| |
|
|
|
As Bonecas Russas
Título original: Les Poupées Russes
Título (Brasil):
Realização: Cédric Klapisch
Intérpretes: Romain Duris, Audrey Tautou, Cécile de France, Zinedine Soualem, Kelly Reilly, Kevin Bishop, Aïssa Maïga, Olivier Saladin
França/Grã-Bretanha, 2005
Estreia: 20 de Outubro de 2005
|

 |
João Lopes | Média dos Espectadores |
 |  |
|
| |
|
|
|
|
 |
|
|
A «A Residência Espanhola» foi uma das agradáveis surpresa do final de 2002 e desde então, tornou-se uma referência e conquistou um certo estatuto de culto graças ao DVD. A história era, recordamos, sobre Xavier, um jovem estudante francês, que vai viver um ano para Barcelona, no âmbito do programa universitário «Erasmus», partilhando um apartamento com uma verdadeira sociedade estudantil europeia. Com o tempo, as experiências em conjunto irão mudar o rumo das suas vidas.
Cinco anos depois das suas aventuras em Barcelona, Xavier (Romain Duris) vive agora em Paris e conseguiu realizar o seu sonho de infância: é escritor. No entanto, sente-se um pouco perdido, pois ganhar a vida como escritor não é assim tão fácil como ele poderia supor.
Para além disso, a sua busca pela mulher perfeita fá-lo saltar de namorada em namorada, numa série de relações inconsequentes. Vai mantendo também pequenos trabalhos para conseguir sobreviver, de jornalista a argumentista de televisão e a babysitter do filho da ex-namorada. Com tanta coisa junta, Xavier tem dificuldade em concentrar-se. Mas uma viagem a Londres e a São Petersburgo, onde reencontra os seus amigos de Barcelona, vai permitir-lhe reconciliar o trabalho, a escrita e o amor...
 |
 |
João Lopes
|
|
«As Bonecas Russas» é um filme que corresponde a um modelo de sequelas típico do cinema americano, mas pouco frequente na produção europeia.
A história vem de 2002: o francês Cédric Klapisch fez, e com assinalável sucesso, o filme «A Residência Espanhola» — era um retrato íntimo, irónico, em tom de comédia sentimental, de um grupo de estudantes europeus, em Barcelona. Três anos mais tarde, em «As Bonecas Russas», esses mesmos estudantes estão em sítios diferentes e, por isso mesmo, as suas novas histórias organizam-se como crónicas cruzadas de várias cidades europeias.
Regressa, assim, uma visão carinhosa da passagem da adolescência à idade adulta. Falta-lhe a verdade e, sobretudo, a espontaneidade do primeiro filme. Mas vale a pena dizer que «As Bonecas Russas» é também um curioso exemplo de um cinema europeu —neste caso, francês — apostado em falar do nosso presente, ao mesmo tempo que tenta impor uma nova vaga de actores.
Entre eles, importa assinalar os regressos de Romain Duris, o protagonista de «De Tanto Bater o Meu Coração Parou», e ainda Audrey Tautou, a inesquecível «Amélie Poulain».
(Este texto foi lido, em 20 de Outubro de 2005, aos microfones da Antena 1) |
 |
|
|
Não se esqueçam de assinar os comentários.
Obrigado.
CINEMA2000 |
 |
bellemalb@hotmail.com |
|
Bonecas Russas é um filme que traz, antes de mais nada, conflitos. O conflito de se ver virando adulto, sem na verdade já ter se transformado de fato, pois apesar das exigências que pesam sobre nós, muitas vezes é difícil mudar nosso modo de pensar e principalmente de viver da juventude. Apesar de personagens tão diversos e de culturas tão diferentes, o filme consegue mostrar uma questão em comum, talvez pela semelhança da idade, da fase de vida, ou ainda por ser uma questão existencial que sempre acompanhará o ser humano: em que eu estou me tornando? será que é isso mesmo que quero de minha vida? com quem quero compartilhar tudo isso? Essas perguntas estão sempre permeando nossas mentes e o difícil é encontrar as respostas certas. Talvez pq não existam respostas certas e sim ESCOLHAS, essas sim as grandes responsáveis pelo nosso futuro e, principalmente pelo nosso presente, pelo que estamos vivendo AGORA. O tempo passa, e, a depender das nossas escolhas, colheremos aquilo que realmente desejamos ou submeter-nos-emos a uma existência medíocre. Difícil agir, mas quando tomamos consciências de nós mesmos, é quase que imperativo CRESCER. Os cortes dados no filme carregam a nova (não tão nova assim) forma de filmagem, sem muita linearidade, o que encrementa ainda mais a trama. Sem contar com as analogias e ironias com os contos de fadas, afinal, a vida REAL sempre é mais deliciosa de ser vivida, pois como a bela Wendy mesma diz "eu gosto de defeitos, eu sou assim". Afinal de contas, sem os defeitos, não teríamos mais pra onde EVOLUIR.
É isso, acho que vale a pena, como obra de cinema, como ferramenta de reflexão, e como momento de diversão, pq nao? |
 |
maccosta@hotmail.com |
|
1999: oito jovens dividem um apartamento em Barcelona, na Espanha. A curiosidade: todos eles são de nacionalidades diferentes, o que causa um pequeno caos no ambiente, que se transforma em uma sonhadora torre de babel moderna, e recebe o nome literal de "o albergue espanhol", que na gíria francesa significa um lugar onde as culturas se misturam como num caldeirão, onde não há regras e tudo pode acontecer. Como se aprende no dia-a-dia, é impossível não ser envolvido e influenciado pelas pessoas que estão ao nosso redor, e O Albergue Espanhol flagra exatamente isso: uma turma de estudantes descobrindo e dividindo o poder dos sonhos.
Corte para 2004: o francês Xavier (Roman Duris), personagem principal de O Albergue Espanhol, está cinco anos mais velho. Ele chegou em Barcelona com 25 e, agora, está perdido em Paris com 30. Se cinco anos antes, Xavier tinha planos para o futuro, agora ele se vê obrigado a enfrentar o futuro todas as manhãs, e o futuro é bem mais complicado (e divertido – para nós, público) do que ele poderia supor em um passado não tão distante. Xavier acabou se tornando um escritor não publicado, um roteirista mal-pago e um exímio mestre em se enrolar com as mulheres erradas. E sua história “atual” é o mote de Bonecas Russas.
Bonecas Russas é a dita continuação de O Albergue Espanhol, e funciona, num paralelo bastante próximo, como a dobradinha Antes do Amanhecer/Antes do Por-do-Sol, de Richard Linklater: o diretor e roteirista francês Cédric Klapisch usa a metáfora do tempo para exibir as mudanças de personalidade em seus personagens. Porém, se na dobradinha de Linklater, Jesse e Celine envelhecem após nove anos separados, em Bonecas Russas, Xavier continua o mesmo cara desprovido de certezas como era cinco anos antes, parecendo um tanto mais verossímil em um mundo que acorda todos os dias buscando não envelhecer. Ainda que Klapisch insista em repartir a trama em pequenos núcleos narrativos que se dispersam, e que a edição exagerada (bem típica do moderno cinema francês pós - Amelie Poulain) entorne o caldo em algumas passagens desnecessárias, o resultado final é belo e merece ser visto com atenção.
Os desacertos da produção não atrapalham a história muito pelas ótimas atuações do quarteto principal de atores, liderado por Roman Duris e Kelly Reilly (como Wendy: lembra da inglesinha meio ruivinha, irmã de um dos moradores de O Albergue Espanhol?), e um pouco mais abaixo, Audrey Tautou e a ótima Cécile de France (impagável como a lésbica Isabelle), que ganhou o Cesar de Melhor Revelação Feminina por O Albergue Espanhol, e voltou a ter sua atuação reconhecida com Bonecas Russas, sendo indicada na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante.
A história, embaralhada, é mais ou menos a seguinte: Xavier está solteiro, mas continua amigo de sua ex, Martine (Audrey Tautou), apesar de ama-la sonhadoramente. Xavier é um conquistador nato, e combina essa virtude adolescente (que, na verdade, se mostrará um defeito adulto) com a realidade de um escritor que não consegue emplacar um livro, e que vê seu roteiro sendo mutilado por empresários. Ùltimo abuso: por uma parceria com uma produtora britânica, o roteiro precisará ser reescrito... em inglês. Inseguro em entregar seu texto nas mãos de um desconhecido, Xavier acaba recorrendo a Wendy (Kelly Reilly), irmã de William (Kevin Bishop), o britânico que conheceu – e com quem conviveu por meses – em Barcelona.
Deste ponto em diante a história bifurca, para se encontrar no final, que surge quando um dos moradores do albergue espanhol decide se casar com uma bailarinha russa, e convida todos os amigos do ex-apartamento para o casório em San Petesburgo. É neste cenário de obra de arte que Bonecas Russas exibe sua parte mais exagerada, e também seu trecho mais comovente. Na Rússia, Xavier encontra seu verdadeiro eu, numa linda linha monologar: “Qualquer cara teria saído correndo atrás dela. Eu fiquei parado. Ou melhor, o trem se moveu. E me levou para longe dela”.
Aproveitando o belo cenário europeu, Klapisch leva o público de cá (Paris) para lá (Londres) nesta comédia romântica masculina temperada com boas doses de drama e algumas pitadas de cinema pastelão. Xavier simboliza o homem moderno, e a belíssima metáfora com as bonecas russas (uma matriochka, boneca oca feita de madeira, em que de acordo com que vamos abrindo, também vamos encontrando uma menor dentro dela, e assim continuamente até encontrarmos a menor) funciona de forma tão arrebatadora quanto a escolha da música Mysteries, de Beth Gibbons, que embala dois momentos importantes da trama. Descontada a pieguice de algumas passagens, Bonecas Russas se transforma em um bonito filme adolescente, que termina por concluir que o timming de cada um é completamente diferente: para algumas pessoas, os anos passam mais rápido; para outras, é preciso errar muito para se conseguir acertar um dia.
Marcelo Costa
www.screamyell.com.br |
 |
|
|
Não se esqueçam de assinar os comentários.
Obrigado.
CINEMA2000 |
 |
brunoasp1@uol.com.br |
|
| Aqui do Brasil, a visão que tenho desse filme é de que as pessoas crescem, amadurecem e ganham pontos de vistas diferentes daqueles que tinham. O filme é bom por isso. Pois na simplicidade mostra todas as dúvidas, problemas, conflitos e superações vividas por pessoas que vivem, trabalham, amam e querem ser amadas. Um bom exercício de questionamento sobre acomodação!! |
 |
babi_expo@hotmail.com |
|
acabei de ver...sei que demorei um pouco, mas valeu a pena! o que me fascina tanto neste filme, como na "residência espanhola", é simplesmente o carácter íntimo que Klapisch consegue manter e que me fascina...como se eu também reencontrasse os meus amigos de Barcelona e acompanhasse de perto o drama que é a vida de Xavier, já há 5 anos! Por mim a boneca russa era a Martine...mas parece que era a maior de todas...
Bárbara |
 |
gonn1000@hotmail.com |
|
DEPOIS DOS 20, ANTES DOS 30
Depois de, em 2002, o bem-sucedido e muito acarinhado “A Residência Espanhola” ter apresentado uma perspectiva vibrante e envolvente sobre os dilemas da juventude europeia, Cédric Klapisch regressa agora com um novo olhar sobre as personagens que tornaram esse título numa marcante obra de culto.
“As Bonecas Russas” (Les Poupées Russes) volta a seguir o dia-a-dia de Xavier, que agora já não vive uma atribulada experiência em Barcelona através do programa universitário Erasmus mas tenta desenvolver um percurso profissional como escritor em Paris, mesmo que quase só seja solicitado para trabalhos pouco prestigiantes.
O filme centra-se no seu protagonista de forma mais vincada do que o seu antecessor, o que implica que Klapisch faça escolhas quanto às personagens com que este se relacionará de forma mais aproximada e reduzindo assim parte do elenco multicultural d’“A Residência Espanhola” a meros figurantes, com uma presença algo dispensável e meramente decorativa.
Se este factor retira algum do carisma, uma vez que a saudável pluralidade dá lugar a um argumento mais agarrado ao protagonista, também acaba por expor uma maior concisão e permite o despoletar de uma densidade emocional mais considerável, ainda que o filme seja essencialmente leve, acessível e imediato.
Cosmopolita, irónico e divertido, “As Bonecas Russas” consegue ser uma cativante experiência cinematográfica ao proporcionar um realista e palpável relato sobre os encantos e desencantos do crescimento, focando agora não o fim da adolescência mas a alvorada da idade adulta, e apesar das personagens terem envelhecido cinco anos o rumo das suas vidas continua tão indefinido e volátil como o dos tempos universitários.
Apostando num ritmo dinâmico que origina uma narrativa fluida e apelativa, Klapisch oferece também, no entanto, alguns momentos de um absorvente intimismo, mergulhando no âmago das personagens e nas inquietações por detrás da sua aparente energia e vivacidade.
Ora aproximando-se dos cânones da comédia romântica (mas fugindo ao facilitismo), ora enveredando por domínios do road movie, contendo ainda uma lógica de filme-dentro-do-filme (através dos ocasionais momentos que seguem as histórias escritas por Xavier), “As Bonecas Russas” alterna seriedade (nos diálogos do par central, por exemplo) com sátira (as piscadelas de olho à ficção televisiva) e essa mistura revela-se consistente e inventiva.
Entre Paris, Londres e São Petersburgo, são abordadas questões como as dificuldades das relações amorosas, as incertezas da vida profissional, as orientações sexuais, a relevância da amizade e da família, os contrastes de culturas ou o crescimento e a (falta de) maturidade, temas que já se destacavam n’“A Residência Espanhola” mas que ganham aqui um novo fôlego.
Mesmo estando um pouco abaixo desse primeiro capítulo – o factor surpresa não é tão elevado - “As Bonecas Russas” conta com um elenco igualmente coeso (Romain Duris e Kelly Reilly estão especialmente inspirados), uma montagem e argumento não menos criativos e uma banda-sonora que, mais uma vez, assenta na perfeição (agora a grande canção não é “No Surprises”, dos Radiohead, mas a belíssima “Misteries”, de Beth Gibbons).
Pode não ser um dos filmes essenciais de 2005, mas é um dos mais irresistíveis, e quem procurar uma proposta simultaneamente lúdica e inteligente tem aqui um título de visita obrigatória. Boas viagens.
Gonçalo Sá
http://gonn1000.blogspot.com |
 |
pmcferreroms@yahoo.com |
|
As celebérrimas Matrioskhas dão o mote ao novo filme de Cédric Klapisch, «Les Poupées Russes», sequela do aclamado «Residência Espanhola» (albergue, teria sido o termo certo mas, enfim, coisas dos tradutores) e percebe-se porquê, logo ao primeiro encontro amoroso de Xavier, e que este explica praticamente no fim.
O filme tem uma boa ideia original, uma imensa energia, um humor contagiante, diálogos vivíssimos, algumas belas fotos de São Petersburgo, Londres e Paris, e soluções técnicas imaginativas ( uso apropriado do «ralenti», divisão do «écran» fazendo a ligação temporal entre cenas, etc.).
Só há um pequeno (grande) problema: «Les Poupées Russes» é um filme que quebra após a primeira 1/2 hora, e só na 1/2 final volta a ter chama, ritmo. Talvez a razão esteja em que cena onde não esteja o sotaque (do Surrey) da marota Kelly Reilly ...
De qualquer maneira, trata-se de um filme muito engraçado, com «happy end» e tudo. Romain Duris, como Xavier, está um senhor actor e de Kelly está tudo dito.
As melhores cenas são as dos encontros do terceiro grau entre o técnico de iluminação, William, e a bailarina, Natacha, seguidinhas por aqueles planos de profundidade, varanda-rua, entre Xavier e Martine (Tautou), e Xavier e Celia. E, claro, o murro que Xavier leva nas ventas, literalmente.
Paulo Ferrero
Cine-Australopitecus
|
 |
|
|
Não se esqueçam de assinar os comentários.
Obrigado.
CINEMA2000 |
 |
nluz2@portugalmail.pt |
|
| Pedro Nave, estava a sentir o mesmo que tu, pois gostei bastante do 1º! Mas...fizeste mal, porque os ultimos 25m sao o melhor do filme, fazendo-nos sair "satisfeitos". Ainda me sinto meio confuso, na verdade, mas penso que a recta final do filme acaba por salvar o mesmo.. |
 |
pedronave@gmail.com |
|
fui ontem ver este filme.. porque tinha adorado a residencia espanhola ! Nao consegui ver o filme todo e saí a meio da sessão no alvalaxia!
Detestei! nunca antes tinha saido a meio de uma sessao. Na sala 7 havia duas pessoas! eu e mais uma. Tive vergonha mas nao aguentei mais que hora e meia de filme!
secalhar estava num dia mau ....
Pedro Nave |
 |
almeida_rita@sapo.pt |
|
LES POUPÉES RUSSES
de Cédric Klapisch
Ao contrário da bi-logia de “Before Sunrise” e “Before Sunset” (Richard Linklater, 1995 e 2004), que fazia todo o sentido, esta sequela da “A Residência Espanhola” (2002) é desprovida de necessidade e, consequentemente, de impacto. A grande diferença parece residir no facto de Jesse e Celine terem crescido, e Xavier não.
Klapisch enamorou-se das personagens que criou em “A Residência Espanhola”, onde Xavier (Duris) viveu a experiência de fazer o programa Erasmus em Barcelona, e onde conheceu Wendy (Reilly), William (Bishop), Isabelle (De France), Alessandro (D`Anna), Tobias (Metschurat), Lars (Pagh) e Soledad (Brondo), mas marcou as suas preferências, relegando a maioria deles para a parte final, a título quase decorativo. Mas em vez de deixar Xavier amadurecer, empurrou-o para uma vida que só parece adulta à superfície.
A acção divide-se agora entre Paris, Londres e São Petersburgo, entre o trabalho de Xavier e o casamento de William. A insatisfação de Xavier com a sua vida profissional e amorosa é aqui tratada como se os 30 anos dele fossem ainda os 20 e poucos, tudo muito limpo, ligeiro e sem dramas. Sem marcadas diferenças com o comportamento imaturo de Xavier em “A Residência Espanhola”, Klapisch foca quase apenas as suas relações com as mulheres. As tais “bonecas russas”, que, umas dentro das outras, vão tendo a essência do que ele verdadeiramente procura.
Klapisch tem aqui uma história muito fraca, que ele potencia com detalhes de realização verdadeiramente bons e com um argumento ágil e fragmentado que lhe dá o ritmo pop. Duris e Reilly dão o toque necessário, mas não suficiente.
Tudo isto se poderia passar com quaisquer outras personagens, isto é, se fosse mesmo necessário contar esta história. Não era preciso manchar a nossa imaginação. Mas suponho que valia mais a pena capitalizar nas bilheteiras com o sucesso do filme anterior. “Les Poupées Russes” “canibaliza” o seu antecessor, alimentando-se da sua energia e retirando-lhe força. Vazio por vazio, preferia o do desconhecido.
RITA ALMEIDA
http://cinerama.blogs.sapo.pt/ |
 |
duarteoliveira@hotmail.com |
|
"Les Poupées Russes" de Cédric Klapisch
Nova viagem com Xavier e amigos, depois do surpreendente "L`Auberge Espagnole", que mantém a toada divertida do original não deixando nunca de ser uma nova e fresca abordagem ao universo destas personagens, com destaque óbvio para o protagonista principal. E Xavier ganha outra dimensão humana neste filme, mais velho mas também mais imaturo, e ainda com mais dúvidas existenciais sobre o seu rumo na vida. E é aconchegante acompanhar este processo de crescimento, cheio de falhas e contradições, mas com o qual nos identificamos, por nos soar tão real.
Duarte Oliveira
http://panteonesco.blog-city.com
http://www.cinestesia.com
|
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
|