X-Men 2

Realizador: Bryan Singer
Intérpretes: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Ian McKellen, Famke Janssen, James Marsden, Halle Berry, Rebecca Romijn-Stamos, Brian Cox, Alan Cumming, Anna Paquin, Kelly Hu, Aaron Stanford
EUA, 2003
Estreia: 2 de Maio de 2003


João
Lopes
Média dos
Espectadores
   
 
 
Site oficial português: www.iol.pt/filmes/x-men2


João Lopes
Mais do mesmo — e com menos... Da exuberância visual do primeiro «X-Men» (2000), passou-se para um desregramento de efeitos mais ou menos pirotécnicos, redobrando, assim, as limitações já sensíveis no título anterior. Além do mais, esta arrisca-se a ser a maior colecção de magníficos actores em regime de triste desaproveitamento, condenados quase sempre a compor uma «pose» bidimensional que, em boa verdade, dispensaria a sofisticação dos seus talentos.

É bem certo que, desde 1975, com «Tubarão», de Steven Spielberg, os «blockbusters» constituem um capítulo importante na economia global do cinema e, por vezes, também nas suas transformações temáticas e formais. E, do exemplo citado até «Matrix» (1999), não faltam referências admiráveis no desenvolvimento desse capítulo. Em todo o caso, com «X-Men», estamos perante um exemplo menoríssimo de tal universo.


ekynox_22@hotmail.com
Acabei mesmo agora de ver o filme e adorei!!!
Tenho uma boa parte de colecção de BD dos X-Men e até via em desenhos animados na TV.
Em relação ás pessoas k dizem k o filme tem mtos efeitos especiais,eu aconselhava a lerem ou verem pelo menos uma vez a serie,e ai perceberiam o pk de tantos efeitos (bem feitos e nos momentos certos).Em relação á história do filme,o filme explica mto bem a sua história mas nao explica duma só vez,pois kuando leio um livro da BD,um livro tb não me diz tudo.
Esta saga X-Men além de possuir belas personagens com superpoderes ensina nos mto mais do k outra série de BD,e até consegue transportar alguma realidade aos nossos dias,refiro me discriminação,mutações,....

Aspectos que faltaram:a Jubileu com os seus poderes de Fogo de Artificio;a Rogue k tb voa;o Forge aquele gajo com uma perna metálica;Gambit;Mais acção no Arcanjo e no Cyclope;senti falta do Nocturno nas lutas;

Na serie (espero nao tar em erro) o Cyclop e o Xavier não morrem nesta altura da história.
No proximo (se houver) iremos ter o caso amoroso entre Wolverine e Storm.

Conclusão: Tá um filme mto bem conseguido,axo k o realizador pegou na história da saga e pôs pela sua ordem certos acontecimentos k não estão em igualdade com os da série,mas não é por isso k o filme não vale nada,até pk conseguiu mesmo com a ordem trocada propositadamente para os não-fans nao se virem gregos pa perceber.

Dou 8.5/10


thiagokahl@zipmail.com.br
Adorei esse filme foi um dos melhores que ja vi,me apaixonei!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


jeanescott@hotmail.com
X-men2 pra mim é o melhor filme de todods os tempos, ele superou todas as espectativas, muitos efeitos especiais e ação do início ao fim!!! Sem dúvida nenhuma é um ótimo filme!!!!!!!!!!


francisco.neves@iol.pt
Bom filme conseguindo superar o primeiro. Acção e efeitos especiais mas usados de forma justificada e não exarcerbada como a maioria dos filmes comerciais que vão surgindo. O talento de alguns actores continua mal aproveitado mas com elenco tão vasto e com a secundarização a que as personagens são obrigadas a assumir é natural. A ver


   
X-men 2 é uma secuela boa, os actores encaixam na perfeição é fantastico.
Que vanha o terceiro.


www.qualquerum.com.br
muito grande


   
Não se esqueçam de assinar os comentários. Obrigado.

CINEMA2000


felipe-d@bol.com.br
Eh o MELHOR filme do ano e acabou!


zackaman@iol.pt
X2, a tao aguardada sequela xegou, viu e venceu.
desapontando se calhar alguns fãs da serie de BD, fez de certeza as delicias do espetador mais "comum".
Bryan Singer aparece-nos de novo como o homem responsavel pela "accao", cumprindo o seu dever de realizar um filme em tudo superior ao primeiro, fazendo para isso regressar os "herois" do 1º X-Men, e dando a conhecer novas personagens tais como: Pyro, Iceman, entre outros.
O filme tal como era de esperar, tem o seu grande trunfo nos brilhantes efeitos visuais, que apesar de aparecerem aqui aos montes, nao foram talvex devidamente explorados, tendo em conta o orcamento disponivel. Nao, nao esta ao nivel de matrix reloaded; e nao, nao se compara a hulk (k ainda n fui ver mas pelo trailer da pa notar); contudo este X-Men nao vale so pelos efeitos, tem tb uma historia simples, intuitiva e k sobretudo funciona quando e preciso.
X2 e assim melhor k o seu antecessor, aproveitando todas as qualidades deste, melhorando-as. este filme tem assim mais personagens, mais e melhores efeitos e mt mais accao, sendo algumas sequencias de xapada verdadeiras reliquias para os olhos.
X2 nao e uma obra-prima do cinema mas e sem duvida na minha opiniao e ate ao momento (pois inda nao vi o the hulk), a melhor e mais espetacular adaptacao ao cinema de herois de BD...

José Botelho


   
Não se esqueçam de assinar os comentários. Obrigado.

CINEMA2000


Chissana@aeiou.pt
Como fã dos X-men que sou é suspeito dizer isso mas,gostei muito mais deste X2 do que do politicamente correto e adorado por todos Spider Man(o markting resulta!).E gostei mais deste do que do primeiro. De qualquer maneira com aquele charmoso do Hugh Jackman como Wolverine o filme só tinha a ganhar!A minha classificação foi atribuída tendo em conta filmes dentro do género e n filmes no geral.


anadavid@clix.pt
Pedindo licença ao João Lopes, mais do mesmo - e melhor!
"X-Men 2" é um muito agradável filme de aventuras que consegue um óptimo equilíbrio entre a diversidade de ingredientes com que tem que lidar. Essa harmonia, que não existia no primeiro filme por razões várias, mormente a necessidade de apresentar muitas personagens, tem agora o mérito de lhe conferir um melhor sabor. Ou seja, na minha opinião, a sequela supera o episódio inicial.
Quero destacar a estonteante Rebecca Romijn-Stamos e a sua sensual Mística, visualmente esplendorosa; o invulgar carisma com que Hugh Jackman representa o seu Wolverine; a fascinante encenação das lutas e movimentos que envolvem o Nocturno (Alan Cumming) e ainda o magnífico Brian Cox (que este ano povoou os nossos cinemas com múltiplas aparições de grande nível).

Jorge Silva


haku@netcabo.pt
3 coisas fundamentais acerca da minha pessoa

1) Sou fã dos X-Men desde os 7 anos e são os unicos comics pelos quais alguma vez me interessei
2) O meu heroi preferido dos comics (em geral) é surpreendemente para muita gente, a Jean Grey
3) O primeiro filme, apesar de razoavel, decepcionou-me bastante

Dito isto... eu AMEI o filme!
Compreendo talvez porque muitas pessoas não tenham sentido o mesmo que eu senti por este filme porque quem estava a ver este filme era um puto de 12 anos que conhecia todas as personagens por dentro e por fora, apercebia-se de todos os detalhes imperceptiveis para todos os outros.Percebo a razão porque as pessoas dizem que se sentem confusas ao ver o filme mas este filme é mesmo uma prenda para os fãs, apesar dos não-fãs poderem gostar bastante nunca o poderão apreciar devidamente.
É o filme que sempre quis ver dos X-Men.Singer consegue finalmente agarrar o touro de frente e o elenco está absolutamente fantástico, dando novamente destaque a Hugh Jackman - ele É o Wolverine - , Ian McKellen, Anna Paquin e Patrick Stewart. Dos novatos é de destacar Alan Cumming, que encarna na perfeição um dos personagens mais queridos dos comics, Nightcrawler, e tambem Pyro (não sei o nome do actor)
Mas a grande surpresa para mim foi Famke Janssen. Já tinha gostado muito dela no primeiro filme mas em X2 ela é realmente a Jean que eu conheço e amo desde a minha mais tenra idade.Fiquei muito emocionado com o destaque que lhe deram e a maneira como a sua personagem se desenvolveu.Agora não consigo ver outra pessoa no papel de Jean e espero que Famke nunca deixe a saga.
Em termos de acção e fluidez do filme... acho sinceramente que é dos melhores do genero. Muito equilibrado desde inicio, começa com uma sequencia fulgurante e nunca para desde aí até ao apoeteotico e emocinante "finale". Os efeitos especiais resultantes dos poderes dos mutantes estão bem melhores - nota-se muito bem o aumento do budget - e enquadram-se perfeitamente nas magnificas sequencias de acção sem nunca cair no exagero.
Eu parecia um autentico puto a sair da sala com os olhos a brilhar e desejoso de rever o filme o mais cedo possivel.É para mim o melhor filme baseado em comics alguma vez feito.Claro que Batman e Batman Returns como filmes são provavelmente bem mais coesos mas o source material fala aqui mais alto e ver os X-Men finalmente no grande ecrã como deve ser é de cortar a respiração

***** (sim, não tão a ver mal)

PS: E preparem-se para ter uma das melhores sagas dos comics retratada em X3.

Nuno Gonçalves aka Haku-San


   
Para o João Lopes:

Desculpas aceites (pelo menos da minha parte). Mas daí a se penitenciar, não é preciso ir tão longe. Coincidências, nada mais (se bem q por vezes chatas).

Pedro Almeida (o visitante)



   
Pedro Almeida
- um pedido de desculpas


12 de Maio de 2003

Foi-me hoje comunicado por Pedro Almeida, do departamento de marketing da distribuidora LNK, que a sua pessoa nada tem a ver com um visitante deste mesmo site — que também assina Pedro Almeida — e que, nesta mesma ficha de «X-Men 2», deixou algumas opiniões cuja formulação suscitaram reparos da minha parte.

De facto, formulei a hipótese de se tratar da mesma pessoa que conheço, uma vez que o tema invocado (a minha perspectiva sobre os dois episódios de «O Senhor dos Anéis» e, em particular, a classificação que lhes atribuí) já fora objecto de conversa entre nós. Por outro lado, é verdade também que admiti tal hipótese por saber que, ao longo dos tempos, Pedro Almeida foi um visitante regular do CINEMA2000, aqui deixando comentários com alguma frequência.

Reconheço, agora, a minha precipitação. Apresento, por isso, as minhas desculpas a Pedro Almeida e também ao visitante do CINEMA2000 que assina com o mesmo nome. Mesmo reiterando o essencial da minha argumentação, é óbvio que este equívoco podia e devia ter sido evitado. Por ele, aqui me penintencio.

Cordialmente,

João Lopes
CINEMA2000


nabcs@yahoo.com
Que boa surpresa! Um excelente filme de acção, muito melhor que o primeiro da serie. Os efeitos especiais sao do melhor que ja sefez no cinema, e suportam um argumento, embora simples, muito eficaz.

Nuno Sousa


TIAGO PIMENTEL
Cinema Mutante

Há precisamente três anos, Bryan Singer (realizador do filme de culto «Os Suspeitos do Costume») trazia para a imortalidade clássica da película, uma das b.d. mais célebres de sempre: os X-Men. Enfim, a imortalidade não o será tanto pelo filme mas antes pela intemporalidade que o cinema vive, sobretudo com filmes que são já fenómenos de culto noutros formatos artísticos. «X-Men» acaba por ser um universo de ficção futurista sobre uma hipótese de evolução humana mas que sabe pensar subtilmente as componentes mais preocupantes que condicionam o comportamento humano, nomeadamente em situações específicas de racismo e medo. Para os que pensam que falo do filme deixem-me desconstruir já tal pensamento: falo, claro, da bd. O filme, esse é um consumível automatizado pelas imagens de uso descartável e de memória reciclável, com perto de 10 personagens sem conseguir que uma delas tenha sequer um ligeiro sopro de vida que a eleve acima da mera semelhança visual e iconográfica face aos símbolos da bd (como, aliás, acontece a maioria das vezes em adaptações de bandas desenhadas ao cinema).

Em todo o caso, creio também que esta sequela consegue superiorizar-se em praticamente todos os aspectos, face ao primeiro filme – objecto sensaborão que nem um único clímax narrativo conseguiu sustentar. Este «X-Men 2» é mais interessante na gestão dificílima que faz das suas muitas personagens (embora, em boa verdade, nenhuma delas seja mais que um ícone que desbobina frases feitas, há muito mais cuidado com as distinções entre os principais e os secundários) e da interessante «story line» que nos coloca numa realidade em que já não são os mutantes a quererem destruir os humanos (como no primeiro filme) mas sim os humanos (um, mais precisamente) que quer destruir todos os mutantes do planeta. Enfim, a linha narrativa (ou, mais conceptualmente, a ideia) parece-me perfeitamente adequada para edificar aquilo que poderia ser uma ode de ficção aos deslocados do planeta e ao próprio universo de culto da bd. «Batman», de Tim Burton, precisou de algum «plot» verdadeiramente complexo? Ou será que a superioridade dos dois filmes de Tim Burton, sobre as aventuras do «cavaleiro negro», localizava-se precisamente nas vertigens íntimas e específicas de cada uma das suas personagens, bem como da atmosfera «dark» e excêntrica que pauta todos os seus filmes? Enfim, «Batman» é um universo que nasce directamente de uma efabulação plástica muito pessoal e autoral do realizador de «Eduardo Mãos de Tesoura», enquanto que «X-Men» me parece um objecto sem identidade, sem destino e, no limite, sem memória.

O que distingue filmes como «Batman» ou «Jurassic Park» (ambos bem recheados de efeitos especiais) de uma fanfarra de explosões e artimanhas mais ou menos bem executadas como este «X-Men 2»? Enfim, creio que, acima de tudo, é necessário repensarmos o modelo que, infelizmente, tanto divide os cinéfilos em discursos armados por uma demagogia ideológica que em nada favorece o legítimo esforço de pensarmos o cinema em todas as suas mais complexas dimensões. Falo, claro, do «blockbuster», modelo que nos assombra, pelo menos, desde o sublime «Tubarão» de Spielberg (já lá vão quase 30 anos…), e que tanta confusão causa em algumas mentes pensantes. Desde então que o formato «blockbuster» é visto como um modelo suspeito que usa a arte cinematográfica como desculpa para fabricar verdadeiros monstros industriais, cujo único objectivo é alimentarem-se da inteligência primária e preguiçosa dos seus espectadores. Enfim, isto é apenas um pensamento (?) e, desde já, discordo em absoluto com todas as coordenadas que o justificam. Isto porque acredito que, em qualquer área artística, um objecto é sempre um oásis de ideias, emoções e ilustrações. Isto é: existe sozinho com as suas próprias especificidades narrativas, visuais, passionais, etc. O exemplo de «Parque Jurássico» acaba por ser um paradigma desta discussão até porque a sua condição de actual clássico regurgita qualquer pensamento mais reaccionário que ainda acredita que os «blockbusters» são filmes de consumo rápido e sem memória. Pergunto eu: será possível que a cinefilia venha a esquecer filmes como «Tubarão», «Guerra das Estrelas» ou «Parque Jurássico»? Enfim, numa resposta muito imediata e nada complexa: espero bem que não! Isto porque são filmes que, de uma forma absolutamente equilibrada, nos ensinam a lidar com as exigências da indústria, com a adesão sempre incerta do público e com a intemporalidade máxima da arte. São filmes que, de uma vez só, conseguem estar atentos aos fenómenos populares em que se enquadram e, ao mesmo tempo, coexistirem dentro da sua megalomania como objectos de um intimismo fervoroso. E o resto? Que lugar está reservado aos «outros blockbusters»? Provavelmente, estarão destinados a viver em ermos sem memória, numa qualquer dimensão cinéfila mutante, longe (espero eu) dos pensamentos (?) e propagandas (anti)intelectuais.

____________________________

Tiago Pimentel
Wallace_ (IRC)
tiago_pimentel@hotmail.com


Daniel Marques
Mais do que um bom blockbuster ou uma miríade de efeitos especiais, «X2» é sem duvida um filme para os fãs. E como tal qualquer analise feita por alguém (seja um critico ou um simples espectador) é errada se não possuir prévios conhecimentos desta longa saga.

Efeitos especiais à parte, portanto, «X2» é a melhor adaptação de uma BD ao cinema desde o «Superman» de 1978. Os mais pequenos detalhes da mansão e da nave são perfeitos (parece que estamos dentro de um comic). E a qual digno fã dos X-Men lhe escapou o nome de Remy “Gambit” LeBeau nos ficheiros de Stryker?

Claro que nenhuma adaptação de BD para cinema é perfeita. É impossível. Há vários pormenores importantíssimos demais para serem alterados de modo a encaixar na história. Como é do conhecimento dos leitores assíduos dos comics da Marvel, os X-Men Originais eram Jean Grey, Cyclops, Fera, Arcanjo e Iceman. Logo podemos considerar um erro ENORME a total ausência do Fera e do Arcanjo, assim como a inclusão do Iceman como um adolescente. Assim como Kitty Pride (a menina que atravessa paredes) é da faixa etária dos X-Men originais. E quem não conhece a saga diria que Cyclops é o líder da equipa? Acho que todos concordamos que James Maarsden é uma péssima escolha…

Enfim. Erros (?) à parte, «X2» é um excelente entretenimento e uma boa conversão. Esperemos pela terceira parte. Há duvidas? *****SPOILER***** As varias transformações de Jean Grey ao longo do filme, que culminam no final quando se vislumbram chamas nos seus olhos e a sua suposta “morte”, indicam uma continuação centrada nesta personagem. Quem não se lembra da Phoenix?... (7/10)

Daniel Marques
fluffyy@msn.com


espigas2003@hotmail.com
O grupo de mutantes mais famoso do planeta (é verdade, existem muitos mais no universo Marvel) está de volta ao grande écran. A história segue as pisadas do que foi relatado no primeiro filme, também assinado pelo americano Bryan Singer ("Os Suspeitos do Costume"). Sou mesmo obrigado a fazer o aviso para aqueles que ainda não viram o primeiro. É quase o mesmo que tentar ver o "Senhor dos Anéis - As Duas Torres" sem ver ou ler o primeiro livro. O enredo aqui adensa-se, as personagens começam a ganhar as respectivas personalidades que nós, seguidores fiéis da BD, já estamos habituados a ler nas revistas e álbuns. Novos personagens são introduzidos. De outra forma que não a dos comics, é certo, mas ainda assim sem corromper a filosofia dos X-Men enquanto publicação das mais vendidas nos EUA. O australiano Hugh Jackman desempenha na perfeição o papel de Wolverine. Tão bem, que os estúdios já pensam em fazer um filme só com ele. Irónico, no mínimo, se tivermos em conta que também no mundo da BD é o mutante mais publicado, com revistas mensais só dele. Patrick Stewart volta uma vez mais a demonstrar que só ele poderia ter sido o escolhido para o papel do líder dos X-Men, o professor Xavier. Stewart é um poderoso telepata, que representa a facção menos radical dos mutantes.
A espécie mutante é obviamente uma metáfora ao racismo. Simplista? Não me parece. Há presidentes americanos em perigo de vida com atentados, manifestações por todo o planeta contra os "muties", senadores corruptos, generais ao serviço do estado com lados obscuros e projectos que nunca passaram pelas mãos do presidente. Enfim. Um sem número de tramas que foram desenvolvidas ao longo de várias décadas por uma galeria de autores de BD (Stan Lee, John Byrne,...) e que Synger e os argumentistas Michael Dougherty e Daniel Harris souberam dar vida magistralmente. Sublinho, magistralmente.
Após as adaptações de Batman, Superman, Spiderman, Spawn, The Punisher (que voltará em 2004), Witchblade, e muitos outros que não me recordo agora, afirmo sem qualquer dúvida: Os X-Men são a melhor adaptação de personagens da banda desenhada já conseguida até hoje. Mais, há certos aspectos da BD que aqui superam o original (meu Deus...é agora que os fãs me matam...). As fragilidades dos mutantes foram aqui muito bem exploradas. Um exemplo é a capacidade de voar. Tempestade (uma Halle Berry acabada de sair do óscar na época de rodagem), Jean Grey (a holandesa Famke Janssen) e Magneto (Ian McKellen, o feiticeiro do Senhor dos Anéis) têm poderes que lhes permitem voar. Mas só no papel. Aqui as suas limitações são maiores. Por não existir dinheiro para isso? Duvido. Basta notar que a produção de ambos os filmes é astronómica, e que nesta sequela já podemos apreciar alguns cameos de mutantes que até agora tinham sido ignorados (falo de Kitty Pryde, Colossus e Pyro) com efeitos especiais fabulosos.
Finalmente uma referência para as duas aquisições de maior estatuto ao elenco (já carregado de estrelas). Primeiro temos Alan Cumming. Este escocês de 37 anos pode ser visto em filmes como "Eyes Wide Shut" e nas "franchises" de Robert Rodriguez em "Spy Kids" (o original e a sequela). Aqui interpreta um alemão fugido de um circo, com a capacidade de se teletransportar, chamado Nocturno. A sua cena inicial onde tenta assassinar o presidente americano é aliás das mais bem conseguidas de todo o filme (em termos de acção, obviamente).
O segundo "peso pesado" é Brian Cox, também escocês, e que podemos ver actualmente no cinema em "A Útlima Hora", de Spike Lee. Outras produções onde entra são, por exemplo, "Inadaptado", "Identidade Desconhecida" ou "L.I.E." (um dos premiados no último Fantas). Em X2 o actor é William Stryker, um obscuro general americano com um ódio profundo pelos mutantes.
A juntar a este cast não podia esquecer-me da "pequena" Anna Paquin (óscar de melhor actriz secundária com "O Piano") de regresso ao seu papel de Vampira, a mutante que ao menor contacto de pele com alguém consegue absorver-lhe a sua vida, e no caso de um mutante os seus próprios poderes (algo também ainda pouco explorado nos filmes).
Em suma, "X-Men 2" é para quem gosta de banda desenhada, mas dada a qualidade do elenco, os efeitos, o estatuto do realizador, a história, o original, poderá prender o espectador menos enraizado a este tipo de "super aventuras" (que o diga a minha namorada).

Nuno Centeio in http://espigas.blogspot.com


eddiebrock@sapo.pt
Queria apenas aproveitar para acrescentar dois pontos que por lapso, não referi no meu comentário mas penso serem importantes:
- O primeiro, e a razão pela qual não dei uma melhor classificação ao filme, prende-se pelo frustrante desperdício do segmento em casa dos pais do Homem de Gelo, Bobby Drake pois, sendo esta uma oportunidade de ouro para aprofundar o ponto de vista do cidadão comum em relação ao "problema mutante", Singer acaba por transformar tudo numa série de gags (especialmete aquele gato...), ao ponto de vermos o irmão de Bobby a chamar a polícia sem realmente comprendermos o porquê dessa decisão (nem me lembro de ouvir o rapaz falar nem antes nem depois do telefonema).

- Por outro lado queria realçar a curta mas incisiva participação da encatadora Rebecca Romijn-Stamos (desta vez tem a oportunidade de vestir a sua própria pele) que, tal como no primeiro filme me fascinou com a sua política a que carinhosamente chamei de "kickig ass with class" e a sua química com Ian McKellen que, só por si, quase vale o bilhete de cinema. Aproveito também para deitar alguma água na fervura em relação ao Ciclope pois se, por um lado, o seu papel é ainda mais reduzido (em termos de presença no ecrã), os argumentistas e o próprio Marsden parecem ter aprendido algumas coisas pois o personagem acaba por ter mais importância a nível da narrativa.
(se surgir algum Director`s Cut queria também ver algo mais vindo do John "Pyro" Allerdyce, existe ago de inquietante nele).

Edward Brock
04/05/2003


bsimoes@clix.pt
Na cidade onde vivo, Coimbra, está a haver nestes últimos dias uma feira do livro. Antes de ir ver o filme, hoje, dei lá uma saltada e encontrei num stand alguns dos mais recentes álbuns de BD dos X-Men, de uma nova fase que começou há dois, t`rês anos e que eu, mesmo sendo um enomre fã do grupo, não tenho acompanhado. Por isso mesmo, comecei a pensar que ao ir ver o filme, não ia perceber muitas daquelas piadinhas que passam despercebidas aos outros, mas que os fas percebem. Afinal, essa era a principal razão que me levava a ver o filme.
Depois de duas horas e tal de fita, pude respirar de alívio: ainda estava suficientemente actualizado para perceber todas as in-jokes. E para ficar extremamente agradado pelo que tinha acacabado de ver. Arrisco-me a dizer que este "X2" é melhor que o primeiro em todos os aspectos: história, realização, efeitos e aproveitamento de personagens. Apesar disso, continuo a achar defeitos. A começar pelo actor que interpreta o Cyclops e a acabar na ausêncioa de uma personagem incontornável, Gambit. De resto, é tudo do bom e do melhor. Há filmes que, por mais que tentemos, têm uma enomre força visual e são difíceis de exmplicar por palavras. Por isso, vão ver e digam qualquer coisa. Apenas duas coisas: acho que foi o João Lopes que falou na excesso de efeitos especiais. Bem, é a opinião dele e por isso tem de se aceitar, mas o que notei foi uma precisão incrível na forma como eles foram usados. Lá está, gostos...
A outra é um SPOILER, POR ISSO SE AINDA NÃO VIU O FILME, VÁ DAR UMA VOLTA, VEJA-O E DEPOIS VOLTE PARA LER!!!!!! E CÁ VAI: não quero ser bruxo, mas pressinto que, mesmo a uma distância confortável, posso já adivinhar o tema do terceiro filme ( alguém duvida que vai haver um terceiro filme?). Os fãs vão perceber estas duas palavras: Fénix Negra. Lembram-se daquele plano final no lago? Vejam se não vislumbram um pássaro flamejante...

O melhor: Hugh Jackman cada vez mais Wolverine; Ian Mckellen está grande; aproveitarem os melhores vilões do primeiro filme; os cameos mutantes: Colossus, Jubileu, o doutor Hank Mckoy (Fera) e, na base de dados, Remy Lebeau (Gambit) e Sam Guthrie (o Míssil da X-Force); a realização de Bryan Singer, poderosa e, ao mesmo tempo, dando espaço aos actores
O pior: o díptico Bobby Drake/Rogue; o James Marsden como Cyclops: eu sie que é bater no ceguinho, mas...

bruno Ricardo




jorge.pinto@netcabo.pt
Em termos de críticas, claro que se pode comentar a realização, o desempenho dos actores, a fotografia, etc...
Em termos de filme, e como já foi dito anteriormente, este é um filme para aqueles que desde Setembro de 1963, leêm e releêm as aventuras dos "Uncanny X-Men" dos magos Stan Lee e Jack Kirby.
Como um desses leitores deixo aqui a minha votação e não posso deixar de notar com agrado que houve mais gente a notar as "piscadelas".


eddiebrock@sapo.pt
(Aqui fica a correcção, ficam aqui as minhas desculpas pela gafe...)

Regressam os X-Men (e com eles Brian Singer) neste segundo episódio de uma longa e, espero eu, saudável saga.
E são grandes as diferencças para o primeiro filme. Desta vez Singer não se preocupa em querer explicar tudo sobre a psicologia dos persongens e preocupa-se mais em contar-nos uma história. De algum modo, poderá ter sido esse o ponto mais fraco do filme pois, ao introduzir uma mão cheia de novas personagens, desaparece a possibilidade de as explorar todas de um modo satisfatório. Ainda assim penso que terá sido esta a melhor decisão pois ao sair da sala senti a minha barriga bem mais cheia do que no primeiro filme. Esta é realmente e, de longe, uma das melhores adapações de sempre do universo dos super-heróis nascidos dos comics (ficando possivelmete apenas a perder para o supra-sumo das adaptações, Super-Homen). Tanto que parece uma história escrita por um inspirado Chris Claremont.
Como filme talvez seja menos satisfatório do que adaptações como Batman ou até Homem-Aranha (talvez pela decisão de que falo acima). Por isso mesmo é, principalmente, um filme por e para fãs dos X-Men, e talvez por isso possa ser menos empolgante para quem esteja fora desse círculo, pois repare-se, por exemplo, nas incontáveis piscadelas de olho que existem ao longo do filme, desde o curto mas espectacular desempenho de Colossus, até à Base de Dados de Stryker (eu próprio lá vi o nome de Remy LeBeau (Gambit) e algém já me disse que terá visto um tal Franklin Richards (o filho do Sr. Fantástico)). A própria morte da personagem no final está envolta de uma dessas piscadelas (reparem nas chamas que surgem à sua volta). Talvez seja esta tabém uma das razões pela qual alguns espectadors (e também alguns críticos) se sentem algo distanciados do filme e acabam por o menosprezar, não procurando encontrar as suas mais-valias.
Destaque para o exímio trabalho de actores (que aqui, claramente procuram e acabam por encotrar uma escapatória para o tipo de cinema que a maioria pratica), os enormes e impressionantes cenários (repare-se no colossal cenário da igreja onde se refugia Nocturno, que acaba por ser utilizado apenas umas duas vezes) e para os discretos mas espetaculares efeitos especiais (destaque para a fuga de Magneto - parece ter sido directamente extraída de uma BD que nunca existiu) .
Apesar do distanciamento de que falei, acaba por ser um entertenimento extremamente sólido e, acima de tudo, umas duas horas muito bem passadas, o que é (ou deveria ser) no fundo, o objectivo de qualquer filme.
Edward Brock
03/05/2003


marcolopes@netc.pt
O que digo do X-Men 2 é que finalmente se conseguiu um filme que conta uma história. Sem impactos por demais, sem pontos centrais, sem grandes falhas... poderiamos dizer então, sem nada??? Não. De forma alguma! Este X-Men não está enquadrado nos "blockbusters".

É um filme, acima de tudo, HUMANO.
Adaptações ao grande ecran?
Não conheço UMA que seja que não tenha cometido o pecado mortal: "TENTAR dizer e mostrar TUDO em 2 horas de filme".

Faz-se de um filme um monte de efeitos e não se usam os efeitos para contar a história.

Precisamente por X-Men 2 não ter como objectivo "mostrar" nada de novo, acabou por conseguir contar uma história que acaba por falar de pessoas, mutantes e acima de tudo, de UM GRUPO CHAMADO X-MEN!

E a isto eu chamo um BOM filme.

Felizmente não tivemos cenas "berrantes" como as da estátua da Liberdade, que quanto a mim, estragaram o primeiro filme.

X-Men 1 até começou bem... começou TÃO BEM que me assustei... arrepio na espinha, que rápidamente se degenerou em sonolência...

Em suma: Se pudesse, apagava da memória colectiva X-Men 1 e o 2 ocuparia o seu lugar. E teriamos a melhor adaptação de banda desenhada para o grande ecran.


nemesis@netcabo.pt
Coloquemos as coisas no sítio.
"X2" é um filme de acção e efeitos visuais com um apelo maior para os fãs da BD, mas tentando apelar ao resto dos cinéfilos também.

O 1º também o era, mas enquanto aquele sofreu com um mau argumento e com o corte de 20 minutos de película, este já não tem o mesmo problema (a diferença que faz um bom argumentista).
É regrado q.b. para não parecer, como muitos outros, um mero jogo de computador (e aqui confesso que não percebi a opinião de João Lopes, quando fala do "desregramento").

Para além de sabiamente desenvolver a história dos personagens (para inevitáveis sequelas), consegue manter-se de pé como objecto isolado, com pés e cabeça e uma boa dose de EMOÇÃO.

Não sendo um dos melhores filmes do seu género, é claramente um filme melhor que o primeiro. É mais trabalhado, mas, acima de tudo, melhor pensado.

Para fãs e não só.


guida.pinhao@clix.pt
Para sequela, não está nada mal, não senhor. Como o primeiro filme fora para mim uma inesperada e agradável surpresa, não depositava qualquer esperança nesta segunda parte. Talvez por ir já munida da ideia de que nunca poderia sequer igualar o anterior (no que não me enganei), gostei bastante das opções tomadas em "X-2".

O filme pertence novamente a Hugh Jackman (e ao seu Wolverine), mas o Nightcrawler de Alan Cumming é uma adição muito interessante.

Nada de transcendente, nada de realmente novo, é certo, mas se todas as sequelas mostrassem o empenho (sobretudo a nível dos actores, que poderiam perfeitamente deixar já transparecer um certo ar de "frete" ou desdém pelo que é aparentemente algo de menor nas suas carreiras) e a capacidade de manter o espectador interessado numa narrativa tão ténue como aqui acontece, estaríamos nós (e o Cinema, variante "blockbuster") muito melhor.

Margarida Pinhão


pedropacheco_@hotmail.com
A SAGA MUTANTE CONTINUA...

Quando o ano se iniciou, eu, como fã de BD, esfreguei as mãos: perfilava-se uma temporada de sonho.Afinal, quando é que voltaremos a ter um ano tão rico como este?
As adaptações de Demolidor, Hulk, League of Extrordinary Gentlemen, X2 (já para não falar dos "aparentados" Matrix Reloaded e Revolutions...).
Mas,helás,o Demolidor desiludiu.Muito.
Foi, portanto, com entusiasmo misturado com algum temor que entrei no cinema para ver X-Men 2.
O primeiro pareceu-me uma adaptação fiel e com alguma espessura dramática(pelo menos, a possível num filme deste tipo),boas interpretações mas com falta de acção. Compreensível, num filme de hora e meia que tinha de apresentar de forma clara e concisa um universo com mais de 20 anos de existência a todos os que nunca leram os comics. Tarefa cumprida e um excelente filme.
Bem, X-Men 2 manteve a boa impressão e reforçou-a. Bryan Singer tirou as suas lições do primeiro filme, imprimindo um ritmo de montagem impressionante e hábil na construção das cenas de acção. Este filme tem mais de tudo:acção, drama,emoção... Como espectador fiquei emocionado e satisfeito.
Pontos altos: todas as cenas de acção com destaque para o atentado ao Presidente, o assalto á mansão(Berserker rage!!!) e o final.
Os novos mutantes, com destaque para o Nocturno e Pyro.Belo cameo para Colossus!
Hugh Jackman é o Wolverine!!!
O respeito pelo comics e a inserção de varias storylines para futuros filmes.
Pontos baixos:
Ciclope aparece pouco.
A luta Wolverine/Lady Deathstrike podia ter sido um pouco mais longa.
Não estamos perante uma obra-prima do cinema, mas perante um bom filme que honra os seus criadores e os fans dos comics.


Pedro Pacheco.

P.S: Foi com algum desagrado que vi nesta página mais trocas de galhardetes de que opiniões sobre o filme.Há lugares para tudo,meus senhores...


   
Caro Pedro Almeida,

Afinal, o essencial consistia em exprimir o seu ponto de vista sobre este filme. Ainda bem.

E descubro que sofremos do mesmo «defeito»: gostamos de exprimir apaixonadamente os nossos pontos de vista. Qual é o problema? Nenhum. Volte sempre, porque este site existe para isso mesmo.

Obrigado,

João Lopes
CINEMA2000


   
Para o João Lopes (mais uma vez):

Agora falando sinceramente, de longe quero menosprezar a opinião do caro João Lopes. Posso dizer q fui (e continuo a ser) uma vítima das minhas paixões, sendo uma delas o gosto pela banda-desenhada. Toca-me especialmente a saga dos "Homens X" por toda aquela mistica outsider, dos reclusos sociais olhados como párias por um mundo que se recusa a acreditar q a evolução tem sempre um amanhã. Certamente q noto as alarvidades q uma certa máquina comercial comete (como, por exemplo, a banalização dos enredos e o espectáculo gratuito das proezas dos personagens), mas é o valor intrinseco destas histórias, remontantes aos tempos do velho Guilgamesh, que desencadeiam o fascinio. Pelo menos o meu. Abraço a BD, como abraço o cinema, como duas das mais poderosas mitologias do nosso tempo.
Quanto ao caro João Lopes, será sempre um amigo (se me é permitida a intimidade) por estas páginas infinitas onde sempre soube esboçar o seu amor pelo cinema sem nunca ceder a outras vozes. Mas critico que é critico, ouvirá sempre ... criticas. Ao menos regozije-se: assim já põe muita gente a pensar no que diz.

Um abraço,
Pedro Almeida


   
P/ Pedro Almeida

Afinal, o que nos separa não são opiniões divergentes sobre os filmes. É o sentido de humor. Afinal, já não se tecem considerações sobre as opiniões dos outros (ou apenas essa coisa tão secundária como são as estrelinhas). Afinal, o que importa é ocupar tempo e espaço a fazer apostas sobre aquilo que os outros vão pensar sobre algo que ainda ninguém conhece.

Na arqueologia ética, isso chama-se processo de intenções. Porquê, então? Para quê? Por nada. Só por humor.

Que bom. Abriu-se, assim, um fascinante leque de novas legitimidades. Um dia destes, vou começar a fazer apostas sobre o modo como algumas distribuidoras portuguesas não vão dar atenção a alguns filmes que me apaixonam. Porquê? Para quê? Por nada. Para nada. Só porque tenho este sentido de humor. Não levem a mal.

João Lopes
CINEMA2000


   
Para o João Lopes:

Garanto-lhe que deve escolher a hipótese 1. Espectador sim, e com sentido de humor.

Pedro Almeida


carlos_fig@hotmail.com
Força João Lopes! Concordo totalmente com a cotação que deu ao Senhor dos Anéis, tanto ao primeiro capítulo como o seugndo. Os críticos devem ter a liberdade de expressar as suas opiniões de forma sincera e não ser regidos pela opinião geral (ou generalizada) que as distribuidoras, muitas vezes, tentam fazer passar e implementar. As distribuidoras devem manter-se distantes dos críticos (coisa que nem sempre acontece), porque o crítico nunca deve ser incluído no perverso circuito do marketing do cinema. Estas cinco estrelas não são para o X2, que ainda não vi, mas sim para o João Lopes, um dos poucos críticos portugueses que não tem medo de remar contra a corrente. Parabéns para si e para este excelente site. Até porque, para mim, se o Senhor dos Anéis é cinema, então eu já não sei o que é a 7ª arte.


   
P/ Pedro Almeida

Hipótese 1 — Se o autor do comentário anterior é um espectador (Pedro Almeida) que eu não conheço, calculo que a sua espantosa capacidade de antecipação se fundamente em tudo o que eu escrevi durante 30 anos como crítico de cinema. Sabe mais do que eu, mas agradeço a atenção e o tempo gasto. E que não sejam as minhas opiniões a impedi-lo de enriquecer.

Hipótese 2 — Se o autor do comentário anterior é um funcionário (Pedro Almeida) do departamento de «marketing» da distribuidora que, em Portugal, detém os direitos de «O Senhor dos Anéis», não posso estar mais de acordo: essa é a beleza da liberdade de expressão.

Obrigado. Volte sempre.

João Lopes
CINEMA2000


   
Como manda a regra e já sem espanto nenhum, ficaria rico se apostasse nas classificações q João Lopes dá a estes filmes. Próxima previsão: O Senhor dos Anéis - O Regresso do Rei - 2 estrelas.

Até lá,
Pedro Almeida

P.S. - Para evitar atritos, fica aqui desde já o meu total respeito pela opinião do carissimo João Lopes. Não gostei, mas essa é a beleza da liberdade de expressão.



Nuno Antunes
2,5 em 5

Talvez «X-Men 2» seja melhor que o primeiro (estranhamente, cá recupera o «Men» que perde no lançamento americano), na medida em que as regras estão estabelecidas e as introduções dispensadas. Quem não viu o primeiro filme também não se sentirá desconfortável com isso.

Talvez seja mais «dark», com verdadeiro espírito «comic book», as cenas de acção estejam muito bem feitas e haja a adição de uma grande personagem ao conjunto: Nightcrawler (Alan Cumming). Talvez haja um contexto muito importante pós «11 de Setembro» por detrás, através do medo dos mutantes e de toda uma conspiração político-militar, estado de pré-guerra em que a acção do filme decorre…

E talvez Bryan Singer tenta sofrido um trauma tão grande com o fracasso de «Apt Pupil» («Sob Suspeita»), esse grande filme esquecido em que também entrava Ian McKellen, que tenha ficado grato aos grandes estúdios por se terem lembrado dele para «X-Men» e esta sequela seja um favor que lhes faz. Mas não terá sido já um grande favor a injecção de vitalidade que ele deu ao género com o primeiro filme?

Singer é, sem dúvida, um realizador talentoso e fez algo muito mais interessante do que, por exemplo, Mark Steven Johnson com «Demolidor» (e quase consegue ser melhor do que «Homem-Aranha»… beijo à chuva aparte). Só que ele diz que não estamos perante uma sequela e que este filme fará o primeiro parecer uma espécie de ante-estreia. Então, porque razão fico com a sensação de que «X-Men 2» é um compasso de espera, um capítulo intermédio na saga (em vez de valer por si só), enquanto esperamos que venha mais um?

«X-Men 2» demora iiiiiimensso tempo para o pouco que tem para dizer: o enredo é, no mínimo, esquelético e arranca demasiado tarde, sem grande brilho (veja-se o climax). Depois, não há verdadeiramente um ponto central na história, é tudo fragmentado por 13 personagens (12 mutantes e um coronel mauzinho) a lutar por tempo de antena. A estas juntam-se algumas novas (lançadas principalmente na sequência escolar), que aparecem uns segundos e nunca mais se lhes põe a vista em cima. Devem estar à espera do terceiro filme; tem tudo o ar de estar à espera de algo que não aparece… talvez do argumento.

Há tentativas de dar mais substância, de dar mais tempo para as personagens se desenvolverem, mas isso apenas contribui para o aspecto mais «mutante» do filme: quando estamos prontos para desistir de «X2», há um momento em que nos deslumbramos com um bom diálogo, com os efeitos especiais ou qualquer outra coisa imaginativa; por causa disso, estamos prestes a mudar de opinião, quando regressamos ao marasmo anterior. Não é brincadeira, pois as quebras de ritmo contribuem para o filme na fronteira entre o interessante e o «giro»: tão depressa estamos num bom momento de acção ou diálogo, como nos lançam um daqueles momentos «pensantes», para os quais não há argumentistas à altura (e são 3). Exemplo? Uma ida aos subúrbios, visitar os pais de «Iceman»: o momento dava pano para mangas, mas privilegia-se a anedota, o banal; de repente, um bom fogo de artifício e depois… nada. Quem atou as pontas desta história não conseguiu combinar a acção pura e dura com as tentativas de dar um passado aos mutantes, invariavelmente a pensar no seu «dilema», no facto de serem diferentes e não se conseguirem adaptar, dos humanos terem medo dos mutantes quando, afinal, estes têm «sentimentos», blá blá. E para quê tudo isto, se já na Antiguidade o Fialho Gouveia dizia que os animais eram nossos amigos?

Claro que há coisas boas. As garantias que Hugh Jackman deu como Wolverine em «X-Men» são aqui por demais confirmadas: a luta com Deatstrike vale a pena (mas podia durar mais) e as «cenas» entre ele e Mystique também. Como este não é um filme que nos pede para amar as personagens (nem sequer para gostar delas, veja-se a frieza que há no climax, uma situação que nos pediria lirismo e emoção), temos assim vários bonecos com que nos entreter. Os vencedores? Magneto tem as melhores frases, Mystique é a que mais se diverte, Nightcrawler o que mais sofre, Deathstrike a mais desperdiçada, Wolverine… o mais necessitado de ir ao psiquiatra; Storm (Halle Berry) está bonita como sempre, mas não tem nada para fazer. É tudo um desperdício monumental das capacidades dos actores, incluindo de Brian Cox («Identidade Desconhecida», «O Aviso», «Adaptation», «The 25th Hour»), que parece ter entrado em todos os filmes lançados nos últimos 6 meses.

O que fica sobretudo depois de ver «X-Men 2»? Uma sensação de vazio. Ou melhor, a sensação de escapismo automático, de ser transportado para um outro mundo durante duas horas, mas com buracos na história iguais aos de filmes que se passam no nosso mundo, principalmente na deliciosa sensação de arbitrariedade que atravessa todo o projecto (sem falar em, pelo menos, uma falha de continuidade). É difícil aceitar as regras próprias dos «comic» quando parecem jogadas de argumentista, tipo parar o tempo em acontecimentos de lazer, mas nunca quando seria realmente importante. Ou como, existindo tantos super-poderes reunidos, ficam todos dependentes de um único mutante no momento decisivo. E, com tanta água à volta, para que serve afinal um «Iceman»? Para namorar apenas com a «Rogue» (Anna Paquin a marcar passo)?

Regresso ao «talvez» inicial: talvez seja apenas escapismo o que se deve pedir a um filme destes. Ser entretido de forma competente enquanto dura (como se se pudesse ser entretido de forma incompetente!). Mas para quem gostou tanto do primeiro (cheguei a dar-lhe 4), perdeu-se agora a novidade, não consegue sequer fazer o mesmo. Falta aqui uma sequência de impacto tão forte como a da Estátua da Liberdade, falta aquele espírito de ir mais além, de arriscar para lá do estratagema de multiplicar personagens e poderes. Falta ordem, falta ritmo ou, em compensação, um grande caos! O que há aqui de pessoal, o que é de Bryan Singer?

Ainda assim, há uma fantasia que é realmente de outro mundo: o professor X ter sentados à sua volta uma data de jovens alunos, informados, interessados e participativos. Pelos vistos, só mesmo se eles forem mutantes…


Nuno Antunes, 29 de Abril de 2003
antunes725@netcabo.pt


P.S.- Estive a rever agora o que escrevi a propósito de «X-Men» para o site. Curioso como, no espaço de dois anos e meio, tiro as mesmas conclusões e dou uma classificação tão diferente.


     
 

Deixe um comentário:

Nome:

Introduza aqui o código que aparece em baixo:


 
Classifique o filme: