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Heróis Imaginários
Título original: Imaginary Heroes
Realização: Dan Harris
Intérpretes: Emile Hirsch, Sigourney Weaver, Jeff Daniels, Michelle Williams, Kip Pardue, Deirdre O`Connell, Ryan Donowho, Justin Bond, Kenny Mellman
EUA, 2005
Estreia: 12 de Maio de 2005
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João Lopes | Média dos Espectadores |
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A fachada da família Travises é destruída por um incompreensível acontecimento que abrirá portas há muito fechadas e finalmente desvendará segredos que assombram estes Heróis Imaginários há décadas. Tim (Emile Hirsch), adolescente e ovelha negra da família, vive o dia-a-dia como se de um pesadelo se tratasse. Ben (Jeff Daniels), o pai, começa a tratar a mulher e filhos como estranhos e distancia-se de tudo o que se passa à sua volta, enquanto que a mãe, Sandy (Sigourney Weaver), passa a fumar erva e a tratar tudo e todos com uma grande dose de sarcasmo.
«Heróis Imaginários» é o primeiro filme de Dan Harris (argumentista de «X-Men 2» e do futuro «Superman Returns», ambos de Bryan Singer).
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João Lopes
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| Um belo exercício de intimismo entre gerações, como se se tratasse de filmar os «filhos dos amigos de Alex» (o filme de Lawrence Kasdan, recorde-se, é de 1983). Dan Harris estreia-se na longa-metragem com um filme digno da mais nobre herança melodramática de Hollywood — um misto de subtileza emocional e precisão social. |
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Obrigado.
CINEMA2000 |
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carlos.alvares@gmail.com |
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| Simplesmente um filme fantástico!! Adorei o elenco, a história, o enrredo, tudo! Muita da realidade da nossa sociedade não está longe deste ficção!!! Bom filme, daqueles que nos põem a reflectir ... |
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olavo_matrix@yahoo.com.br |
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| Filme espectacular, mt realista, fala - nos da vida de aparências que se instalou em mts famílias da nossa sociedade. |
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marta.veloso@netcabo.pt |
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Imaginary Heroes é mais um filme sobre famílias de aparências, cujo ponto de ebulição chega com um acontecimento terrível que muda inevitavelmente a vida dos seus membros. Neste caso, o acontecimento é a morte do irmão mais velho, o que vai empurrar esta família para um processo de autodestruição quase imparável e que vai mudar as suas vidas para sempre.
Os quatro elementos sobreviventes da família são quase estranhos uns aos outros. Tim (Hirsh), o filho mais novo, é um inadaptado, com uma péssima relação com o pai (Daniels), aquele que mais sofre com a perda de Matt, acabando por sentir-se ele próprio culpado por esta. Sandy (Weaver) tenta em vão manter a família (relativamente) unida, mas acaba também ela por sucumbir à falta de interesse do marido. Penny (Williams), a única filha do casal, é a mais sana de todos. A viver longe da família desde que entrou na faculdade, consegue sobreviver ao ambiente destrutivo da casa da família.
Ao longo das quase duas horas de filme somos confrontados com esta decadência anunciada dos personagens, que sofrem em silêncio, atormentados por fantasmas do passado que teimam em atormentar-lhes as vidas. Desde o jovem em idade de descobertas que se sente perdido num mundo que não o entende a uma mãe/mulher que perdeu o interesse em si própria graças a negligência do marido, este filme está cheio de retratos de pessoas bem reais que conhecemos no dia-a-dia.
Mas quando esta família parece ter chegado ao fim da linha, eis que aparece uma réstia de esperança. Tal como na vida, em Imaginary Heroes é preciso que mais uma vez a vida lhes pregue uma partida para que percebam o quanto precisam uns dos outros. A grande diferença é que na vida nem sempre há segundas oportunidades e às vezes quando resolvemos agir já é tarde demais. Talvez o final deste filme seja demasiado romantizado, o que lhe retira um pouco do realismo inicial, mas afinal, para que serve o cinema senão para nos fazer sonhar e pensar que no fim tudo tem uma solução?
Com interpretações brilhantes dos actores, com especial destaque para Sigourney Weaver e Emile Hirsh, este é um filme com momentos de grande beleza emocional e que nos deixa a pensar largas horas depois de o termos visto. A banda sonora proporciona-nos momentos de grande sincronia com as imagens da câmara de Dan Harris, um realizador e argumentista sem dúvida a ter em conta nos próximos anos.
Marta Veloso
www.matine.blogspot.com |
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joanapadua@hotmail.com |
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| Gostei muito. Numa altura em que vamos ser inundados por "blockbusters" (e também os gosto de ver.... pelo menos alguns!!), é bom ver um filme realista. Problemas familiares, problemas do dia-a-dia tratados sinceramente. Aquele pode ser o nosso bairro e aqueles os nossos vizinhos! Sigourney Weaver numa excelente interpretação. |
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fabiocoelho86@hotmail.com |
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Apesar de ter sido injustamnte ingnorado nos EUA e um pouco por toda a parte, eu achei o filme magnifico.
Sem exageros posso mesmo afirmar que é o melhor que vi este ano nos cinemas até a data. E já vi bastantes... |
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