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Um Sogro do Pior
Realizador: Jay Roach
Intérpretes: Robert De Niro, Ben Stiller, Teri Polo, Blythe Danner, Owen Wilson
EUA, 2000
Estreia: 22 de Dezembro de 2000
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Média dos Espectadores |
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João Lopes
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Será que Robert De Niro iniciou, realmente, uma carreira paralela como actor cómico? E de comédias simpáticas, mas mais ou menos banais? Nada contra. Mas, a julgar por alguns exemplos anteriores, não será que o De Niro trágico de alguns filmes emblemáticos (Scorsese, «of course») não está, deste modo, a reduzir o alcance do seu próprio talento? (São dúvidas que ficam antes do próprio filme).
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ruipedrovieira@hotmail.com |
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A imbecilidade da grande maioria das comédias que têm saído dos estúdios de Hollywood joga a favor deste novo filme de Jay Roach. UM SOGRO DO PIOR escapa a esta categoria se bem que não vá assim tão longe... A mais-valia está nas premissas da história e na escolha certeira dos actores. DeNiro faz um papel «menos» menor do que os últimos que tem recebido e Ben Stiller volta a mostrar que tem jeito para a comédia. As situações de embaraço e as mentiras (aparentemente) inofensivas que os protagonistas criam, conseguem, de facto, puxar o riso sem nunca caírem no exagero. Mas falta ali qualquer coisa... talvez um pouco de contenção nos registos dramáticos e de ousadia que permitisse fugir aos cânones «mainstream». Ainda assim, há situações imperdíveis como a do aeroporto e a discussão de Greg com a hospedeira.
RUI PEDRO VIEIRA |
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| Quando soube k o filme havia sido realizado pelo realizador de "austin powers", pensei logo k fosse uma porcaria. Mas não! É uma grande comédia, com excelentes actuações de Robert deNiro, e com o fabuloso e genial Ben Stiller, sem dúvida um dos grandes actrores cóicos de todos os tempos. Magnífico! |
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Nelson_Alves@webmail.aeiou.pt |
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Pior era complicado. Se não fosse o carismático Ben Stiller e a presença sempre imponente de Robert DeNiro o filme seria uma grande MERDA. Mas... ainda se aproveita qualquer coisita no argumento.Recomendável só a pessoas que gostam de perder tempo com uma comédia ridícula para entreter a família.
Neal |
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tcosta@netcabo.pt |
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Meet the Parents (Um Sogro do Pior):
O assunto que o filme trata pode, evidentemente, dar origem a variadas e divertidíssimas situações. Os actores escolhidos foram os ideais: Robert De Niro está à vontade em todos os géneros (em comédia entrou no recente "Analize This" e saiu-se lindamente), aqui compõe uma caricatura ridícula e hilariante de um sogro típico, e Ben Stiller, para mim um dos grandes actores cómicos americanos, demonstra aqui, e como tem vindo a fazê-lo em todos os filmes que entra (recentemente encarnou um dos super-herois de "Mistery Men", naquela que é, uma das suas melhores interpretações), que está à altura de nomes como Jim Carrey ou Bill Murray. O filme destoa, felizmente, de todas as recentes e detestáveis comédias Americanas que são compostas por gag após gag falhado apenas acertando um ou outro ao longo dos habituais 90 minutos de fita. Aqui as piadas estão, fundamentalmente, no diálogo entre genro e sogro, mas apesar de serem engraçadas, são raras aquelas que nos fazem soltar uma gargalhada forte. E porque este assunto tinha potencial para muito mais, "Meet the Parents", não está, portanto, à altura de comédias como "Analize This" ou até "Bowfinger", mas o trabalho dos actores e o bom gosto no humor, elevam-no muito a cima da mediocridade habitual deste género de cinema.
Até breve,
Tiago aka []ninja
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aurelioguimaraes@aeiou.pt |
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Gostei muito do filme que, a meu ver, atingiu o seu objectivo: fazer rir (pelo menos comigo, que não parei do princípio ao fim).
Quanto a De Niro realmente é um grande actor, mas um grande actor não precisar fazer apenas grandes papéis, nem estar agarrado a uma imagem. Não é necessário que todo grande actor tenha que interpretar magnificamente um rei lear para se realizar e ser realmente reconhecido pelo público. O importante é ser grande quando tem que ser e o argumento pede e saber ser pequeno e reduzir-se quando faz um papel secundário ou um filme leve que serve apenas para entreter. Penso que as capacidades de De Niro são inquestionáveis.
Ben Stiller comprova mais uma vez a sua veia cómica.
Jay Roach dá, aqui, a volta (já que "Ausrtin Power" foi uma lástima.
Ao Nuno Antunes: quanto a observação da inssistência em, apesar da boa média, Focker optar por ser enfermeiro, penso que é uma piada local, tem a ver com a cultura americana em que os enfermeiros são considerados contínuos, não será?
Aurélio Guimarães. |
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c_cunha@net.sapo.pt |
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| Fossem todas as comédias assim divertidas. Fossem todos os grandes actores do nosso tempo assim corajosos. |
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joliveir9@gm.pt.dreamcast.com |
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exelente comedia em que o REI de niro volta a mostrar que paraele nao existem papeis impossiveis.bom argumento,boa realizaçao.o realizador jay roaches mostra que esta em evoluçao apos austin powers.NAO PERCA,GRANDE FIlME.
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| Diverti-me bastante com este filme!!! Fartei-me de rir. Achei também que os actores estavam muito bem nos seus papéis!!! Vale a pena ver! |
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cinefilo_@hotmail.com |
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| Robert de Niro agora é um actor cómico. E então? Isso não impede que ele seja brilhante. Até vai contra a imagem que alguns actores têm de aparecerem apenas em determinados papéis. A comédia nada tem de inferior aos filmes "sérios" (embora isso não se veja frequentemente nos Óscares). |
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Funnyguy@clix.pt |
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Para começar,temos de deixar um aspecto bem claro. Meet The Parents é uma comédia bem pensada e não se pode dizer que seja brejeira. O argumento è bom, os actores também e o produto final é bastante positivo.
Para começar, não percebo certos critérios que algumas pessoas usam. Os actores, independentemente do seu maior ou menor talento,têm de ser"moldáveis" a vários géneros, sejam eles a comédia, drama, guerra....
Por isso não percebo qual o problema em De Niro se dedicar mais ao género cómico nestes últimos tempos. Não é desprestigiante, e o seu status como actor não está posto em causa.
Depois deste aparte, falemos um pouco do filme.
Tal como todos, tinha grandes expectativas em relação ao filme,principalmente porque tinha como dupla principal dois dos meus actores preferidos. Robert de Niro, deste é escusado falar, porque toda a gente sabe que é um actor brilhante. Quanto a Stiller, depois da sua boa interpretação no filme "Sedutora Tentação", torna a provar que está como peixe na água neste género de filmes
A história não é de todo original, mas em 100 anos de cinema digam-me se estão á espera de ver muita inovação em termos de narrativa.
Tirando isso, as piadas fazem rir, não chegando ao nível Brejeiro do género Malucos do Riso!!
A realização foi entregue a Jay Roach, que me surpreendeu ao fazer algo totalmente diferente de Austin Powers. (não que não tenha gostado do filme)
Saí da sala sem a sensação de vazio, como me aconteceu recentemente no filme 2001- Loucura no espaço!
De resto, temos Owen Wilson no papel de ex-namorado perfeito e Teri Polo no papel de noiva de Stiller, que é como quem diz "Gaylord Focker"! este nome é realmente excelente.
Para mim a comédia do ano. Talvez até superior a "Analyze This", onde De Niro também faz um papel cómico, ganhando-lhe o gosto.
Pelo que sei a DreamWorks de Steven Spielberg já encomendou uma sequela, e ao que sei Robert de Niro não se importa de repetir a dose.
A ver vamos....
Para terminar desejo um bom natal a todos e um ano 2001 cheio de alegrias e bons filmes.
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antunes725@yahoo.com |
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Correcção: o nome da personagem de Ben Stiller é Gay Focker e não Greg Fucker, como escrevi. Impunha-se esta rectificação, até porque o segundo nome prejudicava imenso a percepção que tínhamos da personagem de Stiller… o que não acontece com o primeiro nome.
Nuno Antunes (23/12/2000) |
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antunes725@yahoo.com |
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Tinha grandes expectativas para este filme, que arrasou as bilheteiras norte-americanas durante 4 semanas consecutivas. Os actores eram bons, o ponto de partida também (o futuro genro que vai visitar os pais da noiva, sendo um deles um ex-agente da CIA)… parecia que nada podia falhar para duas horas bem passadas.
Mas nem tudo corre bem. As culpas não são do realizador de “Austin Powers”, mas das expectativas que eu tinha e a que o filme acabou por não corresponder na totalidade. O argumento está, sem dúvida, bem escrito, ainda que haja piadas a mais que falham o alvo e que apenas nos fazem sorrir. Talvez sejam esses altos e baixos que me tenham deixado um certo sabor a desilusão, se bem que agora, uma semana depois de o ter visto, seja difícil estar a apontar algo grave contra ele.
E é difícil apontar algo muito específico, em primeiro lugar, porque todos actores (principais e secundários) são bons. É óbvio que os destaques vão para De Niro (na comédia pelo segundo ano consecutivo) e Ben Stiller (ou Greg Fucker…), mas também posso mencionar o apontamento cómico de Owen Wilson e o gato Jinx, já que as actrizes aqui contam pouco, ficando apenas pelo registo simpático (principalmente Teri Polo como noiva).
Em segundo lugar, porque o filme (embora com situações muito forçadas), tem piada e vai avançando de forma agradável, havendo aqui apenas a lamentar a faceta de De Niro como ex-agente da CIA não ter sido verdadeiramente bem explorada (a cena no esconderijo, com o uso do polígrafo -que aparece no trailer-, apenas nos dá um “cheirinho” do que podia ser o filme nesse aspecto). E se Stiller é enfermeiro (“não há muitos, pois não?”) e se está confortável com isso, porque razão o filme insiste tanto em falar da classificação que ele teve no exame para medicina?
Deste modo, tudo bem medido, o filme tem uma primeira parte muito boa e depois desce um bocado (a seguir à cena da fossa), mas não há dúvida que fica de “Meet the Parents” um esforço sério para dar dignidade à comédia, sem humor de casa-de-banho (para isso já bastou “O Professor Chanfrado II”), ainda que eu ache este filme inferior a “Uma Questão de Nervos”.
Mas há três cenas que tão cedo não vou esquecer: o primeiro jantar de família, o incêndio no jardim, e De Niro a ver o vídeo final com o Jinx. Só por isso, já valeu a pena.
Nuno Antunes (22/12/2000)
P.S.- Lendo o que escreve João Lopes, não posso deixar de concordar com ele, embora, para minha consolação (e espero que dele), De Niro mostre sempre o seu grande talento, seja como um psicopata que persegue uma família ou como um sogro muito desconfiado.
Mas claro que não é essa a questão levantada por João Lopes, mas sim o facto de, lá bem no fundo, esta direcção que a carreira de Robert De Niro está a tomar (filmes de comédia e alguns papéis secundários, como em “Sleepers- Sentimento de Revolta” ou “Copland”), não nos tira o gostinho dos grandes filmes que ele fez (e até o podem estar a afastar deles, como é o caso de não participar no novo Scorsese, “The Gangs of New York”). Para mim, nem “Uma Questão de Nervos”, nem “Ronin” nem este “Um Sogro do Pior” (ironicamente, dos maiores sucessos dele nos anos 90) se comparam a “O Cabo do Medo”, “A Vida Deste Rapaz”, “Casino”, “Manobras da Casa Branca”, “Jackie Brown” e ao que é, quanto a mim, como interpretação e como filme, o seu melhor momento esta década, “”Heat- Cidade Sob Pressão”…
Mas, como havia o perigo, tal é o seu talento e tal é a (falta de) dimensão dos filmes na actualidade, de Robert De Niro começar a ter o mesmo problema que detectei em Paul Newman em “Onde está o Dinheiro” (ou em Norma Desmond… ser maior que os seus filmes e estes estarem a tornar-se pequenos), prefiro vê-lo neste registo cómico por agora (sempre é melhor que “Grandes Esperanças”), enquanto morro de saudades de mais uma associação com Martin Scorsese e pelo regresso a outros filmes... |
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anadavid@clix.pt |
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Sensação saliente: Uma história vulgar recheada de momentos divertidos.
Uma comédia de enorme sucesso americano que tem o mérito de ser competente, isto é, constitui um dos muitos exemplos de entretenimento despretensioso que não fica na memória mas diverte bastante enquanto se está a ver, proporcionando muitas e boas gargalhadas.
O argumento é esquemático, mas isso também não importa muito. O importante é o confronto entre as personagens, suas personalidades, hábitos e marcas.
É portanto uma comédia de situação, tal como nas séries televisivas, assente nos trocadilhos de linguagem (Martha Focker é um nome bem apanhado) e demais diálogos, nalgum slapstick e no carisma dos actores. Robert de Niro - um dos melhores actores do mundo - aparece a inverter um pouco a sua imagem mais séria de filmes como "O Padrinho", "Taxi Driver" ou "O Cabo do medo", já depois do divertidíssimo "Uma Questão de nervos". Quanto a Ben Stiller, dá bem conta do recado, designadamente nas cenas com Bob, assim como Owen Wilson (irritante como convém) e a futura (e compreensiva) sogra de Greg...
Uma palavra final para o belo Jinx, que é uma presença felina de relevo no filme.
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Aproveitando as dúvidas de João Lopes, parece-me ser realmente um desperdício De Niro deixar de fazer grandes filmes (com grandes interpretações dramáticas) para passar a fazer "pequenos filmes industriais" (como este). A acontecer, seria uma pena, mas se os conseguir conjugar, então aí ganham todos, já que ele é um genial actor, até em filmes inúteis. |
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