Macfadyen, Bahar Soomekh e Dina Meyer no CINEMA2000.


Anónimo
Não tenho palavras para descrever este filme, porque melho filme de terror que este não existe adorei vê-lo. Apenas digo que classificando o terror própriamente dito este filme representa -o na perfeição.


carlosvila28@gmail.com
Saw III, não foi um filme que me surpreendeu como o primeiro ou como o segundo...é um bom filme que em determinados momentos nos deixa colados à cadeira, mas sinceramente falta qualquer coisa que o primeiro e o segundo filme tinham que este não teve.

Carlos Vila


Nelson_esteves_MJ@hotmail.com
boas!!! Para mim não ha melhor filme de terror existente melhor do k este. Saw 3 é uma revolução e espero que continuem a fazer mais e mais filmes de saw pk sao mesmo bons. abraços


samuelesteves@sapo.pt
A Saga Continua...

Surpreendente para uma terceira parte, contendo o mesmo interesse até ao final do filme como os anteriores, o que o torna já junto com a saga um filme de CULTO do horror.
Saw III encaminha-se noutra direcção, a do medo, introduzindo mais sangue mas menos suspense que os anteriores onde estes nos conseguiam meter exaustos até ao fim procurando o que poderia ainda mais acontecer e este Saw III quase consegue mas torna-se mais monotomo, mas é o que digo já é o 3º da saga e não se pode pedir a Lua para que o próximo seja inesquecível, esse foi mesmo o primeiro, Saw III não desilude e fica-se com a sensação de querer ver mais.
Eu já me confesso adicto a Saw (Jigsaw) desde o primeiro minuto de filme e estou ancioso pelo Saw IV.

Saim


Pedro Fonseca
Mais uma vez a saga "Saw" conseguiu-me surpreender. Num filme deste género, era normal as ideias esgotarem-se com facilidade. Mas realmente tal não aconteceu. Neste 3º filme temos, tal como nos outros, um argumento bem elaborado e com surpresa até ao fim, temos mais terror explicito, melhores interpretações, mas talvez uma história, ou um enigma, não tão interessante como nos 2 filmes anteriores. Quanto ao argumento, é de louvar o facto de terem conseguido introduzir dados novos que fizessem sentido com os 2 primeiros filmes. Relativamente ao terror mais explicito é um facto. Este foi muito mais sangrento e mais "enojante". Relativamente aos enigmas criados, penso que o facto de terem juntado uma série de enigmas ao longo do filme, apesar de se entenderem, não o beneficiou. Relativamente às interpretações, este é de longe o melhor. Desta vez Tobin Bell teve o principal tempo de antena e está mesmo perfeito no seu papel. O restante elenco faz também todo ele um grande trabalho de representação.
Muito bom, embora tivesse gostado um pouco menos que os outros dois filmes.

Nota: 16


Pedro Fonseca
http://pedrof.blogspot.com


   
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Obrigado.

CINEMA2000


sketchers69@hotmail.com
Acabei de ver o saw III à pouco. Digo-vos: mesmo não estando dentro do mundo do cinema, foi dos filmes que mais me marcou! Há nele,uma substancia homogénea onde se encontra sangue,terror,suspense,um grande enredo,fotografia fantástica e uma moral memorável!
POdemos querer mais do que isto ?


almeida_rita@sapo.pt
SAW III
de Darren Lynn Bousman


Mais nojento, mais retorcido e mais difícil de ver que “Saw II, e conseguindo superar o efeito surpresa de “Saw”, este “Saw III” consegue surpreender, mantendo a tensão psicológica e a consistência com os filmes anteriores.

A tensão instala-se logo de início, e o corpo leva mais tempo a descontrair do que aquele que o filme dura. Há pessoas muito doentes! E não me refiro às personagens deste filmes, mas aos argumentistas Leigh Whannell e James Wan.

Colocando-os em situações mortais, Jigsaw (Tobin Bell) pretende fazer com que a suas vítimas dêem o devido valor à vida que têm ao seu dispor, testando a sua vontade de viver. Mas Jigsaw está agora às portas da morte. Amanda (Shawnee Smith), a sua protegida, rapta a médica Lynn Denlon (Bahar Soomekh) para o manter vivo até que a sua última vítima – Jeff (Angus Macfadyen) – termine o seu derradeiro teste. Movido pela sede de vingança pela morte do seu filho num atropelamento, Jeff verá ser levada ao limite a sua capacidade de perdão.

Diversos flashbacks vão explicando a relação de Jigsaw e Amanda, e completando algumas peças em falta dos filmes anteriores, como é o caso dos destinos do detective Eric Matthews (Donnie Wahlberg) e Kerry (Dina Meyer).

A fotografia de David A. Armstrong aliada ao óptimo design de produção ajudam a reforçar o pesado ambiente do filme. Aquela sala de “trabalho” faria as delícias da Santa Inquisição!

Mas o campo em que “Saw III” mais se destaca é no campo interpretativo. Para começar, os maus têm mais tempo de antena. Tobin Bell consegue ser, na fragilidade da morte, impressionantemente forte e controlado. E Shawnee Smith está perfeita, indo de um extremo emocional a uma calma assustadora. Por outro lado, as vítimas escolhidas são muito mais interessantes, mais densas em termos de background e dando mais luta aos seus opositores. É curioso ver, por exemplo, como a personagem de Bahar Soomekh evolui aos nossos olhos ao longo de todo o filme.

Não aconselhável a pessoas facilmente impressionáveis ou de estômago fraco, “Saw III” é uma prova de que as sequelas podem valer a pena, de que o terror pode ser inteligente, e de que, com tanto dente por dente, o perdão é um dos maiores testes a que a humanidade está sujeita. E os resultados não são os mais animadores...


RITA
http://cinerama.blogs.sapo.pt/


euricocordeiro@gmail.com
Que me perdoem Nicolas Roeg, William Friedkin, Stanley Kubrick, Sidney J. Furie, Dario Argento, John Carpenter, David Cronenberg, entre tantos outros que nos deram tantas obras de culto do cinema de terror, mas eu adorei o saw 3 - O legado, tal como o enigama mortal e a experiência do medo.

eurico cordeiro


sergio_mm_ferreira@hotmail.com
será possível que não possam haver opiniões divergentes?
Respeitem-nas!


dvcm76@gmail.com
Para Pedro Gomes,

Parece-me que mensagens como esta, que se dirigem especificamente a uma pessoa e que não contêm uma única linha relativa ao filme em questão, não deveriam ter lugar neste fórum público. Caso o senhor Pedro Gomes tivesse utilizado o meu e-mail para exprimir as suas opiniões discordantes de uma forma cortês, teria tido o maior prazer em trocar, por essa via, impressões mais desenvolvidas sobre os filmes que mencionei.

Assim não sendo, limito-me a dizer o seguinte:

1. Sou o primeiro a admitir que percebo pouco de cinema e que, mesmo em relação ao género terror (que é o meu favorito e com o qual tenho maior contacto como espectador), me encontro longe de ser um profundo conhecedor.

2. As minhas preferências sobre filmes são, naturalmente, subjectivas e restringem-se à (algo limitada) bagagem cinematográfica de que sou portador. Assim sendo, quando escrevo um comentário a um filme, tenho por hábito utilizar expressões como “na minha opinião” e “ a meu ver” para vincar que me encontro apenas a exprimir o meu ponto de vista, sem quaisquer pretensões de doutrinar ou influenciar quem quer que seja.
Dito isto, não retiro nada ao meu comentário abaixo. Considero “The Ring” um filme perfeito (superior a “The Shining” e a qualquer obra de Carpenter ou Cronenberg) e considero a trilogia “Saw” uma obra original e inspirada, composta por um muito bom primeiro episódio e por duas sequelas qualitativamente inferiores mas, ainda assim, acima da média e muito dignas de serem vistas.

3. Considero salutar a existência de acesas trocas de ideias entre pessoas com pontos de vista divergentes. Permita que lhe diga, todavia, que achei muito desagradável o tom sobranceiro e paternalista da sua mensagem. Fiquemos, pois, assim. Eu com as minhas insuficiências cinematográficas e o senhor Pedro Gomes com sua infinita sapiência e bom gosto.


Sem cumprimentos,


Dinis Mota


psantosgomes@hotmail.com
Para Dinis Mota,

Raramente coloco um comentário no Cinema2000 dirigido a alguém em concreto, em parte, porque parto da premissa deste espaço se enquadrar mais numa lógica de opinião do que debate entre utilizadores, e também, por já ter assistido por várias vezes a debates que se transformaram rapidamente em "bate-boca" que em nada dignificam este espaço.

Mas perdoe-me o Dinis, que é completamente impossivel ficar indiferente a tamanha avalanche de disparates (e peço novamente o meu perdão).

Que idade é que o amigo Dinis tem?

Considerar "The Ring" o expoente máximo de "Terror puro e cerebral" como lhe chama...e Jigsaw uma das criações mais maléficas, sólidas e originais do universo cinematográfico???

É impossivel ter escrito isto com uma cara séria, não?

De toda a história do cinema de terror, desde "Nosferatu" de Murnau (1922) até ao excelente, por ex:"ils" de David Moreau e Xavier Palud (2006), é isto que lhe ocorre apontar como referências num género tão marcante e apaixonante na sétima arte?

Meu caro Dinis, nem me vou dar ao trabalho de começar a citar titulos, porque com toda a facilidade (assim como qualquer cinéfilo minimamente informado), arranjava mais de uma centena de filmes, em comparação aos quais toda a série "saw" se assemelha mais a um anuncio de puericultura do que a filme de terror.

Que lhe perdoem Nicolas Roeg, William Friedkin, Stanley Kubrick,Sidney J. Furie, Dario Argento, John Carpenter, David Cronenberg, entre tantos outros que nos deram tantas obras de culto do cinema de terror, que eu... também já lhe perdoei.

Cumprimentos Cinéfilos,
Pedro Gomes


JORGE PINTO
Quem vê um só vê todos...

«SAW 3» é um objecto puramente comercial, criado não pela necessidade narrativa do primogénito «Saw», mas porque o público continua a pedir sangue no ecrã. E assim a saga continua...


Não é possível seguir os acontecimentos de «Saw 3» sem visionarmos os capítulos anteriores e assim podemos constatar a tremenda perca de qualidade e o uso abusivo de um conceito criado em 2004 com «Saw — Enigma Mortal». Começando por despachar as vítimas que eram pontas soltas da narrativa antecedente, de modo a colocar um ponto final e avançar, logo aí encontramos a primeira de muitas contradições para os argumentistas: mesmo apagando o passado, não se consegue libertar do mesmo. E vai ser justamente a partir desse conceito que é construído o "novo" enredo: revisitamos o passado de Jigsaw (Tobin Bell) e da sua aprendiz Amanda (Shawnee Smith), acrescentando a estes ingredientes um novo desafio. A fórmula mantém-se (uma casa, um desafio e a tentativa de sobreviver a morte certa), o terror visual prolifera, mas a surpresa e a intensidade originais, que vinham a perder fôlego, desaparecem por inteiro, e «Saw 3» é a antítese disso mesmo.

Baralhando e voltando a dar, não existe no filme e nos seus personagens a livre opção: está tudo programado e os indivíduos seguem um caminho pré-definido; se tal não acontecesse, os argumentistas estariam em maus lençóis, pois teriam de ser verdadeiramente inventivos. Sendo assim, encontramos novamente as diferentes histórias que se cruzam no clímax. A contínua introdução da moralidade neste banho de sangue é algo incongruente, pois colocar Jigsaw como figura omnipotente acima de todas decisões e juíz da ética não tem nexo nenhum.

«Saw 3» apresenta performances credíveis por parte dos actores, sobretudo o triângulo formado por Bell, Smith e Soomek, esta no papel de dra. Delon, que juntos exprimem emotividade e presença no ecrã. A realização, com um intenso recurso a flashbacks na tentativa de preencher lacunas no enredo, e a montagem mais dinâmica, nada acrescentam ao resultado final. Com a falta de lógica narrativa a deixar transparecer fissuras na credibilidade da acção e do suspense, apenas fica o espectáculo macabro das mortes sobre as mais diversas formas, o que é o bónus do filme para os apreciadores do terror explícito. Mas isso não esconde que este terceiro capítulo da série é um sinal de esgotamento de ideias, sendo um filme sem alma feito à medida dos espectadores mais fiéis da saga, que acorrem em massa às bilheteiras. Especialmente e sobretudo para eles, o quarto capítulo já está programado para o Halloween de 2007.

Jorge Pinto
1.5 em 2


dvcm76@gmail.com
A trilogia Saw é um caso de inegável sucesso de bilheteiras nos E.U.A. Na minha opinião este sucesso é plenamente justificado pela qualidade e coerência interna da série.

É com imensa satisfação que assisto à revitalização que tem conhecido nos últimos anos o chamado cinema “Grindhouse/exploitation”, o qual emergiu nos anos 70 com o levantamento das restrições à apresentação de conteúdos considerados moralmente ofensivos.

Tendo eu, no que a cinema diz respeito, uma preferência acentuada pelo género terror/thriller/suspense, considero os filmes “slash and splatter” (golpear e derramar) como uma corrente respeitável e digna de interesse, apesar de não ser a minha preferida (prefiro o terror puro e cerebral de que “The Ring” de Gore Verbinski é expoente máximo). Isto sucede devido ao facto de assentarem numa fórmula pré-estabelecida, divergindo frequentemente entre si apenas na dimensão da “body count” e no instrumento de extermínio utilizado pelo(s) psicopatas(s) de serviço. Assim sendo, os “slasher” puros como os da série “Evil dead” carecem da liberdade de se libertarem dos estritos limites da fórmula, o que os torna incapazes de me proporcionar mais do que entretenimento moderado e passageiro.

É neste contexto que surge, em 2004, o explosivo “Saw” realizado por James Wong. Considero este filme um autêntico “tour de force” pela insuperável fusão dos géneros policial, thriller psicológico e “slasher“. O brilhantismo e complexidade do argumento são dignos das mais profundas admiração e reverência, combinado uma estrutura dual alternada com a inserção de “flashbacks” que vão contextualizando progressivamente a intrigante premissa. O ritmo trepidante dos últimos minutos gera uma tensão quase insuportável no espectador, culminando numa poderosa cena final, dramaticamente arrepiante e emocionalmente extenuante. Que mais, pergunto eu, se pode exigir a um filme?

As duas sequelas são obras inferiores, colocando maior ênfase na componente “slash & splatter”, permanecendo, não obstante, num patamar de qualidade muito estimável.

Saw II é, na minha opinião, o mais fraco dos três devido às medíocres interpretações dos actores que dão corpo (e pouca alma) aos seviciados “test subjects” do implacável Jigsaw, servindo apenas a função de carne para canhão.

A presente obra, que aparentemente encerra a série, situa-se uns furos acima da sua imediata predecessora devido ao maior investimento na caracterização psicológica das personagens, mantendo-se a violência e o “gore” em nível característicamente elevado.

Destaco Tobin Bell na personagem do moralmente retorcido Jigsaw, uma das criações maléficas mais sólidas e originais do universo cinematográfico. A sua voz cava e as suas “catch phrases” como “I want to play a game”, “Let the game begin” e “Oh yes, there will be blood...” tornaram-se icónicas, resultando extremamente eficazes na construção e exploração do clima de expectativa e apreensão que perpassa toda a série.

Outro aspecto que merece realce é o do excelente trecho musical que acompanha, ao longo da trilogia, as sequências de maior tensão, tornando-as verdadeiramente empolgantes, e que também é utilizado no já famoso encadeamento de imagens que sustenta a revelação final contida um cada um dos três filmes.


Dinis Mota

P.S.

As quatro estrelas são para trilogia no seu conjunto. As classificações individuais são as seguintes:

Saw 9/10
Saw II 6/10
Saw III 7/10









     
 

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