Tropa de Elite

Título original: Tropa de Elite
Título (Brasil):
Realização: José Padilha
Intérpretes: Wagner Moura, Caio Junqueira, André Ramiro, Maria Ribeiro, Fernanda Machado, Fábio Lago, Milhem Cortaz, Fernanda de Freitas, Paulo Vilela, Marcelo Valle
Brasil, 2007
Estreia: 10 de Julho de 2008


Eurico
de Barros
João
Lopes
Média dos
Espectadores
   
 
O Capitão Nascimento é o comandante de um esquadrão do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), a força de elite da polícia do Rio de Janeiro, que combate o tráfico de drogas nas notórias favelas do Rio de Janeiro. Para além da pressão da luta existente nas zonas de guerra, a sua mulher está prestes a dar à luz o seu primeiro filho, pelo que tem de encontrar um substituto e treiná-lo rapidamente para escapar à violência diária. Dois dos novos recrutas da força, Neto e Matias, juntos são o substituto perfeito. Separados poderão não conseguir sobreviver...

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* Baseado na experiência de 19 anos de Pimentel como oficial da polícia militar e capitão da BOPE, chega-nos o controverso «Tropa de Elite», o filme mais visto no Brasil em 2007 e vencedor do Urso de Ouro no Festival Internacional de Berlim em 2008.

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* José Padilha e Wagner Moura no Cinema2000.


Eurico de Barros
O texto seguinte foi publicado no jornal Diário de Notícias a 11 de Julho de 2008.

José Padilha revolucionou o cinema brasileiro com este filme, o mais visto além-Atlântico em 2007 e vencedor do Festival de Berlim. «Tropa de Elite» rebentou com a mitificação romântica dos bandidos e transformou em heróis os militares do BOPE, unidade de elite que combate os traficantes de droga do Rio. Uma radiografia social do crime e da corrupção, e um grande filme de acção.


www.grandesplanos.blogspot.com
Vencedor surpresa do ultimo Festival de Berlim, Tropa de Elite é mais uma prova da imensa vitalidade do cinema brasileiro actual. Controversa e polémica, esta magnífica obra foi acusada injustamente de fascista, uma vez que o retrato que faz dos BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) não os condena e observa com justeza as suas acções. A polémica foi tal, que o seu realizador, José Padilha, teve de vir a público defender-se: “Acreditar que eu apoio as práticas do BOPE por ter feito Tropa de Elite faz tanto sentido quanto acusar Francis Ford Coppola de ligações com a Máfia por ter dirigido O Padrinho.” E polémicas à parte, Tropa de Elite tem a grande virtude de recusar facilitismos ou maniqueísmos. Tanto criminosos como policias, caem numa espiral de violência sem limite e ambos os lados são condenáveis. A cena final é uma das mais brutais e nilistas do cinema dos últimos anos e nela esta a chave para a ambiguidade da “mensagem” de Padilha. Ou seja, numa guerra não se fazem prisioneiros, e é de uma guerra que se trata, quando o tema é o combate à criminalidade brasileira. Filmado com uma estética realista e crua, Tropa de Elite tem também uma memória cinéfila, pois está recheado de referências filmicas, com um especial destaque para Full Metal Jacket de Kubrick. De louvar ainda o trabalho intenso de Wagner Moura, que compõe um capitão do BOPE torturado e intenso, numa interpretação verdadeiramente arrepiante. Depois do sucesso estrondoso de A Cidade De Deus, Tropa de Elite é mais uma prova da excelência e pertinência do cinema brasileiro e não me admirava que também fosse nomeado para os Oscars. Um dos grandes filmes do ano que passou e um exemplo que o cinema português poderia seguir.

Luis A.


miguelfbs@yahoo.com
Ao contrário de que críticas dizem não acho que idolatremo o BOPE, acho que coloca em questão a violência e corrupção.Acho que ao contrário de que dizem o grande problema do Brasil é a corrupção e a discriminação social/económica que colocam a violência como arma de aremesso.
A linguagem é dura, as imagens aproximam-se da realidade... A vêr


miguelfbs@yahoo.com
Ao contrário de que críticas dizem não acho que idolatremo o BOPE, acho que coloca em questão a violência e corrupção.Acho que ao contrário de que dizem o grande problema do Brasil é a corrupção e a discriminação social/económica que colocam a violência como arma de aremesso.
A linguagem é dura, as imagens aproximam-se da realidade... A vêr


Romário
A realidade nua e crua do nosso Rio.


Tiago Gomes  
Esqueci-me de mencionar outro aspecto que gostei do filme Tropa de Elite, mas que não altera a conclussão final.

É a forma como responsabiliza a classe média alta e/ou rica na sua quota parte do problema da violência nas favelas.


Tiago Gomes (29-07-08) - http://blogcineterror.blogspot.com/  
Para ser sincero, ficou aquém das minha expectativas.

Como já aqui foi dito o filme é feito em jeito de documentário,está muito bem feito na parte em que denuncia a corrupção do sistema policial brasileiro, com a excepção do BOPE.

As interpretações são aceitáveis, a realização competente, a montagem podia ter sido melhor certos momomentos do filme são um pouco confusos.

Mas para mim o grande "calcanhar de Aquiles" de Tropa de Elite é o facto ser muito planfetário em relação aos BOPE, glorificando esses policiais incurruptíveis que usam e abusam (tortura)da violência.
Mostrando muito pouco o outro lado, o lado dos traficantes e principalmente dos cidadões comuns habitantes da favela, carambas, as favelas também devem ter algo de positivo e gente honesta.
Além, disso achei o filme exageradamente violento, o que provavelmente é realista, mas também podiam focar outros aspectos quer do dia a dia dos BOPE, quer das favelas.

É na minha opinião um filme razoável, mas muito parcial, conta a sua verdade (inquestionável) mas opta, propositadamente, por omitir outras realidades.

Nesse aspecto Cidade de Deus era muito mais completo e, porque não, mais realista.


Alex Aranda
Entre o documentário, o policial urbano e o filme de acção, “Tropa de Elite” é um poderoso filme que ilustra bem a violência e brutalidade dos ghettos urbanos (Portugal já começa a sentir este fenómeno), a corrupção policial e a necessidade e uma força de elite que consiga, ainda que com igual nível de violência (na acção) e brutalidade (no treino), combater esse mesmo violento flagelo.
Um dos grandes filmes do ano.
Acredito que em Hollywood estará muito realizador com inveja.
Será que vem aí o remake?


Bruno Monteiro
Grande filme ke nos mostra as duas faces da polícia brasileira.
Bons desempenhos, boa história mas na minha opinião não chega aos calcanhares de "Cidade de Deus", um dos melhores filmes de sempre, porque não tem um Zé Pequeno ali.


Laura Caçoeiro
Para quem gosta de filmes violentos é perfeito. Os actores são bons e provam que não servem apenas para fazer novelas.


Cineminha
Mostra aquilo que não gostamos de ver a realidade e por isso torna-se muito mesmo muito interessante!


Sérgio Jácomo
O filme é ótimo. O Urso de Ouro está em boas mãos. Destaca-se o desempenho do ator Wágner Moura, que está excelente.


Luís Diogo
Finalmente chega a Portugal o filme que foi um êxito de bilheteira no Brasil e que venceu (para surpresa de muitos) o Festival de Cinema de Berlim).

Este filme pode ser colocado na linha de filmes como CIDADE DE DEUS. Devo dizer que não vi esse filme. Normalmente não aprecio violência gratuita. E especialmente não a aprecio quando os filmes quase justificam essa violência por parte dos criminosos. Mas este filme foi chamado de "extemista" e "Nazi", por defender uma certa violência policial, razão suficiente para eu querer ver o filme. Não que seja Nazi, mas por achar que não se pode responder a um certo tipo de criminosos coms as leis naifs da nossa sociedade que às vezes parecem ser criadas para proteger esses criminosos.

Em termos de construção o filme funciona quase como um documentário (inicialmente era esse o propósito) mostrando um pouco a corrupção existente na polícia e nas favelas. Mas não se torna em algum momento monótono. Longe disso. E isso acontece porque geralmente as cenas já arrancam a meio e acabam antes do fim. (Ou seja, não são como as novelas e os filmes portugueses, onde as cenas começam com alguém a entrar num certo espaço, e acabam com alguém a abandonar esse espaço). A montagem é altamente acelerada. As interpretações são em geral boas, embora alguns momentos pareçam pouco consitentes nessas intepretações. Mesmo o actor principal tem alguns maus momentos, quase de interpretação amadora, especialmente nas cenas iniciais.

Se o filme tem então o mérito em mostrar-nos aquele mundo de forma credível, a verdade é que não consegue colocar-nos a vivê-lo lá dentro a 100%. Estamos sempre a vê-lo de fora. Ainda assim, deixa-nos sempre expectantes em realação ao que vai acontecer e sobretudo, no fim faz-nos sentir contentes pela vida que temos no nosso dia a dia.

É efectivamente um BOM filme, que vale a pena ir ver. Embora se eu o classificasse pelo prazer que me deu, dava-lhe apenas as duas estrelas. Talvez pela minha aversão a certo tipo de violência, e por ser um daqueles filmes que depois de visto uma vez, não tem muito mais razões para voltar a ser visto. Mas vale a pena ser visto essa vez.


     
 

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