| |
|
|
|
Uns Compadres do Pior
Título original: Meet the Fockers
Realização: Jay Roach
Intérpretes: Robert De Niro, Ben Stiller, Dustin Hoffman, Barbra Streisand, Blythe Danner, Teri Polo
EUA, 2004
Estreia: 27 de Janeiro de 2005
|

 |
Média dos Espectadores |
 |
|
| |
|
|
|
|
 |
|
|
Após dar o seu consentimento ao futuro genro, o ex-agente da CIA Jack Byrnes (Robert DeNiro) viaja até Detroit para conhecer os pais de Greg, apenas para descobrir que eles também são um bocado excêntricos. Afinal de contas, eles deram ao seu filho o nome de Gay M. Focker...
Sequela de «Um Sogro do Pior» e um dos grande êxitos deste final de ano nos Estados Unidos. |
 |
marta.veloso@netcabo.pt |
|
Poucas sequelas conseguem superar os originais, e este Meet the Fockers não foge à regra. Apesar disso, não deixa de funcionar bem dentro deste estilo de comédias e é capaz de proporcionar um bom serão de gargalhadas aos espectadores. Para isso, contribuem em muito os actores, principalmente as novas aquisições, Dustin Hoffman e Barbra Streisand. Aliás, o primeiro rouba completamente as cenas com a sua interpretação extremamente cómica do pai de Gaylord Focker (Ben Stiller). Quase nos esquecemos que a contracenar com ele estão outros actores tão consagrados como De Niro ou Stiller, um dos melhores cómicos da América.
As piadas são medianamente efectivas e o argumento também não ganharia nenhum prémio de originalidade. Mas talvez porque o elenco é composto por tantas estrelas que parecem mesmo divertir-se nas suas interpretações, este filme consegue despertar em nós uma certa simpatia.
O que ajudava certamente era um esforço para que as traduções de filmes em Portugal começassem a ter mais qualidade. E a legendagem deste filme é prova dessa má qualidade. Para além dos incontáveis erros de ortografia, as incongruências entre o original e a tradução eram evidentes para quem prestasse um mínimo de atenção.
|
 |
gonn1000@hotmail.com |
|
Tendo em conta que "Um Sogro do Pior" ("Meet the Parents") foi uma das mais bem-sucedidas comédias norte-americanas de 2000, juntando a dupla de peso Robert DeNiro/Ben Stiller, a concepção de uma sequela era quase inevitável.
Quatro anos depois, o realizador Jay Roach reuniu o elenco do filme do original, acrescentou algumas personagens e proporciona agora uma nova aventura para a família Focker.
"Uns Compadres do Pior" ("Meet the Fockers") foi um êxito de bilheteira nos EUA no final de 2004, comprovando que o título original marcou grande parte dos espectadores, e conta com a participação de Dustin Hoffman e Barbra Streisand no papel dos pais do protagonista. Desta vez, o casal Focker e sogros viajam até Detroit para conhecer os pais de Greg e acertar os preparativos para o casamento do jovem par, o que irá despoletar mais uma série de episódios obrigatoriamente atribulados e desconcertantes.
As diferenças em relação ao primeiro filme não são muitas, embora agora o antagonismo não ocorra tanto entre Jack (DeNiro) e Greg (Stiller) - ainda que este persista - , mas antes entre o temível "sogro do pior" e os seus pitorescos compadres.
Mais uma vez, Jay Roach apresenta uma boa direcção de actores, apostando num elenco coeso e sólido, algo que nem sempre está presente em muitas comédias norte-americanas "mainstream". Roach consegue gerar também um ritmo fluído e dinâmico, com uma eficaz gestão dos "gags" e uma boa noção de "timing".
Estes elementos já tinham tornado "Um Sogro do Pior" numa comédia um pouco acima do nível geralmente desinspirado proveniente das produções comerciais "made in USA", encaradas como uma banal sequência de disparates apatetados e infantis.
"Uns Compadres do Pior" tem o mérito de oferecer personagens minimamente trabalhadas e com algum carisma, interpretadas por actores competentes neste registo. É certo que o argumento é esquemático e rotineiro, vincando o choque de mentalidades entre os casais, e a realização não proporciona cenas de antologia que tornem o filme particularmente marcante, mas se o que se espera aqui é uma comédia escorreita e razoavelmente divertida, Jay Roach consegue estar à altura.
Por vezes, as situações cómicas enveredam por alguma escatologia e momentos de gosto duvidoso, que já se notavam no primeiro filme mas não de forma tão frequente. Mesmo assim, essas ocasiões não impedem que "Uns Compadres do Pior" contenha uma série de "gags" bem conseguidos, suficientemente competentes para o tornar numa experiência agradável, apropriada para quem procura um filme leve e simpático sem sofrer atentados à inteligência.
Ainda que não haja por aqui nada de inovador ou especialmente criativo, mas por enquanto ainda vale a pena ir conhecer os Fockers...
Gonçalo Sá
http://gonn1000.blogspot.com |
 |
gugaguiomar@hotmail.com |
|
| -Assisti a uma comedia cheia de qualidade..Foi um filme cheio d coisas inesperadas e como sempre um grande filme , no entanto foi um filme que me surpreendeu pela positiva e aosto que se houver um terceiro será novamente um grande êxito. . |
 |
serge@aeiou.pt |
|
Após ter visto o filme, posso agora dizer que assisti a uma verdadeira comédia. Embora à partida o argumento não ser nada de original, apenas reforçando a ideia do pai conservador que tem de ficar a conhecer muito bem a família do noivo da filha, o filme reserva-nos uma série de situações hilariantes que nos fazem "saltar" da cadeira de tanto rir. As novas personagens (o sobrinho da noiva, o cão, os pais de Focker e a empregada dos pais) vêm aumentar as "risotas" provocadas pelo próprio Gay Focker.
O contraste formado pela mentalidade das duas famílias (especialmente entre os pais de Focker e Jack Byrnes) mantém o filme animado durante a sua duração, o que não acontece, por exemplo, no filme Surviving Christmas em que o contraste entre Drew Latham (Ben Affleck) e a familia que "alugou" acaba por se tornar enfadonho.
Assim o filme acaba por não ser uma maravilha da comédia, mas confirma-se como um bom filme de entertenimento e uma boa sequela. |
 |
rjlneves@sapo.pt |
|
| Quem gostou do primeiro filme "Um Sogro do Pior" irá com certeza gostar desta sequela. Acho que é uma das grandes comédias deste ano. |
 |
jmiguelcine@hotmail.com |
|
Só o nome da personagem de Ben Stiller, o herói do filme, já é todo um programa, que deseja e consegue enunciar imensos “gags” à volta de duas palavras: “Gaylord Focker”. No entanto, e curiosamente, a piada vai para o espectador que ouve as ditas palavras e percebe as suas cambiantes, mediante a interpretação que os actores, subtilmente, fazem das mesmas, não obstante não terem nenhum tipo de importância. Ou seja, “Focker”, se é um nome de uma personagem, a sua homónima, nesta obra, nunca é utilizada. É como se as personagens vivessem num mundo perfeito e, por isso, não têm de referir uma palavra que, pertencendo a uma personagem, todo o seu significado é encerrado aí.
A noção de mundo perfeito joga, sobretudo, com o “jogo” que o filme estabelece com o espectador. Ora vejamos: nas primeiras sequências, Ben Stiller e Teri Polo, ao irem apanhar o avião, que os levará para a casa dos Byrnes, apanham com todos os sinais luminosos abertos para eles, passam no aeroporto primeiro que os outros passageiros, alugam um carro sem levarem seguro, etc., etc. Cenas inócuas, sem dúvida, porque nada trarão para o filme (à excepção do carro, que terá o vidro partido) e que, por não terem sentido, não passam de aliterações. Mas a ideia, neste filme, não é a lógica narrativa, mas antes, a lógica do “gag”, que é construído, segundo as nossas expectativas. O facto de nos rirmos com essas primeiras sequências é apenas um sinal de Jay Roach para nos ir “aquecendo”, avisando-nos que nada irá correr como “Focker” deseja.
Para isso, esta obra, utilizando personagens, (e todas com as suas respectivas motivações, o que ajuda à credibilidade daquele mundo perfeito), manuseia-as mais como se fossem “gráficos” e “pontos estratégicos”, sabendo nós o que esperarmos delas em cada momentos. Se repararmos na personagem da criança, ao nos ser induzido, no início do filme, como um elemento que ajude a apaziguar a figura- “trovão” de Robert DeNiro, a verdade é que será utilizada para fechar cenas bastante cómicas, tornando-as ainda mais cómicas, ou para encobrir outras más, metendo-se lá o miúdo para que elas passem e nós possamos ir para o outro segmento do filme. Exactamente como se servisse como um “ponto final” ao “gag” (ou não "gag"...) desenvolvido. Nesse momento o filme respira um pouco mais, a cena acaba em apoteose (ou não...) e podemos passar para outra cena. Aliás, é nestes momentos, de “desbunda” total, que o filme tem os seus melhores momentos. Porque, quando tem de abrandar o ritmo, e ir para as obrigatórias cenas de exposição, o filme arrasta-se penosamente e não existe da parte de Roach o mesmo “saber fazer” para as tornar interessante e evitar que o tal “gráfico” desça a níveis de aborrecimento geral
No entanto, na grande parte do filme, Roach tem o mérito de utilizar uma realização o mais discreta possível (tão discreta que nem damos por ela) e safar-se muito bem nas cenas de jantares ou conferências de qualquer espécie entre as personagens. Filmar com muitos actores não é fácil e o filme aparenta sempre um tom escorreito, nunca se tornando confuso, mas, ao invés, sempre vivo.
Acho, não obstante, que o grande mérito vai para o trabalho de montagem, invisível, claro, mas que consegue estar sempre em contacto com o espectador. A montagem provoca o “gag”, pelo corte rápido, ritmo longo ou, a minha preferida, nos “confrontos” dos planos entre actores, em que existe sempre um certo momento de “suspensão” na imagem que faz com que o espectador se ria e justifique a razão da sua existência. Depois, quando o montador acha que já nos rimos o suficiente é que pode dissolver a imagem em outra. Um bom trabalho de manipulação que levanta as perguntas (evidentemente, não apenas deste filme) “é a montagem que trabalha para nós?” ou “nós é que a fazemos ter sentido?”.
José Miguel Oliveira
|
 |
|
|
Para Artur Almeida,
Apenas para relembrar que o direito de debater/criticar nestes espaços não pertence exclusivamente a João Lopes ou qualquer outro membro da equipa do CINEMA2000.
Em relação ao "caso DeNiro", ele foi abordado por JOÃO LOPES, ainda que de forma sintética, a propósito da sequela deste filme, «Um Sogro do Pior», e ainda em «Homens de Honra».
Obrigado. Volte sempre.
CINEMA2000 |
 |
ParisienseTexano@hotmail.com |
|
Para o serge@aeiou.pt :
Caro serge, afirma que o facto de ter "gostado" da minha crítica deve-se a eu ter dissertado demasiado sobre o caso DeNiro. Bem, o cinema2000 é um espaço de muitas ou poucas palavras, depende de cada um. Utilizei poucas criticando o filme dizendo que era o que se esperava de uma sequela cómica actual e que era também estapafúrdia. Ainda disse que dizia tudo(isto sobre o valor do filme) ao dizer que DeNiro estava a desgraçar-se. O tema da sua desgraça, sim, é que já me valeu umas palavras consideráveis. Porque acho pertinente debater o caso DeNiro e quem mo devia criticar era alguém mais como o sr. JOÃO LOPES(se estiver disposto).
Cumprimentos cinéfilos/abraço
Artur Almeida aka gravepisser
www.cinestesia.com |
 |
serge@aeiou.pt |
|
Ainda não vi o filme mas gostei muito da crítica que ParisienseTexano@hotmail.com fez pois a única coisa que fez foi criticar a escolha do actor Robert de Niro em fazer este tipo de filmes. E assim dá uma estrela ao filme quando não apresenta uma única justificação para isso. Muito bem!
No meu caso a minha classificação será alterada após eu ver o filme, dado que não me é possível não avaliar o filme de momento |
 |
ParisienseTexano@hotmail.com |
|
Contrariado, fui lá ver este filme com uns amigos. É o que se espera de uma sequela cómica bem actual. Bem mais estapafúrdia. E acho que digo tudo ao dizer que DeNiro está a desgraçar-se cada vez mais. E o próprio concorda que errou acerca do recente rumo da sua carreira. Que é daquele monstro da interpretação que brilhou em filmes que marcaram uma geração possibilitando o seu estatuto de lenda incontornável? É bem certo que quando um actor já é "velhinho" as suas escolhas de projectos não são as mesmas. Mas DeNiro não tem necessidade de enveredar pelo caminho desmiolado das massas dignas da vergonha cinematográfica. O próprio não merece o que está a fazer à sua carreira. Porque não é preciso ter um filme novo cada ano(planeado ao pontapé) para manter o estatuto de lenda do cinema e não agonizar monetariamente para alguém como DeNiro. Todos nós sabemos disso. Olhem lá para o Kubrick..
Artur Almeida aka gravepisser
www.cinestesia.com |
 |
raquel_estrela_pinto@hotmail.com |
|
"Uns Compadres Do Pior"
Este filme na minha opiniao é 5 estrelas.
O argumento está excelente. Barbra Streisand surpreendeu-me.
Aconselho este filme pa quem de uma boa comédia. |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
| |
|
|
|