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North Country — Terra Fria
Título original: North Country
Realização: Niki Caro
Intérpretes: Charlize Theron, Frances McDormand, Sean Bean, Woody Harrelson, Jeremy Renner, Richard Jenkins, Sissy Spacek, Thomas Curtis, Elle Peterson, Michelle Monaghan
Estados Unidos, 2005
Estreia: 2 de Março de 2006
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João Lopes | Média dos Espectadores |
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Uma mulher sofre uma série de abusos quando trabalhava como mineira. Perante a passividade dos patrões, esta leva a empresa a tribunal, no que viria a ser o primeiro grande caso de assédio sexual nos Estados Unidos (Jenson vs. Minas Eveleth Mines).
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Nomeações para os Oscars (2)
* MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL, Charlize Theron
* MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA, Frances McDormand |
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João Lopes
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| Um exemplo feliz de um realismo (americano) capaz de representar uma situação histórica — a integração de mulheres nas minas do Minnesota —, sem perder de vista as suas subtilezas humanas e ecos simbólicos. Estamos, além do mais, perante um filme de grande solidez interpretativa, desde o papel principal (Charlize Theron) até aos mais discretos secundários (Frances McDormand, Sean Bean, Woody Harrelson, Jeremy Renner, Richard Jenkins, Sissy Spacek, etc.). |
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pedromsandré@clix.pt |
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Um bom filme com um conjunto de actores de créditos firmados, com interpretações acima da média, especialmente Charlize Teron e Frances McDormand, justamente nomeadas ao Óscar.
Um filme com um argumento indicado para agarrar o espectador, que, se não soubesse-mos antecipadamente que é baseado em factos reais, diríamos que só é possivel nos filmes.
A força interior de uma mulher, a quem a vida pessoal corre mal, e que vai ganhando apoios até ao desenlace final, é-nos transmitida de uma maneira sólida, aqui e ali a puxar aos sentimentos ( mas não é mesmo deles que trata o filme? ).
Um dos melhores filmes que vi em 2006.
Pedro André
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João Ricardo Branco |
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Paupérrima derivação dos filmes de denúncia social (um género maior do período clássico de Hollywood), que atinge níveis inacreditáveis de mediocridade e que só se salva do desastre absoluto porque conta com Charlize Theron, em inspirada interpretação. Enquanto Niki Caro conduz uma realização francamente pobre em ideias de cinema, o argumento (uma verdadeira nulidade) encarrega-se de desbaratar, uma a uma, as possibilidades dramáticas da história. Na vertente de drama familiar e laboral, os clichés são recorrentes e tudo acaba por se perder na inconsistência dramática e narrativa. Na vertente de filme de tribunal – território que apostávamos para porto de salvação de um filme em pedaços – as coisas correm ainda pior e a credibilidade do discurso (já moribunda) é definitivamente enterrada. Denunciemos aqui “North Country”, um exemplo de mau cinema de denúncia.
João Ricardo Branco
Claquete – O Cinema, cena a cena.
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almeida_rita@sapo.pt |
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NORTH COUNTRY
de Niki Caro
“North Country”, realizado pela neo-zelandesa Niki Caro fica bastante aquém do seu belíssimo “Whale Rider” (2002). Baseado livremente no livro “Class Action: The Landmark Case That Changed Sexual Harassment Law”, “North Country” conta a história do primeiro caso em que foi ganho um caso de acção de classe contra uma empresa por assédio sexual. A personagem ficcional Josey Aimes (Charlize Theron) é uma mãe de dois filhos que deixa um marido violento para reconstruir a sua vida. A contragosto do seu pai (Richard Jenkins), Josey decide trabalhar para junto dele numa mina de ferro, um lugar onde, juntamente com outras mulheres, é sujeita às mais diversas humilhações, incluindo abusos psicológicos e físicos.
Josey cala-se porque precisa do emprego, mas quando um superior, Bobby Sharp (Jeremy Renner) vai longe demais, e após enfrentar o duro desprezo dos seus patrões, Josie decide processar a empresa. Josey é inspirada pelo caso de Anita Hill, cujo processo de acusação de Clarence Thomas por assédio sexual ocorreu em 1991.
O forte elenco, encabeçado por Charlize Theron, que nos agarra de tal forma que nos impede, durante o filme, de fazer qualquer avaliação imparcial (ainda assim bem menos forte que em “Monster”, 2003), inclui também uma sólida Frances McDormand, e um resgatado Richard Jenkins (visto ultimamente como o pai “morto” da família de “Sete Palmos de Terra”), um Sean Bean em novo registo, um competente Woody Harrelson e uma confirmada Michelle Monaghan (“Kiss Kiss, Bang Bang”, 2005).
Infelizmente, nem mesmo a recriação de belíssimas paisagens do Minessota salvam este filme dos clichés de tribunal que acabam por marcar o desenrolar da história. A vitimização de Josie Aimes é tal, no campo profissional e também pessoal, que surge como uma manipulação dramática.
Os homens (e também muitas mulheres) ressentem-se pela inclusão forçada de mulheres no seu domínio, e muitas mulheres acomodam-se pelo medo de perderem o pouco que conquistaram, como se estivessem de facto a receber algo acima do que lhes é devido. Mas este filme vai mais além, não se limitando ao processo de aceitação das mulheres num grupo de homens, mas também da aceitação de um indivíduo (Josey) por parte de outro (o seu pai).
Apesar do excessivo melodrama, e de alguma datação, “North Country” não deixa de abordar um tema que, infelizmente, ainda está presente na nossa sociedade, ainda que camuflado. E não me refiro essencialmente ao carácter sexual do acosso, mas à descriminação a que as mulheres ainda são sujeitas. E não só em termos profissionais. O argumento “nuts and sluts” apregoado pelos advogados de defesa em muitos destes casos contra as mulheres que ousam levantar a sua voz do rebanho, parece ainda ser válido em muitas mentes.
RITA ALMEIDA
http://cinerama.blogs.sapo.pt/ |
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margo_channing@hotmail.com |
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"North Country" conta-nos mais uma história de abusos dos homens sobre as mulheres no local de trabalho, desta vez, numa mina.
Infelizmente, e sem querer tirar importância à história que é verídica, já vimos muitos filmes deste género e bem melhores. A interpretação de Charlize Theron é boa e Frances McDormand vai sempre bem, mas o filme em si não só não me tocou como me deixou uma sensação de vazio e de desperdício. Apetece dizer que histórias destas já só se toleram com alguma originalidade e "North Country" não tem nenhuma. |
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Miguel Galrinho |
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A realizadora Niki Caro trouxe-nos, em 2002, Whale Rider, um filme interessante com uma grande interpretação de uma jovem actriz, Keisha Castle-Hughes, que revelou uma naturalidade de representação absolutamente fantástica, sobretudo tendo em conta que se tratava do seu primeiro filme. Enquanto a realizadora lidou com uma pequena história despretensiosa, não teve problemas em contá-la de forma interessante. Porém, como já seria de esperar, as diversas pretensões de North Country já são demasiada areia para a sua camioneta, e o filme espalha-se ao comprido ao tentar transmitir a sua mensagem contra a descriminação sexual (neste caso particular, no trabalho), fazendo-o com recurso aos estereótipos e clichés do costume, martelando a sua mensagem ao espectador sem qualquer subtileza.
Apesar de tecnicamente bem filmado e com uma competente direcção de actores que consegue retirar boas interpretações de Charlize Theron e de Frances McDormand (e, em geral, de todo o elenco), a abordagem de Niki Caro não deixa de ser menos banal e emocionalmente gratuita e manipulativa, puxando, na última cena do tribunal, à lágrima, sem qualquer subtileza. Todas as cenas de tribunal são, aliás, um exemplo de grande amadorismo, colocando excertos de cinco segundos dessas cenas ao longo de todo o filme, sem qualquer pertinência. Há ainda uma cena de troca de olhares no tribunal, em que as personagens se encontram em silêncio e o volume da banda sonora sobe, que traz de imediato à memória uma certa cena de um filme de Steven Spielberg. Mas Niki Caro nem copiar soube, e enquanto a referida cena de Amistad é um exemplo sublime de suspense, a de North Country, por ser completamente vazia em termos dramáticos, não passa de uma tentativa falhada de criar tensão.
http://claquete.blog-city.com |
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pmcferreroms@yahoo.com |
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A história de «North Country>» não é nova (a desigualdade de oportunidades homem-mulher, desta vez nas minas da América profunda; a luta por isso e pela segurança e higiene no trabalho), nem o modus operandi (a denúncia, contra tudo - os próprios colegas - e todos - os mais fortes, a formação de jurisprudência a partir desse facto ... o caso e o filme sobre Erin Brokovicht é-lhe similar, etc.), e muito menos a chancela «baseado em factos verídicos» (se bem que neste caso a coisa seja realmente verdade, embora com nomes diferentes a algum pó ficional, noblesse oblige). Mas o filme não cansa e é interessante.
Não cansa porque, embora previsível, é um filme leve, com personagens bastante ricas, umas mais apagadas que outras, com uma banda sonora agradável e tem Charlize Theron em mais um papel escolhido a dedo, longe da imagem da marca, e, por isso, candidatável. E é interessante porque são os homens (bons) que conseguem ajudar a que tudo se resolva neste filme, aparentemente, feito de e para as mulheres. Registe-se ainda a curiosidade de Sissy Spacek ter sido «A Filha do Mineiro», lá pela década de 80.
Paulo Ferrero
Cine-Australopitecus |
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gmisteriosa_1@hotmail.com |
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EXCELENTE!!!
definitavamente Charlize Theron merece a nomeação para os Oscares e espero que o seu maravilhoso talento seja reconhecido com masi um oscar. Na minha opinião será um dos melhores filmes de 2006 (em Portugal).
para muitas pessoas, especialmente as mais sensiveis, aconselho paciência porque não se trata de um filme de acção mas antes pelo contrário...é um filme recheado de emoções q demora um certo tempo pra mostrar a sua verdadeira intenção. no entanto, acho que é uma maneira fenomenal de mostrar que a liberdade e os direitos q nós mulheres temos hoje, tiveram o seu preço: o sofrimento e coragem de outras mulheres. Mto bom para a as feministas que lutam por direitos iguais aos dos homens mas que não sabem como começou essa batalha. dá-nos a conhecer uma sociedade onde as mulheres eram meros objectos domésticos e sexuais, onde eram tratadas sem qualquer respeito.
lamento que o filme nos retrate ua sociedade passada mas que ainda hoje acontece, não com tanta violência como na altura mas, nós mulheres ainda somos o sexo fraco e somos tratadas como tal.
É definitavamente um tributo a grandes mulheres que com a sua coragem e união mudaram o mundo. E estajam onde estiverem, eu agradeço sinceramente pela força e coragem que tiveram e pela liberdade e direitos que por elas me foram proporcionados!!!
EXCELENTE FILME!!!!!!!!!!!!! |
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