A Rapariga Cortada em Dois

Título original: La Fille Coupée en Deux
Título (Brasil):
Realização: Claude Chabrol
Intérpretes: Ludivine Sagnier, Benoît Magimel, François Berléand, Mathilda May, Caroline Sihol
França/Alemanha, 2007
Estreia: 22 de Maio de 2008


João
Lopes
Média dos
Espectadores
   
 
Uma jovem mulher que ambiciona o sucesso e cuja luminosidade seduz os que a cercam, apaixona-se por um escritor famoso mas casa-se com um jovem multimilionário.

*****

* Claude Chabrol, Ludivine Sagnier, Benoît Magimel e François Berléand no Cinema2000.


Miguel Domingues
Enquanto filme sobre a moral sexual dos mais ricos, é interessante. Mas uma realização académica, como quem vai para o emprego, tira-lhe muita da sua eficácia e do seu potencial satírico. E aquele final circense… por favor…

www.limitationoflife.blogspot.com


Paulo Ferrero
Sem ser um novo grande filme de Chabrol (face ao vastíssimo c.v. do autor de «Les Biches» isso começa a ser cada vez mais difícil), e não sendo tanto um filme de intriga policial, mais ou menos tradicional, de índole psicológica, tão ao grado de Chabrol., «A Rapariga Cortada em Dois» é, contudo, um belo exercício dramático, bem ao jeito do realizador, rodado em crescendo de intensidade, conforme o triângulo amoroso se vai intensificando perigosamente até ao clímax inevitável.

Triângulo amoroso que é representado na perfeição pelos actores principais, e que está `impregnado` de contrastes e perfídias mútuas entre as partes (imagem pública versus realidade privada, a compostura do escritor veterano versus a diletância patética do herdeiro estroina, a família vs. o emprego, etc.). No final, a charge a Woody Allen, com a encenação do número de magia e ilusionismo, ao fim e ao cabo, aquilo que dá o mote ao filme: nem tudo o que parece, é.

Cine-Australopitecus


     
 

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