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Diário de Uma Nanny
Título original: The Nanny Diaries
Título (Brasil): O Diário de Uma Babá
Realização: Shari Springer Berman, Robert Pulcini
Intérpretes: Scarlett Johansson, Laura Linney, Paul Giamatti, Alicia Keys, Chris Evans
Estados Unidos, 2007
Estreia: 28 de Fevereiro de 2008
Crítica de: Jorge Pinto
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Eurico de Barros | Média dos Espectadores |
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Escolhendo escapar da vida real, Annie aceita a posição como baby-sitter numa família rica, referenciada simplesmente como “os X`s.”. Rapidamente aprende que a vida não é tão cor-de-rosa no outro lado da faixa social, tendo que servir todos os caprichos da Sra. X e do seu precoce filho Grayer, enquanto tenta evitar o formidável Sr. X.
*****
* Shari Springer Berman e Robert Pulcini, Scarlett Johansson, Laura Linney e Paul Giamatti no Cinema2000.
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jorgecouto |
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| Fraco... |
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Cataclismo Cerebral |
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Uma Ama à beira de um ataque de nervos...
Depois do sucesso crítico alcançado com o excelente "American Splendor", a dupla Shari Springer Berman e Robert Pulcini atirou-se de cabeça para um projecto de cariz adolescente, que mistura desequilibradamente a comédia satírica com o melodrama light. A base foi a obra de Emma McLaughlin e Nicola Kraus e o resultado é "The Nanny Diaries", que apresenta uma Scarlett Johansson fresca e dinâmica decidida a provar que consegue demonstrar o seu talento em vários registos. A actriz interpreta Annie Braddock, uma recém-licenciada apaixonada por antropologia que aceita um trabalho como baby-sitter para uma família abastada da implacável sociedade nova-iorquina (família que ela deliciosamente denomina de "X`s"). Inicialmente, Annie assume o seu trabalho como um estudo científico, que lhe permite analisar pessoas, rituais e ambientes. Mas ao ser conquistada pelo petiz aos seus cuidados, Annie deixa-se absorver pelo seu exigente cargo, permitindo os mais variados abusos por parte do Casal "X". "The Nanny Diaries" surge na senda do famoso "O Diabo Veste Prada", sendo quase uma cópia desse fraco filme. Vejamos as semelhanças: rapariga culta e desempoeirada consegue emprego num meio supostamente glamouroso, radicalmente diferente do seu ambiente natural. Enquanto sua as estopinhas para cumprir as suas funções, atura uma patroa tirânica e egocêntrica e vai perdendo contacto com familiares e amigos. Tiro e queda! Mas mesmo assim, faço justiça a "The Nanny Diaries" por possuir um charme próprio que nos conquista sem estarmos à espera. O filme começa muito bem, com soluções criativas que apelam aos terrenos da fábula. O aplicar da observação antropológica ao universo cosmopolita da protagonista então é um achado certeiro. É pena é que essa criatividade não dure muito tempo, pois à medida que a narrativa se desenrola o encanto vai-se esfumando. O filme sabe que está a andar sobre clichés e o curioso é que parece não se querer importar com esse facto. Aliado a isto está a indecisão na escolha do tom: não se percebe bem se o objectivo é ser uma sátira ou um melodrama. Para sátira falta-lhe acidez; para melodrama não é muito inventivo (chegando até a ser lamechas). Contas feitas, fica-se com um filme doce e modesto, que contém algumas boas cenas, a entrega jovial de Johansson e uma bela homenagem à eterna rainha das amas: Mary Poppins. Mas esperava-se mais do par que nos deu "American Splendor"...
José Simão
http://www.cataclismocerebral.blogspot.com
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JORGE PINTO (Cinema2000)  |
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A dupla Shari Springer Berman e Robert Pulcini, argumentistas e realizadores de « American Splendor», seleccionou adaptar "The Nanny Diaries", um best seller de Emma McLaughlin e Nicola Kraus que expõe em tons bem dispostos a vida das babysitters na alta sociedade nova-iorquina. O enredo move-se em vários sentidos, nunca se perdendo na exposição das ideias, possibilitando diferentes leituras a partir do mesmo plano, algo aparentemente invulgar neste tipo de registos. É uma incursão na selva urbana, num retrato de uma subcultura onde os personagens são objecto de estudo e os seus nomes são mantidos incógnitos ("Mr.X", "Harvard Hottie"). Estes acabam por afectar quem os observa, neste caso Annie, personagem interpretada pela actriz Scarlett Johansson em pleno exercício do seu lado jovial aliado à sua experiência em desempenhos dramáticos.
Annie findou o curso universitário, mas sente-se inconformada com os desafios da pós graduação. Está moída de esperarem tanto de si, é uma observadora nata e decide aventurar-se num desafio incerto. A narrativa não se perde em ruído desnecessário ou lamechices da praxe. Assim, ela inicia a carreira de nanny, tentando manter a sua distância emocional, mas acaba por criar afectos. Ao seu cuidado tem Grayer (Nicholas Art), um jovem carente tal como a sua mãe, Mrs.X, numa interpretação de Laura Linney em mais um papel bem conseguido por esta actriz camaléonica: o desempenho de uma personagem excêntrica, mas que sabe mudar bem o ritmo quando tem de representar as alienações no seu lar ou a futilidade da sua vida, que acabam mesmo por suplantar o seu carácter possessivo.
A relação entre Annie e Grayer é a peça-chave do filme. A posição de ama do miúdo permite efectuar constantes reflexões sociais (o mundo das babysitters), observando também o crescente estado de lividez emocional na criança causado pelos pais (o primeiro cliché demonstra a rebeldia do miúdo face à nova ama, e é mais uma tradução da instabilidade do que um artifício do enredo).
Existem papéis interessantes, sendo o Mr.X um deles. A sua figura está bem capturada: escutamos apenas a sua voz, existindo uma barreira visual entre ele e o espectador, construindo-se assim a figura de pai ausente. Quando finalmente surge em cena, a sua arrogância, carácter de pai e marido sem escrúpulos estão bem presentes. Este é interpretado pelo talentoso Paul Giamantti, que antes havia colaborado com esta dupla no «American Splendor». Outras inclusões perspicazes são a de "Harvard Hottie" (Chris Evans), um dispositivo do conflito romântico e social de Annie, Lynette (Alicia Keys), a sua melhor amiga, e a mãe (Donna Murphy), estas últimas a conferir dimensão pessoal e ambições exteriores à vida da protagonista.
Apesar de assumir o foco nos estereótipos, «Diário de Uma Nanny» sabe utilizá-los para cruzar temáticas mais sérias em jeito satírico com a comédia light, com o melodrama e o romance também a piscarem o olho, formando uma proposta agradável. À primeira vista, a utilização de um chapéu que impele Annie a voar, nos seus sonhos, sobre os céus da Big Apple, é uma aproximação a uma fábula, mas não foi esta a intenção dos autores ao formatar o filme um pouco à semelhança de «Mary Poppins», uma vez que a sequência insere-se como um escape de Annie aos desafios da vida. No final desta viagem, o seu contacto com este mundo vai permitir-lhe deixar a sua marca na vida das pessoas, mas sobretudo encontrar o seu ser perdido. |
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Pedro Fonseca |
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Um filme agradável com uma história engraçada, embora simples. Neste filme podemos assistir a grandes interpretações por parte de grandes actores como Scarlett Johansson ou Paul Giamatti, sem esquecer Laura Linney que tem aqui uma interpretação de grande nível. A novata Alicia Keys e o "fantástico" Chris Evans cumprem. De resto, um filme que entretém toda a família e retrata bastante a sociedade actual.
Classificação: 7
Pedro Fonseca
http://mundoemquevivemos.blogspot.com |
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Tó Miranda |
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| Já vi este filmezito há uns tempos. Clichê em cima de clichê, nada de novo... uma espécie de gatinha borralheira... contado pela enésima vez, SEMPRE A MESMA COISA. Poder-se-á dizer que a coisa foi feita de encomenda para assentar à estrelinha de momento: Scarlett Johansson. Sim, e essa é uma verdade incontornável e talvez o único ponto de interesse deste filme - para Amantes Incondiconais da estrelinha Scarlett Johansson! NOTHING MORE... |
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