Básico

Realizador: John McTiernan
Intérpretes: John Travolta, Connie Nielsen, Samuel L. Jackson, Timothy Daly, Giovanni Ribisi, Brian Van Holt
Canadá/EUA/Alemanha, 2003
Estreia: 22 de Agosto de 2003


Média dos
Espectadores
   
 
 
Um ex-Ranger do exército americano chamado Tom Hardy (Travolta), agora agente da DEA, vê-se encarregue de resolver o mistério do desaparecimento do temido e muitas vezes odiado Sargento Nathan West (Jackson), assim como vários homens da sua elite de Forças Especiais.


sgcataide@hotmail.com
um dos filmes mais empolgantes k já vi.
Consegue conciliar profissionalismo, romantismo e neutralidade impossível. lindo!


   
Entro na sala sem saber o que vou ver. Começo a perceber que é um filme de guerra e penso : que merd*! . Vejo o filme. Saio da sala a pensar : É dos melhores filmes que já vi!


pedrosantana17@hotmail.com
Ha por aí uns gajos que não perceberam o filme e depois vêem reclamar e falar mal. Há outros que pensam ter percebido e que era bastante previsivel mas não entenderam nada do filme,recomendo que vejam o vejam mais umas vezes.Deviam ver filmes para a vossa idade. Eu achei o filme um espectaculo..Não só eu como todos os que cmg o viram.
Um filme que merece uma atenção especial.prometo voltar a ve-lo. ;-)


luizrfernandolouio@bol.com.br
e mmuitoruim


   
que pusieran a cuales peliculas hiso el yque pusieran a la pelicula de grease


   
Não se esqueçam de assinar os comentários. Obrigado.

CINEMA2000


hjmpsadc@clix.pt
Demasiado "Básico" e previsível...


jrbranco@sapo.pt
Depois de nos ter brindado com algumas das melhores películas de acção da história recente, como “Assalto ao Arranha-Céus” (1988) e “Caça ao Outubro Vermelho” (1990), o realizador John McTiernan parece ter dado um passo atrás com este “Básico”. De facto, o filme não tem nem rasgo nas cenas de acção, nem um argumento sólido, congruente e credível que sustente a história.

Este filme, que de básico só tem o nome, narra-nos a complexa investigação do assassinato do sargento West (Samuel L. Jackson) e de alguns dos seus homens, no decorrer de uma missão de treino algures no Panamá. O ex-Ranger Hardy (John Travolta), actualmente suspenso por suspeita de tráfico de droga, é chamado para colaborar na investigação, tendo em conta as suas enormes qualidades de interrogador. Os dois sobreviventes tinham-se recusado a colaborar, mas Hardy vai conseguir alterar isso e, com a ajuda de Julia Osborne (Connie Nielsen), vai caminhando em direcção à verdade. Uma coisa é certa: aquilo que parecia um básico caso de homicídio é, na verdade, um complexo caso, cheio de contradições e enigmas.

Partindo desta premissa simples, o filme acaba por entrar numa espiral descontrolada de voltas e reviravoltas, cada uma mais surpreendente (e disparatada?!) que a anterior. Não há memória, salvo melhor opinião, de um filme que tenha apresentado tantas reviravoltas na narrativa como “Básico” apresenta. Sem exageros e fazendo contas por alto, há, pelo menos, umas sete ou oito viragens na história. É evidente o exagero de tudo isto e chega mesmo a ser descarada a forma como se manipula e engana o espectador, recorrendo aos mais básicos truques de cinema. Fica a sensação óbvia de que não houve talento para conseguir ludibriar o espectador de forma inteligente e sustentada. Para piorar as coisas, o argumento não apresenta o mínimo de credibilidade, movimentando-se quase sempre no limiar da plausibilidade. Apesar disso, são inegáveis os seus trunfos de entretenimento, ancorados sobretudo na carismática interpretação de John Travolta e no humor ligeiro que povoa todo o filme. Sobretudo, há algo no filme que nos prende, que nos faz manter o interesse em ver a cena seguinte e que, afinal de contas, não nos desilude por completo. Talvez porque o clima de mistério está instalado ou, porventura, porque McTiernan com a sua realização vertiginosa nos conseguiu prender, ou quiçá porque John Travolta (num excelente regresso) nos conseguiu entreter…!

Num filme em que o fraco e anedótico argumento deita por terra todas as possibilidades de se atingir um patamar de qualidade aceitável, resta apreciar a sua vertente de puro entretimento e rir perante a sua paradoxal ironia: apesar do argumento ser tudo menos básico, é com as mais básicas cenas de acção e de humor que retiramos todo o prazer que este filme nos pode proporcionar!

João Ricardo Branco


paulo_ferrero@hotmail.com
O problema básico de «Basic» reside na sua base, ou seja: o argumento é basicamente nulo e de um desinteresse básico. Para além disso, «Basic» tem um problema menor: o exagero dos «twist»; tão grande ele é que a partir de certa altura se torna basicamente previsível.

John McTiernan é indiscutivelmente um homem de talento. Vocacionado para o cinema de acção e de muito impacto visual e sonoro. Partilha, mesmo, com Cameron o ceptro de «rei». Não precisa de provar nada, como diria alguém. No entanto, é pura desilusão assistir-se ao desenrolar de «Basic», sobretudo sabendo-se que por detrás dele está o autor dos magníficos «Die Hard» e «Predator».

Honras para Connie Nielsen e Travolta (mais para ela do que para ele...), que aguentam um argumento digno de Seagal, plenos de concentração e empenho. O resto da equipa de formação militar deixa muitíssimo a desejar, desde o vilão de serviço até mesmo ao estereotipado Samuel Jackson.

Paulo Ferrero





the_everl@hotmail.com
Básico é o que "Básico, de John McTiernan, não é. Ou é? Neste filme nada é o que parece. filme de tribunal militar ou um "thriller" voraz numa selva do Panamá? Os dois complementando-se, sem serem nenhum deles. É um exercício para McTiernan mostrar que é um dos melhores realizadores "mainstream" americanos. A sua câmara é magnífica e a direcção de actores também. Há quanto tempo não viamos John Travolta assim? O melhor papel de Connie Nielsen até agora? E que dizer dos dois juntos no mesmo plano a transbordarem desejo e sensualidade (não chegam, porém, à dupla Pirce Brosnan/René Russo em "O Caso Thomas Crown")? Mas o filme é de McTiernan que nos engana do princípio ao fim. Há muito tempo que um filme não nos enganava desta forma - é divertidíssimo!

Indispensável

Daniel Pereira


Luís Mendonça (Alfred_Hitchcock@hotmail.com))  
John Mctiernan, O Manipulador

«Basic» habilita-se a ganhar o prémio de «thriller» com mais reviravoltas de sempre- o argumento é complexo e Mctiernan orgulha-se disso.
Em «Basic», o espectador é bombardeado por um número record de «twists» para ser, no final do filme, conduzido a uma das mais engenhosas armadilhas de Mct. Afinal, não passava tudo de uma fraude e aquilo que parecia um «filme-mistério» não era mais do que um sensual jogo de sedução entre Travolta e Nielsen.
Faz lembrar «O Caso Thomas Crown», mas sem o requinte e a magia deste. «Basic» é um filme imperfeito: tem um argumento confuso que, por vezes, torna-se ofensivo. Mas Mct teve o mérito de, com os seus movimentos de camara e uma montagem frenética, criar um objecto invulgar no panorama de Hollywood. Mais: ele ignorou o turbilhão de confusões da narrativa e fixou-se numa história de sedução e «amor».
Ele brinca literalmente connosco, basta concentrarmo-nos no titulo para nos apercebermos que, afinal de contas, nós também fazíamos parte da trama e que fomos defraudados. Quem ainda estava à espera de ver o tão esperado reencontro de Travolta com Samuel L. Jackson mais enganado foi, já que eles só se cruzam numa única cena, em todo o filme.
Durante as horas de puro ilusionismo «Mctierniano», ainda há o outro factor habitual nos seus filmes: o puro entretenimento. Neste campo, muito abaixo de «Die Hard» ou «Last Action Hero», mas com um ambiente muito próprio que, de certo modo, cativa.
O cenário alterna entre uma sala de interrogatórios e a selva do canal do Panamá, o ambiente é sempre de tensão: há acção do inicio ao fim, fazendo lembrar a velocidade alucinante do excelente «Die Hard- With a Vengeance». Num exercício militar na selva, alguns Rangers desaparecem misteriosamente: os dois sobreviventes vão ser submetidos a um interrogatório rigoroso conduzido por um antigo oficial(Travolta), fora de serviço devido a suspeitas de estar envolvido numa rede de tráfico de droga. A partir daqui, são voltas e mais voltas... Para tudo acabar, num final surpreendente.
Os actores são excelentes: Travolta volta à grande forma de outros dias; Samuel L. Jackson não mudou, ou melhor, continua um grande actor e Connie Nielsen é a grande surpresa do filme. Um elenco fabuloso num filme menos genial de Mct, mas que promete baralhar as ideias de quem o veja.

Classificação:***( a não perder)

Luís Mendonça, John_Parker.


anadavid@clix.pt
Confesso alguma desilusão por não reencontrar o John McTiernan do espectacular “Assalto ao arranha-céus” ou mesmo de “Predador”. Ele que já foi, juntamente com James Cameron, o melhor certificado de qualidade para um filme de acção. Mas os tempos são outros e, tal como aconteceu com William Friedkin e o recente “O Batedor”, não estão fáceis para alguns dos valores menos jovens da cinematografia norte-americana.
Não é que o filme não tenha os seus méritos, mas tudo o que tem de bom é um pouco ofuscado pela dilatação até à náusea das coordenadas da verosimilhança. Aquilo que poderia ser um interessantíssimo David Mamet passado nos meios militares, acaba por se transformar num quebra-cabeças dificílimo de acompanhar. As permanentes reviravoltas procuram um efeito de surpresa que tem muito de gratuito. As regras do “thriller” podem ser subvertidas, mas aqui, na minha opinião, a subversão transforma-se num inaceitável “vale tudo”.

Jorge Silva


TIAGO PIMENTEL
John McTiernan é uma curiosidade rara no panorama de cineastas mais «mainstream» de Hollywood. Obcecado pela presença narrativa da sua câmara - a tentar reviver o assombramento que Truffaut conseguira em «A Noite Americana» - McTiernan consegue sempre reconverter qualquer objecto bruto mais elementar num jogo de invisibilidades, numa ambiguidade sensual.

Neste «Basic» é mais a sensualidade proibida do casal Travolta/Nielsen que interessa do que a história político-militar de algibeira sobre um sargento dos Rangers desaparecido durante um aparente exercício vulgar com a sua equipa de Forças Especiais. Apenas dois dos seus Rangers sobrevivem ao exercício originando uma paciência «hitchcockiana» em volta do pentagrama onde habitam o casal Travolta/Nielsen, os sobreviventes Holt/Ribisi e o capitão isolado interpretado por Timothy Daly. Lentamente o jogo vai abrindo a sua ambiguidade de incertezas e, enquanto os constantes «twists» vão ridicularizando a seriedade intransponível daquele drama militar, a câmara de McTiernan é como que um narrador silencioso dos líbidos trocados pelos dois corpos assombrados pela atracção que o uniforme tenta desesperadamente ocultar. Podia ser num quarto ou num cenário retirado de um romance tradicional, mas é numa sala de interrogatório (disfarçada para não parecer uma sala de interrogatório) que Travolta e Nielsen trocam olhares comprometidos. É numa sala de interrogatório que se jogam os diálogos e os gestos mais apertados entre a dualidade dos interrogadores e o receio fragilizado do interrogado. Mas, no limite, McTiernan não consegue iludir na totalidade as fragilidades do guião que lhe foi entregue e o filme acaba por se perder na inconsequência anedótica dos seus «twists».

Esperemos que melhores guiões e ideias cheguem às mãos de McTiernan e que regressem os tempos do suspense cortado à faca de «Die Hard» ou da paródia auto-irónica e familiar de «O Último Grande Herói».

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Tiago Pimentel
Wallace_ (IRC)
tiago_pimentel@hotmail.com


saoleal@hotmail.com
Básico volta a juntar os protagonistas de Pulp Fiction, num thriller que começa simples e se vai adensando à medida que o tempo passa.
Um sargento duro (Jackson) decide fazer um exercício militar com um pequeno número de rangers na selva do Panamá, debaixo de um temporal violento. No entanto algo corre mal e só dois dos rangers regressam, mas recusam-se a falar. Numa tentativa de descobrir o que se passou o coronel da base militar recorre a um ex-militar e agora polícia suspenso, perito na arte do interrogatório (Travolta). Para tal dispõem de 6 horas, já que a partir daí o assunto passa para outras mãos. A ajudar Travolta está uma Capitã que não aceita de bom grado a presença deste na base.

Esta é a premissa inicial para uma história que parece básica mas à medida que se vai avançando vai ficando cada vez mais emaranhada e nos baralha todas as certezas. Este é o que se pode considerar como um filme de reviravoltas, mas enquanto noutras histórias estas reviravoltas podem parecer forçadas, aqui enquadram-se perfeitamente contribuindo para criar um argumento mais complexo que joga com o espectador.

Tendo rumos quase distintos na acção, Travolta e Jackson acabam por quase não contracenar. Em termos de interpretações ambos emprestam uma boa performance criando dois personagens de força assim como os secundários que lhes dão apoio. Jackson está totalmente à vontade no papel do sargento autocrático e quase maníaco que treina um grupo de jovens soldados. Mais convincente não podia haver. Por sua vez, Travolta cria, sem no entanto cair no exagero ou no estereótipo, um polícia meio renegado, com um passado algo obscuro que não está para ligar a convenções, mas que nem por isso sai a disparatar a cada minuto.

Em termos de banda sonora, esta é variada, abrindo e fechando com o Bolero de Ravel que embora pareça estar um bocado deslocado, serve para dar um certo toque às imagens. Em termos de cenografia, especialmente no que diz respeito às cenas na selva esta está excelente, assim como as cenas da tempestade, presença constante ao longo de todo o filme e que servem tornar o ambiente mais opressivo.

No global da realização há que confirmar que John McTiernan, realizador de êxitos como “Assalto ao Arranha Céus” e “O Caso Thomas Crown”, e de outros filmes menos bem sucedidos, volta a conseguir um filme extremamente interessante. Consegue criar momentos de tensão, movendo-se entre um ambiente ora enganadoramente mais calmo no presente, ora caótico nos flashbacks a que recorre. Algumas das cenas estão esteticamente bastante artísticas conferindo um certo estilo ao filme.

Concluindo, a não ser que não gostem deste género de filme, trata-se de uma película a ver. Quando saímos da sala vimos com a sensação de que realmente alguém nos conseguiu surpreender. E podem ter a certeza, de Básico só mesmo o título. A não perder.

Conceição Vences Leal



     
 

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