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Bem-Vindo ao Turno da Noite
Título original: Cashback
Título (Brasil):
Realização: Sean Ellis
Intérpretes: Sean Biggerstaff, Emilia Fox, Shaun Evans, Michelle Ryan
Grã-Bretanha, 2006
Estreia: 8 de Maio de 2008
Crítica de: Sérgio Dias Branco
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Média dos Espectadores |
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Quando o estudante de Belas-Artes Ben Willis é abandonado pela sua namorada Suzy, começa a sofrer de fortes insónias. Para passar as longas horas da noite, começa a trabalhar no turno da noite do supermercado local.
*****
* Sean Ellis e Emilia Fox no Cinema2000.
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Joaquim Lucas |
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Um artista à solta no Supermercado
«Bem-vindo ao Turno da Noite» (2006) deriva da curta-metragem de sucesso «Cashback». O título original do filme manteve-se, a realização e o argumento continuam a pertencer a Sean Ellis e os dois intérpretes principais foram preservados, Sean Biggerstaff e Emília Fox. A curta-metragem, datada de 2004, foi nomeada para o Oscar, embora não tenha vencido o prémio, e, aí sim, entre outros galardões em festivais mais ou menos mediáticos venceu o Prémio do Público do… FIKE – Festival Internacional de Curtas-metragens de Évora.
Antes de mais, ensaiemos uma ligeira introspecção. Há diferentes tipos de realizadores e realizações mas quedemo-nos apenas em dois: os realizadores que esquecidos de si visam unicamente erigir uma obra com base na história e na melhor forma de a fazerem chegar ao público, que eu designo de altruístas, e aqueles que buscam alguma atenção para si mesmos através da forma como constroem o seu filme. Sean Ellis está claramente neste segundo segmento de cineastas. Pelo menos a avaliar por este «Bem-vindo ao Turno da Noite», o que até se poderá justificar em determinada perspectiva dado ser um novato na realização. Posto isto, cabe a cada um de nós, através da individualidade que nos caracteriza, perceber se somos mais ou menos tocados por esta concepção cinematográfica tão legítima quanto a outra.
Ben Willis é um jovem estudante de Belas Artes a viver uma ruptura amorosa. A sofrer de insónia a partir de então, resolve inscrever-se para um emprego no turno da noite de um supermercado. A ideia é aproveitar melhor as oito horas que deveriam ser de sono e, ao mesmo tempo, melhorar a sua decrépita situação financeira. Envolvido desde o momento em que passa a trabalhar no estabelecimento num mundo de personagens bizarras, Ben vive o seu tempo imaginando-se com a capacidade suprema de… o fazer parar. Ao tempo, esclareça-se. Através deste primeiro paradoxo da realização, o espectador confronta-se então com um mundo de beleza que é idealizado por Ben e materializado quase unicamente na formosura feminina. Ao mesmo tempo, cresce no nosso herói um interesse superlativo por Sharon, a serena miúda da caixa registadora.
O que se observa no trabalho da realização reside quase exclusivamente na consistência gráfica que o filme claramente consegue, refira-se em abono da verdade. Isto, através de jogos artísticos de imagens em slow motion que dão lugar a perguntas quase metafísicas, feitas em off, mas a que o argumento responde de modo displicente e banal. Por outro lado, a sensibilidade e introspecção de Ben Willis dificilmente se conjugariam com o humor extravagante de um jogo de futebol a fazer lembrar o génio fílmico de Guy Ritchie. Outra das lacunas do filme prende-se, na minha perspectiva, com a incapacidade deste em transmitir emoção porque vive demasiado preso ao grafismo de esquemas concepcionais demasiado cerebrais.
Perante o exposto, felizes os contemplados com a graça deste «Cashback» versão longa. Como a fascinante visão dos corpos desnudados de lindas mulheres não chega para fazer bom cinema, não foi o meu caso. Para mal dos meus pecados, é claro.
www.cartoriomental.blogspot.com
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SÉRGIO DIAS BRANCO (Cinema2000) |
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Estreia na realização de longas-metragens do britânico Sean Ellis. O filme incorpora a curta-metragem com o mesmo título que foi nomeada para um Óscar e pode ser interpretado como uma expansão do filme original — um curioso exercício de reinvenção. O protagonista é um artista que tenta captar a eternidade de cada instante. O interesse do filme por um mundo em suspensão, parado, por onde ele circula, espelha certamente a formação do realizador como fotógrafo: fixar imagens é uma busca perceptiva e afectiva.
S D-B |
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luis diogo |
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Eis um filme que surge do nada. Sem actores ou realizadores famosos, sem promoção, sem prémios que o promovam.
Decidi arriscar nele por falta de opções esta semana e em boa altura o fiz. O filme não é nenhuma obra prinma. Mas tem várias cenas espectaculamente "encenadas" e pensadas, que valem a sua visão. E não são poucas. Umas 15 ao longo de todo o filme.
A história não é original. São os dias que se seguem a uma ruptura amorosa. Mas o que é refrescante é a forma como são filmadas certas cenas que já vimos centensas de vezes.
Não é um filme para a as massas. mas é um filme para cinéfilos, daqules que apetece depois comprar em DVD para mostrar ás visitas que se recebem.
Só para terem ideia do tipo de cenas que aparecem neste filme, vejam estes 23 segundos:
http://www.youtube.com/watch?v=127TlzwV6Sw |
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