Harry Potter e o Cálice de Fogo

Título original: Harry Potter and the Goblet of Fire
Realização: Mike Newell
Intérpretes: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Ralph Fiennes, Michael Gambon, Brendan Gleeson, Maggie Smith, Alan Rickman, Miranda Richardson, Robbie Coltrane, Robert Pattinson, Stanislav Ianevski
EUA, 2005
Estreia: 24 de Novembro de 2005


Eurico
de Barros
João
Lopes
Média dos
Espectadores
   
 
No quarto ano em Hogwarts, Harry é seleccionado em circunstâncias misteriosas para participar no Torneio dos Três Feiticeiros, uma competição que reúne alunos de várias escolas de magia de toda a Europa. Ao mesmo tempo, sinais parecem indicar que Lorde Voldemort prepara o seu regresso...

*****

* Harry Potter no CINEMA2000.


Eurico de Barros
O texto seguinte foi publicado no jornal Diário de Notícias a 24 de Novembro de 2005.

Dragões, Voldemort e a puberdade

Nem Daniel Radcliffe, o intérprete de Harry Potter, nem a personagem em si têm que temer, na tela, as marcas visíveis da puberdade.

Vendo que a maquilhagem tradicional já não era suficiente para esconder a acne das jovens vedetas de Harry Potter e o Cálice de Fogo, a produção do filme recorreu ao "Clearasil" digital. Graças a um programa de computador baptizado "Spot Remover", que "apaga" pontos, borbulhas, espinhas e outras erupções, as caras de Harry, Hermione, Rupert e seus condiscípulos mais próximos de Hogwarts aparecem tão lisas como quando eram bebés.

Aliás, os realizadores da série Harry Potter são mais gestores de efeitos especiais do que outra coisa. Que o diga o sexagenário britânico Mike Newell, que chegou ao plateau de «Harry Potter e o Cálice de Fogo» com pouca ou nenhuma experiência na especialidade, e se viu a ter que lidar com um total de 1600 efeitos digitais. Nomeadamente, para dar vida ao dragão importado da Roménia que Harry tem que vencer, numa das melhores cenas de um filme que é sem dúvida o mais tenebroso dos quatro já existentes.

Com efeito, à medida que a história do jovem feiticeiro se adensa, e que a sombra do maléfico Voldemort cresce sobre Harry, mais o enredo se afasta da fantasy juvenil e se aproxima do terror. Ainda que um terror soft, que poderá impressionar os menos expostos aos filmes do género, mas fará escassa mossa aos seus habitués.

Mesmo a figuração do temível Voldemort, interpretado por um Ralph Fiennes desprovido de nariz, o que lhe dá um ar de híbrido de lagartixa e de humano evadido de um laboratório de experiências genéticas ilegais, não é caso para grandes sobressaltos entre os espectadores mais crescidinhos.

Tudo isto somado, foi, no entanto, razão suficiente para que, pelo menos nos EUA e na Grã-Bretanha, e pela primeira vez na série, a classificação de um filme de Harry Potter fosse agravada. Naqueles países, «Harry Potter e o Cálice de Fogo» só pode ser visto por menores de 13 anos desde que devidamente acompanhados por um adulto. (Em Portugal, o filme está assinalado para Maiores de 12 Anos.)

O zelo das comissões de classificação americana e britânica não afectou a afluência de público aos cinemas, muito pelo contrário. Quer nos EUA, quer no Reino Unido, «Harry Potter e o Cálice de Fogo» tornou-se no filme mais lucrativo da série no primeiro fim-de-semana de exibição.

Embora seja superior aos dois títulos anteriores, «Harry Potter e a Câmara dos Segredos» e «Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban» - o que também não era difícil -, graças a essa mais intensa e mais consistente atmosfera de medo, «Harry Potter e o Cálice de Fogo» submete-se, como aqueles, à rotina espectacular e mecanizada da série.

Mike Newell tem que seguir à letra o guião, primeiro porque sobre ele estão os olhos de J.K. Rowling e dos milhões de fãs dos livros, que não lhe permitem a menor "traição" à história impressa; e depois, porque está sob a supervisão dos estúdios para os quais Harry Potter é uma renda milionária, e não lhe admitem qualquer "liberdade". É preciso não esquecer que esta magia é produzida industrialmente.


João Lopes
A série tinha chegado a um impasse académico em que a mais simples gestão de uma cena de «acção» parecia comprometida por uma estranha indiferença técnica: confiava-se no «impacto» dos efeitos especiais e o resto era apenas a gestão de números mais ou menos «circenses».

Em boa verdade, nada mudou muito: Potter continua a ser um aventureiro de video-jogo, sendo cada situação um mero patamar para passar ao patamar seguinte (ou não fosse a cultura dominante dos video-jogos uma forma de militante menosprezo pelo imponderável e pelo irracional de um genuíno trabalho de ficção). Apesar de tudo, este novo filme possui uma competência técnica que já não envergonha a grande tradição dos estúdios britânicos (quem se lembra de Michael Powell e Emeric Pressburger?...).

E há dois ou três momentos de actores que ressaltam da lisura geral: Ralph Fiennes, em pastiche shakespeareano, a compor um delirante Voldemort; e, sobretudo, a impagável Miranda Richardson numa bizarra e coquette jornalista do «fantástico» que, pelo menos, introduz, alguma ironia neste cinema de muita «agitação» visual, mas sempre tão sisudo e mortiço.


   
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Sonnya_Costa_18@hotmail.com
De todos os filmes "Harry Potter" este é sem dúvida o melhor, não só pelo o que vai acontecer daqui para a frente, mas pelo o que mostra. Este filme mostra-nos um Harry adolescente, que se apaixona pela 1ª vez, as outras personagens principais (Ron e Hermione) também evoluem psicológicamente, abrem as suas mentes para novos sentimentos como o 1º amor (Hermione/Victor Krum)e o ciúme sentido por Ron em relação á Hermione. Os efeitos especiais estão espectaculares e a cena do Baile de Natal então nem se fala; transformar o salão que tinha um aspecto rude, antiquado e até meso grotesco num salão quase de cristal... Quem não leu os livros certamente pouco perceberá dos filmes, mas quem leu-os certamente concordará que com este filme sente-se um pouco de tudo: alegria, pena, medo e até mesmo tristeza, pois a morte de Cedric Diggory não passa despercebida.


ymanuel_o@hotmail.com
Na minha opinião e na de todos os fãs e admiradores de harry potter, acho que é o melhor dos quatro filmes, embora tenha de admitir que faria com que o filme ficasse admiravelmente grande, cortaram e não gravaram muitas cenas que dariam muita mais qualidade ao filme, como a taça mundial de quidittch e muitas outras. As tarefas do torneio dos três feiticeiros estão muito bem feitas, porém acho que na tarefa do labirinto podiam colocar as criaturas mágicas que falam no livro, como os dementores, o sem forma, a acromâmtula, os explojentos cauda- de- fogo do Hagrid(que por acaso não aparecem no filme). O facto de as sebes do labirinto "engolirem" os campeões e alterarem a sua posição está muito bem. Como quem comprou o dvd de "harry potter e o cálice de fogo" sabe,não poderam fazer os olhos de Voldemort vermelhos, o que acho que é uma das coisas que não deviam ser alteradas porque a partir do quarto livro existe sempre essa descrição de Voldemort. Ao andar a pesquisar na internet encontrei um artigo que dizia que J.K Rolwing está a pensar em fazer não sete, mas oito livros o que gostava de comprovar. E também queria mencionar que há imensas pessoas que não vêem os filmes de "harry potter" porque pensam que para crianças estão enganados, porque "harry potter" é ainda melhor que muitos filmes de acção e outros tipos.


annuska__5@hotmail.com
Ultrapassou sem sombra de dúvida, os dois filmes anteriores "Harry Potter e a Câmara dos Segredos" e "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban". Aliás, este último não teve qualidade nenhuma.


jadb_bcl@portugalmail.pt
Da realidade até à fantasia, é apenas um virar de página...

Dou os meus mais sinceros parabéns a uma escritora, que teve a audácia de expor em livros toda a imaginação, criatividade e sonhos que nós temos guardado na nossa mente e que frequentemente escondemos da realidade, J.K. Rowling.

Relativamente aos filmes, considero que o último é sempre melhor que o anterior. Uma saga que já chegou ao quarto filme e que não cansa, felizmente.

Aguardo ansiosamente pelo próximo filme.

Jorge B.


   
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CINEMA2000


   
Não é o melhor dos filmes, mas o achei realmente bom com excepção dos cortes que fizeram em relação ao livro (daria para fazer uma outro filme só com os cortes)mas quanto à atuação dos atores (todos) e os efeitos especiais foi magnífico.
Apesar de ser fanática não posso negar que em algum pontos o filme me decpcionou, porquê para quem não leu o livro não entendeu bastante coisa.
Ah e eu achei que em relação aos outros esse teve mais cenas de humor.


   
O filme está um espctáculo mas pensei por acaso que fosse mais violento...
o Voldemorte está muito bem feito e assustador, o Harry Pottere está cada vez melhor...


daniellimaalmeida@hotmail.com
O MELHOR DA SÉRIE E O MELHOR DO ANO. Parece que a maior parte dos comentarios, sao a dizer mal do filme. Sinceramente nao sei como sao capazes de dizer isso, o filme apesar de ser um pouco curto e basiar se muito no torneio dos 3 feiticeiros, é um filme fantastico. Quem nao gostou do filme, ou nao sabe o que é um filme em condiçoes, ou nao gosta do genero, e se nao gosta do genero nao tenho o que fazer, so dou uma dica, nao se dêem ao trabalho de ir ao cinema ver os filmes da saga Harry Potter. Este filme tem tudo que os outros nao têm, acçao, drama, um pouco mais de terror, comedia, aventura, e uma grande demonstraçao de efeitos especiais. E mais, nunca um filme Harry Potter, contou com um elenco verdadeiramente fantastico quanto este. Foi o melhor desempenho do trio principal, estes demonstrarm que sao grandes actores. Quanto ao resto do elenco, a melhor prestaçao foi de ralph fiennes, mas tambem nao posso deixar de comentar Miranda Richardson e de brandon gleason.

P.S.- Acho que muita gente comenta Harry Potter como sendo um filme pessimo, porque tem ideia que é é uma serie infantil, e nao se dao ao trabalho de apreciar um filme exemplar.

Daniel


   
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dideniseng@hotmail.com
O filme não era tão mau como os comentários anteriores podem fazer pensar.
Mas já que a nossa cultura é deitar abaixo tudo o que nos aparecer à frente, vamos a isso: o pior do filme é que estávamos em Setembro, com toda a gente a entrar para a escola, dispensamos um pouco de atenção a rapinar pipocas ao vizinho, que é uma actividade que ainda requer um pouco de concentração, e quando voltamos a pôr os olhos no ecrã damos com àrvores de Natal. E não é porque os hipermercados começam cada vez mais cedo a campanha natalícia (daqui a uns anos estamos a comer as passas do Ano Novo e a perguntar uns aos outros que é que querem para o Natal).
Depois nem se nota que a Fleur Delacour era uma beldade de cair para o lado, já para não falar que era uma resmungona que punha defeitos em tudo (como eu estou a fazer), o que será importante para o 6º filme. Não estou a dizer que a actriz não era a bonita, o que faltou foi fazer a cabeça do espectador nesse sentido.
Depois o filme era basicamente as tarefas do campionato dos Três Feiticeiros e o Baile de Natal. Pergunto-me se o realizador já ouviu falar da expressão "meter palha". Nunca terá feito relatórios para a escola? Até pode ser "mau", mas o que acontece se não se fazer? O relatório tem negativa. E o filme fica cheio de relatórios de erros feitos por almas implicantes como eu.
No entanto o que faz com que muita gente pense tão mal dele é a alta expectativa que tiveram antes de ver o filme e não têm quando vêem outros. Os que leram os livros esperam algo do mesmo nível, os que não leram vêem o fenónemo Harry Potter e esperam que o filme justifique tal euforia. Enfim, como vos disse, o filme não é mau. Nada de prodigioso ou grandioso, mas não é o atentado ao cinema que as críticas acima pintam.


christianvhferraz@hotmail.com
O melhor da série.Agora Hary,Hermione e Ron ja estão crescidos,o que deixa o filme mais interessante.Um aspecto interessante foi que o filme mostra que eles também passam pelos problemas da adolescência,igualmente aos "trouxas".A história está parecida com o livro de J.K.Rowling,apesar de alguns cortes como sempre aconteceu em todos os outros.O "novo" professor Dumbledore está parecido com o "antigo",o que foi importante para termos um bom filme.O único ponto negativo foi que na cena do lago da para perceber nitidamente que é tudo digitalizado.
Christian Ferraz.


   
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nanci16_44@hotmail.com
Na minha opinião poderia ter passado muito do termo "mediocre"...
É apenas a aventura muito resumida, poderiam não ter gasto tanto tempo de filme com coisas simples e insignificantes e ter posto realmente cenas do livro importantes e que caracterizassem melhor a historia e a fase que Harry, Ron e Hermione estão a passar.
As emoções são quase "cortadas" embora os efeitos sejam muito bons.
Para quem não leu o livro é complicado perceber a história pois muitas pessoas que eu conheço não perceberam metade das coisas.O realizador tem muita pressa em chegar ao torneio cortando muito o principio do filme...Que é feito da parte em que a elfo doméstico Winky é acusada de ter conjurado a marca negra com a varinha do Harry na taça de Quiditch?Aconselho vivamente a lerem o livro para quem não o leu pois a história percebe-se muito melhor.
Outras coisas que não gostei foi o facto de no cemitério quando a varinha do Harry e a do Voldemort se "juntam" parecer fogo de artificio, ficou muita fantasia junta e quando a Hermione fala é quase sempre para brigar.
Apenas dei voto de 3 porque gosto muito da história, sou fã incondicional dos livros e acho que o filme ta bem feito a nivel de efeitos.


rui_esperanca@hotmail.com
harry potter and the goblet of fire

Não tenho muito a dizer, este filme foi severamente prejudicado pela difícil adaptação, não li o livro mas dá facilmente para se notar de um filme muito reduzido, aliás, tanto que causou a escassez de emoções, tudo corre rápido neste filme devido a uma má adaptação, ao menos que façam um filme grande de duração mas bom de conteúdo em vez de um filme resumido até os confins! Contudo, é um filme valorizado pelo realizador, pois Mike Newell tem experiência, que conseguiu criar um filme mais maturo que os anteriores, o que era de esperar agora que Harry está na puberdade!

Rui Esperança (perdoem a má escrita mas ja algum tempo que não faço uma crítica aqui)


   
Para uma pessoa que não leu o livro não irá perceber metade da história. Foi com esta sensação que eu fiquei quando sai do cinema.
Eu gostei, mas também eu li o livro e estava curiosa por ver como eles iriam passar para a grande tela algumas partes do livro. Acho que é um filme especialmente para os fans dos livros, quem não for não irá gostar muito. A historia está muito confusa.
Os actores estão bem.
A sério têm que ler os livros para compreenderem melhor os filmes.

Laura Caçoeiro


rangel.arte@sapo.pt
Para mim, o pior da série até agora.
É uma avalanche de efeitos especiais(magia e bruxaria o tempo todo, sem trégua),e isso tornou o filme extremamente cansativo.
Não houve tempo para os diálogos, que são cortados abruptamente e sem a menor preocupação.
Doses excessivas de heroísmo e superpoderes de Herry, sem mais aquele encanto da descoberta repentina do mundo da magia, que fez dos episódios anteriores muito mais emocionantes.(a batalha de Harry contra o dragão foi medíocre e não convence)
Me parecia estar sempre a ouvir o Mike Newell a dizer: "andem com isso, pois tenho ainda aqui comigo uns tantos efeitos sensacionais, e tem que caber tudo, pois custou um dinheirão).
Um filme ansioso e apressado, na minha opinião.
Odair Rangel


matineblog@sapo.pt
Confesso que nunca li nenhum livro de J.K. Rowling.
O meu contacto com o universo de Harry Potter é apenas devido à 7ª arte, tendo visto as três anteriores adaptações, das quais a única em que me senti satisfeito ao sair da sala de cinema foi precisamente a ultima, realizada por Alfonso Cuarón, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, possivelmente por ser a mais negra da serie.
É com alguma surpresa que vejo um realizador experiente como Mike Newell a dirigir este filme, mas até achei que fosse um bom indicador e que a nova aventura estaria em mãos seguras.
Mas infelizmente não.
Se é por culpa dos próprios livros ou da adaptação efectuada, sou incapaz de dizer.
O que sei, é que este novo filme do Harry Potter é bastante pobre.
As intrigas, os mistérios, as novas personagens e os novos desafios reservados ao herói e seus amigos, são apresentados ao espectador seguindo demasiado de perto a formula dos anteriores filmes, o que retira qualquer tipo de mistério que pudesse aguçar a nossa curiosidade e imaginação, pois já sabemos, para nossa desgraça, todo o seu desenvolvimento.
Uma das novidades que nos é reservada, prende-se com a questão do crescimento das personagens, entrando na fase da adolescência, que poderia ser um facto interessante, mas é explorado de uma forma tão banal e superficial.
Ao fim ao cabo, este filme destina-se a um público alvo e bem identificado, o que torna este filme apenas num produto comercial que pretende explorar até à exaustão um filão de ouro derivado do sucesso dos livros, uma máquina industrial cada vez mais preocupada com o lucro certo, do que com a qualidade do mesmo.

David Santos
www.matine.blogspot.com


arrow_shaft@lycos.com
Luis Rodrigues
É inapagável este filme . Vendo os tres vamos vendo que a infantilidade do primeiro vai crescendo até chegar a este quarto. muito mais maturo em todos os aspectos Harry Potter - O Cálice de fogo é até agora um dos melhores. É verdade que se sente muito a ideia de andarmos por patamares mas todos os filmes são diferentes e este marca por uma mudança essencialmente dos personagens. Finnes estava muito bom no papel de aquele que Nós sabemos. falta no entanto um toque final ao filme. contudo não reduz sequer nem a magnitude do cinema nem a magnitude da literatura de Harry potter.


Francisco Mendes
“How lies affect your legend, Harry...” (Voldemort)

Quatro estão concluídos, faltam três. A cada novo episódio, a saga de Harry Potter eleva a fasquia, pois não existe ócio nem procuram ludibriar audiências. Aliás, se divagarmos um pouco acerca de sagas verificamos como esta em particular, se trata de um fenómeno quase sem precedentes. Na história do Cinema a maioria das sagas é portadora de fraquíssimos quartos capítulos, filmes que apenas representam a sombra da glória dos seus predecessores, por exemplo: as sagas “Superman”, “Batman”, “James Bond”, “Alien” e até “Star Wars” com o “Episode I”.

“Harry Potter and the Goblet of Fire” é o mais completo filme da saga do pequeno feiticeiro. Acomoda um ritmo vibrante, ambientes sinistros, diversão a cada esquina, apurada textura, panoramas fascinantes, diálogos objectivos e algumas linhas lavradas com profundidade. O quarto ano de Harry na escola de feitiçaria de Hogwarts será marcado pelo célebre Torneio dos Três Feiticeiros, no qual representantes de três diferentes escolas de feitiçaria terão de superar uma série de desafios que vão intensificando de dificuldade. Harry recomeça a ter intensas dores na cicatriz, ou seja, Voldemort consolida o seu fortalecimento progressivo e prepara o seu regresso.

O melhor que aconteceu à saga de Harry Potter foi a substituição de Chris Columbus por Alfonso Cuarón em “Prisoner of Azkaban”. Com o terceiro episódio a saga começou finalmente a adquirir vida e forma cinematográfica, deixando de regurgitar entediantes conceitos avulsos da obra de Rowling. Agora com Mike Newell (“Four Weddings and a Funeral”, “Donnie Brasco”) ao leme, “Goblet of Fire” resulta numa adaptação fiel à sua origem literária, mas injectada de forma graciosa com detalhe e sensibilidade cinematográfica. Acolhe uma índole intimista e concreta, reforçando a ameaça iminente. A poesia cinematográfica de Cuarón foi substituída pela excentricidade e fatalismo do britânico Newell.

Daniel Radcliffe (Harry Potter), Rupert Grint (Ron Weasley) e Emma Watson (Hermione Granger) têm desempenhos bastante básicos, carecendo de uma consistente substância emocional. Mas o parco artifício na interpretação dos heróis resulta numa natural e genuína interacção. Brendan Gleeson (Alastor “Mad Eye” Moody) e Miranda Richardson (Rita Skeeter) arrancam excelentes interpretações, com um retorcido sentido de humor, mas é Ralph Fiennes quem rapina todos os créditos de mestria. Fiennes encara o seu passo para o lado negro como uma libertação aprazível. Apesar da curta aparição, a sua expressividade corporal adjuvada pela excelsa vocalização resultam na melhor interpretação do filme e numa das melhores da sua carreira. O seu carisma é novamente salientado pela auréola de versatilidade, encarnando de forma distinta o antagonista de Potter.

J.K. Rowling descerrou com “Goblet of Fire” o seu mundo. Enquanto os três contos iniciais eram assentes nos meandros de Hogwarts, esta quarta incursão faculta o primeiro real olhar sobre o restante mundo de feitiçaria, através da Taça Mundial de Quidditch e do Torneio dos Três Feiticeiros. Mas a exploração não é apenas geográfica, pois o amor paira na atmosfera de Hogwarts, encaminhando a saga de Potter num rumo diferente. As personagens atingem a adolescência, surgem as primordiais tensões sexuais e as efectivas acepções de mortalidade. O epicentro da narrativa é a tribulação que a puberdade provocará nos heróis pueris. Harry exibe uma resoluta coragem para enfrentar perigos mortais num Torneio que se assemelha a um excêntrico episódio de “Fear Factor”, mas convidar uma rapariga para o Baile entorpece-o de temor.

O filme oscila entre ambientes extravagantes e obscuros, com requintado detalhe. Mike Newell não atafulha o filme com enfadonhas definições de poções e encantos, revelando uma acutilante noção de que a magia e os monstros existem ali para adorno e nunca para centro das atenções. Especializado em relações humanas, Newell foca-se nas maldições e encantos do comportamento adolescente. O filme está mais denso, cada área da tela encontra-se minuciosamente adornada sem congestionamentos. Cada um dos múltiplos e diversos elementos artísticos adorna o seu próprio espaço. Os efeitos especiais são modelarmente integrados na história, nunca se apoderando da mesma. Existe inclusive uma fabulosa cena com um dragão, que cativa e pasma graças ao seu sentido de peso, espaço e gravidade.

Faltou cortar na edição uma execrável sequência de dança com uma banda rock aparvalhada e a composição musical de Patrick Doyle é branda, com uma medonha ausência de poder, nunca dignificando os temas de John Williams. O filme não oferta um autêntico clímax, apesar de nos encaminhar para um conflito capital, mas o seu propósito também não é esse. Este capítulo da saga funciona como ponte emocional, amadurecendo os petizes seguidores para os obscuros tempos que se avizinham.

As nuvens sombrias que pairavam no anterior “Prisoner of Azkaban” enegreceram e eclodiu uma impiedosa intempérie. O filme de Alfonso Cuaron era portador de uma bela polidez gótica, mas “Goblet of Fire” possui uma obscuridade existencial, confrontando os adolescentes com a sua própria mortalidade. Apesar da obscuridade, também existe diversão e a magia parece menos estouvada, adquirindo gravidade, majestade e relevância. Talvez com este fantástico “Goblet of Fire”, as pessoas finalmente deixem de encarar Harry Potter como um pacóvio conto infantil, mas como um ilustre contributo para a fantasia moderna. Se tal não acontecer, nem uma maldição Cruciatus vos fará mudar de opinião.
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Francisco Mendes
mendes.fr@gmail.com
http://pasmosfiltrados.blogspot.com


veraluciaduarte@netcabo.pt
É o melhor filme da série até agora, sem dúvida! Gostava que não tivessem cortado tantas cenas, nem apressado outras, mas os efeitos especiais estão espectaculares.


pmcferreroms@yahoo.com
«Harry Potter e o Cálice de Fogo» é o pior dos filmes sobre as aventuras da personagem criada pela escritora Rowling, entre «copy paste» de personagens da mitologia nórdica, bizarrias da Union Jack e sumo mágico de coisas tão simples como «Os Cinco».

Julgo mesmo que este filme sofre já, não da puberdade, mas do síndrome dos filmes de 007 a partir da altura em que o filão Fleminh se esgotou: ou pára já no novo livro, ou entra em circuito-fechado, sem nada de novo, desmaiado de tão sem chama.

Os sinais estão à vista, apesar da operação de lifting laboratorial: a história tem de recuperar personagens enterrados; os efeitos especiais tornam-se omnipresentes; há pózinhos de picante (iniciação à sexualidade, maior carga gótica, por exemplo) a fim de atrair (e perder, em sentido oposto) mais espectadores, etc.

Este episódio da saga cinematográfica de Harry Potter vale por Miranda Richardson (por coincidência, o realizador Newell foi responsável por um dos maiores papéis de Miranda, em «Dance with a Stranger»), e pela sua personagem desconcertante e imprevista neste filma sonolento. O resto é jogo de computador.

Paulo Ferrero
Cine-Australopitecus


teresaduarte@msn.com
Não posso dizer mais que isto: o melhor dos quatro. Não podia esperar melhor adaptação...


TIAGO PIMENTEL
Um caso paradigmático de um universo que se esgotou no primeiro filme e que tem vindo, a partir daí, a reciclar a fórmula sem um sentido de auto-paródia que resgate esta saga de uma seriedade dramática que, em boa verdade, nunca vai além da encenação prosaica e do videojogo de plataformas. Chegámos a um modelo esquemático que acaba por demonstrar as suas próprias insuficiências, seja na ilustração gráfica e inconsequente dos acontecimentos (como um jogo de quidditch ou um labirinto, filmados sem ideias de «mise-en-scéne» e uma montagem serviçal), como no encadeamento primitivo dos acontecimentos, como se vivessemos um videojogo, fazendo a história avançar saltando de nível para nível. Em boa verdade, assistir a «Harry Potter e o Cálice de Fogo», deixa a sensação de estarmos a assistir a alguém (outro espectador, por exemplo) a «jogar» o filme, deixando-nos a nós o direito irreversível de observarmos o seu jogo.

Se, por um lado, o imaginário de Harry Potter surge nos bastidores de outras tragédias de ficção e fantasia, nomeadamente das grandes sinfonias de sci-fi como Star Wars, por outro, representa uma variação menoríssima das suas coordenadas dramáticas, esgotando o modelo de fantasia na mera ilustração de um feitiço ou em sequências monótonas de perseguição de dragões. No limite, estaremos a assistir à deterioração do que entendemos como cinema fantástico: se, por um lado, o olhar actual precisa de uma vassoura a voar para reconhecer esse imaginário, por outro, estaremos a perder as subtilezas a que o «género» se permite (não será por demais relembrar que um fotograma de «Videodrome», de Cronenberg, ou - mais recentemente - de «Donnie Darko», de Richard Kelly, incorporam muito mais «fantástico» do que qualquer filme da saga Harry Potter, bem como redescobrem o cinema fantástico como mais uma forma de desafiar a nossa disponibilidade mental e afectiva).

Neste 4º filme, nada de novo a assinalar, muitos efeitos especiais, muitos desafios novos, muitos adereços secundários e o mesmo fatalismo de «fim de mundo» a espreitar em cada esquina narrativa, sem um corpo à altura de o representar (por momentos, Ralph Fiennes sacode o universo Potter com um vilão recriado a partir de uma galeria incontornável de monstros – Nosferatu, provavelmente).

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Tiago Pimentel
tiago_pimentel@hotmail.com
www.vivercontraotempo.blogspot.com


camilinhamalheiros@hotmail.com
fui na estréia..o filme realmente é bem melhor que os anteriores..sem comparação. o problema foi que cortaram muito. não mostraram quase nada da copa mundial de quadribal..e
particularmente nao é muito parecido com o livro. mas com certeza é muito bom.


gpedrofonseca@hotmail.com
Sem dúvida o melhor de todos os filmes da saga "Harry Potter". Ao contrário do último que não gostei, esta realização foi de grande qualidade. Nos actores (especialmente os jovens) nota-se uma grande evolução e quase todos (jovens e menos jovens) já encarnam perfeitamente os personagens. A excecção é o actor que faz de Albus Dumbledore, Michael Gambon, que está muitos furos abaixo de todos os outros. No livro é uma personagem sempre tranquila, transmite uma imensa serenidade, sabedoria e sempre muito afável. No filme parece o contrário. Será que não está na altura da substituição? Entre os jovens actores gostaria de destacar o Rupert Grint que realmente está uns furos acima de todos os outros. Quanto aos efeitos especiais, estão realmente fantásticos. Se nos outros já estavam muito bons, neste ultrapassaram folgadamente os anteriores. Quanto à história... para quem leu o livro fica sempre a sensação de que no filme não explicam a história toda e faltam partes. Mas para quem não leu, o filme está muito bom e na realidade percebe-se tudo muito bem. Gostaria de destacar ainda a transformação do vilão Lord Voldemort. Excelente efeito e grande representação de Ralph Fiennes.

Nota: 16


Pedro Fonseca
http://pedrof.blogspot.com


vasco_pedrosa@hotmail.com
Não sei como é que há pessoas que dão a nota 2 a este filme. O filme é uma autêntica OBRA-PRIMA! É um thriller assustador,com espectaculares efeitos especiais,mas é também uma divertidíssima comédia.E há os desempenhos! Rupert Grint,como Ron Weasley;Brendan Gleeson,como Moddy Olho-Louco e Ralph Fiennes,como Lord Voldemort.É,sem dúvida,o MELHOR FILME DO ANO!!!


   
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CINEMA2000


mickydiniz@hotmail.com
o filme está muito bom. bastante superior aos anteriores!


   
O João Lopes fala dos videojogos com a mesma leviandade e conhecimento de causa que a maioria das pessoas que relaciona todo o cinema americano com todo o cinema de Hollywood costuma demonstrar...

Emanuel Nobre


raquel.estrela.pinto@hotmail.com  
Este filme és simplesmente espectacular!! A nivel de efeitos visuais, argumento, interpretação, etc. Também nao podia deixar de mencionar Ralph Finnes, representação esplenderosa. EXCELENTE


duarteoliveira@hotmail.com
"Harry Potter and the Goblet of Fire" de Mike Newell

Quem tem vindo a acompanhar a saga "Harry Potter" já sabe o que pode esperar de cada novo filme - um mundo mágico populado por personagens que vivem e descobrem fantasiosas e sinistras aventuras. E as virtudes de ilustração desse universo são imensas, e encantam o olho e por vezes a alma. Mas em algumas partes, nota-se o peso da fonte literária, quando se pedia mais ligeireza e atenção a traços nomeadamente mais cinéfilos. Mas vê-se com extremo agrado e cumpre no objectivo de nos deixar na expectativa para o próximo capítulo.


Duarte Oliveira
http://panteonesco.blog-city.com
http://www.cinestesia.com


   
P/ Pedro Fonseca,

Efectivamente, mencionei a certa altura no meu texto os três actores, mas num dos casos enganei-me e coloquei o nome da sua personagem (mais à frente no mesmo texto, menciono ambos, o que não foi um lapso, antes quis reforçar a identidade do actor e da personagem que me pareceu ter tido mais evidência no filme).

Muito obrigado pela sua mensagem, que alertou para este lapso, que já corrigi.

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Nuno Antunes, 15 de Novembro de 2005
antunes725@yahoo.pt


P.S.- Na altura de fazer a alteração, verifiquei que nada menos que 11 pessoas já tinham votado com 5 estrelas neste filme, ainda inédito a nível mundial. Como o meu comentário afecta a "média dos espectadores", parece que existiram pessoas que, não satisfeitas com as minhas três estrelas, resolveram viciar a média.

Esqueceram, como também é habitual nestes casos (infelizmente, não é o primeiro), que a classificação matemática nunca substitui uma opinião fundamentada.

Nuno Antunes


gpedrofonseca@hotmail.com
Ao contrário de todos os outros actores a que se refere no seu comentário, refere-se, mais que uma vez, ao actor Rupert Grint como Ron Weasley, personagem que desempenha no filme. Será lapso?


Pedro Fonseca


NUNO ANTUNES
Como se sabe, os filmes de Harry Potter estão a ser filmados ao mesmo tempo que J. K. Rowling continua a saga literária do jovem aprendiz de feiticeiro. Por imposição da escritora ao ceder os direitos para o cinema ou porque os argumentos cinematográficos não podem arriscar eliminar situações ou personagens que se venham a comprovar que eram essenciais para o desfecho já escrito no sétimo e último livro, cada filme tem reproduzido fielmente os livros. Ao contrário de Peter Jackson, que trocou de ordem e deixou de fora situações e personagens de «O Senhor dos Anéis» de Tolkien, os filmes Harry Potter nunca tiveram identidade artística própria. Eles não existem para lá dos livros, daí que seja quase impossível detectar diferenças entre uns e outros.

Cada filme tem compensado a ausência de surpresas com uma competência técnica que é irrepreensível. Um modelo de produção perfeitamente oleado (os créditos finais onde todos aparecem duram 13 minutos!), capaz de entregar quatro filmes de mais de duas horas e meia em cinco anos. É impossível falhar, independentemente do realizador escolhido (“coordenador de meios” será o termo mais indicado). Daí que «Harry Potter e o Cálice de Fogo» cumpra perfeitamente a sua obrigação, sem correr riscos nem mostrar grandes ideias de cinema, fazendo valer os grandes efeitos especiais, alguns dos mais deslumbrantes a envolver estádios, dragões, labirintos e sequências aquáticas, mas juntando mais humor e alguma (inesperada) profundidade dramática.

Os efeitos especiais chegam a ofuscar os actores. Mas também é verdade que, com excepção de Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson (cuja dinâmica é excelente), a maior parte deles não é mais que uma espécie de “actor-convidado”, mais ou menos desaproveitado, aparecendo um momento para voltar só meia hora depois (como uma deliciosa Miranda Richardson). De facto, a maior novidade será a entrada de Harry Potter e dos seus dois melhores amigos na adolescência (e como os actores cresceram!) e o novo realizador Mike Newell («Quatro Casamentos e Um Funeral») agarra-se a isso para algumas das cenas mais engraçadas e dinâmicas do filme que valem só pelos actores, sem a ajuda do computador. Os momentos com mais humor, que culminam numa sequência do baile, têm os toques de filmes anteriores de Newell e Rupert Grint, como Ron Weasley, volta a ter outra vez a melhor interpretação (pelo menos, até chegar Ralph Fiennes como Lord Voldemort, a quem basta a voz para dar classe e elevar a qualidade do filme).

Mas como de facto a adolescência é um período complicado, isso é abandonado e voltamos às variações episódicas da intriga, umas melhores do que outras, até que, após uma sequência de labirintos estranhamente "apressada", finalmente se chega a Voldemort,. Aqui torna-se óbvio que o quarto ano em Hogwarts representa a perda definitiva da inocência, pois tudo se torna mais violento, mesmo trágico. Sem grande ajuda dos adultos e agora que o perigo se materializou, Harry Potter está cada vez mais só, independentemente do habitual insonso desfecho do filme.

Para os exigentes leitores, «Harry Potter e o Cálice de Fogo» será um excelente entretenimento e tem tudo para ser considerado o melhor dos quatro filmes. Para aqueles que, alheios ao fenómeno literário, são capazes de embarcar neste mundo de fantasia, também não se devem aborrecer. Pelo contrário, quem já não tenha achado os três filmes anteriores uma coisa de outro mundo, este até pode ser melhor, mas é mais um que demora demasiado tempo a contar o livro.

Pessoalmente, acho que é um filme que tão depressa entusiasma e deslumbra pelos efeitos especiais, como deixa à vista à vista as limitações do seu “cinema”. No fundo, a mesma receita com a mesma competência e uma prova de resistência (quase 160 minutos). Ainda assim, entre a comédia, o drama e o terror e talvez porque, desta vez, não li o livro, dei por mim divertido e até entusiasmado em alguns momentos. Não é grande cinema, mas acaba por ser um bom entretenimento se esquecermos que é mais do mesmo. E nisso é melhor que os anteriores…

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Nuno Antunes, 8 de Novembro de 2005
antunes725@yahoo.pt


     
 

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