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Temporada de Patos
Título original: Temporada de Patos
Realização: Fernando Eimbcke
Intérpretes: Enrique Arreola, Diego Cataño, Daniel Miranda, Danny Perea
México, 2004
Estreia: 2 de Junho de 2005
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João Lopes | Média dos Espectadores |
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Primeira obra do mexicano Fernando Eimbcke, «Temporada de Patos» tem uma história que gira em torno de um domingo sem electricidade, um quadro de patos horrível e um bolo de marijuana. Dois rapazes pré-adolescentes, uma jovem e um entregador de pizzas partilham algumas horas da sua vida num apartamento na Cidade do México.
Flama e Moko, de 14 anos, têm tudo o que é necessário para passar um domingo juntos: videojogos, pornografia e pizzas ao domicílio. Mas a Companhia de Electricidade, a vizinha, um entregador de pizzas, onze segundos, um bolo e um espantoso quadro de patos, rompem com a harmonia do que prometia ser uma tarde calma.
Filmada com um baixo orçamento, o seu realizador começa a ser reconhecido no seu país como um talento emergente.
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Eurico de Barros
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O texto seguinte foi publicado no jornal Diário de Notícias.
Uma tarde de domingo num bairro suburbano de uma cidade mexicana, uma sala de um apartamento com uma televisão e uma Playstation, dois adolescentes a jogar, uma rapariga a fazer um bolo na cozinha, um entregador de pizzas teimoso, uma panne de electricidade e um quadro piroso com patos pendurado numa parede. Com este pouco, rodado a preto e branco, o mexicano Fernando Eimbecke assinou, em «Temporada de Patos», um belíssimo filme de estreia. É uma daquelas miniaturas cinematográficas cuja riqueza se manifesta no detalhe discreto e no pormenor subtil, na pincelada incompleta e na sugestão fina, na pequena anedota e na emoção contida, no pequeno nada que acaba por dizer tudo, nas personagens que se nos vão revelando ao bocadinho, tornando-se de repente universais sem nunca deixar de ser particulares ao filme.
«Temporada de Patos», que passou na competição do IndieLisboa, justificou o entusiasmo que o rodeia desde que foi exibido numa secção paralela de Cannes (já vinha multipremiado do México). Bueno! |
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João Lopes
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| Uma visão curiosa da "banalidade" do universo urbano, ainda que fortemente limitada por um formalismo que, não poucas vezes, contrariar a atenção humana às personagens. Em todo o caso, o trabalho do mexicano Fernando Eimbecke mostra que é possível filmar personagens de crianças e adolescentes sem aceitar os estereótipos todos os dias impostos pelas telenovelas. |
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gonn1000@hotmail.com |
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UM DOMINGO QUALQUER
Mais um nome a acrescentar a uma promissora nova geração de realizadores mexicanos - que inclui cineastas como Alfonso Cuarón ("Grandes Esperanças", "E a Tua Mãe Também"), Alejandro González Iñarritu ("Amor Cão", "21 Gramas") ou Guillermo Del Toro ("Blade 2", "Hellboy") - Fernando Eimbcke estreia-se nas longas-metragens com "Temporada de Patos", um pequeno filme de baixo orçamento elogiado na sua terra-natal, no Festival de Cannes e na primeira edição do IndieLisboa.
Um olhar sobre a banalidade do quotidiano e os dramas da adolescência, a película centra-se em quatro jovens que passam um domingo juntos no apartamento de um deles.
Dois rapazes de 14 anos preparam-se para mais uma tarde recheada de videojogos e comida rápida, mas uma falha na electricidade e a presença de dois "convidados" inesperados - a vizinha de 16 anos de um deles que precisa de utilizar o fogão e um entregador de pizzas a quem os dois adolescentes não querem pagar - faz com que o dia não seja, afinal, tão convencional.
Agridoce e minimalista, "Temporada de Patos" é uma discreta comédia lo-fi que assenta na solidão da adolescência e na quebra dos laços familiares para gerar um retrato de quatro personagens que, aos poucos, se vão apoiando mutuamente.
Recorrendo a uma estrutura episódica, com pequenas vinhetas num registo entre o caloroso e o levemente amargurado, Fernando Eimbcke oferece uma obra curiosa, mas desigual, pois o ritmo nem sempre envolve e o argumento é demasiado fragmentado.
A acção é dominada pela inércia, algo que é interessante nos momentos iniciais, na apresentação de cenários do dia-a-dia urbano, mas que se torna repetitivo e monótono, uma vez que a meio da sua duração o filme não sabe que rumo seguir.
"Temporada de Patos" vale essencialmente pelo refrescante quarteto de jovens actores, que irradia uma cativante espontaneidade, e pelo cuidadoso trabalho formal, desde a apelativa fotografia a preto-e-branco até uma dedicada atenção ao pormenor.
Contida e pouco ambiciosa, é uma aceitável primeira obra, intrigante a espaços mas que como um todo permanece quase sempre numa mediania apenas promissora. Uma proposta eficaz mas longe de surpreendente.
Gonçalo Sá
http://gonn1000.blogspot.com
http://cine7.blogspot.com |
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É um pouco monotono, mas tem situações divertidas.
Margarida Tavares |
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claudioanaia@hotmail.com |
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Tanto o circuito comercial como alternativo de cinema , tem filmes de qualidade como outros, nem por isso .
Este filme Mexicano é curioso e bem disposto , Mas muito longe do que dizeram alguns criticos especialistas da nossa praça . Vá ... 3 estrelas .
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the_everl@hotmail.com |
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Se este filme não tivesse estado em competição no Indielisboa 2004 ninguém saberia de onde ele veio, de tal forma ele é um objecto singular. É a primeira longa-metragem de Fernando Eimbcke, realizador mexicano, que se instala num espaço específico, o apartamento de uma das personagens, para captar a dificuldade que é ser adolescente, dando, porém, um toque de esperança.
As personagens são quatro: os dois rapazes que ficam sozinhos em casa de um deles, a vizinha, também adolescente, que aparece para utilizar o forno e o entregador de pizzas que fica por ali por não lhe pagarem. O filme não ambiciona muito, é certo, mas isso também lhe fica bem. Durante 90 minutos o espectador vai, também, fazer parte daquele apartamento e assistir à criação de laços entre as personagens, que são “desprezadas” em termos familiares e acabam por encontrar, uns nos outros, uma fuga possível (porque na adolescência não há solução, há fuga).
O trabalho de Eimbcke é criar situações para que essa criação de laços surja e, diga-se a verdade, na maioria das vezes consegue. Há alturas do filme mais fracas, mas não o suficiente para lhe tirar o encanto. Nota-se um talento para trabalhar as coisas simples (o encher os copos de Coca-Cola, os jogos de vídeo, o estar sentado no sofá sem nada para fazer), o que não é, propriamente, fácil. Um filme simpático que nos faz sorrir. (Elogio.)
A não perder
Daniel Pereira
17-06-05
www.escrevercinema.blogspot.com |
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almeida_rita@sapo.pt |
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TEMPORADA DE PATOS
de Fernando Eimbcke
Domingo num apartamento vazio, onde dois adolescentes sobrevivem ao tédio com a ajuda de uma vizinha, um repartidor de pizzas e jogos de vídeo. A adolescência na sua mais confusa forma, entre o divórcio dos pais, a sexualidade, e a dura descoberta de que o mundo não é aquilo que queremos que ele seja.
Um preto e branco cheio de tempos silenciosos, onde a angústia e lentidão de um dia se assemelham ao longo caminho que é preciso fazer até à idade adulta. Um humor com pitada de tristeza, e o desespero de encontrar a felicidade na cor de um doce.
A não perder.
Rita Almeida
http://cinerama.blogs.sapo.pt/ |
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lcbc@portugalmail.com |
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| Questionando-me sobre este filme sobressãe a ideia que os 14 anos de agora foram muito diferentes dos meus e de os de muita gente. Uma história simples tornou-se em algo curioso e até cómico. |
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ascenseur@hotmail.com |
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Para o Sr. Eurico de Barros:
Não se trata de uma Playstation mas sim de uma consola X-Box. |
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hugo_mendes@iol.pt |
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Surpreendido!
foi como fiquei com esta pequena perola mexicana!Uma primeira obra muito interessante!Boas prestaçoes dos actores e uma boa montagem tornam este filme como um filme a nao perder e prova que com muito baixo orçamento ainda se faz cinema de qualidade!
hugo_mendes@iol.pt |
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paulo_ferrero@hotmail.com |
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Há anos, felizmente já alguns, que o cinema mexicano deixou de ser conhecido pelos dramalhões sócio-romanescos de Maria Félix e Pedro Armendáriz. Em pouco tempo da forja mexicana têm saído magníficos filmes secos e duros, cómicos e dementes.
Desta feita trata-se da estreia de Fernando Eimbcke, o qual, ao jeito de «Delicatessen», percorre o Domingo indolente, mas imaginativo, de quatro personagens do subúrbio mexicano à procura de algo mais do que aquilo que têm.
O filme está muito bem feito, com uma montagem feita de álbum de «snapshots», em que as quatro personagens vão desfilando, indidualmente, a dois e em conjunto, com soluções visuais e de encenação verdadeiramente originais.
Tudo com grande humor e com aquele sotaque tão característico dos mexicanos.
«Temporada de Patos» é a mais recente parábola de visão obrigatória na pantalha lisboeta. O preto e branco sólhe fica bem. E o seu realizador, um nome a fixar. Seria bom que os portugueses aprendessem a representar sem declamar ...
Paulo Ferrero |
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filipecnunes@yahoo.com |
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| Gostei bastante desta obra de Eimbcke. Uma novidade interessante em termos de cinema, que foi é uma lufada de ar fresco. Mais uma boa produção do, cada vez melhor, cinema mexicano. |
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