Uns Espartanos do Pior

Título original: Meet the Spartans
Título (Brasil):
Realização: Jason Friedberg, Aaron Seltzer
Intérpretes: Carmen Electra, Diedrich Bader, Greg Ellis, Kevin Sorbo, Martin Klebba, Method Man, Crista Flanagan, Sean Maguire
Estados Unidos, 2008
Estreia: 24 de Abril de 2008

Críticas de: Jorge Pinto e Sérgio Dias Branco


Média dos
Espectadores
   
 
Esparta tem um povo duro de roer e é com o nascimento de um bebé de barba rija que nasce também a esperança de vencer o temível exército persa.

*****

* Jason Friedberg, Carmen Electra e Kevin Sorbo no Cinema2000.


Afonso dos Reis
Para que serve um spoof? Para parodiar ou satirizar. Para isso têm de existir pontos de referência. Não há riso quando se queimam os códigos. O problema deste spoof é o problema geral da interpretação da obra original. Nomeadamente a falta de conhecimento da história, os mal-entendidos em relação à homossexualidade e à estética da obra original. As piadas disparam em todas as direcções sem nenhuma consistência. Às vezes até têm piada, mas a maior parte das vezes não são sequer uma desconstrução. Há porém uma parte em que a personagem que corresponde a Leónidas diz: "I don`t like heroes." Poderá haver aí alguma manifestação de uma ideia? A cultura dos espectadores é muito díspar. Este filme reflecte a incompreensão de grande parte do público relativamente ao original.


Bruno[CinemaNoBolso]
Cruz, credo, canhoto... deviam ser espancados os realizadores deste filme de comédia mais parvo que já vi em toda a minha curta vid... tanto que fui embora antes do filme acabar... de fugir mesmo... Ai Miller, os teus 300 mereciam melhor que isto... simplesmente um filme sem sentido nenhum... que parvoeira... xiiiiiça....


JORGE PINTO (Cinema2000)  
Quando o objectivo é conceber o filme mais idiota do ano, não há muito por onde dissertar ao acrescentar que o mesmo deve ser uma comédia. «Uns Espartanos do Pior» é uma obra falhada nos seus curtos, valha-nos isso, setenta e cinco minutos de duração, de sátira que arremessa tudo e mais alguma coisa em direcção do espectador na esperança de surtir uma gargalhada.

A narrativa deste filme prefere colar uma sucessão inarrável de gags esperando que o público assimile, unindo as pontas do enredo, mas essa cumplicidade não resulta. O ingrediente principal é uma infeliz tirada ao «300», com algumas alusões a outras superproduções cinematográficas de 2007, todas reconhecíveis e sem pingo de humor. As constantes referências à vida social das figuras mediáticas norte-americanas da música e da televisão são um momento onde grande parte do público vai anichar-se nas suas cadeiras: programas como American Next Top Model, com Tyra Banks, ou mesmo American Idol, com os seus excêntricos e icónicos apresentadores, não surtem feito pois são absolutamente desconhecidos para a larga maioria dos espectadores portugueses.

As interpretações roçam obviamente o exagero, baseadas no humor escatológico, anatómico e exclusivamente primário. Chega-se mesmo a ridicularizar Carmen Electra pela sua própria aparição em ecrã como personagem e actriz. A única nota positiva fica-se pelo facto da produção não querer ser pretensiosa, simplesmente quer ser divertida. Só que a maior piada de «Uns Espartanos do Pior» é que nem isso consegue ser.


João Cravo
Na minha opinião é um péssimo filme, uma vez mais se prova que fazer comédia não é para todos. De fugir...


Laura Caçoeiro
Foi um filme que teve graça, muito melhor que Epic Movie.
Também o que podemos esperar destes filmes? Eles servem apenas para nos divertir naquela hora e depois irmos para casa bem dispostos.


Pedro Fonseca
Depois do falhanço de "Epic Movie" surge este "Uns Espartanos do Pior". Comparativamente a outras paródias, este filme está muito bom. O filme segue uma certa lógica no enredo. Há uma história, embora com muitas "palhaçadas" pelo meio. Entre essas palhaçadas, destaco o magnífico desempenho de Nicole Parker a fazer de Britney Spears, Paris Hilton, Ellen DeGeneres, entre outras. Está realmente fantástico. De resto, foram parodiadas várias séries americanas, como "Ugly Betty", pessoas do "social" e alguns filmes, com inteiro destaque para "300". Nesse aspecto, o filme está bastante bem conseguido. O pior do filme será talvez as cenas em que entra Carmen Elektra. Muito fraquinhas, de facto. Em suma, o filme cumpre inteiramente o objectivo a que se propôs, embora pudesse haver um pouco mais de enredo juntamente com a paródia.

Classificação: 7


Pedro Fonseca
http://mundoemquevivemos.blogspot.com


SÉRGIO DIAS BRANCO (Cinema2000)  
As paródias em filme mais conseguidas desmontam/desconstroem as relações culturais dinâmicas que o cinema cria. Não se alimentam das obras originais, reflectem sobre elas: basta relembrar como «Scary Movie 4: Que Susto de Filme!» (2006) incorporou as respostas negativas e confusas a «Guerra dos Mundos» (2005) reiterando de outra forma o seu humanismo. «Uns Espartanos do Pior» faz parte do outro grupo de paródias: onde vale tudo e quase nada tem valor — a ideia da ‘idolatria através dos séculos’ não é má, mas falta precisão e discernimento conceptual para a explorar.

http://www.sd-b.blogspot.com


     
 

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