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Jet Lag
Realizador: Danièle Thompson
Intérpretes: Juliette Binoche, Jean Reno, Sergi Lopez
França/Reino Unido, 2002
Estreia: 12 de Setembro de 2003
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João Lopes | Média dos Espectadores |
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João Lopes
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Eis um caso raro no cinema contemporâneo, europeu ou americano: um filme que, conscientemente, faz apelo a convenções explícitas do melodrama — um encontro casual num cenário inesperado (neste caso, um aeroporto) —, reinventando tais convenções com uma subtileza emocional e uma elegância formal verdadeiramente surpreendentes.
Aliás, na melhor tradição melodramática, os actores são, aqui, uma matéria essencial. Juliette Binoche confirma por que é, de facto, uma das poucas divas do actual cinema europeu, enquanto Jean Reno, muito estereotipado por alguns filmes de «acção», se expõe desta vez numa vulnerabilidade tocante. Por tudo isso, faz sentido voltar a dizer que nem tudo está perdido para os lados do romantismo...
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É o filme mais «improvável» deste (fim de) Verão. Que é como quem diz: uma comédia romântica francesa centrada no encontro fortuito de um par, num aeroporto, aplicando metodicamente as convenções do género e... resultando um magnífico exercício de cinema, pontuado por alguns momentos sublimes. Razões para isso? Antes do mais, um argumento (co-assinado pela realizadora e pelo seu filho Christophe Thompson) que não teme lidar com todos os seus impulsos melodramáticos, não para procurar qualquer «cinefilia» de reflexos condicionados, antes por genuíno interesse pelas personagens e pela sua complexidade afectiva e emocional. Depois, triunfa um sentido dos espaços que está para além de qualquer decorativismo simplista, antes os tratando como elementos específicos de toda a dramaturgia e, em particular, das relações entre as personagens (nesse aspecto, a longa cena no quarto de hotel é um prodígido de construção dramática e escrita de diálogos). Enfim, importa celebrar o que sempre decide o impacto de um filme como este: os actores. Juliette Binoche e Jean Reno fazem maravilhas, desafiando ponto por ponto as suas próprias imagens de marca, num jogo de cumplicidade(s) que confere a «Jet Lag» a aura de um verdadeiro exercício de intimidade. Além do mais, Mademoiselle Binoche é uma das maiores actrizes contemporâneas. C`est claire, non?
in «DNmais» (13-09-2003) |
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hjmpsadc@clix.pt |
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Para Pedro Gomes:
Então e que tal Jean Reno em "O beijo"?
Hélio Pereira |
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P/ Hélio Pereira,
É verdade: saudades de Rohmer, do sentido cartesiano — e, ao mesmo tempo, selvagem — dos seus contos morais.
Saudações,
João Lopes |
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hjmpsadc@clix.pt |
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Dotado de simplicidade e beleza, este
filme faz-me lembrar o cinema de Rohmer,
salvaguardando as devidas distâncias...
Magníficas interpretações de Juliette
Binoche, como sempre e de Jean Reno,como
sempre!
E no final ainda temos direito à re-
ceita!
Hélio Pereira |
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jomisilva@netcabo.pt |
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Uma pequena comédia romântica de inegável charme, ainda que enredada num dispositivo formal que parece constranger a obtenção de melhores resultados.
Não obstante a qualidade dos intérpretes (especialmente Binoche) e o acerto de muitos diálogos, este filme, no final, não consegue elevar-se da mediania.
Jorge Silva |
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filipambrosiosousa@hotmail.com |
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Um homem. Uma mulher. Jean Reno e Juliette Binoche. Ele corre atrás de uma mulher que pensa ainda amar. Ela foge de um homem que acredita ainda amar. Ele viaja em primeira classe num avião entre Nova Iorque e Munique. Ela viaja para o México em classe económica. Ele é Félix, ela é Rosa. Nem um nem outro se acham preparados para se encontrar. Mas acontece. E tudo isto no Aeroporto Charles de Gaulle em Paris, com ‘jet lag’ à mistura.
Esta é a história de um homem e de uma mulher, cujo destino se define em 24 horas. Ele é um cozinheiro francês que fez sucesso ao emigrar para os Estados Unidos, aos 17 anos. Taciturno, tímido e pouco delicado. Ela é Rose, uma esteticista à beira de um ataque de nervos, que esconde por baixo da exagerada maquilhagem uma sensibilidade e inteligência disfarçadas. Enérgica, positiva e muito delicada.
À partida, estas duas personagens nada têm em comum, mas o desenrolar da trama vai demonstrar que afinal não é bem assim…
Uma comédia eficaz, bem escrita, bem interpretada, bem planificada e, acima de tudo, divertida. Uma comédia que pode fazer lembrar o típico estilo de comédia romântica ‘made in USA’, mas falada em francês, o que só lhe dá ainda mais graça.
Por muitos pode ser apelidado de «mais um filme sobre desejo e atracção entre duas pessoas» mas é muito mais do que isso. É, sim, uma história que nos mostra como as pessoas dos dias de hoje, entre aeroportos e telemóveis, podem gostar e sentir a necessidade umas das outras. Uma comédia romântica à francesa, mas que foge do protótipo de cinema gaulês e que não fica atrás daquelas que Meg Ryan e Julia Roberts já nos habituaram. O todo do filme é enquadrado e valorizado pela música de Eric Serra.
Filipa Ambrósio de Sousa |
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psantosgomes@hotmail.com |
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Simplesmente delicioso.
É caso para dizer que tivesse este "Jet Lag" como protagonistas Richard Gere e Julia Roberts e teriamos aqui um caso sério de sucesso de bilheteira.
Não consigo dar "4 estrelas" apenas porque acaba por saber a pouco, e neste caso, não sei se é bom ou mau.
Nota: Destaque especial para Jean Reno que ao melhor exemplo de "Vertigem Azul" ou "Leon" veste um personagem repleto de "fragilidades" tipicamente masculinas.
Pedro Gomes |
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