Nanny McPhee — A Ama Mágica

Título original: Nanny McPhee
Realização: Kirk Jones
Intérpretes: Emma Thompson, Colin Firth, Kelly Macdonald, Celia Imrie, Derek Jacobi, Patrick Barlow, Imelda Staunton, Thomas Sangster, Angela Lansbury
Grã-Bretanha, 2005
Estreia: 23 de Março de 2006


João
Lopes
Média dos
Espectadores
   
 
Uma ama de aparência perturbante e poderes mágicos entra na casa do recentemente viúvo Mr. Brown e procura educar os seus excessivamente mal comportados filhos. As sete crianças, lideradas pelo primogénito, Simon, sempre foram bem sucedidas em despachar amas e - visto que já vão em 17! - estão certas de que não irão ter problemas com esta. Mas, à medida que a nova ama toma controle da situação, elas começam a aperceber-se que o seu vil comportamento agora traz, de forma algo mágica, consequências espantosas...

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Emma Thompson, galardoada com um Oscar pelo seu primeiro argumento para «Sensibilidade e Bom Senso» (Ang Lee, 1995), adapta agora para o cinema os livros «Nurse Mathilda», de Christianna Brand.


João Lopes
Uma das mais belas e genuínas surpresas deste ano cinematográfico: um filme que reedita uma dimensão que tem faltado ao cinema britânico — dito de outro modo: um admirável trabalho de estúdio, além do mais com crianças cujas aventuras vale a pena partilhar.

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«Nanny McPhee» no original, esta é uma adaptação dos livros infantis de Christianna Brand sobre uma ama encarregada de «domesticar» as crianças de uma família em grande agitação caseira. Para além da excelência de actores como Emma Thompson (também autora do argumento), Colin Firth, Imelda Staunton ou Derek Jacobi, o filme representa um regresso feliz a uma tradição genuinamente britânica de espectáculo, feita de uma sofisticada teatralidade e um contagiante humor. Atenção às salas: umas com o original, outras com a versão dobrada.

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João Pedro Jorge
Emma Thompson redescobre a sua veia de argumentista adaptando ao cinema a série de livros Nurse Matilda, e os resultados, não surpreendendo, revelam-se bastante satisfatórios. O fôlego narrativo respeita a tradição do género, de Mary Poppins e Oliver! a The Sound of Music (embora sem os números musicais, que quase adivinhamos à espreita a culminar cada uma das cinco lições da misteriosa ama), apoiado numa excêntrica e colorida produção visual e num bom trabalho dos actores, com destaque para Emma Thompson e a sua horripilante e metafórica maquilhagem e para o regresso de Angela Lansbury numa deliciosa composição. Sente-se, contudo, a falta de uma maior audácia na exploração da componente emocional, como Burton fizera em Charlie and the Chocolate Factory, mas depois de uma deliciosa luta de bolos final todos sairão do cinema com um sorriso.

João Pedro Jorge
Claquete – O Cinema, cena a cena. .


varela_franco@hotmail.com
Uma excelente e agradável surpresa. Uma fábula excelentemente escrita e interpretada. Acima de tudo a fotografia é um prodigio, em que as cores dos cenários combinam na perfeição com o jogo de luzes, tornando-se na melhor cinematografia deste ano (até agora). Deslumbrante, cómico, emocionante. E um regresso muito saudoso de Angela Lansbury.

José Varela Franco


João Pedro Eira
Há qualquer coisa neste Nanny McPhee que se eleva para além do banal filme formatado para agradar ao público juvenil. Não nos enganemos: Nanny McPhee cumpre essa função com eficácia. Mas há um sentido de espectáculo e uma certa ingenuidade genuína que pouco se vê nos filmes de hoje. Para isso muito contribuem as interpretações de Emma Thompson, Colin Firth, e do excelente elenco infantil. Depois há o suporte ideológico na melhor tradição do cinema clássico de fantasia e momentos de humor simples, mas muito eficazes, como a sequência em que se praticamente todo o elenco acaba numa anárquica troca de bolos voadores.

João Pedro Eira
Claquete – O Cinema, cena a cena.


jorgecinema@gmail.com
Nanny McPhee é realmente uma experiência muito agradável, para os adultos e sobretudo para os mais novos.
É realmente um projecto muito bem conseguido de Emma Thompson, que adapta e interpreta a personagem principal deste filme.
O leque de actores encaixam que nem uma luva nos pápeis que desempenham,Imelda stanton, Colin Firth, Derek Jacobi entre outros, incluindo obviamente as crianças.
Para mim o melhor do filme é o facto deste ter sido feito, e ser uma resposta e uma alternativa, com grande classe aos filmes de familia versão XL (duzia é mais barato 2/ Todos ao monte) made in usa que parecem um hamburger num fast food, em comparação a este prato chamado Nanny McPhee rico em todos ingredientes (aventura,humor e romance)essenciais ao desenvolvimento do bom cinema.
Um óptimo filme de familia para as famílias, em que encontramos a mágia da nanny e do cinema, em Nanny McPhee.

Jorge Pinto


pmcferreroms@yahoo.com
Emma Thompson virou argumentista e intérprete de filmes para crianças, e elas agradecem, e nós também se for esta a única forma de vermos e ouvirmos esta excelente actriz.

Mesmo que esta «Nanny McPhee» seja pouco mais que uma revisitação de Mary Poppins, aqui muito mais pop star e com muitos efeitos especiais em estado de arte.

Os actores ingleses (Firth, Landsbury, Jacobi, etc.), e a fortíssima veia humorística e criativa tanto da encenação como da fotografia, fazem o resto, neste filme coloridíssimo e engraçadíssimo, genérico inclusive.

Paulo Ferrero
Cine-Australopitecus


gpedrofonseca@hotmail.com
Filme infanto-juvenil de grande qualidade. Tem um conjunto de actores muito razoáveis, incluindo as crianças. A história está engraçada embora, como é normal neste tipo de filmes, muito previsível.

Nota: 15


Pedro Fonseca
http://pedrof.blogspot.com


Filipa Lopes
Um misto de Mary Poppins com Música no Coração? Talvez. As parecenças com um e outro filme são óbvias, principalmente no facto de crianças incorrigíveis (para chamar a atenção de pais distantes) finalmente encontrarem uma ama à sua altura. Mas tanto no conteúdo como na forma são filmes completamente diferentes, quando não diametralmente opostos. Visualmente cativante, com cenários coloridos e algo excêntricos, a condizer com as personagens, que só podem viver num mundo aparte do nosso! Tem todas “aquelas” diabruras que se podem esperar, e as lições de moral subjacentes. Mas não incomodam, e as interpretações são boas, divertidas, e tem Angela Lansbury a fazer uma muito cómica má da fita. Só por isso... já vale a pena!

Filipa Lopes
Claquete – O Cinema, cena a cena.


     
 

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