Bandidas

Título original: Bandidas
Realização: Joachim Roenning, Espen Sandberg
Intérpretes: Penelope Cruz, Salma Hayek, Steve Zahn, Dwight Yoakam, Sam Shepard, Ismael `East` Carlo
França/México/Estados Unidos, 2006
Estreia: 9 de Março de 2006


Média dos
Espectadores
   
 
 
Sara, filha de um rico banqueiro e Maria, filha de uma família de camponeses têm poucas hipóteses de partilhar o mesmo destino, até ao dia em que surge Tyler Jackson, um representante de um banco nova-iorquino que tenta apropriar-se ilegalmente de terras mexicanas de forma a permitir a expansão dos caminhos de ferro americanos. Determinadas a vingar os seus pais e a proteger as terras dos camponeses, as duas sedutoras mulheres transformam-se em justiceiras dedicando-se a atacar exclusivamente as sucursais do banco nova-iorquino.

Enviado pela polícia nova-iorquina para acelerar a sua detenção, o inspector Quentin não demora a deixar-se levar pelos encantos das duas jovens...


   
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CINEMA2000


dariohenry@hotmail.com
"BANDIDAS" pode-se dizer que foi um dos poucos filmes western que me agradou, gostei do filme pois a história de duas mexicanas completamente distintas uma da outra se juntam em protecção do seu povo e do seu pais.
No decorrer do filme também á cenas cómicas, como aquela de a Maria e Sara testarem os seus beijos num pobre inspector (Quentin).
Acho que as actrizes são as ideais para as personagens pois Penelope Cruz (Maria) e Salma Hayek (sara) demonstraram o seu incrivel talento e sensualidade, o que é óptimo para um filme deste estilo, pois elas dão vida ás personagens.
Não tenho muito mais a dizer sobre este filme, simplesmente tá WESTERN = antigo mas bom...


Filipa Lopes  
Este Bandidas, pura e simplesmente não tem ponta por onde se lhe pegue. Desde um argumento fabricado, com reminiscências de Robin dos Bosques, sem o mínimo de conteúdo prático; à realização patética, p... tudo é mau. Quando tudo isto culmina numa cena despudoradamente copiada de Matrix, perde-se a esperança de que haja a salvaguarda, no mínimo, da inteligência dos espectadores. Servirá como entretenimento, assando pela péssima direcção de actores (uma Salma Hayek medíocre, e uma Penélope Cruz insuportável) apenas no modo (que nem sequer é constante) de comédia involuntária.

Filipa Lopes
Claquete – O Cinema, cena a cena.


João Pedro Jorge
O que há em Bandidas? Há um argumento acéfalo de Luc Besson, que claramente não sabe que ter uma companhia de produção de estopadas internacionais não implica estragar o seu nome a escrevê-las. Há duas belas actrizes em belas (!) figuras, em despique de sotaques manhosos e torturantes maneirismos, e mais ridícula que o vilão só mesmo a realização, tão primária e pejada de amargos tiques à western que faz ansiar por uns morangos com açúcar para desenjoar. Há um gag que envolve um beijo e se repete ininterruptamente para lá dos limites da paciência, e um final muito cool que mostra que, afinal, o Velho Oeste também faz parte da Matrix. E há ainda um espectador a ser gozado durante hora e meia, isto se aguentar o esforço épico que é o visionamento deste desperdício de película. A quem se lembrou de criar esta obra inesquecível, apetece dizer, citando os senhores do Gato Fedorento: “Bandidos! Era espetá-los num pau com fogo por baixo.” Muito fogo. Bem quente.

João Pedro Jorge
Claquete – O Cinema, cena a cena.


jrbranco@sapo.pt
Salma Hayek e Penélope Cruz juntam-se para roubar bancos e disparar meia dúzia de tiros contra os patifes de serviço, neste simpático mau filme que usa e abusa da gramática do western para justificar a sua existência. São 90 minutos de cinema inofensivo, que raramente se leva a sério e que não desrespeita o contrato estabelecido com o espectador: este não deve levar muito a sério o que vê e aquele não dá a ver nada de muito sério. Aliás, um filme que abre com uma cena em que Penélope Cruz joga ao galo com o seu cavalo e encerra com uma troca de tiros que cita esteticamente Matrix não quer mostrar nada de sério, pois não?

João Ricardo Branco
http://claquete.blog-city.com/


gpedrofonseca@hotmail.com
Esperava muito mais do filme. Diz-se que é uma comédia, mas de comédia não tem quase nada. As duas protagonistas não são lá grandes actrizes, já se sabe, especialmente de comédia. Agora, a partir do momento em que entra em cena Steve Zahn, pensava que iria haver muito mais humor e divertimento, o que praticamente não aconteceu. De resto, uma história razoável, interpretações abaixo da média, uma realização de muito fraca qualidade. Salva-se o razoável dinamismo do filme, o que faz com que se consiga entreter o espectador.

Nota: 14


Pedro Fonseca
http://pedrof.blogspot.com


     
 

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