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Uma Segunda Juventude
Título original: Youth Without Youth
Título (Brasil):
Realização: Francis Ford Coppola
Intérpretes: Tim Roth, Alexandra Maria Lara, Bruno Ganz, André Hennicke, Marcel Iures
Estados Unidos/Alemanha/França/Itália/Roménia, 2007
Estreia: 10 de Abril de 2008
Critica de: Jorge Pinto
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Eurico de Barros | João Lopes | Média dos Espectadores |
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Dominic Matei é um professor de linguística com 70 anos. Fulminado por um relâmpago, sobrevive miraculosamente. No hospital, enquanto recupera, os médicos assistem com incredibilidade ao rejuvenescimento físico do professor.
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* Francis Ford Coppola , Tim Roth, Alexandra Maria Lara e Bruno Ganz no Cinema2000.
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Eurico de Barros
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O texto seguinte foi publicado no jornal Diário de Notícias a 12 de Abril de 2008.
«Uma Segunda Juventude» é um falhanço. Honroso, mas um falhanço. |
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zepedro221@hotmail.com |
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Filme de Francis Ford Coppola realizado em e conta com a participação de Tim Roth, Alexandra Maria Lara e Bruno Ganz.
Dominic Matei, um conceituado professor com cerca de setenta anos, sabe que não conseguirá terminar um livro, a obra da sua vida, sem a qual a sua existência não teria nenhum significado, um livro sobre a origem das línguas. Quando se apercebe que não conseguirá acabar a sua obra decide suicidar-se em Bucareste. Quando chega à capital romena é atingido por um relâmpago. Quando sai do hospital, para além de curado está rejuvenescido. Tem setenta anos, mas a aparência de um jovem de trinta e cinco anos. O seu vasto conhecimento de inúmeras línguas permite-lhe conhecer uma estranha jovem, de nome Laura, parecida com a mulher que amou na sua juventude. Ela durante várias noites regressa a uma existência anterior do seu espírito, existência essa em que era Rupini, uma jovem com uma vastíssima cultura. Durante a noite, Laura fala línguas sucessivamente mais antigas, o que permite a Dominic terminar o seu trabalho, porém a jovem vai envelhecendo a uma velocidade extraordinária por estar com Dominic, o que faz com que Matei fique com dúvidas sobre se deve utilizá-la para terminar o seu trabalho ou se a deve deixar para que rejuvenesça.
É um filme interessante sobre os ciclos que existem, a reencarnação...Matei apaixona-se pela mesma mulher que se apaixonara na vida de jovem, no fim regressa ao café onde passou grande parte da vida onde envelhece…
É uma película esquisita e um pouco complicada, mas não deixa de ser profunda.
Tem boa interpretação.
Este filme foi muito mal recebido pela crítica. Sinceramente não percebo porquê.... |
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Ricardo Neves |
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UMA NOVA VIDA
"Uma Segunda Juventude" Dominic Matei (Roth), um professor de liguistíca, é atingido por um relâmpago, mas sem saber como sobrevive. No hospital, enquanto recupera, os médicos assistem com espanto ao rejuvenescimento fisico do professor, acompanhado por um desenvolvimento intelectual extraordinário que chama a atenção de cientistas nazis, obrigando o professor a exilar-se. Em fuga, Dominic reencontra Laura, o amor da sua vida e luta para terminar a sua tese sobre as origens da linguagem humana. Porém quando a sua pesquisa põe Laura em perigo, Dominic é forçado a escolher entre o trabalho de uma vida e o seu grande amor. Dez anos após o seu último filme "O Poder da Justiça" o veterano Francis Ford Coppola, responsável por clássicos como "Apocalypse Now", trilogia " O Padrinho", regressa ao cinema em grande.
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Filipe jac |
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O filme não é uma obra prima, mas não é um falhanço, é uma reflexão sobre a vida, os sacrifícios, as oportunidades, as experiências, as ilusões; mas também sobre os projectos, as escolhas que se tem e que se deve fazer: o amor ou o conhecimento ? Não é possível ambas? Também é uma incursão sobre o dominío da religião, da metempsicose, a transmigração das almas. Todavia, não é isso o mais relevante, mas sim as opções éticas: os nossos interesses ou daqueles que amamos? Quais os valores superiores? A tragédia é que talvez não seja possível alcançar tudo. Ou talvez haja sempre uma segunda oportunidade? Para alguns afortunados...
Vale a pena ver o filme. |
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leonor duarte |
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um filme sobre a escolha entre o "conhecimento e a perfeição" - como se diz algures no filme - e o amor.
mas também um filme sobre "uma segunda oportunidade" para se escolher a si próprio ( para quem é a terceira rosa?)na relação com alguém que não se pôde amar por se ter escolhido anteriormente a solidão.
Coppola num filme magnifíco mas não magnificamente executado: o que lhe sobra em densidade falta-lhe em condensação e fluidez. |
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Carlota Faria Martins |
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| Complexo mas empolgante |
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Luis B |
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| Filme absolutamente extraordinario. Um transe imenso. É ridiculo colocar-se o filme no contexto do new age. Tenham juizo |
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Paulo Ferrero |
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A Coppola deve-se dar o benefício da dúvida, sempre. Foi o que fiz. E todos devem fazer. Mesmo que, como é o caso, o filme seja um filme menor, considerando, bem, que o já veterano Francis Ford, para além de homem com imenso bom gosto e génio criativo, é o demiurgo, à la Welles, que resta na 7ª Arte, e, portanto, tudo quanto se lhe exija seja a perfeição, «apenas». Isto para dizer que:
«Youth Without Youth», não deslumbrando, enquanto peça de autor, ou filme experimental – Coppola já não tem a mesma idade de quando rodou «Tonight for Sure» -, é um filme bastante bonito, e tem bastante do toque de Coppola, sem ser de Midas, contudo. O melhor que se pode dizer do filme é que nos faz ir a correr em busca de livros de Mircea Elliade.
Trata-se de um romance com contornos do fantástico (aqui e ali lembra Meyrinck), passado em vários cenários, em várias dimensões, físicas e mentais, sobre um homem a quem é dada uma segunda oportunidade para levar por diante o seu projecto de busca da origem do verbo. Uma busca egoísta, que, contudo, nesta segunda chance há-de perder em favor da sua amada.
Pena que se trate de um filme claramente descompensado, que começa em grande (desde o genérico inicial, aliás): estilo, visual, narrativa, personagens, interpretação de Tim Roth, etc. – e com sequências brilhantes (veja-se as cenas passadas no hospital psiquiátrico, a armadilha da vamp de ligas com suástica, os primeiros tempos sob a neve, os encontros do casal, o reencontro ocasional, na Suíça, a dimensão mística). Mas não chega. Talvez seja um filme comprido demais, ou talvez que o «crime» seja só um: o autor é Coppola. Venha o próximo, s.f.f.
Cine-Australopitecus
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luisdiogo@portugalmail.com |
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| Filme falhado e pretencioso. A ver apenas por adeptos de conveitos New Age, tipo reencarnações, espiritismos, etc... E mesmo assim! |
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Andre Bianchi |
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Mau de mais para ser verdade!
O pior filme da década até à data!
Inacreditavelmente mal realizado, interpretado e escrito.
De fugir! |
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Luís Mendonça |
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"Youth Without Youth" é, até agora, o mais inexplicável filme do século XXI. Francis Ford Coppola é um realizador multifacetado, dentro de certos limites. Mas este filme rompe-os por completo. Se não viesse com a assinatura de Francis Ford Coppola, arrumá-lo-iamos com o seguinte comentário: inconsequente exercício de estilo, com pretensões de manifesto cinematográfico, sobre um super-homem apaixonado no coração da Europa em guerra (anos 30 e 40). Mas, sendo de Coppola, a pergunta que temos de fazer aqui é: porquê? Terá sido o digital que levou Coppola a fazer aquilo que sempre quis ou será "Youth..." o sintoma de uma crise de "final de vida" que leva o seu autor a retroceder no tempo, fingindo ser um jovem académico a fazer experiências onanistas, pseudo-intelectuais, com a câmara?
Claro que o tema da idade não é novo em Coppola: vimo-lo tratado no tristemente célebre "Jack", o seu penúltimo filme, mas em vez de uma criança no corpo de um velho, temos um velho no corpo de um jovem. Mas "Jack", apesar das suas fragilidades notórias, caracterizava-se por uma candura e leveza que faziam lembrar o Coppola de "Peggy Sue Casou-se". Este "Youth...", objecto estranho, inenarrável, é, perdoem-me a crueza, um autêntico AVC cinematográfico.
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http://cinedrio.blogspot.com (novo)
http://pptom.16.forumer.com |
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João Bizarro |
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| Muito Bom. |
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PR |
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Lá fora o filme tem sido dizimado pelo público. Em portugal o filme tem tido criticas muito boas pelos criticos de cinema... Eu vou ver, claro! Afinal é Coppola, mas as expectativas nao sao mto altas
PR
http://pequenos--apontamnentos.blogspot.com |
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Jorge Pinto Cinema2000 |
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Francis Ford Coppola regressa em grande com um magnífico romance surreal em «Youth Without Youth». É curiosa a base desta obra: um conto do romeno Mircea Eliade e precisamente numa altura em que, um pouco por todo mundo, se celebra a nova vaga de cinema romeno, Coppola vai beber criatividade à Roménia.
O filme mistura conceitos filosóficos, a transmigração das almas, a dupla personalidade, a religião, a língua e o amor como o ponto de encontro e de partida para estas concepções. Mas não basta atirar os conceitos aos espectadores: sob a direcção de Coppola eles adquirem um estado orgânico, sendo fundamentais na evolução desta narrativa que detém uma cadência vertiginosa.
O enredo viaja sobre a mente de um homem que viveu toda a sua vida obcecado pela sua obra, consumindo tudo em seu redor, principalmente Laura, o seu outro grande amor. Encontramos Dominic Matei (Tim Roth) sozinho e envelhecido, com o aproximar do final da vida, sem ter terminado a sua obra, quando é subitamente atingindo por um relâmpago ao viajar até Bucareste à procura de uma nova identidade. Sobrevive, e em estado larval e sem parentes, o homem por debaixo das ligaduras começa a rejuvenescer sem qualquer tipo de explicação.
Acompanhando esta regressão está a sua memória e as lembranças de Laura, flashbacks que nos contam as suas escolhas no passado. Coppola foi bastante feliz na adaptação e transforma este épico romântico num percurso exigente mas acessível ao grande público. Facilmente estabelecemos empatia por Dominic e os seus infortúnios. Mas a prova maior faz-se quando o destino concede uma reincarnação da sua paixão, criando um confronto interno em Dominic, entre o prolongamento da obsessão pelo estudo das línguas mortas ou o reviver do amor e o tempo perdido com Laura. O amor e a complexidade das escolhas permitem-nos trilhar este engenhoso romance como se da primeira paixão se tratasse... |
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