Trabalhos Forçados

Realizador: Andrew Davis
Intérpretes: Sigourney Weaver, Jon Voight, Tim Blake Nelson, Patricia Arquette, Shia LaBeouf, Khleo Thomas, Siobhan Fallon, Henry Winkler, Dule Hill
EUA, 2003
Estreia: 29 de Agosto de 2003


João
Lopes
Média dos
Espectadores
   
 
 
Louis Sachar, responsável pelo argumento de «Holes / Trabalhos Forçados», é também o autor do livro em que o filme se baseia — existe uma tradução portuguesa, com o título «O Polegar de Deus» (Editorial Presença, colecção «Estrela do Mar»).


João Lopes
O menos que se pode dizer deste «Trabalhos Forçados» é que um dos filmes mais insólitos e desconcertantes do Verão cinematográfico de 2003: uma história — a meio caminho entre a parábola social e a fantasia mitológica —, sobre um campo de trabalhos para adolescentes, algures num deserto americano. Condenados à tarefa absurda de, diariamente, escavar enormes buracos na terra árida (título original: «Holes»), os protagonistas acabam por descobrir-se protagonistas de uma demanda que os remete para o passado lendário daquele mesmo local e também para alguns episódios sangrentos da expansão para Oeste.

Baseado no romance «Holes», de Louis Sachar (também responsável pela adaptação cinematográfica), o filme de Andrew Davis tem o fascínio próprio de uma narrativa que, embora convocando referências várias da memória cinematográfica de Hollywood, acaba por escapar a qualquer género da respectiva tradição — dir-se-ia uma «comédia-de-adolescentes» contaminada pelo apelo épico do «western» e pelo medo de um clássico «thriller» (para mais, com a chancela dos estúdios Disney). Um pouco como os seus jovens protagonistas, trata-se de um filme à deriva, à procura do seu próprio sentido num mundo que perdeu (quase) todas as suas crenças.

Nota importante: os jovens actores, alguns deles estreantes, sustentam de forma exemplar o confronto com veteranos como Jon Voight e Sigourney Weaver.


tainasouto@bol.com
kra esse filme é mto legal adorei


   
Gostei do filme. Achei agradável e é um bom divertimento. Se para mim era uma boa opção como passa-tempo, imagine para os mais novos? Uma história inteligente e pouco previsível.


saoleal@hotmail.com
Estamos perante um filme familiar da Disney, com uma história composta por vários momentos no tempo, recheada de todos os ingredientes típicos e personagens algo caricaturados.
Stanley, um rapaz adolescente é acusado de roubo e enviado para um campo de detenção juvenil, situado no meio do deserto, onde é obrigado a cavar diariamente um buraco. Supostamente esta actividade tem o fim de ajudar a moldar o carácter dos pequenos infractores, mas é plenamente óbvio que algo se esconde por detrás. Em simultâneo vamos conhecendo certos acontecimentos da vida dos seus antepassados e de outras personagens que viveram muitos anos antes.
No fundo somos presenteados por vários géneros, desde o filme de adolescentes, passando pela história de emigrantes até ao bom e velho western.

À medida que a história se desenrola vamos tentando perceber onde é que o argumentos conduz, tentando ligar os pontos completamente desconexos, e interrogando-nos sobre o objectivo de tanta variedade de histórias. A meio o filme parece arrastar-se um bocado, e andar perdido numa terra de ninguém, mas recupera um pouco quando se volta a centrar sobre a história principal e as coisas começam a fazer sentido.
Pelo meio existem os típicos vilões, interpretados por nomes bem conhecidos como Jon Voigh e Sigourney Weaver, em papéis estereotipados, os bons, o casal romântico, o inventor maluco, etc. As crianças, actores algo desconhecidos, estão muito bem, com especial destaque para os dois protagonistas. As cenas mais interessantes são provavelmente aquelas em que os miúdos estão presentes.
Como curiosidade, e para os fãs, há que referir, que um conhecido jogador de basketball americano, Rick Fox, tem um pequeno papel no filme.

A banda sonora é agradável e entra no ouvido, quanto à cenografia esta é bastante atractiva.

Resumindo, trata-se de uma história que não sendo totalmente básica, é previsível, ou não fosse este um filme familiar. Não sendo nada de extraordinário também não é um mau filme, pelo que quem quiserem fazer um programa com crianças esta pode ser uma boa escolha. De resto o filme não aquece nem arrefece.

Conceição Vences Leal


     
 

Deixe um comentário:

Nome:

Introduza aqui o código que aparece em baixo:


 
Classifique o filme: