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Inocência
Título original: Innocence
Realização: Lucile Hadzihalilovic
Intérpretes: Zoé Auclair, Bérangère Haubruges, Lea Bridarolli, Marion Cotillard, Hélène De Fougerolles, Laisson Lalieux, Astrid Homme, Ana Palomo-Diaz, Olga Peytavi-Müller, Micheline Hadzihalilovic
França, 2004
Estreia: 11 de Maio de 2006
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João Lopes | Média dos Espectadores |
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No coração de uma densa floresta, encontra-se um misterioso internato para raparigas, separado do mundo exterior por uma grande muralha sem portas. Lá dentro, um grupo de crianças com idades compreendidas entre os 7 e os 12, rodeiam um pequeno caixão, do qual emerge Iris, uma pupila de 6 anos recém-chegada. Conduzida por Bianca, a rapariga mais velha, Iris é apresentada a este estranho mas encantador novo mundo, de caminhos de floresta iluminados por lanternas e passagens secretas misteriosas, onde não existem adultos, salvo alguns criados idosos e duas melancólicas jovens tutoras.
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* Marion Cotillard e Hélène De Fougerolles no CINEMA2000. |
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João Lopes
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| Um caso extremo de incapacidade de caracterizar um universo concentracionário (de educação feminina), "compensado" pela exploração de um simbolismo que, involuntariamente, redunda no anedótico. Aliás, antes de qualquer questão simbólica, os problemas do filme começam na mera incapacidade de introduzir alguma tensão no espaço/tempo, pouco mais usando do que os recursos banais de um look publicitário tradicionalmente aplicado para promoção de alguns shampoos e produtos de beleza — em boa verdade, essa publicidade é quase sempre mais interessante. |
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Sérgio Santos |
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Innocence (Lucile Hadzihalilovic) (2004)
Excelente registo cinematográfico este pequeno filme independente de Lucile Hadzihalilovic. O filme é de uma inocência fora do comum e conta a história de uma instituição que alberga meninas pequenas e as prepara para um tipo de vida nada convencional. Confesso que fiquei muito suprendido pelo filme que conta a história de 3 meninas pequenas, Iris, Bianca e Alice. As meninas são educadas e aprendem muitas coisas, dança, por exemplo. À volta da instituição só existem muros e é tudo muito verde, a floresta. O final do filme é supreendente e mantêm-nos cheios de esperança. O filme é mesmo muito bom, ao contrário do que muitos têm dito, principalmente os criticos, alegados professionais, que eu às vezes penso que nada entendem de cinema. Trata-se de um filme que não é para todos os públicos, por exemplo, não é um filme para o publico jovem, apesar de todo o elenco ser quase todo composto por crianças. Destaco a actriz Marion Cotillard, no papel de Eva. Este é daqueles filmes que podia muito bem gerar um debate em torno dele, devido à sua complexidade. No entanto, tem que se perceber um pouco da sétima arte para perceber o filme, que nem sempre nos mostra o que nós queremos sentir, não é uma pelicula de sentimentalismos baratos, é um filme poderoso e detentor de uma inocência muito própria. As crianças são os seres mais fantásticos existentes no nosso mundo, e este pequeno filme mostra-nos isso mesmo, não pensem que vão ver um filme chocante, aqui não existe lugar para isso. Sejam bem vindos ao mundo das crianças, ao mundo das meninas.
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