Hancock

Título original: Hancock
Título (Brasil): Hancock
Realização: Peter Berg
Intérpretes: Will Smith, Charlize Theron, Jason Bateman, Jae Head, Eddie Marsan, David Mattey
Estados Unidos, 2008
Estreia: 3 de Julho de 2008

Crítica de: Jorge Pinto


Média dos
Espectadores
   
 
Hancock tem poderes fora do normal. Devia receber a glória devida a um "super-herói". Só que as suas acções, apesar de sempre bem intencionadas e salvarem inúmeras vidas, deixam sempre um rasto. Além disso, é conflituoso, sarcástico e incompreendido. Os cidadãos de Los Angeles começam a ficar fartos deste herói e perguntam-se o que fizeram para merecer isto.

Hancock não é um homem que se preocupa com o que as pessoas pensam - até ao dia em que ele salva a vida do Relações Públicas Ray Embrey.

*****

* Peter Berg, Will Smith, Charlize Theron e Jason Bateman no Cinema2000.


Igor Fernandes
Smith e Teron em um mesmo filme!!!
Nossa!!!!Só podíamos imaginar um filme no mínimo agradável.O problema é que foi só mesmo isso que aconteceu.Hancock não foi um filme inteiramente ruim,mas não conseguiu levar ao público talvez aquilo que os produtores esperassem.Talvez o único momento que causou alguma agitação foi com a surpresa de que Charlize também possuía os mesmos poderes do super-herói.De resto,nada nos agitou na poltrona durante o desenrolar das cenas...Um filme razoável em conteúdo,mas que acaba sendo interpretado mais fraco do que fôra.


Tiago Coelho
Infelizmente Hollywood está cheio de filmes com uma boa premissa mas com pessimo resultado.

A ideia era inovadora com grande margem para um grande filme,tinha ainda um Cast capaz de grandes feitos mas infelizmente temos um filme com história pobre e sem brilho.

Lamentavelmente com grande resultado de bilheteiras e que insentiva quem lança este tipo de filmes.

1 estrela e nada mais


Bruno Monteiro
Will Smith pode ter estragado a sua carreira com este filme...
Este é um dos casos em que o trailer é melhor que o filme... muito mais!!!!!!!!!
O filme arrasta-se em ritmo lento, sem piada e as birras do Hancock dão vontade de lhe bater...
O argumento podre e a Charlize Theron neste filme também (só no filme..LOL).
A nossa sorte é so durar 1H30.


Pedro Fonseca
Aqui está um filme que seria um fracasso com actores de pior qualidade. Will Smith tem mais um grande desempenho e leva o filme às costas. A ideia inicial do filme, de um anti-herói está muito boa (e, não sei se já disse, excelentemente desempenhado por Will Smith) mas foi pena não terem desenvolvido mais a história a partir de meio do filme. O argumento acaba por ser apenas positivo exactamente por esse facto. No entanto, tem cenas com imensa piada o que reflecte o principal objectivo deste filme: fazer rir. E nesse sentido acho que foi um objectivo completamente atingido. Relativamente ao restante elenco, Charlize Theron e Jason Bateman, acompanham muito bem Will Smith, com boas interpretações. Os efeitos visuais estão bastante bons, assim como a realização de Peter Berg. Em suma, um bom filme para entreter multidões e não faltou muito para ser um pouco mais que isso.

Classificação: 8


Pedro Fonseca
http://mundoemquevivemos.blogspot.com


David Santos
Nada demais. Perdeu-se uma oportunidade de um anti heroi. De inicio até parecia interessante. Depois demasiado banal. Argumento de trazer por casa.


Laura Caçoeiro
Como já escrevi aqui não existe filmes maus com este actor. Uns são melhores outros são piores, mas prestam sempre.

Neste momento deve ser o actor que mais faz render nas bilheteiras.E pelo menos essa vitória temos que lhe dar.

O filme custou 150 milhões de dólares e mundialmente, já rendeu 220,919,353 milhões.

Não posso disser mais nada, poruqe tenho uma perna partida e não fui ver o filme. o meu namorado foi e gostou muito.


   
ATENÇÃO

O comentário assinado por "MK" contém spoilers sobre o enredo do filme.

Cinema2000


MK
Ao ver este filme so me tentava lembrar do porque da infeliz ideia de entrar naquela sala de cinema. Apos algum tempo la me lembrei que estava ali pois o meu irmao tinha tido uma enorme vontade de ver um filme "certamente excelente".

A verdade é que Hancock é mau do inicio ao fim nunca passando para um nivel que nao nos leve a olhar para o relogio a cada 5 minutos esperando um qualquer final de modo a ir para casa ver um qualquer filme de qualidade.

Will Smith é igual a si mesmo: fraco. Sinceramente ja vi muito melhores trabalhos de representaçao mas tambem ja tive a infelicidade de ver pior, como tal nao digo que seja um pessimo trabalho, é apenas mau.
Como a personagem tambem nao é grande coisa ate podemos desculpar o Will. De facto representar uma personagem como Hancock é um verdadeiro sofrimento tendo em conta que é uma personagem vazia e incompleta. Hancock parece ser uma tentativa de mostrar o anti heroi mas nao passa de uma tentativa pois Hancock nao passa de um heroi a atravessar uma crise existencial desinteressante.

O relaçoes publicas que quer um mundo melhor e que acredita em Hancock nao é mais do que um anexo ao filme que tinha de arranjar alguma coisa para salvar Hancock. Um relaçoes publicas altruista e bastante mau na sua profissao vai agora fazer nascer o heroi que existe em Hancock atraves de alguns concelhos... Se isto nao é mau nao sei o que o é verdadeiramente.

Relaçoes publicas esse que é casado com uma mulher que tambem tem poderes fora do comum, ai esta uma coincidencia digna de uma bela gargalhada.
Charlize Theron esta como todos os outros actores neste filme: fraca. A verdade é que os actores nao parecem ter tido um minimo de liberdade neste filme. A personagem de Charlize Theron tem poderes iguais aos de Hancock e eles sao marido e mulher na medida em que existe algo que puxa um para o outro. Juntos sao como o comum dos mortais e por isso nao podem estar juntos pois juntos morrem. Sinceramente considero esta ideia um pouco ridicula...

Depois existia a necessidade de tornar o filme maior e por isso foi necessario ir buscar uns prisioneiros que se querem vingar de Hancock. Bang, bang e Hancock tem de fugir para que Charlize Theron sobreviva, isto depois de uma previsivel cena em que o RP acabou por salvar Hancock.

Filme muito fraco e mais um daqueles fracos blockbusters de verao. É um filme vazio e sem nada para mostrar, apenas tenho pena que a coisas como esta seja possivel chegar ao sucesso.


JORGE PINTO (Cinema2000)  
«Hancock» é a surpresa no seio dos blockbuster´s do Verão 2008. Predominam fantásticos efeitos especiais e CGi de outra dimensão, mas a acção e o humor comungam inesperadamente com o melodrama de um super-herói dissidente, de si e da sociedade que o rodeia. São 90 minutos dinâmicos e, sobretudo, eficazes.

Will Smith não é apenas um actor, é uma estrela global, sinónimo de universalidade: os seus desempenhos traduzem-se numa ressonância nos quatro cantos do mundo. Ele interpreta Hancock, um personagem que, por força das circunstâncias, está cansado do seu papel de salvador. Literalmente o anti-herói, está prestes a desistir quanto encontra alguém que acredita no homem para além da figura mediática. É um conceito curioso ter-se um super herói embriagado e altamente desastrado. As sequências de You Tube de Hancock são deliciosas, mas colocar um Relações Públicas (Jason Bateman) a tratar dos seus problemas de imagem, fazendo-o assumir as suas acções erráticas, é definitivamente a cereja em cima do bolo.

Todo o processo de uma identidade em plena desintoxicação vai ocupar um papel de relevo no filme e não é uma tentativa vã de seriedade ou desejar alcançar temas mais maduros. Este é um caso em que os vilões são absolutamente redundantes, pois o conflito ocorre no interior do personagem. Quando estes assumem algum protagonismo, são mecanismos que colocam em perspectiva a vida de Hancock, o antes e depois por um sacrifício supremo, um cliché digno do Super-Homem que se adapta perfeitamente a este personagem, em que um poder maior advém de sacrifícios únicos.

Um atraso na entrada da sala e o espectador perde um inicio com vários Big Bang´s, momentos que resumem a narrativa: a adoração por parte dos miúdos e o cepticismo por parte da cidade, mas também os prefixos visuais, desde a montagem digital à realização de Peter Berg, que leva o conceito de câmara ao ombro a outras alturas. Interessante constatar nos créditos o título do produtor: Michael Mann, que deixa para o seu “protegido” a tarefa de realizar um filme de super-heróis, embora se note o seu legado nesta obra.

As interpretações são compactas. Smith está ultra-empenhado: é um actor numa missão de transformar algo a partir da história, inconformado do princípio ao fim, e sente-se que está sedento por um bom desempenho. Charlize Theron está interessante, mas tem uma segunda metade mais reveladora da sua personagem e que beneficia o desfecho da narrativa. A fechar este trio perfeito está Jason Bateman, actor oriundo da comédia que continua a ser um dos melhores segredos de Hollywood e que aqui volta ser mais intenso do que os seus pares: está eclético, vibrante e plenamente calibrado para as diferentes fases do filme.

A sustentação do sucesso de «Hancock» vai para além dos efeitos. Está próximo de Smith e da sua capacidade de colocar um personagem, e o enredo, por mais fantástico que seja, aos pés do espectador, através da encenação de sentimentos próximos dos comuns mortais. As dúvidas, os momentos de fraqueza, são aspectos que tornam um herói completo. Graças a ele, existe a possibilidade de se ter um relato de afectividade no domínio das super-produções, infelizmente cada vez mais descaracterizadas dos seus personagens. Nesse sentido, «Hancock» atinge um ponto de equilíbrio.


Luís Diogo
AVISO: POSSÍVEIS SPOILERS

Se tivesse que avaliar o filme pelo prazer que me deu, até lhe dava duas estrelinhas. Vi-o de forma agradável. Mas como o avalio pelo que julgo que vale, só lhe dou uma.

O filme tem de facto várias falhas. A primeira é que o Will Sminh não compõe o seu personagem de forma muito credível. Não lhe pedia que o fizesse para ganhar um Oscar, mas nunca nos convencemos de que aquele personagem é realmente um bêbado descuidado: É sempre um riquinho a fazer de bêbado.
Depois, cenas como os maus a ameaçarem o Hancock com armas quando já deviam saber (se ele já anda ali há 80 anos) que ele é à prova de balas, é algo absurdo. Ha ainda cenas altamente exageradas e descuidadas.
Mas o maior problema do filme é que parece não ter o terceiro acto. Ou seja: A maioria dos filmes de super-heróis são como os episódios do A-Team. No primeiro acto os heróis até ganham. No segundo perdem e no terceiro, voltam a ganhar. Este filme tem o primeiro e o segundo... e de repente... no espaço de uns segundos, o heróis vence, no final do segundo acto. Parece que o filme acaba cedo demais e princiaplmente, que não oferece aquilo que está sempre a prometer. Para mais, o vilão não é sufecicientemente forte ou carismático para um herói daqueles.

De qualquer forma, como eu já ia avisado de que o filme é péssimo, por algumas pessoas que o viram e pela nota do IMDB, até não desgostei do filme. Se me tivessem dito que era o melhor filme do ano, provavelmente tinha-me irritado desde o início. Assim, desculpei todas as incoerências que ia tendo. Só assim mesmo se pode apreciar este filme. Ainda assim, não o recomendo a não ser se não tiverem mesmo mais nda para fazer e vos apetecer rir um pouco.


Sérgio Santos
Mais uma vez, Will Smith nos delicia com a sua faceta e a sua excelente arte de representar. O filme é bom, embora com alguns exageros, mas a história explica esses mesmos exageros. Charlize Theron também está de parabéns, embora ela tenha registos melhores, tal como Monster ou North Country. Em resumo, gostei do filme, acho que é mais um grande filme deste verão.


     
 

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