Voo da Fénix

Título original: Flight of the Phoenix
Realização: John Moore
Intérpretes: Dennis Quaid, Tyrese Gibson, Giovanni Ribisi, Miranda Otto, Tony Curran, Jacob Vargas, Hugh Laurie
EUA, 2004
Estreia: 14 de Abril de 2005


Média dos
Espectadores
   
 
 
Quando o piloto de um avião de carga, Frank Towns, e o seu co-piloto AJ, são enviados a Tan Sag Basin, na Mongólia, para evacuarem a equipa de uma exploração petrolífera que vai fechar, eles não tinham a mínima ideia que essa operação de rotina resultasse numa luta de vida ou de morte.

Pouco tempo depois de descolarem, enquanto sobrevoavam o deserto de Gobi, o avião enfrenta uma tempestade de areia, que lhe danifica a antena e destrói o motor do lado esquerdo, forçando-o a despenhar-se no meio do mais agoirado deserto do mundo. Enfrentando um meio ambiente selvagem, escassos recursos e um ataque de piratas, os 11 passageiros sobreviventes e a tripulação, numa situação desesperada, acabam por realizar o impossível, a sua única esperança: construir um novo avião a fim de escapar ao inferno do deserto.


paulo_ferrero@hotmail.com
Embora esta «remake» seja melhorzinha que a do filme de Carpenter, também em cartaz - talvez porque, William, o filho de Robert Aldrich, é um dos produtores - , a verdade é que estamos novamente perante um daqueles casos de mediocridade galopante, de argumento a realização, passando por banda sonora e interpretações.

Quem quiser ver um dos melhores filmes de acção jamais feitos, realizados por um realizador que não sabia fazer maus filmes, e com um punhado de actores de fazer levantar uma Fénix de qualquer deserto, há uma visão obrigatória:

«The Flight of the Phoenix», de Robert Aldrich, rodado em 1965, com James Stewart a liderar um grupo de náufragos do espaço (literalmente), na sua luta pela libertação física, e simbólica, de um deserto sufocante.

P.S. Se a RTP fosse uma estação de serviço público, neste exibiria neste preciso momento o filme de Carpenter e o filme de Aldrich.

Paulo Ferrero


luismiguelmoura@netcabo.pt
É um daqueles filmes de domingo à tarde, dirão muitos. Sim, até pode ser. Mas isso não invalida que este Flight of the Phoenix seja uma perda de tempo para um fim-de-semana. Assim como assim, é preferível ver Con Air.Pelo menos assume-se como um filme despretensioso e de acção pura, sem grandes tentativas de roçar o melodramático.
De resto, percebe-se facilmente porque é que esta Phoenix não tem asas para voar. Flight of the Phoenix tem dois excelentes actores (Quaid e Ribisi) totalmente desperdiçados. De resto, todo o elenco se resume a uma galeria de personagens descartáveis. Junte-se isto a uma sucessão de acontecimentos mais previsíveis que as derrotas do F.C.Porto e fica-se com uma ideia daquilo que podemos esperar, ou não, deste filme. Entre drama, acção e aventura, ficamos reduzidos a quase duas horas de algo que nunca se aproxima de qualquer um destes géneros. Como objecto dramático o filme é nulo. O dramatismo (cada vez tenho mais essa sensação) não é sinónimo de montagem frenética ou imagens exageradamente estilizadas (veja-se o exemplo de Man on Fire, um filme sólido e interessante, que Tony Scott praticamente arruinou com a sua estética videoclip). Como filme de acção/aventura, a única sugestão que posso dar é revejam (ou vejam se for o caso) o exemplo máximo do género: Indiana Jones. Qualquer um da trilogia. Aí sim, podem deliciar-se com a verdadeira herança de Hollywood no que respeita ao mais puro cinema de aventura. Mas claro, não se pode exigir, muito menos esperar, que qualquer um consiga fazer o que o mestre faz (Spielberg, of course). Ainda assim, se fazem mesmo questão de ver um filme que envolva acidentes de aviação, sobreviventes perdidos no meio do nada, e que consiga ser um grande filme (ainda que viva praticamente do trabalho de um actor) têm sempre Cast Away – O náufrago, de Robert Zemeckis.

Cumprimentos

Luís Moura
www.matine.blogspot.com


tpsantos@sapo.pt
Peço muita desculpa mas não achei o filme assim tão mau como aqui é dito.
É um filme de acção que prende as pessoas à história de princípio ao fim e, quanto a mim, tem a qualidade de mostrar como as pessoas se revelam quando estão sob tensão.
Gostei do filme.
Teresa Santos


sergio.filipe@idt.min-saude.pt
O filme é muito fraco. Cheio de ideias de outros tantos filmes. Está mesmo muito mau.


anabelajunceiro@hotmail.com

Clichés, clichés e mais uns quantos clichés baratos e totalmente dispensáveis. Enganem-se aqueles que pensam que vão encontrar um filme de acção, comédia, terror, drama, enfim, um filme. Pois é, tenho alguma dificuldade em catalogar este filme, pois se a situação é dramática (afinal um avião despenha-se num deserto, onde as possibilidades de salvamento são infimas), as personagens não parecem estar muito preocupados,se por outro lado consideramos uma comédia... o filme também não nos deixa rir. Saturado de clichés sobre discursos cheios de esperança, sonhos, amor, família e outros mais, o argumento não convence, é pobre e os actores também não ajudam. Considero este filme um dos piores deste ano.

Cumprimentos


JCGomes2@sapo.pt
Flight of the Fénix parecer demonstrar ser um grande filme de acção com grande empenho e satisfação


     
 

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