Título original: Savage Grace
Título (Brasil): Pecados Inocentes
Realização: Tom Kalin
Intérpretes: Julianne Moore, Stephen Dillane, Eddie Redmayne, Elena Anaya, Unax Ugalde, Belén Rueda, Hugh Dancy
Estados Unidos/Espanha/França, 2007
Estreia: 9 de Outubro de 2008
João Lopes
Média dos Espectadores
Bela, ruiva e carismática, Barbara ainda assim não é bem a mulher perfeita para o seu marido, educado em berço de ouro. O nascimento do único filho do casal, Tony, perturba o equilíbrio instável deste casamento de extremos.
Revisitação da história verídica de Barbara Daily Baekeland (fabulosa Julianne Moore) e da sua relação incestuosa com o filho — é, sobretudo, um filme de um "quase-barroquismo" que desafia muitos género, sem nunca se inscrever preguiçosamente em nenhum deles: um verdadeiro exercício de experimentação narrativa e também de perturbante intimismo.
(Cannes 2007)
José Filipe Sanchez
Adorei Julianne MOoore, muito bem acompanhada por Eddie Redmayne mas o argumento é fraco, sem emoção, sem intensidade. A verdade é que "la gente guapa", como dizem os espanhóis, não tem grande interesse e pelos vistos é difícil fazer um filme sobre seres humanos tão completamente desprovidos de essência. Julianne Moore merecia melhor.
Catarina La Fuente
Uma seca de filme! Gostei do guarda-roupa e bastante dos actores principais mas que lento e maçador... Sem momentos de grande emoção apesar do tema se prestar a isso. Uma pena!
Maria João Gaspar
Uma desilusão! Julianne Moore perfeita como sempre e Eddie Redmayne num papel difícil é bastante convincente. O guarda-roupa é lindo e a vida da "beautiful people" é bem retratada. Mas tudo aquilo é fútil e vazio, desde a personalidade das personagens à sua própria vida. Talvez fosse difícil fazer um filme sobre o vazio mas realmente é fraco. Sem pontos altos nem baixos, uma mediana sem emoção, um filme morno! E depois a desviar para a tentativa de escandalizar com a cena de incesto, forçada e que nem sequer choca. E que não corresponde à verdade dos factos, ainda por cima.
Paulo Ferrero
«Savage Grace», de Tom Kalin, contando a história macabra de incesto, e demais desvios sexuais e maníaco-depressivos, na família Baekeland (supostamente do conhecimento público), é um daqueles filmes que não deixa ninguém indiferente, na circunstância provocando (aposto que na maior parte dos casos) um imenso sentimento de reprovação, quando não de repulsa, mesmo correndo o risco de ser politicamente incorrecto. É verdade que a moral da história é: fossem eles pobres e trabalhassem eles e nada daquilo teria acontecido. É verdade que este tipo de personagem, sinuosa e enigmática, cai que nem uma luva à inclassificável Julianne Moore. É verdade que as interpretações estão perfeitas. É verdade que aqueles tempos fascinam.
Mas também é verdade que uma boa reconstituição de época (com menor ou maior passagem de modelos, aliás) e uma boa encenação não fazem um bom filme. No fim, há um certo enfartamento e uma grande dose de revolta: que diabo, nem todos os ‘meninos da mamã’ dão naquilo, nem Espanha e os espanhóis são como o filme os ‘pinta’. Público-alvo e ‘embrulhos’ à parte, o comentário final é: estava-se mesmo a ver que só podia dar naquilo.