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Super-Homem: O Regresso
Título original: Superman Returns
Título (Brasil): Superman — O Retorno
Realização: Bryan Singer
Intérpretes: Brandon Routh, Kate Bosworth, Kevin Spacey, James Marsden, Parker Posey, Frank Langella, Sam Huntington, Eva Marie Saint, Marlon Brando, Tristan Leabu
Estados Unidos/Austrália, 2006
Estreia: 10 de Agosto de 2006
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João Lopes | Média dos Espectadores |
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Super-Homem desapareceu misteriosamente há cinco anos. Sem a sua ajuda, o crime escalou em Metrópolis e para lá da urbe; e isso sem contar com os futuros actos destruidores de Lex Luthor. Lois Lane, a grande repórter do Daily Planet e a paixão do Super-Homem, continuou a sua vida. Inclusivamente, ganhou um Prémio Pulitzer pela sua peça "Porque é que o Mundo Não Precisa do Super-Homem".
Mas para o Super-Homem, a longa busca do seu lugar no Universo termina, uma vez mais, no Rancho Kent, no seio da única família que alguma vez conheceu. E o seu destino jaz em Metrópolis...
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* Bryan Singer, Kate Bosworth e Kevin Spacey no CINEMA2000. |
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João Lopes
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Uma tentativa de recuperar a magia e o sentido de espectáculo do «Superman» de 1978, com Christopher Reeve, sob a direcção de Richard Donner — por um lado, a escolha de Brandon Routh parece corresponder a uma preocupação de "imitar" a figura de Reeve, o que só sublinha as limitações de representação do novo intérprete; por outro lado, parece ter havido um enorme investimento na concepção cenográfica que é, de facto, o elemento mais sólido e coerente de todo o filme, sobretudo pela maneira como consegue criar um mundo "alternativo", actual pela funcionalidade, mas recheado de referências mais ou menos nostálgicas a um certo look dos anos 40/50.
Uma velha regra hitchcockiana — a importância de o "mau" ser uma "boa" personagem — foi menosprezada. Resultado: Kevin Spacey anda um pouco à deriva no seu Lex Luthor bidmensional, o que, além do mais, se traduz num desperdício de um intérprete daquele calibre.
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Os textos que se seguem foram publicados na revista "6ª" (11 Agosto 2006) do Diário de Notícias.
O eixo do bem
Ao introduzir a noção de “eixo do mal” na geopolítica internacional, o Presidente Bush abriu também as portas a toda uma reconversão dos heróis clássicos americanos. Não que, nos seus enormes contrastes e contradições, Hollywood seja uma correia de transmissão da Casa Branca. Acontece que os grandes estúdios da Califórnia nunca foram estranhos a um princípio eminentemente mitológico. A saber: o cinema americano é também um espelho imaginário dos EUA, no sentido em que o aparato simbólico da nação nele se reflecte em todos os seus temas, realizações e impasses.
Daí a imensa ferida aberta pelo 11 de Setembro nas ficções made in USA. Mais do que a necessidade de novos (ou velhos) heróis, os atentados contra o World Trade Center confrontaram os narradores com um drama mais fundo e, por assim dizer, mais primitivo: ainda será possível ter heróis? Ou ainda: que heróis ainda são possíveis face a um mal tão visível e, cruelmente, tão espectacular?
Não seria viável uma mera repetição de dispositivos de outros momentos emblemáticos. Por exemplo, durante a Segunda Guerra Mundial, os filmes de Hollywood funcionaram como elementos de mobilização para um combate claramente definido. Mais tarde, na ressaca do conflito do Vietname, o cinema assumiu-se, de uma só vez, como memória e catarse, bisturi político e psicodrama emocional. Mas face às instabilidades instaladas pelo terrorismo contemporâneo, como definir a paisagem do bem?
Digamos que esse é um processo em marcha, não linear e multifacetado. E é-o tanto mais quanto começam a aparecer os títulos que tentam construir a memória dos próprios acontecimentos do 11 de Setembro: «Vôo 93/United 93», de Paul Greengrass, estreou há alguns meses nas salas americanas (estreia portuguesa no próximo dia 24); «World Trade Center», de Oliver Stone, foi lançado anteontem nos EUA e terá ante-estreia europeia a 1 de Setembro, no Festival de Veneza.
O aparecimento de «Super-Homem: o Regresso» inscreve-se neste processo de forma necessariamente ambígua. Por um lado, o relançamento cinematográfico do herói criado por Jerry Siegel ilustra uma lógica em marcha há mais de duas décadas (o primeiro «Superman» da nova era, com Christopher Reeve, é de 1978), com muitas personagens da BD a serem reconvertidas em imagens de marca de «blockbusters» de Hollywood. Por outro lado, este “homem-super-americano” não pode deixar de arrastar todo um imaginário de uma nação a tentar rever-se em ficções que, por assim dizer, confirmem a sua vitalidade.
Certamente não por acaso, o guarda-roupa e a cenografia do filme de Bryan Singer tentam possuir alguma actualidade iconográfica, mas sem cortarem os laços com modelos que vêm de um tempo vago, mais ou menos ligado à época clássica de Hollywood. Dir-se-ia que reencontrar o bem é também refazer um espaço onde ele se possa exprimir. E não basta um filme para responder a programa tão vasto e, afinal, tão político.
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Da vida económica dos super-heróis
Quando pensamos no primeiro Super-Homem da nova era cinematográfica – «Superman», com Christopher Reeve, dirigido por Richard Donner em 1978 –, é quase inevitável sublinhar que, para além da permanência de muitos valores de espectáculo, a história dos blockbusters de Hollywood mudou muito. Assim, e porque os blockbusters são há quase trinta anos a linha da frente de um novo mercado e novos conceitos de marketing, talvez seja importante começar por sublinhar algumas significativas diferenças financeiras.
O filme de Richard Donnner teve um orçamento de 55 milhões de dólares e rendeu 134 milhões nas salas americanas (300 milhões em todo o mundo). Quer isto dizer que as receitas americanas multiplicaram quase 2,5 vezes os custos de produção. Entretanto o novo «Super-Homem: o Regresso» está ainda em exibição, mas em clara fase descendente: tem um rendimento de cerca de 190 milhões nos EUA (dificilmente chegará aos 200) e exigiu um investimento de... 260 milhões; ainda a estrear em muitos países, nomeadamente da Europa, o filme vai-se aproximando dos 350 milhões de receita global.
E importa não menosprezar alguns factores de relativização. O primeiro tem a ver com o ajuste de tais valores em função dos mecanismos de inflação. As receitas de «Super-Homem: o Regresso» não chegam (longe disso) para o colocar entre os 100 títulos mais rentáveis de todos os tempos. Mesmo o mais rentável da actual temporada de Verão, «Piratas das Caraíbas», fica-se pela 57ª posição, curiosamente apenas três lugares acima do «Superman» de 1978. Além do mais, como é óbvio, as receitas de bilheteira revertem também para os exibidores, arrecadando os estúdios, em média, apenas 55 por cento do total.
Quer isto dizer que os filmes se podem ou devem “medir” pelo dinheiro que custam ou pelo dinheiro que rendem? Nada disso, como é evidente. É princípio rudimentar de qualquer discurso crítico não extrapolar a partir de dados estritamente financeiros. Para nos ficarmos pelas estreias de 2006 (e numa perspectiva necessariamente subjectiva), permito-me lembrar que dois dos melhores títulos americanos do ano são «A Lula e a Baleia» e «Miami Vice»: o primeiro vem da área dos chamados independentes e custou um milhão e meio de dólares; o segundo, outro «blockbuster» de Verão, teve um orçamento de 135 millhões (isto é, 90 vezes mais que o primeiro).
O que importa reter é que a história dos filmes é também, desde os tempos mais remotos, uma história eminentemente económica. Neste caso, a evolução da vida económica de Super-Homem acaba por reflectir uma questão que não tem parado de agitar todas as zonas da grande indústria. A saber: o efeito perverso dos blockbusters na dinâmica de toda a produção cinematográfica. O domínio industrial e simbólico deste tipo de filmes, quase sempre dependentes de investimentos tecnológicos extremamente dispendiosos e, nalguns casos, também de actores com salários elevadíssimos, tem levado todos os estúdios a repensar as suas opções e prioridades (até mesmo uma estrela planetária como Tom Cruise tem, neste momento, a sua ligação contratual com a Paramount posta em causa devido aos resultados pouco mais que medianos de «Missão Impossível III» nas salas dos EUA).
Não que a produção “independente” ou os pequenos orçamentos sejam uma garantia automática de um qualquer valor artístico acrescido. Mais uma vez, não é nada disso que está em jogo – é, isso sim, a capacidade de uma grande indústria como Hollywood (e dos mercados a ela ligados) corresponder a uma evolução em que os fenómenos de massa estão longe de esgotar todas as apetências do número (cada vez maior) de franjas específicas de espectadores e respectivos nichos de consumo.
E não deixa de ser irónico que o «Superman» de 1978 tenha sido um objecto de insólita ambiguidade conceptual: havia nele uma abertura a novas técnicas de efeitos especiais, então em estado nascente (recorde-se que o primeiro título da saga «A Guerra das Estrelas» surgira em 1977), que não excluía todo um aparato mecânico tradicional, nomeadamente nas filmagens dos voos de Super-Homem. Será que a reconversão dos blockbusters poderá gerar também uma reavaliação crítica dos recursos digitais? |
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Miguel Ângelo |
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"Super-Homem: O Regresso" seria um dos muitos filmes, que, para mim, poderiam ter ficado, esquecido num cofre fechado à chave e a chave ir pela retrete abaixo. Christopher Reeve, só houve um. Por mais que o Brandon Routh se esforce, NUNCA irá chegar-lhe aos calcanhares. Reeve, foi o único a dar um "papel comic" real do personagem, assim como o actor Christopher Nolan foi o único que fez um "Batman" decente. Actores únicos que fazem a sua passagem pelo Mundo do Cinema sem "mancharem" a imagem dos personagens que representam.
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Jorge |
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| Não gostei.. não gostei dos efeitos.. Por exemplo, quando ele salva o avião não se percebe nada daquilo que está a acontecer.. como se o realizador achasse que quanto mais depressa as coisas se passassem mais "fixe" era.. sei que os filmes de acção hoje em dia são quase todos assim, mas ainda não percebi porquê.. Depois, fizeram um super-homem em cgi? Mais vale fazerem o filme todo em cgi, e nem precisam de actores, de duplos, de cenários, locais para filmar.. Fazem-se filmes com meios, ou com um computador? Pensei que tinham tido muito dinheiro, para onde ele foi não sei.. Kevin Spacey não está lá a fazer nada, a não ser para poderem pôr o nome dele no cartaz.. Brandon Routh poderia ser qualquer outra pessoa.. Depois, isto não tem nada ar de filme.. não sei, tudo parece mais um episódio de Smallville.. Metropolis não parece uma cidade, parece um cenário barato.. Além de que nada disto me fez lembrar o filme de Richard Donner.. até o genérico inicial é terrível, com uns planetas a explodirem a torto e a direito (porquê esta opção é um mistério para mim.. ) e muito mal feitos.. O filme de 1978 faz-me de facto acreditar que um homem pode voar, é incrível como um filme de 78 sobre um homem com super poderes, me parece muito mais realista que o seu equivalente de 2006.. |
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F.B. |
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Meu deus, que aconteceu ao super-homem dos comics americanos?
À partida um filme que poderia resultar, ou pelo menos entreter.
Torna-se cansativo e previsível, com uma personagem principal que não convence. Nunca fui grande fã da personagem de BD, mas o filme torna-a ainda pior.
Nem me dei ao trabalho de ver as ultimas cenas.
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Obrigado.
CINEMA2000 |
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bako.75@hotmail.com |
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| Apesar da historia.. ser um pouco interessante.. e cenas ( Super-homen a salvar um Avião) que valem apena.. muito fraco para a produção que foi.. esperava melhor.. mas.. |
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fabianomedina@yahoo.com.br |
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O filme só vale a pena por homenagear os anteriores e por reaproveitar material de Superman I e II...vale elogiar os efeitos visuais também, de resto,o filme é legal até a metade, depois é uma tremenda perda de tempo.
Muito melodrama...o filmes do homem de aço devem ser como os de Reeve: muita aventura, muita ação, bom humor e um POUCO de romance, não como esse que foi MUITO romance, pouca aventura, pouca ação e nada de bom humor.
Salve Superman I, II, III e IV.
Fabiano Medina |
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foliveira65@sapo.pt |
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Banalíssimo regresso do Super-Homem aos filmes. Ele, que por si só, já é o mais desinteressante dos super-heróis. Que interesse dar às histórias de um ser que é quase imbatível e cujo único, e ridículo, disfarce são uns óculos? A resposta terá de ser o envolvimento com as pessoas que o rodeiam no dia a dia e as questões colocadas por ele ser quem é.
O realizador aflora por momentos esta solução, contar o filme pelos olhos de Lois Lane (Kate Bosworth, o melhor do filme), as suas dúvidas, o enorme peso da escolha entre o amor que sente pelo super-herói e a vida confortável que leva com o filho e o companheiro. E o surpreendente segredo revelado no fim.
Mas não, o lado Clark Kent é inexistente e o filme não é mais que um acumulado de efeitos visuais com um lavar de almas da América pela sua fraqueza em relação às ameaças do mundo, vede a cena da queda do avião e as reminiscências do 11 de Setembro.
Fraquinho, como todos os anteriores. Uma perda de tempo.
Fernando Oliveira
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pmcferreroms@yahoo.com |
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Nesta profusão de filmes sobre super-heróis, mais isto e aquilo, este «Superman Returns» é uma adaptação honesta e devota aos Comics, e tem uma vertente técnica sóbria. Mas as imagens genuinamente parolas de Christopher Reeve voando com Margot Kidder, Brando e Susannah York platinados e vestidos de branco, o amalucado Luthor, de Gene Hackman, e a cápsula vinda de Krypton que põe os cabelos em pé a Glenn Ford, são aquelas que valem para a posteridade, por mais que os estúdios assim não entendam; quanto mais não seja por homenagem ao infeliz Reeve.
Paulo Ferrero
Cine-Australopitecus |
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pmcferreroms@yahoo.com |
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Nesta profusão de filmes sobre super-heróis, mais isto e aquilo, este Super-Homem é uma adaptação honesta e devota aos Comics, e tem uma vertente técnica sóbria. Mas as imagens genuinamente parolas de Christopher Reeve voando com Margot Kidder, Brando e Susannah York platinados e vestidos de branco, o amalucado Luthor, de Gene Hackman, e da cápsula vinda de Krypton que põe os cabelos em pé a Glenn Ford, são aquelas que prevalecem na nossa memória, por mais que os estúdios não queiram; quanto mais não seja por honenagem ao infeliz Reeve.
Paulo Ferrero
Cine-Australopitecus |
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Laura Caçoeiro |
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O filme é bom. Não foi uma obra prima do cinema, mas a meu ver este foi mais um filme para apresentar o Super-Homem a esta nova geração. Agora que as apresentações já foram feitas estou com muitas espectativas para os outros filmes.
Os actores estiveram muitos bem, principalmente a actriz que interpreta a Lois Lane, Kate Bosworth. |
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ju_ck5@hotmail.com |
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Gostava de dizer que gostei muito mesmo do filme, apesar de apenas ter visto o Supermam I, não vi o II, III e IV. Penso que Brandon Routh está muito bem no papel de Superman, tal como os restantes actores que também são muito bons como Kevin Spacey, tem uns belos efeitos especiais e o argumento também é excelente. Por isso dou nota máxima.
Juliana Machado |
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saraganhao@yahoo.com.br |
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Achei um bom filme.
O Superman é acima de tudo uma personagem de BD e o filme "cola-se" mais a essa personagem que propriamente à cinematográfica anteriormente representada pelo saudoso Christopher Reeve. Isso por si só, mostra bravura dos produtores pela coragem em enfrentar as críticas dos mais cinéfilos.
Não posso deixar de concordar que falta algum conteúdo na história mas, sinceramente, este filme pareceu-me mais uma apresentação das novas personagens.
Quanto a Kevin Spacey: achei a sua interpretação FORMIDÁVEL. Dado os textos que lhe foram dados, este actor interpretou-os da melhor maneira possível e muito ao seu estilo.
Resta-nos esperar pois o facto de agora haver um filho do super-homem deixa muito material para ser explorado.
Sara Ganhão |
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Não se esqueçam de assinar os comentários.
Obrigado.
CINEMA2000 |
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jf |
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Muitas pessoas que deixaram aqui o seu comentario nao parecem conhecer a personagem SuperHomem tal como ela é.
O Super Homem não existe so depois de Reeeve. O Super HOmem é uma personagem de Comics e como tal o esp`etaculo deste filme não é para ser tecido comparando com os anteriores.
O superHomem é o Pai dos Superherois modernos, tem uma longa historia para alem das telas e no meu parecer nao foi so as anteriores peliculas que Synger foi buscar ideias, inspiraçao mas tambem a BASE. Como espetaculo é um filme grandioso. É curioso falaram da gestaçao do filho do Super, entendamos nao tem de haver continuidade, veja-se o batman. Se fossemos pegar por ai entao todos os fas da DC e da Marvel seriam os primeiros a ficar desiludidos. Como mescla do SuperHomem e dos filmes anteriores este filme é um dos melhores do ano. Arrisco-me a dizer que o melhor filme de Synger. |
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Hussard@iol.pt |
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Em 1978 “Superman” fez-nos acreditar que o homem podia voar. A impecável realização de Richard Donner, os excelentes efeitos especiais (os melhores que existiam há 30 anos, que hoje podem parecer algo ingénuos, mas dêem-me algo que hoje é “alta tecnologia” que daqui a 30 anos estou e vê-lo exposto num museu), da monumental música de John Williams (é impossível esquecer o impacto daquele tema que acompanhava o genérico) e da magnificência do cast (um insuperável Christopher Reeve como Clark Kent/Superman, um truculento Gene Hackman como Lex Luthor, um sólido Marlon Brando como pai do super-herói, uma frágil Margot Kidder como Lois Lane, todos muito bem acompanhados por ilustres como Glenn Ford, Maria Schell, Ned Beatty, Jackie Cooper), voamos com o herói, o cinema ganhou um clássico (e o cinema-bd ganhou um modelo insuperável e de referência eterna) e toda aquela geração ganhou um titulo de grata memória. Em suma, movie magic at its best.
O personagem criado nos anos 30 por Jerry Siegel e Joe Shuster, o último sobrevivente do planeta Krypton teve direito a serials nos 40`s (protagonizados por Kirk Allyn), a uma mítica série televisiva nos 50`s (protagonizada por George Reeves), e a diversas séries nos 80`s e 90`s (“Lois & Clark: The New Adventures of Superman” e “Smallville”) e séries de animação. O “velhinho” clássico de 78 teve direito a três sequelas (a primeira é merecedora de mérito - ainda que envolvida num conflito de “paternidades” entre Richard Donner e Richard Lester, Lester ficou creditado como o realizador oficial e o “Donner`s Cut” sai este ano; as últimas duas são apenas entretenimento inócuo e inofensivo, mas divertidos ainda que facilmente esquecíveis).
Muito complicado andou este novo voo de Superman. Primeiro um projecto de Tim Burton (?) com argumento de Kevin Smith e protagonizado por Nicolas Cage (??) — o universo do homem da capa vermelha é demasiado “normal”, “bonito” e “colorido” para as visões bizarras de Burton. Depois andou pelas mãos de MCG (???), para logo a seguir saltar para as mãos de Brett Ratner (????) — com escolhas como estas, é bem compreensível a crise de ideias e de resultados no cinema actual. O destino intervém e Ratner passa para o terceiro episódio dos mutantes do Professor Xavier e Bryan Singer (autor das duas aventuras anteriores dos “X-M Em 1978 éramos informados que acreditaríamos que o homem podia voar. “Superman” chegava à salas e a crença era total. Com a ajuda da realização dinâmica de Richard Donner, os excelentes efeitos especiais (eu sei, eu sei, hoje algo “toscos”, mas é preciso localizarmo-nos no tempo e daqui a 30 anos muita coisa cutting edge de hoje já será “peça de museu”), da monumental música de John Williams (quem é que consegue esquecer o impacto daquele score quando as luzes se apagavam e começava o genérico?) e da excelência do cast (um inultrapassável Christopher Reeve como Clark Kent/Superman, um truculento Gene Hackman como Lex Luthor e um sólido Marlon Brando como pai do super-herói, uma frágil Margot Kidder como Lois Lane, todos muito bem acompanhados por ilustres como Glenn Ford, Maria Schell, Ned Beatty, Jackie Cooper), voamos com o herói, o cinema ganhou um clássico (e o cinema-bd ganhou um modelo insuperável e de referência eterna) e toda aquela geração ganhou um titulo de grata memória.
Criado nos anos 30, por Jerry Siegel e Joe Shuster, o último sobrevivente do planeta Krypton teve direito a serials nos 40`s (protagonizados por Kirk Allyn), a uma mítica série televisiva nos 50`s (protagonizada por George Reeves — já se encontra em DVD), e a diversas séries nos 80`s e 90`s (“Lois & Clark: The New Adventures of Superman” e “Smallville”) e séries de animação. O “velhinho” clássico de 78 teve direito a três sequelas (a primeira é merecedora de mérito — ainda que envolvida num conflito de “paternidades” entre Richard Donner e Richard Lester, Lester ficou creditado como o realizador oficial e o “Donner`s Cut” sai este ano; as últimas duas são apenas entretenimento inócuo e inofensivo, mas divertidos ainda que facilmente esquecíveis).
“Superman Returns” marca o regresso deste emblemático personagem num filme de génese muito difícil. Agora que “voou” para o mercado tem sido marcado por reacções nada consensuais que lhe retiram os (muitos) méritos e que (por pouco) lhe impedem de ser um dos eventos cinematográficos do ano.
“Superman Returns” marca o regresso deste emblemático personagem da pop-culture do século 20, de génese muito difícil. Primeiro, um projecto de Tim Burton (?) com argumento de Kevin Smith e protagonizado por Nicolas Cage (??) - o universo do homem da capa vermelha é demasiado “normal”, “bonito” e “colorido” para as visões bizarras de Burton. Depois andou pelas mãos de MCG (???), para logo a seguir saltar para as mãos de Brett Ratner (????) - com escolhas como estas, é bem compreensível a crise de ideias e de resultados no cinema actual. O destino “empurra” Ratner “X-Men 3” e Bryan Singer (autor das duas aventuras anteriores dos “X-Men”) passa a gerir o regresso do Superman, mas impõe regras - argumento criado a partir do zero (o filme anula os episódios III e IV e retoma a saga a partir do episódio II - não fazendo assim um recomeço da saga, como eram as intenções do estúdio no início do projecto), manter o main score de John Williams, convocar um actor desconhecido para protagonista, dar ao novo filme um tom semelhante ao do primeiro filme. E é uma aposta ganha. Singer mostra ser o melhor realizador para o personagem desde Donner e está para Superman como Sam Raimi para Spider-Man e Christopher Nolan para Batman. Domínio da narrativa, do ritmo, excelente direcção de actores, num filme que concilia o espectáculo moderno de efeitos visuais de alta tecnologia com a serenidade do cinema mais clássico.
Muito se tem criticado o filme em relação história e à duração - considera-se história a menos com metragem a mais. Talvez. Mas é bem visível o amor e carinho de Singer pelos personagens, pelos actores, pelos ambientes. Dá-lhes tempo para falar, se definirem entre si e com o espectador - ou seja, cinema à moda antiga, sem ritmos vertiginosos à videoclip nem vácua demonstração de F/X com um look de jogo-video. De facto o argumento do filme conta-se em meia-dúzia de linhas, mas o que conta é o entusiasmo que Singer põe nas imagens e na forma como os actores se entregam aos seus personagens, mantendo uma permanente filiação com o original de 78. Mas há lugar para a surpresa, pois graças a um personagem secundário, os autores conseguem um tremendo twist que pode abalar o universo do herói e tem muito potencial para futuras sequelas.
Outro dedo apontado é ao cast. Se até se pode ter algumas reservas face a Parker Posey (na figura da “amiguinha” de Lex Luhor, algo trenga e inexpressiva, mas se calhar o trabalho da actriz seria mesmo criar um personagem assim), dúvidas com Kate Bosworth (na figura de Lois Lane; não é logo no primeiro momento que concordamos com a escolha, mas quando Lois e Superman se encontram, Kate dá o seu melhor e Lois mostra todas as suas virtudes, forças e fraquezas e no final ambas ganham a nossa admiração; é preciso não esquecer que esta nova Lois já não é a screaming lady do passado, Lois já tem uma vida organizada e fez das suas fraquezas forças), vemos grande solidez nos restantes secundários (James Marsden como Richard, o marido de Lois; Frank Langella como Perry White, o editor do Daily Planet; Sam Huntington como Jimmy Olsen; a veterana Eve Marie-Saint como Martha Kent). Mas temos de tirar o chapéu aos protagonistas rivais. Kevin Spacey está excelente como Lex Luthor, num trabalho muito distante e oposto ao de Gene Hackman; este novo Luthor é mais amargo com a vida, mais odioso para com Superman e mais letal, por isso o humor e substituído por uma ironia algo agressiva e raivosa. Para dar corpo a Clark Kent/Superman está o newcomer Brandon Routh (tem um pequeno curriculum em séries e soap operas) e é nele que Singer (e o filme) ganha o jackpot; Brandon consegue trazer toda a força e vigor do personagem, sem esquecer de lhe dar uma tremenda humanidade, não se inibindo de dar a Clark comportamentos que remetem para o mais típico humor da screwball americana; Brandon segue as pisadas de Christopher Reeve (entendamo-nos, Reeve é e será a mais perfeita incarnação do herói), há mesmo momentos em que dá a sensação que estamos a ver (e a ouvir) Reeve (o tom de voz, a postura, as expressões), mas conseguindo dar aqui e ali um cunho algo pessoal; um actor que merece outras oportunidades para mostrar o seu talento.
Os 250 milhões de Dólares de orçamento (que o colocou na “altura” como o mais caro de sempre, mas já ultrapassado por “Spider-Man 3” com um custo de 280 milhões), são visíveis no ecran (principalmente na primeira aparição do herói e na meia-hora final que é um prodígio de cinema-espectáculo – e que nos USA teve direito a conversão para IMAX 3D; já agora, para quando um “choque tecnológico” no nosso país em termos de salas de cinema?).
O filme não esquece nem esconde a sua “paternidade”. Existem “piscadelas de olho” ao personagem (lembram-se da famosa frase “It´s a bird? It`s a plane? No… it`s…!”? pois bem, vejam como ela é brilhantemente usada) e ao clássico de 78 (logo ao abrir, genérico com as letras a vir do infinito e a criar a ilusão que se estão a deslocar/voar a alta velocidade deixando um “rasto”; o tema original de 78 composto por John Williams a acompanhar o genérico, com toda aquela pompa quando o S aparece no centro do ecran - pura movie magic que só quem esteve na estreia em 78 poderá apreciar na sua plenitude; a aparição de Marlon Brando como Jor-El, o pai do herói; Clark a correr em câmara lenta, a abrir a camisa e a visão do S no peito - em jeito de homenagem, já o primeiro “Spider-Man” tinha um momento semelhante; a primeira aparição do herói também é num salvamento aéreo e a Lois; e o final… exactamente, também é com o herói e sobrevoar o planeta e a sorrir para nós, sempre com o score de John Williams).
Nos créditos finais lê-se que o filme é “dedicado com a amor e carinho” a Christopher Reeve e à sua esposa Dana. E é isso que “Superman Returns” é - um acto de amor. Amor ao personagem, ao filme de Donner, a Reeve e ao cinema. É o regresso do ano e uma das grandes (e mais gratas) surpresas do ano (num Verão que anda muito morno em termos cinematográficos). O cinema-bd ganha mais um clássico. Ele regressou e a magia do cinema continua a voar. Que nunca aterre.
Bem regressado.
Alex Aranda |
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jmiguelcine@hotmail.com |
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Isto é o chamado “complexo Sean Connery”. Quem o viu a fazer de “Bond”, e, mais importante, sendo o primeiro de todos os actores que vestiram aquelas roupas imaculadas, sabe do que estou a falar.
É difícil libertarmo-nos da primeira referência. Neste caso, ainda é mais.
Como querem que não seja se, ao contrário dos “007”, em que cada actor trouxe um estilo, cabelo e “panache” diferentes, este Brandon Routh parece ter sido escolhido para, não direi imitar, mas relembrar a figura tutelar de Cristopher Reeve?
Se eu fosse a ele, sentir-me-ia enganado por quem teve essa ideia. Mas, se a abordagem que ele faz a “Superman” parte mesmo de si, compreendo o seu respeito pelo trabalho anterior e o seu desejo de apagamento perante a matriz original.
Mas isso levanta logo um problema.
É que Brandon Routh não deseja desaparecer apenas como o herói da capa, agora, grenat. Brandon Routh deseja desaparecer na imagem de Reeve e isso é todo um outro programa.
Ou seja, a imagem de “cópia” vale mais do que um uso adequado e distinto do corpo ou da cara. Logo, é um pouco difícil acreditarmos que Routh tem uma personagem para defender. Ele investe, isso sim, num conceito de “figura”, que pode ser traduzida por isto: “apareço, logo existo”. Não por acaso, isso é bastante devedor de um conceito de representação televisivo, a que este filme vai buscar algumas marcas, especialmente à série televisiva “Smallville”.
Nada contra. Mas quem vê a pobreza das imagens do rapaz de Krypton, na casa dos seus pais terrestres, deste filme, que se baseiam nessa série televisiva, e compara essas sequências com as suas similares, na obra de Donner, em 1978, que foram as inspiradoras para essa... mesma série televisiva, só pode ficar abismado por reparar como há 28 anos atrás, o realizador de “Arma Mortífera” possuía uma noção de escala de planos, e sua respectiva montagem, que colocava este Bryan Singer num chinelo.
Singer, é bom que se diga, está muito bem para o seu actor principal.
Ambos são “flamboyant” quando o “storyboard” exige efeitos especiais, mas são absolutamente sonolentos quando o filme demanda que as coisas parem um bocadinho e as personagens sentem-se e falem umas com as outras.
Nas sequências de “ripanço”, Singer, é verdade, tem um certo apelo visual e, não raras vezes, consegue ser brilhante, mas sentimos sempre que o seu brilhantismo deriva mais de um conceito, hoje muito em voga através do aparecimento dos “DVD”, de filmar “de” e “para” um “storyboard”, daqueles tão belos e bem feitos que questionamo-nos se aquilo é mais banda desenhada do que cinema.
É verdade. Certas pessoas poderão delirar com Routh apanhar sol para se secar, e Singer fazer super-“inserts” dos seus pulsos e, principalmente, dos seus olhos para que nós tenhamos um “feeling” que Brandon é mesmo um herói, com as inevitáveis conotações crísticas. Como ao rapaz até lhe fica bem o fato que veste, porque é nesses momentos que, simpaticamente, melhor nos faz lembrar Reeve, tendo até alguma da sua “ternura” por acreditar um pouco mais no que está a fazer, nós até achamos piada a estes momentos. Mas isto é mais o “transporte” de uma prancha de desenho para uma imagem em movimento, o que, diga-se de passagem, anula o seu próprio conceito de movimento (não é a B.D. uma arte que só se sustenta na “actividade” que o cérebro do leitor tem, aquando do visionamento dos seus desenhos?), do que propriamente um plano cinematográfico pensado, por si só, como transportador de algum sentido emocional.
Mas, pronto. Admito que ainda é divertido de ver.
O que não é nada divertido de ver são todas as sequências com Clark Kent. Perdoar-me-ão todos os que acharam o contrário, mas, na minha opinião, acho que tudo isso devia ir para a guilhotina.
Se Routh ainda tem um certo carisma como Super-homem, não tem nenhum como Kent. Ele, que tanto quis imolar Reeve, não percebeu, e Singer também não, que Reeve fazia do jornalista-caixa-de-óculos, uma verdadeira e DIFERENTE personagem. Não fazia “misturas”, nem confundia as duas. Daí o facto de Reeve, apesar de nunca ter sido muito considerado como actor, ser, nesses filmes, um pequeno mestre nessa arte bastante difícil da representação que é a subtileza.
Um olhar, um trejeito do ombro, ou o encolher ou erguer das costas e notávamos na sua transformação.
Routh, ao contrário, quer ser um Clark Kent com a capa a fazer uma força danada para sair sempre da suas vestes de empresário “old fashion”.
Quando Kent reage aos acontecimentos que se sucederam nos seus cinco anos de ausência, ele nunca “é” verdadeiramente Kent e, aqui sim, ao contrário de Reeve, sentimos que ele está mesmo a mentir a toda a gente.
Lembro-me como Reeve, enquanto Super-homem, dizia a Kidder, no filme de Donner, que “nunca minto”. Nesse instante, eu acreditava mesmo nisso, porque nunca via Kent como o seu semelhante. Era, isso sim, o seu oposto, uma outra pessoa, uma diferente personalidade.
Neste filme, essa frase veio outra vez à baila. E não pude deixar de me rir.
Porque se há alguma coisa que Routh faz constantemente, através dos grandes planos “amorosos” que Singer lhe dispensa, grandes planos que se destinam mais a filmar uma cara imaculadamente barbeada e os seus poros juvenis, do que a transmitir alguma empatia dramática com o espectador, é mentir o tempo todo.
Eu julgo que Reeve, mais do que os óculos, ou a postura “quadrada”, “enganava” as outras personagens, no seu disfarce, porque era um bom actor. Com Routh, eu sinto o contrário. Ele não “engana” as pessoas à sua volta. Elas é que são enganadas, porque são parvas para não verem o óbvio.
Essa é a diferença, em cinema, de “mentir” ou “enganar”. O primeiro caso é sustentar o evidente, de uma forma grosseira. O segundo é dissimular de uma forma elegante. Podem dizer que é a mesma coisa, mas eu não acho.
Porquê? Porque a personagem de Kent, nesta película, é apenas um prolongamento de um herói que, misteriosamente, quando se transforma, parece que tem um frasco de gel consigo, já que o seu cabelo está sempre lisinho e brilhante, ao contrário do uso de secador no de Kent, que, claro, está seco e revolto.
Porque será? Acharia Singer que seria mais “cool” utilizar essas diferenças para estabelecer o paroxismo entre ambas as personagens ou será que ele e a cabeleireira acharam que isso serviria para encobrir as deficiências de Routh, nas suas transições (?), entre o herói voador e o jornalista panhonhas? Inclino-me mais para a segunda hipótese...
Para além disso, ou, se calhar, por causa disso, este é mais um daqueles produtos que está sempre a fazer piscadelas de olho a uma possível sequela ou mesmo às já famosas “trilogias”, que hoje, por aí vigoram. Quase de certeza que na próxima produção, vão haver a rodagem de dois filmes em um e que, nesse momento, as notas de produção vão referir com denodo que os próximos “Superman” vão “aprofundar mais as personagens e que estas vão ser colocadas perante obstáculos que irão revelar os seus verdadeiros caracteres.”
Não se iludam. A descodificação para frases deste género é esta: “o primeiro filme não tinha personagens nenhumas. Estes continuam a não ter. E a nossa desculpa para ´aprofundar personagens` é apenas rebentar ainda mais na escala dos efeitos especiais, que vos vão fazer babar todos!”
Estarei, porventura, a ser demasiado biliar. Recordo-me, por exemplo, da personagem de Luthor que, utilizando uma linguagem futebolística, parece-me ser a única capaz de passar à “primeira divisão”.
Tem “capacidades, talento e visão de jogo (o plano que arranja é, dum ponto de vista de “script” uma ideia engenhosa), mas ainda está algo indefinido como potencial jogador”.
Ou seja, e seguindo o “plano” de Singer para este “Superman”, Luthor, desempenhado pelo hiper-convencido Kevin Spacey, também não existe como personagem, mas, nota-se, existe um desequilíbrio na abordagem desta figura que é interessante. Oscila entre o megalómano e o cómico. Pode não ter a coerência da personagem “clownesca” de Gene Hackman, mas é a única pessoa que nos faz sentir algum interesse pelo que faz. Talvez porque é a única que sabe o que quer e a que tem um objectivo definido.
É, na sua definição, uma personagem “série B”, tão estereotipada como um vilão dos filmes do “007”, mas tem mais “sensibilidade” para nos fazer rir, que toda a pomposidade, supostamente “série A”, que gravita à sua volta.
A sua cena final, na ilha, é mesmo a melhor coisa do filme e, desde já, um dos bons momentos cómicos do ano. Essa cena, para mim, merecia 5 estrelas e, repito, esta é uma personagem boa para entrar numa “primeira divisão”.
O resto do filme, admito, tem capacidade mais do que suficiente para fugir às “distritais” e “terceiras divisões”, mas, por enquanto, fica numa cómoda “segunda divisão”. Gabriel Alves diria: “Não vai lutar para subir para o outro escalão, porque não tem capacidades para isso, mas também não desce, no fim da época”.
Eu reforço: fica no meio da tabela, anónimo, que é onde está bem.
No entanto, e de uma forma sincera, quero agradecer a Bryan Singer por duas coisas: deu-me a oportunidade de assistir a um genérico inicial bastante parecido com o do filme de Donner e, para mim, foi um prazer ver no cinema um “open titles” parecido com outro que só vi na televisão.
E depois, claro... “Deu-me” a voz de Marlon Brando que também nunca tinha ouvido no cinema. É verdade que o som, nesses momentos, não me pareceu ter sido remisturado para 6 canais e, julgo, o baixo volume do seu espectro sonoro deve-se ao facto de terem ido sacar as “masters” originais e terem-nas misturado de forma igual às do filme de 1978.
Mas, mesmo assim, soa bem. Parece, por tudo isso, uma “voz do passado” e que, aliás, é mesmo, em todos os sentidos.
Se o cinema deve honrar as suas memórias, aqui está uma prova de qualidade.
José Miguel Oliveira
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HEROÍSMO CLÁSSICO
Projecto desde há muito adiado, e tendo já envolvido nomes como Tim Burton ou Nicolas Cage entre eventuais colaboradores, a nova adaptação das aventuras de Super-Homem para o grande ecrã acabou por ser desenvolvida por Bryan Singer, cujos créditos na abordagem dos super-heróis incuíam já os dois primeiros filmes da saga dos X-Men.
Devido à interessante visão do realizador acerca da equipa de mutantes da Marvel, esperava-se que Singer fosse uma escolha acertada para "Super-Homem: O Regresso" (Superman Returns), e se é verdade que a sua entrega e respeito pela personagem transparecem ao longo da película, quando esta termina a sensação dominante é a de que os resultados poderiam ter ido mais longe.
"Super-Homem: O Regresso" não é um mau filme e até está acima da média quando comparado com as restantes adaptações cinematográficas de personagens dos comics, mas a perspectiva de Singer é demasiado reverencial para com os dois primeiros filmes da saga (de Richard Donner e Richard Lester, respectivamente).
A homenagem é simpática e revela humildade, mas limita um pouco o filme e retira-lhe as doses de risco e personalidade que o realizador conseguiu injectar nos seus X-Men.
Embora pouco ousado, "Super-Homem: O Regresso" convence pois demonstra que Singer conseguiu captar a essência do carismático super-herói, destacando o seu carácter icónico e mítico e apostando num estilo retro larger than life, com um registo mais clássico (mas desencantado) do que, por exemplo, aquele que Chris Nolan adoptou no recente "Batman: O Início".
A escolha do elenco, à partida algo arriscada, revelou-se profícua, já que o quase desconhecido (até agora) Brandon Routh tem a imagem e atitude perfeitos para encarnar tanto Clark Kent como o Super-Homem, oferecendo uma interpretação sóbria mas expressiva; Kate Bosworth mostra uma inesperada garra, determinação e coragem como Lois Lane e Kevin Spacey exibe a classe habitual no papel de Lex Luthor, compondo com eficácia um vilão que só não é mais entusiasmante porque o argumento não deixa. Também por lá andam uns competentes James Marsden e Parker Posey, esta última numa personagem irritante e dispensável.
A intriga que orienta o argumento é pouco mais do que banal, com uma sequência de acontecimentos bastante previsível, e a narrativa torna-se enfadonha no último terço, com cenas demasiado longas e redundantes, mas felizmente a película contém ainda tensão dramática suficiente de forma a que essas fragilidades não a atirem para a mediocridade, ainda que o balanço acabe por não ir além da mediania.
Um desequilibrado, mas interessante filme de aventuras, "Super-Homem: O Regresso" é um blockbuster com mais alma do que o habitual, emanando uma genuinidade atípica neste tipo de projectos, com acção bem filmada e algumas sequências de uma cativante densidade emocional.
Não chega a ser um filme marcante dentro do género, mas pelo menos, ao contrário de algumas adaptações recentes, também não envergonha a memória das personagens que recupera.
Gonçalo Sá
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Na minha opinião este novo filme de Bryan Singer consegue a proeza de recuperar um dos mais queridos e antigos heróis de BD (Superman), com um filme sóbrio (apesar de se tratar de um personagem fantástico) com uma boa história, personagens bem caracterizados com profundidade dramática, cenas de acção e grande espectáculo muito bem filmadas, destacando obviamente a excelente realização.
É inevitável criar-se grandes expectativas perante a estreia de um filme que recupera um dos mitos do género (super-heróis de BD), e eu pessoalmente não saí nada defraudado da sala de cinema, muito pelo contrário...
O argumento pode até ter um tom revisionista (relativamente ao original), mas penso que essa terá sido a abordagem mais inteligente e acertada para fazer um novo filme acerca do regresso do Homem de Aço, cuja imagem no cinema ficou pelas ruas da amargura em meados da década de 80, com aqueles 2 últimos filmes de série z tão infelizes e ridículos...
E como já foi referido aqui antes, tal não é tarefa fácil, já que, ao contrário de muitos outros super-heróis, o super-homem não tem grandes pontos fracos a nível físico (a não ser a criptonite) e é praticamente indestrutível... o que o torna um personagem difícil de `manusear` a nível de confronto mortal com os seus inimigos.
A revisitação ao filme original serve não apenas como homenagem ao filme de Richard Donner (filme de culto) mas, também, como (re)apresentação do personagem a um novo público, sem perder a essência do personagem de BD e desse filme, que muitos de nós tomaram como referência no seu imaginário.
A intenção terá sido fazer um filme que sirva de base a uma nova série, apoiada nos personagens apresentados e muito bem caracterizados neste primeiro episódio.
Relativamente à criança ter ou não poderes, e à relação com o 2º filme original (como já aqui disseram), não me parece ter relevância ou fazer sentido, já que este filme não é uma sequela de nenhum dos anteriores (até a nível cronológico: não esqueçamos que os 2 primeiros filmes foram feitos há 20 e tal anos, e neste filme fala-se numa ausência de apenas 5 anos!).
O elenco é excelente: Brandon Routh tem uma interpretação sóbria e bastante convincente na pele de um super-homem que se sente alienado num planeta onde é o unico kriptoniano.
Kate Bosworth também compõe uma Lois Lane mais madura e emocional.
E Kevin Spacey é fantástico como um Lex Luthor implacável e cruel (muito mais que Gene Hackman), a sua maldade é de um requinte e elegâncias fabulosas...
Também a actriz Parker Posey merece destaque pela ambiguidade da sua personagem Kitty.
E as frases citadas por Marlon Brando no filme original foram inseridas com génio e inteligência nesta versão.
Os efeitos especiais são magníficos (a sequência da emersão do novo continente é assombrosa), e não são exageradas nem afundam os personagens ou o argumento.
Resumindo, é um grande filme de aventuras e acção, mas que sabe dosear com a componente dramática e mais íntima dos personagens, evitando alguns clichés no género. Apesar de ser um super-herói revisitado, consegue surpreender e nem damos pelo tempo passar, pois passadas 2h30 de filme, damos connosco a pensar: "que pena, já terminou..."
O verdadeiro grande blockbuster do verão, que não desilude e entretém o tempo todo de duração, ao contrário de "Piratas das Caraíbas 2"... A não perder!!!
Rui Oliveira
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Esperava mais deste filme. Bastante mais. No entanto, não deixa de ser um filme positivo, com boas interpretações, em que Brandon Routh faz uma interpretação colada à de Christopher Reeve, e Kevin Spacey um Lex Luthor que, para mim, tendo em conta a categoria do actor, poderia estar melhor.
Nesta nova história, reparamos que de novo não tem quase nada. Tudo muito igual aos 2 primeiros filmes, tanto nos personagens como na história que continua muito, muito lenta. Confesso que me fez dormir vários pequenos segundos ao longo de todo o filme. Uma personagem como o Super-Homem merecia muito mais acção, mesmo entrando bastante na parte mais pessoal do personagem. De resto, efeitos especiais a bom nível (estavam lá sempre que eram precisos e sempre sem exagerar) e uma boa banda sonora. Pena foi realmente o facto de ser ter continuado na senda dos 2 primeiros filmes. Bem, pode ser que os próximos sejam melhores.
Nota: 14
Pedro Fonseca
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Ora bem, passados 19 anos, temos o Homem de Aço novamente nos grandes ecrãs. Ficou célebre a tentativa (felizmente) frustrada de relançar o personagem na segunda metade da década de 90, com Tim Burton ao leme, onde este recusa o argumento de Kevin Smith (ao que consta, sem nunca o ter lido sequer), que por sua vez foi forçado a incluir todas as alterações hilariantes pretendidas pelo produtor Jon Peters (por onde começar: fato novo, proibido voar, Brainiac a lutar contra dois ursos polares, um robot amaricado e uma luta final com uma aranha gigante). A versão de Burton, por sua vez, incluiria entre outros "geniais" elementos, um Super-Homem psicopata, um fato translúcido pelo qual se pudessem ver os órgãos do personagem, um meio de transporte que serviria de substituto ao vôo e um hibrido de Lex Luthor e Brainiac (Lexiac). Junte-se a isto o facto de, tanto a pré-produção como os cachets pagos a Tim Burton e Nicholas Cage, inflacionarem em cerca de 80 milhões de dólares, o orçamento para os monstruosos 260 milhões. Tudo isto para demonstrar que se há quem não tenha gostado deste "Superman Returns", a coisa bem podia que ser pior.
Bom, deixando este prelúdio trivial, passemos então ao filme em questão. "Superman Returns" revisita a estética de Donner e assume-se de certa forma, como uma pseudo-sequela revisionista. E para bem do filme, foi o melhor que se podia fazer, ainda que com algumas falhas. O Super-Homem é dos personagens que mais facilmente se torna chato e aborrecido: a sua invulnerabilidade e grande poder, não dão grande margem para conflitos dramáticos. Podem atingir uma escala física épica, mas no fim, imaculado e imponente, lá persiste na mesma. Requeria então o personagem uma nova abordagem, de certa forma inaugurada pela rival Marvel: a primazia dos conflitos internos. Sem se recusar na luta física, os maiores conflitos passavam a ser de índole moral e ética, dilemas que nunca tinham sido grande apanágio do Homem de Aço, a não ser a algo simplista dualidade entre o Bem e o Mal, mesmo assim limitada à visão do personagem. Foi também uma altura onde o Super-Homem tomou um papel mais simbólico, mais próximo de uma metáfora em tom mitológico-religioso, qual messias ou Moisés carregado pelo Nilo até ao Egipto. E é por aqui que Bryan Singer toma as rédeas do projecto, adensando a espessura dramática do Super-Homem inserindo novos problemas. Uma ausência de 5 anos e um regresso a um mundo diferente, que aprendeu a viver sem um super-homem. E em consequência disso, uma nova forma de alienação, uma necessidade de reajuste e tudo o que isso acarreta. Lois Lane, talvez a segunda grande força que o liga à Terra (sendo a primeira, os pais adoptivos), continuou a sua vida, estando noiva de outro homem e com um filho. E Lex Luthor, saído da prisão está pronto para um novo esquema de especulação imobiliária.
O filme a nível técnico é soberbo, possuindo dos FX mais subtis dos últimos tempos, não sendo de todo saturantes nem demasiado espectaculares ao ponto de roubarem o protagonismo aos actores, para além de um desenho de produção retro-contemporâneo, como que tentando homenagear as múltiplas encarnações do personagem (e às quais o fato ligeiramente alterado tb faz referência). E falando de actores, conta com um dos melhores elencos para um filme do género. Brandon Routh é quase uma segunda vinda de Christopher Reeve, tais as semelhanças a nível fisico e vocal, todavia não se trata de um actor preso a uma representação anterior, dando o seu contríbuto na construção do personagem (a forma como consegue exprimir a sua dor e isolamento, sem a necessidade de uma palavra, é espantosa). Não estivesse o papel tão ligado a Reeve e diria já que este é o melhor actor a pegar no papel. Kate Bosworth, conhecendo muito pouco do seu trabalho, surpreendeu-me mesmo assim pela maturidade com que pegou no papel de Lois Lane. Resta do trio principal, o inevitável Kevin Spacey como Lex Luthor, que dá uma nova dimensão ao personagem, mais próxima das suas raizes, mas ainda algo colada a alguns maneirismos da interpretação de Gene Hackamn.
Onde falha o filme é a nível de argumento, duplamente: é demasiado reverente aos filmes originais e não constrói uma ameaça credível em Lex Luthor, apesar de achar que possui uma boa espessura dramática na forma como lida com o protagonista, o seu isolamento emocional e a sua relação fracturada com Lois Lane. Lex Luthor volta a pegar no mesmo esquema imobiliário do filme original, mas com um ligeiro upgrade: não só está cheio de falhas (se biliões morrerem, quem é que irá para lá viver? E realmente, quem é que quereria, mesmo tendo perdido tudo, ir viver para um rochedo frio e estéril), como é pouco original. E o personagem ainda está longe de ser o retrato definitivo (Michael Rosenbaum em "Smallville" tem a honra de ser até agora o melhor Lex Luthor em carne e osso), para além de confrontar muito tardiamente e só numa cena, o Homem de Aço, o que dilui o célebre antagonismo entre ambos.
ATENÇÃO !!!! SPOILERS !!!
Um dos elementos que certamente irá dominar a forma como se aceita este novo filme, está directamente relacionado com o pequeno filho de Lois Lane, assumido por esta como sendo do seu noivo (uma boa prestação de James Marsden), mas que se revela ser do Homem de Aço (tomando a liberdade de jogar com elementos de "Superman II"). Quem conhece minimamente o personagem sabe que a paternidade não é um elemento da mitologia quase canónica do personagem (com excepção de um conto da série Elseworlds), e a sua introdução cria todo um novo esquema de possibilidades e, de certa forma, um igual número de improbabilidades que parecem jogar contra o carácter estabelecido do Super-Homem ao longo dos anos. Todavia, o que este elemento tão decisivo introduz é no fundo, a resolução de todo o dilema proposto ao longo do filme: ao reconhecer a sua descendência com uma mulher deste seu planeta adoptivo, o Super-Homem não só suplanta a sua alienação como o seu isolamento, criando um laço com a Terra e com o seu legado desaparecido.
Em jeito de conclusão, Bryan Singer conseguiu com grande dedicação e sensibilidade, devolver ao celulóide o maior super-herói de todos, mas com uma densidade humana que há muito personagem não conhecia. Peca sobretudo pela excessiva reverência a Donner, mas não deixa de ser um belo filme, uma raridade como blockbuster de verão. O filme de verão, sem dúvida.
Pedro M. S. Almeida |
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mrmslv@gmail.com |
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Vou ser breve, porque os comentários acima mencionados descrevem perfeitamente a minha opnião. Não entendi muito bem a presença de um filho com poderes pois quando foi concebido (superman 2) o Clark Kenrt havia renunciado aos seus super poderes. As Expectativas eram muito altas, e por isso pode desiludir um bocado, mas não deixa de ser um dos melhores filmes do ano! Tenho pena de os resultados de bilheteira possam impedir uma sequela (o superman merece um regresso mais regular aos cinemas)!
O Superman parece-me um heroi algo injustiçado por ter sido o pioneiro há 30 anos no cinema...! Para muita gente os filmes do superman são chatos e antigos...! A verdade é que para mim este filme acaba por ser um dos melhores filmes de Super-herois de sempre, a par com o Superman original, Batman e ambos os Spiderman! Não acredito que Hulk, X-men, daredevils, Catwoman... são melhores!
Recebe 4 em 5, apenas porque deixa a sensação que podia ter ido mais longe do que foi!
Um filme de 154 minutos que passa a voar (ha filmes de 90 mintos que parecem nunca mais acabar) so pode ser excelente!
O grande filme do Verão 2006.
Mário Silva |
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tshogoki@gmail.com |
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Super-Homem: O Regresso
É mais um filme... Contra o filme temos o facto de a historia não ter a acção que o superman representa, este filme pareçe mais um estabelecer de bases para mais filmes, visto o aparecimento de uma nova personagem importante. Mas também o que contribuiu para este filme não ser expectacular foi a simples razão de não ser facil elaborar uma historia sobre um universo que ja foi explorado em 4 filmes. Também achei que não houve Clark Kent mas sim só superman. O Lex Luthor também pouco ou nada la vazia no filme, visto na historia do superman nunca ser um osso facil de roer, mas neste filme nem sequer é um obstaculo.
A favor do filme temos uma historia bem elaborada com apontamentos interessantes e inovadores. As prestações de Brandon Routh (Superman), Kate Bosworth (Lois Lane) estão agradaveis.
Uma nota interessante é o facto deste filme tal como o Batman Returns não é um filme para marcar a diferença mas sim para recuperar um heroi "gasto" com o tempo e estabelecer bases para se poderem fazer mais filmes.
Tiago Vieira Gonçalves |
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eduardonsbr@yahoo.com |
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Muita expectativa e pouco conteúdo. Esta frase exemplifica esta "nova" aventura do Superman. Um filme cheio de altos e baixos. Se por um lado, o filme conta com um ótimo elenco (Brandon Routh e Kevin Spacey se destacam) e belos efeitos especiais (apesar de nada extraordinários), o filme se perde em meio a um argumento fraco e nada inovador. Na verdade acredito que os realizadores não queriam inovar e simplesmente fazer uma homenagem aos 2 primeiros filmes do super herói, o que é uma pena, pois havia um grande potencial neste filme que foi desperdiçado. Ao final da projeção fica-se aquela impressão de que poderia ter sido muito melhor. Mas enfim, ainda assim é um blockbuster bem realizado. Nada mais do que isso.
Eduardo Santos |
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