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A Noiva Indecisa
Título original: Bride & Prejudice
Realização: Gurinder Chadha
Intérpretes: Aishwarya Rai, Martin Henderson, Daniel Gillies
Grã-Bretanha, 2004
Estreia: 31 de Março de 2005
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Média dos Espectadores |
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| Numa pequena vila indiana a Sra. Bakshi decide que está na hora de arranjar casamento para as suas quatro belas filhas. Mas para pesadelo da mãe, a inteligente e teimosa Lalita anuncia que só se casa por amor. |
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REJANE BESSA |
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| Um filme musical bastante simples e en-graçado. Achei que faltou química entre o casal principal. Nos dias de hoje, não haver troca de beijos é incrível! Me lembrou "High School Musical" da DISNEY. |
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gonn1000@hotmail.com |
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UM LONGO FILME DE NOIVADO
Quando, em 2003, se estreou na realização de longas metragens com "Joga Como Beckham" (Bend it Like Beckham), a indiana Gurinder Chadha consegui alcançar algum sucesso e mediatismo através desse pequeno filme de baixo orçamento, que agradou a uma considerável parte da crítica e do público.
Mistura de drama e comédia, a película focava o choque de culturas, nomeadamente a indiana e a britânica, e possuia méritos suficientes para se tornar numa obra simpática e divertida, ainda que pouco ambiciosa e algo irregular.
Com "A Noiva Indecisa" (Bride & Prejudice), a realizadora volta a investir em temáticas semelhantes, oferecendo mais um olhar sobre os costumes indianos e a readaptação destes aos hábitos e comportamentos do mundo ocidental dos dias de hoje.
Levemente inspirado no romance "Orgulho e Preconceito", de Jane Austen, o filme debruça-se sobre Lalita, uma jovem indiana que se vê incitada pelos pais a casar rapidamente, mas resiste pois defende que só aceitará fazê-lo por amor e nunca por dinheiro.
A obstinada renúncia ao matrimónio acaba por demover-se quando a protagonista conhece um ocidental proveniente de famílias abastadas e aos poucos descobre que partilha com ele múltiplos pontos comuns.
Gurinder Chadha apresenta uma história de amor com alguns toques de comédia, centrando-se nos obstáculos despoletados pelos contrastes culturais.
Repete-se, em parte, a fórmula de "Joga Como Beckham", mas desta vez os resultados não são tão convincentes e apelativos.
Os desequilíbrios começam nos actores, desprovidos de carisma e credibilidade, em especial o par principal (a belíssima Aishwarya Rai e Martin Henderson), que apesar da inegável fotogenia não possui química nem vibração.
Outro dos problemas é o rotineiro e previsível argumento, com uma escassa tensão dramática e raros momentos surpreendentes.
As personagens são unidimensionais e genéricas e as situações não evitam os rodriguinhos fáceis das mais preguiçosas comédias românticas ou mesmo um dispensável registo folhetinesco.
"Joga Como Beckham" continha uma série de inspiradas cenas de típico humor britânico, mas em "A Noiva Indecisa" esses episódios são quase nulos e o tom espirituoso dá lugar a uma pouco conseguida vertente melodramática.
A realizadora insere alguns momentos basedos nos musicais de Bollywood de forma a dinamizar a acção, mas mesmo estes tornam-se cansativos, apostando num "kitsch" redundante e pouco natural.
Enquanto perspectiva sobre as diferenças culturais, o filme é simplista e ingénuo, e como entretenimento é demasiado insípido, arrastado e indistinto, repetindo todos os clichés "boy meets girl". Uma oportunidade desperdiçada.
Gonçalo Sá
http://gonn1000.blogspot.com
http://cine7.blogspot.com |
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luisdiogo@portugalmail.com |
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A Noiva Indecisa (1,5 em 5) Dispensável.
Aqui está uma nova adaptação de "Orgulho e Preconceito", para os tempos modernos, da mesma realizador de Bend it like Beckham.
Mai uma vez esta realizadora de origem indiana volta a apostar nas diferenças culturais entre indianos e ocidentais, sendo que neste caso a maior parte do filme tem lugar na Índia.
Este é um filme filmado por vezes ao estilo Bollywood, um musical, digamos assim, pois não aparecem apenas cenas musicais quando os personagens assinstem a danças ou "concertos"; por vezes eles próprios cantam em vez de falarem. Muito colorido e com muito ritmo, o filme peca às vezes por se levar demasiado a sério e ser demasiado pretencioso. A forma como retrata americanos ou Indianos a viver na América é a visão "naif" de uma indiana que mostra a Índia com uma superioridade de valores sobre o Ocidente. Depois os indianos que o filme defende são sempre bons, mesmo quando deviam ser "maus". Uma exemplo é quando, depois de uma filha menos fugir de casa, ao ser encontrada e voltar no dia seguinte, a reacção dos pais é sorridente e de "está tudo bem" quando na verdade os pais certamente a castigariam ou pelo menos a repreenderiam. Mas nos filmes pode-se colocar os personagens a reagir como se quer; cabe ao especatdor engolir aquilo ou não.
Além desses defeitos o filme tem um visual por vezes pimba (caminhadas na praia ao pôr do sol e coisas do género) e acaba por enaltecer as mulheres que se casam com homens ricos, quando nos dialogos tenta defender o contrário.
Como virtudes tem os números músicais e a forma como consegue inserir tipos de música não indianos em perfeita harmonia com o estilo musical indiano e o estilo do cinema de Bollywood. Outra virtude é o espirito animado que o filme consegue, acentuado na suas cenas finais, já depois do filme acabar, em que se vêm (como já acontecia em Bend It Like Beckam) as pessoas que fizeram o filme a divertir-se durante as filmagens. Por isso se por acaso forem ver o filme não saiam logo! Quando o filme acabou parecia que a sala de cinema era uma grande festa!! Havia pessoas a dançar!!! Sim, é verdade, e não me espanta que aconteça mais vezes em várias salas. No fundo é um daqueles filmes em que as pessoas em geral saem bem dispostas (tirando os cinéfilos e pessoas mais exigentes, como alguns dos que escrevem aqui) mesmo tendo consciência de que o filme não vale grande coisa. Dentro do mesmo género, o filme "Casamento debaixo de chuva", por exemplo, era muito melhor em preticamente todos os aspectos cinematográficos.
Ou seja, filme para verem só se não tiverem mais nada para ver ou se quiserem desanuviar, rir um pouco e ver umas imagens pitorescas da Índia (e, já agora, uma indianas bonitas, porque parece que as actrizes foram escolhidas a dedo. Então a actriz principal!). Ver este filme não magoa, embora seja esquecido em muito pouco tempo.
Luís Diogo |
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